The Devil Wears Prada
35 Capítulo XXXV - When the city shines like the sun at night.
Notas iniciais
POV Regina
Acordei com a comissária de bordo pedindo para que nos sentássemos, pois o avião iria pousar. Emma dormia serenamente ao meu lado, mesmo com a claridade que vinha das janelas.
– Emma. – Chamei baixinho, deslizando meus dedos sobre seu rosto. – Acorde, querida. – Seus olhos foram se abrindo lentamente e encontraram os meus. – Vamos pousar.
Minha namorada (será que posso chama-la assim?) deu uma longa e confortável espreguiçada, abrindo um largo sorriso após ficar a par da situação.
– Como viemos rápido. – Ela riu ao constatar que já estávamos quase em solo italiano.
– Você não percebeu porque dorme demais... – Provoquei, dando um beijo carinhoso em seu pescoço.
– É bom vê-la assim, Regina. – Seu sorriso era evidente na boca e nos olhos. – Tão atenciosa e...
– Pode parar por aí. – Interrompi. – Ainda sou a “Dama de Ferro”. – Ri após concluir a minha frase.
Abri a janelinha lateral e a vista já conseguia tirar meu fôlego. Era possível avistar colinas tomadas por árvores e verde, o verde exuberante, que só a Toscana possui, deixava aquela região ainda mais incrível.
O avião pousou e quase perdi um de meus braços por isso; Emma me agarrou com força ao ouvir o barulho das rodas em contato com a pista de pouso. Saimos da aeronave e, logo quando pisamos na escada, aquela paisagem voltou a me tirar o fôlego. O vento era forte, mas nada insuportável. Levava nossos cabelos para os lados e nem os óculos escuros conseguiram nos ajudar. Fomos pegar as malas com uma certa pressa, não queríamos perder nem um minuto daquele local cinematográfico.
– Perdeu as malas? – Emma brincou ao reparar que já havia pegado seus pertences e eu permanecia apenas com a minha Prada nas mãos.
– Eu não tive tempo de fazê-las, Emma. – Seu riso logo adquiriu um “sor” antes e virou um sorriso. Agarrou-me com os dois braços e distribuiu beijos doces por toda a extensão do meu rosto.
– Você é maravilhosa. – Sussurrou bem perto do meu ouvido, deixando-me logo arrepiada.
Como eu previa, nenhum carro nos aguardava. Emma estava fazendo a viagem sem muito planejamento, queria seguir sem um rumo certo e a sua única preocupação com a Toscana foi reservar um lugar para dormimos. Quer dizer, espero.
– Emma, querida, por acaso você reservou algum hotel? – Nosso táxi seguia para algum lugar que eu desconhecia.
– Regina. – Emma me sorriu docemente e segurou uma de minhas mãos. – Por que tão Regina? – Ela riu, mas eu confesso que fiquei um pouco assustada com aquela frase.
O percurso do táxi demorou um pouco, no entanto, as paisagens valiam qualquer tempo. Árvores recheadas com uma folhagem esverdeada cobria o lugar. O sol estava caindo e a cor laranja amarelada deixava o charme da Toscana ainda mais evidente. Seguimos por um tempo até o carro começar a subir uma espécie de colina. Minha apreensão ficou um pouco maior. Ele estacionou em frente a uma casa feita de pedras. Não era nada enorme, mas parecia ser deveras confortável. Emma fez questão de pagar pela corrida e logo foi para a varanda.
– Essa casa será o nosso lar pelos próximos dias. – Disse ela toda animada. Seu sorriso transparência toda a empolgação por estar ali.
– Então vamos abrir. – Retribui o sorriso animado e confesso que me surpreendi com a decoração.
As paredes eram todas revestidas por madeira, bem como o chão e os móveis envernizados, dando um clima sofisticamente rústico ao local. Diversos pratos de cerâmica desenhados em azul celeste estavam pendurados, acrescentando um tom mais alegre às pilastras, também de madeira, espalhadas pela sala. Uma lareira, que seria de grande utilidade durante à noite, completava o cômodo de estar, junto a um tapete persa em cores mescladas e o sofá camurça.
– Regina! – O grito de Emma me pegou de surpresa, tirando-me daquele transe por estar em um local quase fictício.
– O que?! – Corri até a cozinha e ela estava parada em frente a janela que ficava em cima da pia, postei-me um pouco atrás dela.
Não precisei perguntar outra vez. A vista conseguiu ficar ainda mais incrível! Por estar no alto de uma colina, a casa nos permitia uma visão privilegiada da região e a cozinha mais ainda, pois esta era mais próxima da beirada do morro. Tudo o que pude ver era um horizonte sem fim. Pinheiros e outras folhagens preenchiam todo o meu campo de visão, dançando entre o verde vivido e acinzentado. Os olhos de Emma estavam vidrados em tudo aquilo e pude ver o quão impressionada estava.
– Não esperava por isso? – Perguntei, entrelaçando meus braços em sua cintura.
– Nem um pouco. – Ela se virou para mim, deixando que sua boca encontra-se a minha. Um beijo doce foi tomando o espaço das respirações. – Obrigada por estar aqui comigo. – Falou baixinho.
