The Diary Of A Beginner On Life
4 Capítulo 4 - Chuva.
Olhando para o sangue e as tripas da jovem Annabelle ao chão, eu simplesmente caí em prantos, e de joelhos a frente do cadáver da jovem moça.Estava tarde da noite e logo começou a chover, decidi não voltar mais o trabalho e ajudar os policiais.
– O que sabe sobre a senhorita Annabelle Fontaine, Melissa?
Enquanto ele me perguntava coisas que eu mal respondia, apenas pensava na mensagem deixada por Annabelle...Perdoá-la?O que ela havia feito de errado?E o que teria aquilo haver comigo...Não sei, não sei....
– NÃO SEI. — Me descontrolo por um momento — Perdoe-me, me distraí pensando...Então..Pode repetir a questão?
– O que a senhorita sabe sobre Annabelle Fontaine?
– Ela tinha em média 1.50 de altura, 19 anos, signo de Áries, nascida em 20/04/1994, era de uma família rica...
– Não isso, seus relacionamentos.Entende?Se ela tinha problemas familiares, essas coisas.
Aparentemente como Annabelle era uma moça direita, muito bonita e carismática...Muitas pessoas gostavam dela, então não haveria motivos para alguém odiar ela.Um flashback rápido passa pela minha mente, me lembrando de uma cena anterior do que havia ocorrido.
"– Então não me amas?
– Amo!Amo!Muito....Mas...
– Se me ama por que não pode se casar comigo?
– Você sabe que estou noiva!"
Annabelle estava noiva, e aparentemente traindo seu noivo.Tudo poderia ter ocorrido entre eles, e pensando bem, tudo estava ótimo demais para seu noivo não reparar.
– Annabelle.... — Continuei.
– Diga.
– Estava noiva e aparentemente traindo seu cônjuge.
– Isso aparentemente daria um motivo para um assassinato?
– Talvez, eu havia descobrido isso hoje...Se eu fosse um pouco mais rápida...Provavelmente Annabelle estaria viva...Droga!
– Se acalme, após as investigações esclareceremos o caso o mais rápido possível.Mas antes de partir para sua casa Melissa, poderia me responder algo?
– Claro.
– O que estava fazendo naquele local?
– Eu iria checar se Annabelle estava bem...Pressenti algo ruim chegando...
– Parece que acertou.Bem, continuaremos as investigações por aqui.Por isso pode ir embora.
– Claro... — Eu me levanto e saio andando pelas ruas escuras sem um guarda-chuva em meio a tormenta.
Chuva nostálgica, não traz a tristeza nem mesmo a felicidade.Apenas me lembra de algo que não consigo entender o que é e que ainda não vivenciei, deja vu?Não...É apenas um sentimento qual estava aprendendo, bondade que não foi retribuída.
Annabelle era muito carismática, sua família era feliz e pelo estilo qual levavam a vida, eram ricos, bem, quase milionários ao meu ver.Viviam tranquilamente, sempre com negócios a fazer e assuntos à tratar e Annabelle seria o futuro de sua organização, por isso ela deveria estar num casamento arranjado.
Consigo até compreender os sentimentos de Annabelle...Ela deveria estar apaixonada por aquele homem qual conversava, mas como estava com um casamento arranjado o aprovamento foi impossível.Bem, é apenas uma teoria.
Em meio as teorias em minha mente confusa, deixo o rumo da rua me levar até minha casa, e me perco.A chuva mudava completamente minha visão, causando miragens e confusão à meus neurônios.Avistei um orelhão do outro lado da rua, precisava de informações para retornar à minha casa, mas não sabia se era realidade ou ilusão.
Enquanto atravessava a rua, eu avisto um carro prata se aproximando, provavelmente indo à mesma direção qual eu estava me dirigindo.Logo, ele para.
– Ei, Melissa é você? — Reconheço essa voz.
– Rafael...? — Levanto meu rosto qual já se tornava quase irreconhecível graças a neblina.
– Nossa!Espera um pouco Nate. — Ele dizia a alguém em seu carro.
Repentinamente Rafael saí de seu carro e aparentemente estava voltando, ou indo a algum lugar importante, pois estava de terno.Ele simplesmente sai do carro e fica parado, me observando...Enquanto a chuva caia.
– Qual seu problema...?
– Qual o seu problema, por que está parada na chuva?Á noite?
– Estava indo para casa...E você o que faz na rua?
– Meu irmão...Sabe?
– Sei...
– Ele sumiu, e acabei encontrando um garoto chamado Nate na rua.
– É perigoso dar carona para pessoas desconhecidas.
– Eu sei.Mas tanto faz, entra no carro.
– Por que?
– Vou te levar pra casa, parece meio...Perdida. — Ele me joga seu casaco para mim — Não pensei que realmente iriamos nos ver "mais tarde". — Ele ri.
– É...
Sem entender os verdadeiros motivos, acho que ele realmente me considera da família dele.Ele é uma boa pessoa...Como...Annabelle...
Fim do capitulo 04 — Chuva.
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