Notas iniciais
Desculpe a demora, tive alguns problemas que fizeram o hiatus se prolongar, mas ja estou de volta e trouxe um novo capítulo desta fic que já esta chegando ao fim ;) Fiquem ligados.

https://www.youtube.com/watch?v=H1zohrGD-SI

Minha cabeça lateja enquanto reclino-me para me acomodar melhor a cama do hospital. Relembro as imagens de meu sonho na noite anterior, de todas as coisas desaparecendo, vêm a minha mente a imagem do diário de Luan em minhas mãos. Tudo parecia tão real.

Lembro-me de nossa briga... Digo do meu ciúme, com certeza ele não estaria fazendo nada de mais, mas o meu ciúme falou mais alto e eu besta, me comportei de forma arrogante, eu o ofendi e maltratei-o.

Sinto uma pontada forte em meu peito, minha respiração diminui e sinto como se não conseguisse respirar mais. Um dia ensolarado sem nenhum vento e nenhuma nuvem no céu o que o deixa completamente azul e bonito. A porta ainda aberta range enquanto vai se fechando, não há ninguém no quarto além de mim e nenhuma pessoa no corredor, não ouço barulho algum a não ser pela televisão ligada, e além das janelas abertas, o dia está monótono sem nenhum vento que possa empurrar a porta. Mas a porta se fecha bruscamente com um barulho ensurdecedor, os trilhos das cortinas se movem fazendo-as se fechar. Pego o telefone para pedir ajuda, mas o mesmo está mudo. A televisão desliga, as luzes do quarto se apagam deixando-o totalmente escuro, sem enxergar nada tento me levantar na esperança de procurar ajuda, mas quando me inclino para sair da cama uma pontada muito forte atravessa meu corpo inteiro e fixando-se em minha cabeça a faz latejar dolorosamente e me deixa tonto. Retorno para a minha posição na cama e encosto-me ao travesseiro buscando fazer com que a dor cesse. Um vulto negro passa em minha frente rapidamente, sigo-o com meu olhar para tentar ver o que acabará de passar a minha frente, mas com medo fecho os olhos e me cubro com o cobertor até a cabeça buscando me proteger do que estava lá fora.

Ouço um barulho vindo do corredor como passos e pessoas conversando vindo em direção ao quarto, ainda longe. As vozes vão aumentando e os passos ficam mais autos indicando que estão se aproximando. Grito sem hesitar pedindo por ajuda, as pessoas no corredor param por alguns instantes, mas logo vêm correndo em direção ao quarto, elas empurram a porta com força a deixando se chocar com força na parede. As duas enfermeiras puxam o cobertor que estava em cima de mim.

— Você está bem? Pergunta uma das enfermeiras

— Não, alguma coisa entrou por aquela porta que estava aberta, fechou ela e as cortinas, desligou a televisão e deixou tudo escuro quase impossível de enxergar, mas eu vi o vulto passando a minha frente eu tentei pedir por ajuda no telefone, mas ficou mudo então tentei levantar para chamar alguém no corredor, mas uma dor muito forte em meu corpo me impediu.

— Mas não há ninguém aqui. Diz a outra enfermeira abaixando-se para olhar em baixo da cama.

— Mas eu vi, eu juro vocês tem que acreditar em mim. Digo já chorando.

— Nós acreditamos, agora descanse. Diz a enfermeira se levantando, e ligando a televisão.

— Vamos buscar uns remédios e iremos pedir para que alguém venha ficar com você, e se houver algum problema é só discar o numero Um no telefone e alguém virá ajuda-lo. Diz a enfermeira já se retirando.

— Espere, mas o telefone está mudo.

A enfermeira volta até o armário ao lado da cama, ela pega o telefone e leva-o até o ouvido para ver se está funcionando e depois o põe de volta ao gancho em cima do armário dizendo. – Está funcionando agora, desculpe não poder ficar, mas tenho outras pessoas para ver agora. Diz a enfermeira saindo do quarto e deixando a porta aberta.

O medo se instala em meu corpo me fazendo tremer, fico ali parado pensando o que havia acontecido e se aconteceria novamente. Não perco tempo e pego o telefone em cima do armário e disco os números do celular de Luan. O telefone toca três vezes e ele logo atende.

— Halo! Quem fala? Ele diz pelo telefone.

— Luan, sou eu, por favor, volte até o hospital agora.

— Sim claro já estou indo, aconteceu alguma coisa?

— Sim, aconteceu, mas eu prefiro lhe contar aqui mesmo.

— Estou indo. Ele responde e desliga a ligação.

Coloco o telefone de volta ao gancho, e deito na cama esperando Luan.

Uma enfermeira que já me atendia entra em meu quarto dizendo que eu tenho visitas. Ela chama as pessoas no corredor, são meus pais e os pais de Luan. Eles me cumprimentam, ficamos um tempo conversando e logo Luan chega, ele trás flores e chocolates nas mãos. Ele me entrega as flores e os chocolates pedindo perdão pela nossa briga eu o desculpo e também aproveito para também me desculpar.

Ele se ajoelha ao lado da cama e me entrega as flores e a caixa de chocolate em forma de coração. Ele tira uma caixinha pequena do bolso e pede silencio a todos no quarto e diz.

— Guilherme todo esse tempo eu não tive coragem para revelar tudo o que eu sentia por você, não fui capaz de enfrentar meus pais em nome do nosso amor, tive medo das opiniões sem levar em conta que a nossa felicidade era a prioridade, mas tudo isso acabou, por que hoje eu sei que eu te amo e nada irá mudar isso. Ele diz olhando fixamente nos meus olhos.

Ele olha para a enfermeira ainda no quarto acenando para que ela fosse até a porta. A enfermeira conversa com alguém e pede que entre. Todos os meus amigos e parentes entram no quarto acomodando-se, com balões e presentes eles de ajeitam nos cantos e contornando a minha cama, o quarto não é grande suficiente e algumas pessoas ficam do lado de fora, logo outros enfermeiros aparecem na porta também e quando percebo o hospital inteiro está ali... Em meu quarto.

Notas finais
Espero que tenham gostado *-* na próxima quinta-feira tem mais. Obrigado pela paciência e companhia. Um Ótimo 2015 pra todos vocês Deixem seus comentários