– É um prazer estar aqui com você. – Voltou a me beijar.
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POV Emma
Regina parecia encantada com a viagem. Acho que consegui surpreender a tão temida “Dama de Ferro” com algo simples. Beijávamo-nos com delicadeza, seu toque era um estalo para que meu corpo ficasse todo arrepiado.
– Que horas são? – Regina me perguntou, finalizando o beijo.
– Hummm. – Olhei em meu relógio já ajustado para o fuso horário italiano. – Cinco e meia. – Respondi, voltando a entrelaça-la entre os meus braços.
– Então temos tempo.
Sem mais delongas, ela me puxou pela sala e foi subindo a escadaria sem deixar que eu falasse ou fizesse nada. Ela abriu a porta do quarto, também feito de forma rústica e, para a nossa surpresa, a janela era apenas um enorme vidro. Podiamos ver o Sol se pondo por entre as árvores. Não consegui admirar muito o local, vez que Regina me jogou na cama, que ficava de frente para a janela, e passou a se deliciar com os olhos percorrendo meu corpo. Toda a delicadeza que havia antes sumiu. Me observava de forma animalesca, sugando minha energia apenas com a visão.
Regina foi se abaixando até que sua boca estivesse perto de meu abdômen e sua perna direita entre as minhas. Abriu botão por botão da camisa de seda que eu usava, sem pressa, apenas aproveitando o tempo que finalmente tínhamos. Deslizou a língua quente por toda extensão da minha barriga, escorregando as mangas da veste pelos meus braços ao mesmo tempo. Arqueei as costas para ajudá-la a me despir e logo ela me puxou, passando as pernas por cima das minhas e sentando-se de frente para mim. Sua boca percorria meu colo, dando alguns beijos entre o caminho. Regina rebolava seu quadril lentamente, parecia acompanhar os movimentos conforme ia se deliciando com o meu corpo; conseguia sentir sua bunda passando por meu sexo, ainda vestido, fazendo com que o meio de minhas pernas latejasse por ela.
– Um dia ainda comerei você todinha, Regina. – Sussurrei em seu ouvido, apalpando sua bunda com um pouco de força.
Ela deferiu um tapa em meu rosto.
– Quem vai te comer todinha agora sou eu. – Respondeu entre os dentes, enquanto eu ainda me recuperava do ardor em minha face. – Aliás, — Ela passou a língua pelo meu pescoço, mordeu o lóbulo da minha orelha, o que me deixava ainda mais arrepiada, e aproximou a boca do meu ouvido. – eu não vou te comer. Eu vou te foder. – Tirou meu sutiã ao concluir a frase. Mal tive reação ao que disse e ela me deitou de forma feroz na cama.
Regina pegou três lenços que estavam ao lado da cama. Merda! Não tinha visto que ela havia os trazido.
– Agora fique quietinha se não quiser se machucar. – Ergueu um de meus braços, levando-o de encontro ao encosto da cama.
– O que vai fazer? – Perguntei.
– Shhhh. – Um de seus dedos pousou em cima de meus lábios e logo voltou ao que fazia.
Prendeu meus braços no estrado, deixando-me completamente exposta a ela. Regina passou para o meu colo, deslizando a língua por ele todo e logo chegou ao meu seio. Abocanhou-o com vontade, chupando meu mamilo até que eu soltasse um grito de dor. Ela levantou o rosto, olhou para mim e sorriu. Desabotoou minha calça e a escorregou pelas minhas pernas. Para minha surpresa, assim que deixou cair seu próprio vestido, Regina usava uma cinta liga preta atrelada ao resto da lingerie, também preta, feita toda de renda. Sorriu-me maliciosamente e se sentou novamente em meu sexo.
– Você não pode se mover, combinado? – Assenti com a cabeça. O contato dos nossos corpos estava cada vez maior e aquilo ia me deixando mais excitada.
Regina voltou a movimentando o quadril em cima do meu sexo. Ia e voltava. Tirou seu sutiã lentamente, jogando-o em cima de meu colo quando totalmente fora. Até aquela peça tinha o seu cheiro. Minha namorada levantou, ficando com sobre os joelhos apoiados entre meu corpo. Não consegui acreditar no que estava vendo. Sua mão estava dentro de sua calcinha e passou a brincar consigo mesma ali, em cima de mim! Com movimentos rápidos de um lado para o outro, deliciava-se masturbando a si mesma.
– Regina... – Suspirei, mas nada adiantou.
Seu corpo tremia com os seus toques, podia sentir seu cheiro enquanto continuava a massagear o clitóris com vontade. O quadril dela passou a acompanhar os movimentos dos dedos. Consegui ver os músculos de Regina ficarem rígidos e, curvando-se um pouco para frente, ela afundou os dedos no próprio sexo, mexendo-os ali dentro enquanto gemia sensualmente. Regina retirou os dedos molhados, levando-os até a própria boca e os chupou lentamente, um por um. Respirei fundo. Regina acabara de gozar em cima de mim e sem mim! Ergui uma das pernas, sentindo sua calcinha gozada.
– Acaba logo com isso! – Falei séria e ela apenas sorriu para mim.
