The Diary Of A Beginner On Life
7 Capítulo 7 - Amor.
Já faz um bom tempo desde que eu descobri que Rafael estava na mesma sala que eu na escola, desde então tive de aturar Nate...Pois pelo acaso do destino ele também estava em minha classe.
Por ora Rafael tenta se aproximar de mim e na ultima semana que se passou ele realmente conseguiu, a professora nos colocou no mesmo grupo.Levando em consideração os outros fatores, graças a ele nesses últimos meses minhas notas subiram cerca de 50%.
Graças a ele eu estou quase esquecendo do incidente de Annabelle, mas graças a Deus eu não fui capaz de esquecê-lo.Agora em meu trabalho eu recebi um colega novo, Rafael.
Por que estaria ele me seguindo..?Qual o problema desse garoto, por que ele insiste em ficar ao meu lado?Irritante.
– Mel!Depois eu posso ir para sua casa, né?
– Fazer o que..?
– Podemos terminar o trabalho, assim amanhã iremos juntos à escola.Não é ótimo Mel?
– Certo...
Me pergunto o que pode ter ocorrido com o Nate, ele não fala comigo desde o primeiro dia em que comecei a passar meu tempo com Rafael.Eu deveria estar aliviada, realmente deveria mas por algum motivo eu estou mais preocupada do que o normal.
– Mel, eu estou muito feliz de poder estar assim com você.
– Sério...?
– Claro!Você é uma boa garota, é divertida e até engraçada com essas suas expressões frias.
– Sabe...Eu não tento ser divertida e nem engraçada. — Eu dizia isso enquanto abria a porta do meu apartamento.
– Nossa, mas isso é uma coisa boa.
– O que?
– Ser divertida, todos vão ser felizes ao seu redor.
– Então admite estar me usando para ficar feliz?
O que eu acabei de dizer?Ele é um garoto tão bom, mas ainda assim eu insisto em ser assim com ele, talvez ele não seja tão bom quanto aparenta.
– Ora, que garota má você é Mel.Claro que eu nunca te usaria para coisas fúteis, eu adoro passar meu tempo com você.
– Me pergunto se é verdade, mas entre. — Antes mesmo que eu termine a frase ele entra no meu apartamento, então fecho a porta.
– Então, vamos falar sobre o tema de sociologia.
– Eu nem curto essa matéria, mas, que apartamento legal.É uma pena morar sozinha num lugar tão legal assim.Se ele fosse mais organizado, apooosto que ele seria muito aconchegante...Talvez não tivesse esse ar gélido como você. — Ele andava pelo apartamento e Blanc o seguia. — Você nunca havia me dito que tinha uma gatinha tão bonitinha, qual o nome dela?
– Vamos focar no trabalho...
– Qual é , temos a madrugada toda pra isso!
– Tá bem.Como sabia que era fêmea?
– Instinto.
– Selvagem.
– Hahahahaha falei que você era engraçada.
– O nome dela é Blanc.Ela é igual a mim, quando as únicas pessoas com laços sanguíneos com ela morreram nos nós aconchegamos.Se bem que eu nunca tive com quem dividir os laços sanguíneos.
– Seria legal se tivesse alguém então?
– O que está insinuando?
– Apenas quero saber.Se quiser nós podemos...Namorar.
– Não..Espera, namorar?Está louco?
– Talvez, de amor por você.
– Você sabe que não confio em palavras.
– E se eu te beijar?
– Não confio em atos.
– Ué, confia no que então?
– Na Blanc.
– Hahahahahahaha.Mel sabe, está na adolescência, precisa namorar...Se liberar.
– Não, obrigada.Então, o trabalho.
– Certo..
Nós começamos a fazer o trabalho como previsto, mas Rafael se entristeceu.
– Aquilo foi uma confissão?
– Ham?O que?
– Nada.
– Ah, se você quiser considerar como uma.Mas eu não disse...
– Certo, apenas tentou me iludir.
– Não, eu apenas te propus algo, não disse eu te amo ou...
A partir daquele momento em que ele havia dito "eu te amo" mesmo sem ser uma citação de verdade como uma declaração essas palavras me deixaram em estado de choque, eu achei estranho.
– Ei, Mel. — Ele balançava a mão diante do meu rosto — Tudo bem?
– Sim, desculpa.O que havia dito?
– Huum, ficou estranha.Será que você me ama?
– Não tem jeito disso acontecer.
– Ok, eu desisto.
Apenas nos calamos e continuamos a escrever o que nós achamos interessante nos livros sobre relações sociais.Seria ele capaz de estar apaixonado....Por mim?Que desnecessário, mas eu sinto muito por ele.
Fim do Capítulo 7 — Amor.
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