The Diary Of Gui

12 Despertar parte II


Notas iniciais
Peço perdão pelo atraso no lançamento deste capítulo, houve um problema com a Internet em minha casa, por este motivo o capítulo não foi lançado.

"A realidade em que você vive pode ou não ser a verdadeira, mas dependerá apenas de você dizer se a realidade em que vive te agrada para que seja o seu mundo".

Sonhando retorno a minha realidade, me assusto de inicio, mas me lembro de que deixei o despertador ligado e tenho a certeza de que retornarei a o mundo real. Vasculho pela casa não sabendo bem o que busco, mas com a certeza de que tenho algo a encontrar. Olho as fotos na estante, mas elas estão desfiguradas e as coisas começam a sumir, corro para fora da casa e noto que tudo esta sumindo o meu mundo estava desaparecendo e eu não sabia o significado real daquilo, mas uma ideia vem a minha cabeça, lembro-me do diário de Luan que eu havia encontrado na casa de seus pais e que ainda estava comigo, guardo na terceira gaveta de cima para baixo no lado direito da escrivaninha em meu quarto, é a única gaveta com chave onde eu guardo as coisas preciosas e mais importantes para mim, ou apenas coisas que eu não gostaria de revelar. Corro de volta para dento de casa e sigo em direção ao meu quarto, pego a chave no cofre escondido dentro do closet e retorno a escrivaninha abro a gaveta e apanho o diário, a escrivaninha começa a desaparecer e eu apresso-me em sair dali antes que algo aconteça comigo, tudo começa a ficar branco e as pessoas na rua ficam desfiguradas a casa desaparece quase que por completa. Tudo começa a sumir inclusive o chão, corro em direção a um canto ainda intacto, mas as coisas começam a desaparecer com mais rapidez e o chão fica branco e a parede onde eu me encostava desaparece derrubando-me, bato a cabeça no chão, e uma névoa branca some com tudo por onde passa, avança em minha direção e sem saber o que fazer fecho os olhos em uma reação involuntária de tentar me proteger, mas antes que a nevoa me alcançasse o despertador toca acordando-me e salvando-me de algo não sei bem o que, mas não gostaria de continuar lá para descobrir, porém não vi o diário de Luan que provavelmente desapareceu junto ao Mundo de Gui, me lembro de bastante coisa, mas sei que não terminei de ler aquele diário e gostaria muito de saber o que estava relatado na ultima pagina do mesmo.

A enfermeira entra no quarto destrancando a porta e ligando a luz e a televisão, e em seguida entra a outra me trazendo café da manhã. A enfermeira que entrará primeiro sai do quarto fechando a porta atrás de si.

– Você está bem? Pergunta a enfermeira que permaneceu no quarto ajudando-me a comer meu café da manhã.

– Estou sim, obrigado. Respondo, sorrindo para ela. – Hoje tive um sonho muito estranho não sei se devo me preocupar, mas é algo que com certeza escreverei em meu diário e talvez no futuro, você junto a outros médicos possam ler e descobrir o porquê dessa tal experiência.

– Hum... Isto é de fato intrigante senhor Guilherme, posso ao menos saber do que se trata esse sonho e o conteúdo deste diário? Diz a enfermeira com um olhar curioso.

– Você parece curiosa e é do meu feitio deixar as pessoas curiosas, mas vou abrir mão deste para contar-te sobre meu sonho e diário. O sonho trata-se de uma realidade criada por mim mesmo enquanto estava em coma, algo que eu jamais ouvi falar eu o denominei de “O Mundo de Gui”, e neste diário está explicando tudo sobre está experiência de vida que eu tive enquanto estava entre a vida e a morte.

– Ah! Compreendo, de fato jamais ouvi falar de algo parecido, mas se vós dissestes devo acreditar.

– Não está pensando que eu sou louco, né? Bem, se estiver ou não eu mesmo lhe digo que não sei realmente, nunca saberei em vida, mas posso lhe garantir que tudo que vivi foi bem real.

– Não, de fato algum eu estaria duvidando de você, pelo o contrario eu acredito em você e ficarei muito grata em poder ler este diário.

– Oh! Obrigado.

– Bem eu tenho que ir, agora que o senhor terminou de comer tenho de me retirar, acha que pode ficar sozinho por alguns estantes?

– Claro que sim, eu já dormi uma noite sem ninguém aqui, ficarei extremamente bem.

– Ah sim claro, então eu já volto, caso tenha algum problema é só chamar pelo telefone ao lado.

– Tá bom, obrigado novamente.

Ela sai levando a bandeja de comida vazia e fechando a porta.

Pego meu diário na gaveta do criado mudo e retorno a escrever e lembrar-me dos detalhes no diário e em tudo o que eu vivi em meu mundo. Sem perceber passo horas escrevendo e quando noto já é de tarde, nos sábados o horário de visita começa às: quatorze horas da tarde, e naquele momento eram exatas treze horas e trinta e três minutos da tarde. Não há ninguém dentro do meu quarto e ainda falta meia hora para o horário de visita, volto a escrever o diário já no começo do oitavo capítulo, perco-me escrevendo o diário e nem percebo que a enfermeira já havia retornado ao quarto e voltou acompanhada de Luan, ele se senta no sofá enquanto a enfermeira se retira da sala deixando-nos a sós, ele me observa enquanto escrevo sem que eu o perceba ali, a ponta do lápis se quebra e eu paro de escrever, viro-me em direção ao criado mudo que fica do lado esquerdo da cama e logo atrás do mesmo fica o sofá em que Luan estava sentado, pego o telefone de pressa e preparo-me para chamar a enfermeira, mas antes que isso aconteça me dou conta de que Luan está dentro do quarto, olho para ele e ele sorri para mim, desligo o telefone e coloco novamente no lugar, ele se levanta e anda em minha direção e me abraça.

– Oi. – Diz ele

– Oi, há quanto tempo você está ai? Não ia me dar oi?

– Desculpa, cheguei a pouco junto há enfermeira, mas você estava tão entretido com o seu diário que resolvi não atrapalha-lo, e também você fica mais bonito quando fica pensativo.

– Ai seu bobo. Quando for assim, pode me atrapalhar o diário pode ser escrito mais tarde.

– Então tá bom, e então você dormiu bem?

– Sim, e você?

– Descansei, mas fiquei o tempo todo pensando em você e se você ficaria bem.

– Fique tranquilo, agora eu já estou melhor e também não morrerei até que eu termine este diário, é uma coisa que eu tenho de fazer.

– Não diga isso você não morrerá, como você mesmo disse você está melhor...

– Sim eu disse eu disse que estou melhor e não curado. Digo interrompendo-o. – Eu sinto que uma hora eu vou ter que ir, mais a vida me deu a chance de ajudar a humanidade e mostrar tudo o que aconteceu comigo enquanto eu estava em coma. – tudo que aconteceu teve um propósito e este, vocês descobriram.

– Se você acredita nisso então eu sei que não posso mudar, mas se é assim eu vou fazer com que você seja muito feliz antes de morrer.

Ele termina de dizer e se levanta caminhando em minha direção, ele se inclina e beija minha boca, e por alguns minutos ficamos nos beijando e nos abraçando. Ele me abraça forte e sussurra em meu ouvido. – Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo.

– Eu também te amo.

– Eu já volto, vou à busca da sua felicidade.

– Espere...

Não consigo impedi-lo, ele sai às pressas, fico me perguntando o que será que ele trará que signifique a minha felicidade, porque afinal ela estava aqui e acabou de sair correndo pela porta do quarto, e deixando a porta aberta...