Pôs-se de pé, ainda comigo entre suas pernas, e foi caminhando em direção ao meu rosto.
– É isso que você quer, Swan? – Apoiou uma das pernas na cabeceira, onde eu estava parcialmente deitada, e aproximou seu sexo do meu rosto. Puxou a lateral da calcinha um pouco para lado, deixando a intimidade molhada bem perto da minha boca. Alcancei-a com a língua e pude sentir aquele gosto indescritível. – Não terá. – Soltou a peça e voltou ao meio da cama, pegando o outro lenço.
– Caralho, Regina! – Reclamei. Eu a queria muito! Ela me deu outro tapa no rosto, dessa vez ainda mais forte.
– Eu mandei você se comportar. – Falou rispidamente. Minha “Dama de Ferro” estava presente!
Ela amarrou o terceiro lenço por cima dos meus olhos e cruzes, como ele era escuro! Não consegui mais enxergar nada, nem um pedacinho que fosse do corpo gostoso de Regina. Voltou a descer a língua pelo meu corpo, me lambia apenas com a pontinha dela, o que me deixava intensamente arrepiada. Senti a ponta de seus dedos deslizarem pelas minhas pernas, levando minha última veste com eles. Regina abriu minhas pernas e foi beijando toda a parte interna da minha coxa até chegar em meu sexo. Eu já estava molhada e pronta para ela. Muito molhada e muito pronta! Sua língua me invadiu; senti toda a sua quentura naquele momento, invadindo-me e possuindo-me. Entrava e saia de mim com velocidade. Deslizou até meu clitóris e passou a incitá-lo com investidas fortes. Fazia movimentos circulares, dando chupões fortes que me faziam gemer ainda mais alto. Regina me comia com a língua, passava por toda a parte de fora e penetrava-a dentro do meu sexo. Assim que meu corpo começou a dar os primeiros vestígios que eu iria gozar, parou.
– Mas que porra?! – Falei puta da vida e ouvi a porta se abrir. – Regina?! – Tentei me desamarrar, mas não consegui. Suspirei fundo. Não podia fazer nada a não ser esperar que voltasse. Merda!
Esperei por algum tempo e não ouvia nada.
– Regina! – Gritei furiosa pelo que ela tinha feito, mas não houve resposta alguma. – Ai! – Gritei ao sentir um vibrador entrando em mim sem aviso prévio.
Regina retirou o dildo e, sem outro aviso, penetrou-me mais uma vez ainda mais fundo. Gemi com a dor gostosa daquilo. Pude sentir sua respiração se aproximando do meu pescoço. Passou a estocar-me com mais constância, entrando e saindo de mim de forma mais acelerada. Eu gemia. Seus seios estavam colados aos meus e ela metia com um pouco mais de força a cada movimento. Meu sexo pulsava cada vez que Regina entrava em mim, bem como meus quadris, que passaram a acompanhar o ritmo do que ela fazia. Ela retirou todo o dildo de dentro de mim, deixando apenas uma pequena parte na entrada da minha vagina. Fazia entrar e sair de mim com rapidez, excitando-me apenas com a “cabecinha” do objeto.
– Re-re-regina. – A cada tentativa minha de falar as palavras falhavam. Eu só conseguia gemer.
Depois de algumas pequenas estocadas, afundou o vibrador quase me rasgando por inteira. Soltei um grito alto com aquilo. Como um animal faminto, Regina passou a meter com força e rapidez dentro de mim. A cada estocada, parecia mais e mais que me arregaçaria por inteira. Sua boca foi de encontro a minha, beijando-me com vontade. Nossas línguas se entrelaçavam e eu soltava gemidos roucos dentro de sua boca. Ela aumentou ainda mais as estocadas e meu corpo foi reagindo àquilo. Comecei a tremer e a gemer sem parar. Regina chegou ao meu seio, chupando com força enquanto eu quase entrava em transe. Mais um, duas, três e quatro, a quarta foi a mais profunda de todas, gemi guturalmente e deixei que meu corpo rígido caísse sobre a cama. Regina retirou o dildo do meu sexo e desamarrou a venda que cobria meus olhos. Ela sorria maliciosamente e vitoriosa, olhando-me nos olhos com o rosto um pouco abaixado. Tentei pedir para que retirasse os dois nós que atavam meus braços ao estrado, mas não conseguia falar nada, sentia-me completamente fora deste mundo naquele momento.
A minha “Dama de Ferro” me livrou, finalmente, daqueles lenços e eu pude relaxar na cama. Regina deitou por cima de mim e repousou o rosto em meu colo, levantando um pouco para me olhar. Seu dedo indicador deslizada pela minha barriga de forma carinhosa.
– Eu sou louca por você, Swan. – Disse de forma carinhosa. – Eu amo você. Amo muito!
Aproximou a boca da minha e me deu um beijo delicioso.
– Eu te amo mais do que tudo nessa vida, Regina Mills. – Sorri em resposta. – Mesmo você fazendo coisas assim comigo.
– Coisas assim como?! – Perguntou ironicamente e riu.
Puxei-a para outro beijo e nossos corpos ficaram colados mais uma vez.
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