Notas iniciais
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Le terceira pessoa narrando



Luna passeava pelos campos do terreno de Hogwarts. Não tinha destino em mente, só queria pensar sozinha. Com Julieta não dando um tempo falando que ela tinha que falar com Ronald, ela só tinha uma opção: fugir.


- Eu não vou falar com aquele infeliz. – Murmurou ela para si. – Ele tem que falar comigo se gosta de mim. – Ela mesma estava incerta sobre sua afirmação. – Ótimo, agora pareço uma retardada falando sozinha. Foda-se.


Quando mais ela pensava, mas se confundia, mas se perguntava sobre o que ela decidiu quando estava em casa.



“Eu sou Luna Harvelle. Não posso ter medo do que vai acontecer.”



Será mesmo?


Ela odiava ser esnobada, e principalmente ignorada. E se acontecesse isso com aquele garoto?


“Ótimo” pensava ela, “que se foda, eu vou esquecer esse infeliz”.


Como sempre, as coisas que a gente planeja NUNCA acontece.



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Le Luna narra.



Depois de todo o tempo andando, cheguei da orla da floresta proibida. Eu só tinha entrado lá uma vez, mas não foi sozinha, mas estava tão irritada que pularia de um penhasco.


Quando lá entrei, pensei que se descobrissem eu levaria uma detenção.


- Mais uma ou menos uma não vai fazer diferença alguma. – Pensei e revirei os olhos. Era simplesmente a verdade.


Entrei na floresta. Era bonita. Eu não entendia porque privavam os alunos disso. Me sentei em uma enorme pedra e pensei. Não notei que alguém tinha me seguido até lá.


- Luna? – Disse uma voz conhecida nas sombras. – Tomei um susto que me fez cair da pedra. A pessoa não riu.


- Quem é? – Perguntei tirando minha varinha do bolso.


- Calma, calma, sou eu, Ronald. – Disse a pessoa saindo das sombras.


- Filho da puta, você me assustou. Disse pra disfarçar. Estava muito feliz em vê-lo.


- Desculpe... Eu vi você vindo pra cá... E achei... hum ... Perigoso. Eu lhe segui... Perdoe-me.


- Oh, não, não, não foi nada. – Falei melosamente. Logo, percebi que exagerei e falei firme. – Perdeu pontos comigo idiota. – Mal podia acreditar em mim. Nem percebi que ainda estava jogada no chão, cheia de folhas no cabelo e nas roupas. Ele percebeu e me ajudou a levantar do chão.


- Me desculpe, eu não tive intenção.


Estava tão ansiosa, que comecei a tirar nervosamente as folhas das minhas roupas. Ronald tirava as dos meus cabelos. Seu toque era tão bom.


Ele tocava apreensivo, acho porque tinha medo que eu o atacasse. Não dava para o culpar. Mas não deixava de ser gracioso.


- Desculpe se fui grossa, eu... Hãn... Estou nervosa.


- Porque? – Normalmente, diria “NÃO É DA SUA CONTA”, mas com ele, essa Luna desaparecia.


- Nada.


- Pode me dizer.


- Não, nem é nada.


- Você não está bem. É claro que há algo. – Suspirei. Achava que não era tão óbvio.


- Ronald... Eu...


- Antes de você falar, eu preciso dizer uma coisa.


- F-fala. – Disse tremendo. Tudo que eu tinha decidido tudo que eu tinha pensado, eu esqueci. Eu ia falar. Mas antes ia escuta-lo.


- Sabe aquele dia em que nós nos encontramos? – Claro, como eu não ia lembrar.


Todas as lembranças vieram em minha mente.



Le terceira pessoa narrando



Luna andava pelos corredores apressada. Estava irritada e cansada. Julieta estava enlouquecendo ela e Harry.


Ela tinha várias caixas nos braços e falava consigo mesma irritada.


- Julieta me paga. Ela é louca, retardada, psicótica e...


BAM!


Sem que ela perceber, tinha topado com alguém. As caixas, por um milagre, caíram de lado.


- Que imbecil, filho da puta me... – Ela parou no meio da frase. Luna viu na sua frente um garoto alto, ruivo, com olhos azuis vibrantes na sua frente.


- Me desculpe... – Ele conseguiu murmurar. Estava tão paralisado quanto Luna. Ela ainda tinha os olhos fixos nele.


- Não foi nada. – Luna finalmente disse.


- Desculpe novamente. Meu nome é Ronald. Sou da Grifinoria.


- Eu sou Luna Harvelle. Sou da Sonserina.


- Então, temos que ser inimigos. – Ele riu "Um lindo sorriso”, pensou Luna melosa.


- Não se você não quiser. Minha irmã também é da grifinória, digamos, eu me dou bem com ela. Bom, ultimamente não mas... Nem o namorado dela consegue aturá-la – Ela começou a falar descontroladamente.


- Nossa, porque? – Ele perguntou tentando parecer interessado.


- Organização de festas. – Disse Luna por fim. – Estava levando essas caixas para lá e...


- Quer ajuda?


- Oh, claro... – Ela sorriu.


E então, eles conversaram até chegar à sala precisa.



~LE LUNA NARRANDO



- Luna? – A voz de Ronald real e não o das minhas lembranças voltou a minha cabeça.


-Oh, claro. Continue. – Falei.


- Desde aquele dia, eu... Eu... Não para de pensar em você. – Falou ele por mim.


- Sério? – Eu disse incrédula.


- Sim. O nosso encontro, a dança na festa, hãn... Tudo. Eu só não tomava coragem para te dizer por medo de ser... Rejeitado.


- Eu... Comigo também. – Eu disse de cabeça baixa.


- Então... – disse ele.


- Então... – Repeti nervosa.


Ele se aproximou. Vi seus pés, pois ainda estava de cabeça baixa. Ele pegou meu queixo e levantou meu rosto. Dava para ver claramente o que ia acontecer agora.


Seu beijo não foi surpresa pra mim.


Notas finais
~~~ Post da Julieta ~~~