The Doll.

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Oi owo
É a minha primeira fic aqui então... Por favor não taquem pedras em minha pessoa >.
A fic não é boa, e foi escrita com pressa para um concurso, but, é isso aí!

O policial de cabelos rosados não tardou a arrombar a porta. Sua parceira, esta de cabelos verdes e curtos, o seguia segurando a pistola com toda a força. Olharam em volta rapidamente. Não havia sinal de vida.

- As denuncias apontaram ter ouvido alguns gritos... De um algum jovem... É incrível pensar que morasse alguém nesse prédio... Pensei que nem energia elétrica tinha... Deve ser mais um desses drogados...– Megumi, ou Gumi como era chamada pelos colegas, comentou numa expressão forçadamente séria. Yuma seu parceiro apenas concordou com a cabeça. Passado qualquer chance de perigo ambos entraram calmamente.

Era um pequeno apartamento, com poeira por todo o lado, consistia claramente de um quarto sala, cozinha e banheiro. Logo ambos foram fazer a ronda em busca de algo.

Gumi, era a mais energética, explorou a cozinha com aptidão, era conhecida por não ser muito boa na área de observação, mas, se esforçava bastante. Procurou por manchas de sangue, mas, não havia sinal... Continuou a caminhada e percebeu uma coisa... Uma gaveta aberta. Aproximou-se e viu várias talheres variadas, mas, logo se deu falta...

De uma faca.

Yuma por sua vez, parceiro e chefe de Megumi. Era sério e muito inteligente. Destacava-se pelas suas deduções brilhantes e vários casos bem sucedidos. Procurou algo pela sala, mas, logo se sentiu atraído pelo quarto... Vindo dele era possível sentir um cheiro.

“Carne estragada...” Pensou, torcendo o nariz, abriu lentamente a porta do quarto e deu de cara com um cômodo um pouco mais limpo que os outros. As cortinas fechadas deixavam tudo escuro, não tinha interruptor, e a única luz do quarto vinha dos olhos de...

Uma boneca Vocaloid?!

Arqueou uma sobrancelha. Megumi logo veio a seu lado e sorriu um pouco ao ver a boneca. – Ei, não é uma daqueles robôs cantores lançados em 2013? – Perguntou como uma criança curiosa, Yuma apenas concordou com a cabeça.

- Hatsune Miku... – O homem falou, reparou que ao lado da robô havia um computador ligado. Imaginou a quanto tempo havia alguém aqui. O cheiro de carne o incomodava e logo entrou no quarto. Não precisou andar muito, logo sentiu seus pés deslizarem pelo sangue no chão.

Yuma não era de se chocar com um caso, mas, com Gumi o caso era diferente... Logo a jovem correu para o banheiro vomitar, tamanha a cena grotesca. Três corpos, dois homens e uma mulher idosa. Desmembrados, um sem cabeça, outra com todo o seu intestino para fora... Sangue e mais sangue para todo o lado... O terceiro era o pior, seu olhos e dentes foram arrancados e sangue escorria pelos buracos que um dia já foram gentis olhos. “Merda!” Pensou.

Gumi logo voltava, dizendo ter chamado reforços, logo os dois jovens desviaram dos corpos e procuraram por algo. Yuma logo colocava luvas e via o computador, mas, a jovem não conseguia tirar os olhos da boneca.

- É tão bonita... Lembro de ter uma quando era criança... Foi assim que lançaram. – Sorriu com a nostalgia.

- Só você consegue pensar nisso, numa cena tão horrível. – O homem disse de forma apática, talvez haveria uma ponta de afeto e compreensão. Talvez fosse realmente bom se lembrar da infância para esquecer mesmo que um pouco tamanhã barbariddade. Logo continuou a procurar... Achou um arquivo de nome “...” Arqueou uma sobrancelha e o abriu.

Os olhos de Miku abriram, deixando a luz azulada do quarto ainda mais forte, tinha um sorriso doentio no rosto, o que faziam os dois se arrepiarem. Sua boca se abriu e fechou, mas, sem nenhum som... Procuraram qualquer conexão entre os aparelhos e a robô, mas, não encontraram nada. Uma música macabra, um som capaz de furar seus ouvidos ressoou e a Robô começou a cantar.

“Ichi”... Foi a primeira coisa que a jovem disse, sua voz saia distorcida, como se a modificassem só para assustar. Não era nada parecida com a doce boneca que cantava sobre ser a princesa do mundo na infância de Gumi.

Oh Deus, a música era horrível... Era mais recitada que cantada. Rimas sem sentido e o que contava era simplesmente... A forma como o jovem que jazia caído ali, sem os membros, fora morto. A robô as vezes se mexia de um lado para o outro, como se cantasse algo bem mais alegre. Cantou como o assassino se sentiu bem ao arrancar um, por um os membros do jovem com uma faca. Como cortou a garganta e como o jovem implorava pela sua vida, enquanto se sufocava pelo próprio sangue. As palavras não demoraram e logo uma última frase ecoou.

“A boneca canta o assassinato....

A pedido do meu pai, o pecado...

Quem.... Quem é o culpado?”

