The Diary Of A Beginner On Life
6 Capítulo 6 - Vida.
Na manhã seguinte Blanc me acorda com seus miados assustados por causa de um trovão, eu a acalmo com minhas caricias em seu suave pelo.
- Não havia parado de chover?Mas que droga...
Simplesmente, não há como mudar o fato de que está chovendo mais do que o usual, mas não é como se eu fosse capaz de mudar o tempo ou salvar a vida de alguém do mesmo jeito.
Eu me pego pensando na morte de Annabelle enquanto olho pela janela..."Será que eu poderia ter feito algo?"
De qualquer forma não há o que fazer agora...Pensar no que eu poderia ter feito não vai mudar o futuro e nem o fato em que agora ela não está mais aqui.
Apesar da chuva as pessoas continuam correndo para a escola,trabalho,encontros,coisas que elas consideram importantes.Me pergunto o por quê,se houvesse uma chance de recomeçar nós poderíamos ser pessoas menos preocupadas, e talvez até mais felizes.
Após longos pensamentos eu estou pronta para completar mais um dia da minha rotina inacabável até os últimos dias de meu colégio ou até nos últimos dias de minha vida.
- Até mais tarde Blanc.Cuide do apartamento, certo? — Ela me responde com seu doce miado novamente.
Quantos segredos será que a vida ainda guarda de todos nós?O quanto as pessoas conseguem se mostrar umas as outras?Eu observo um casal dividindo um guarda-chuva, talvez eles mal se conheçam direito e apenas dizem para si mesmos "Eu não quero ficar sozinho novamente."
A maioria das pessoas se relaciona com outras ou por medo de ficar sozinho novamente, ou talvez...Apenas por prazer de dividir seus melhores momentos ou quem sabe querem apenas ser aceitas por alguém eternamente.Mas apenas algumas vezes somos capazes de nos unirmos puramente com apenas sentimentos bons.
Não podemos ler o pensamento dos outros, por isso não conseguimos confiar cegamente em qualquer um.Nem lendo a mente dos outros eu aposto que poderíamos ter total confiança pois ainda resta algo desconhecido para todos...Os sentimentos vindos do fundo do coração.
- Por que vai terminar comigo?O que eu lhe fiz Nate?O que eu fiz de errado?
Nate...Esse nome, é o cara do carro...De ontem à noite, eu sabia, era aquele idiota que se acha.
- Você não entende?
- O que eu deveria entender?
- Eu nunca ,absolutamente nunca quis namorar com você.Apenas fiz por piedade.
- Piedade?Mas...
- Vai, apenas sai andando e vai comer outro pote de sorvete com suas amigas. — Ele se vira, mas ao se virar ele olha novamente diretamente para mim — Ora, se não é a garota de ontem.Se não me engano é a terceira vez que te vejo.
- Eu desejaria que eu nunca tivesse lhe conhecido.
- Que rude...Melissa, é Melissa não é mesmo?
- Meu nome não lhe interessa.
Enquanto ele tentava conversar comigo a outra garota saía correndo chorando pelos corredores.Era fácil de entender sua dor, ela poderia estar apaixonada por ele.
- Que rude.
- Rude foi o que você fez com aquela garota.
- Tanto faz.
- Bom, vou... — Alguém me surpreende pelas minhas costas.
- MELISSA!Você estuda nessa escola?
- Rafael...
- Rafael? — Eu pergunto.
- Nossa, que divertido.Eu sabia que não deveria ter faltado ontem! — Rafael estava estranhamente animado.
- Preciso ir pra sala... — Eu tentava me afastar da dupla de amigos.
- Tá em que ano Mel?
- Quem te deu a permissão para me chamar de "Mel"? — Eu grito com Rafael.
- Ah vai.Garotas gostam de ter apelidos e ainda mais ser chamada por eles por garotos.
- Eu estou no 2 ano D... — Acabei respondendo.
- Eu também!!!! — Rafael continuava a gritar.
- Ah...Sério?
Quando eu reparei aquele garoto chamado Nate havia se retirado, ele era extremamente conhecido mas também por alguma razão estranha poucas pessoas sabiam coisas de verdade sobre ele, logo reparei outra coisa...Ele não tinha amigos.
- Ei Mel, somos amigos não é mesmo? — Ele pegou na minha mão e rapidamente eu corei.
- Não me toque. — Eu me afasto.
- Foi mal, foi mal.Normalmente as garotas me agarram.
- Não faço coisas que "normalmente as garotas" fazem.Desculpe falhar nas suas expectativas.
- Ah, tudo bem.Vamos estudar juntos à partir de hoje Melissa.
- Certo...Posso pensar nessa probabilidade.
Rafael era um garoto feliz, ou digamos apenas animado para esconder algo?Talvez eu saiba de uma hora pra outra.Mas e o Nate?Dois garotos estranhos aparecem na minha vida, aliás eu posso chamar isso de vida?
Quem sabe, eu possa chamar isso de vida com o passar do tempo, afinal a vida é descobrir e descobrir é poder criar mistérios, ou , resolvê-los.
Fim do Capítulo 6 — Vida.
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