- Meu Deus... Quem poderia ter sido tão... Doente?! – Megumi exclamou assustada. Esbarrou em um cabide e várias roupas caíram. Yuma a repreendeu e ambos esqueceram-se da boneca por uns segundos até novamente a voz da mesma ressoar.

“Ni”

Novamente... A canção continuou... Dessa vez a boneca parecia cantar com satisfação e Yuma pode ver um brilho macabro em seus olhos iluminados. Cada detalhe de como os órgão internos da mulher foram retirados e estraçalhados pelas próprias mãos do assassino e como fora divertido lhe arrancar os intestinos, e a mulher agonizava. Megumi se segurou para não vomitar novamente, parecia irritada e assim que a frase do culpado se repetiu, puxou o fio do computador, o desligando.

- Não quero mais ouvir a voz dela... Foi horrível! – A jovem exclamou irritada. Yuma concordou, resolveu ligar logo para a sede... Por que diabos estavam demorando tanto?!

De repente... Ouviram um som, parecia de algo se movendo, como uma porta se abrindo. Viraram e viram a boneca estática, ainda com o sorriso de arrepiar, mas, por que parecia tão próxima?! Não tiveram tempo para pensar direito, numa rapidez assustadora a boca da boneca abria e fechava... Não sabiam o que dizia, o quão era rápido os movimentos. Aos poucos a velocidade foi baixando, Gumi assustada se escondia atrás de Yuma.

- Essa porra está amaldiçoada! – Disse com a voz tremida. Yuma suspirou como se tudo aquilo fosse pura idiotice, mas, no fundo sentia também uma pontada de medo em seu corpo.

- Fique calma... O reforço vai chegar e nunca mais vamos a ver... – Tentou tranquiliza-la, mas, logo a sua voz calou e Gumi deu um grito em agonia.

“San...”

Ela voltava a cantar. Estáticos pelo medo ouviram silenciosamente. As palavras saiam ainda mais devagar, como uma canção de ninar...

“Esses olhos... Vão refletir a escuridão...

Seu pecado será pago... "

A frase logo os fez olhar para o corpo de rosto deformado. A boneca cantou... A voz era tão distorcida que não iriam se surpreender se seus ouvidos começassem a sangrar... Gumi o abraçava por atrás, Yuma era seu único protetor daquele momento, seu único elo com a realidade antes que se entregasse ao medo e a loucura. Mas, será mesmo o suficiente?

Depois da sangrenta e grotesca canção, a moça olhou para Yuma, e ao ver seus olhos tão assustados quanto os dela não aguentou pegou o seu revolver e atirou contra a boneca. O homem logo saiu de seu transe a parou. Uma série de gritos se sucederam. E a jovem enlouquecida a jogou no chão. Ele a segurou pelos braços e a arrastou até a porta do quarto.

- Calma! É só uma boneca! Entende isso cacete! É só isso Megumi! – Ele dizia exaltado, e ela apenas gritava em agonia. Ele a sacudiu e aos poucos pode ver a calma. Yuma olhou para a que uma vez fora Hatsune Miku, a boneca da infância feliz de uma pequena e indefesa jovem de cabelos verdes. Perfurada a tiros, lançada ao chão e manchada de sangue... D-de sangue?!

De repente ouve-se o barulho do seu celular. A mandou sentar numa cadeira da sala. Disse que ficaria tudo bem, para ela se acalmar. A jovem, que mantinha um olhar perdido, apenas concordou com a cabeça. Andou até a porta da sala e antes de sair a olhou mais uma vez... Estava horrível e olhava para a parede de uma maneira doentia. Suspirou, só esperava que chegassem logo e saiu, indo para um pouco distante daquele maldito apartamento.

15 minutos se passaram. O chefe de polícia tentava se explicar, mas, Yuma apenas o repreendeu. Estava ficando mais calmo aos poucos, até ouvir um grito agonizante.

- MEGUMI! – Gritou, desligando na hora e correndo até a sala. Não havia ninguém, mas, logo ele percebeu o cheiro de sangue fresco e olhou para o chão. Um rastro de sangue seguia pelo carpete. Quis vomitar... Mas, se segurou. Ouviu uma risada aguda e não aguentou mais correndo até o quarto.

Nunca em sua carreira, Yuma se sentiu abalado... Não importasse o quão cruel ou bizarro o caso fosse. Sempre se manteve frio e apático a tudo... Ele sempre se considerou forte, inabalável.

Porém... Para tudo tem uma primeira vez e ao ver uma boneca de lindos cabelos turquesa e olhos outrora da mesma cor, mas, agora num tom preto com a íris vermelha. E por fim segurando uma faca com uma mão e a outra segurando pelos cabelos a cabeça degolada da cabeça da mulher que no fundo nutria gentis e amorosos sentimentos... Enquanto ressoava em sua voz distorcida o número tão temido...

Lágrimas desceram de seus olhos, seu mundo perdeu o chão...

E de fora do abandonado prédio, podia-se ouvir o mais agoniado e doloroso grito.

Notas finais
Obrigada por terem lido! ♥
Comentem! ~Ounão
OBS: É eu Shippo VY2 x Gumi *Corre*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!