The Devil Wears Prada

33 Capítulo XXXIII - Don't mess with Regina, dahling!


Notas iniciais
Gente, desculpem não responder os comentários! Escrevi e passei aqui correndo só para não deixá-los sofrendo por muito tempo, então, por favor, também me desculpem pelo capítulo curto, era só para vocês não ficarem sem!

FLASHBACK – 1º DE JANEIRO

Cora entrou pela porta do quarto de Regina como um furacão.

– Acorde, Regina! – Cutucou a filha de forma nada delicada. – Acorde, acorde! – Quase gritava com a morena, que despertou num susto certeiro.

– Mamãe, a menos que a Mills tenha pegado fogo, gostaria de saber o motivo de todo esse escândalo. – Regina sentou na cama, fitando a mãe, e respondeu irritada.

– Arrume-se agora! O voo de Emma sai em duas horas. – Ao ver que a filha não se mexia, abriu o guarda roupas e passou a jogar todas as peças em cima da cama. – Que merda, Regina. Você é surda?!

– Cora Mills! – Regina levantou, ficando frente a frente com a mãe. Ela teve de segurá-la pelos ombros para que parasse o que fazia. – Eu e Emma terminamos. Ela vai viajar e eu não vou atrás dela! – Falou as últimas quatro palavras em um tom acima do seu e pausadamente. – Agora pare com esse ataque! Quer colocar tudo a perder?

– Você não sabe o que fala, Regina. – Cora se desvencilhou das mãos da filha e voltou a escolher as roupas. – Você pode ir, se quiser. – Disse de forma mais calma. – Fiona cuidou de tudo com Rose.

– O que ela fez? – Os olhos da morena ficaram maiores. – Mamãe, Fiona não...

– Oh, não! Regina! – Cora riu daquilo, interrompendo a fala da filha. – É claro que Fiona não mandou matá-la! Mas cuidaremos dela. Fiona está me aguardando no seu escritório, portanto, arrume-se logo, você não tem toda uma vida para isso.

– Isso tudo é sério? – A “Dama de Ferro” estava desacreditada com que ouvira. Pela primeira vez um desejo de ano-novo estava sendo realizado. – Posso confiar em vocês?

– Minha filha... – A mais velha se aproximou da outra, tomando-a em seus braços. – Você sempre pode confiar em mim, Regi. – Terminou a frase com o apelido, ganhando um abraço apertado da filha.

– Muito obrigada! – Regina ia correndo para o banheiro, mas parou por um instante. – E acabem com ela. Sei muito bem do que as duas são capazes! – Cora piscou em resposta e deixou a mais nova sozinha para se arrumar.

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Cora deslizou a grande porta de madeira que permitia a entrada ao escritório de Regina. De dentro do lugar, Fiona aguardava ansiosamente a chegada da mulher, enquanto Rose andava impaciente de um lado para outro, tentando entender o motivo daquela reunião.

– Querida, que bom que chegou! – Fiona sorriu ao ver a outra entrar no espaço. – Regina já foi? – Perguntou, deixando Rose exaltada.

– Indo para onde?! – Falou a mais nova usando um tom alto e preocupado. Ela tentou passar pela porta, mas Cora trancou a sala e escondeu a chave dentro de seu sutiã, rindo com a cara que Rose fez.

– Regina vai encontrar Emma e você vai se sentar aqui. – Goode puxou uma das cadeiras que ficavam em frente a mesa de carvalho. Rose, sem mais delongas, sentou-se impacientemente.

– Vamos logo com isso! – Vociferou e as mais velhas riram.

Cora se posicionou na cadeira ao lado da ex-nora, enquanto Fiona abrigava a cadeira principal, de Regina.

– Rose, confesso que andei investigando a sua vida. – Fiona começou o discurso, mexendo na bolsa em busca de uma pasta. – E o que encontrei não é nada agradável. – Deslizou o arquivo de couro preto por cima da mesa.

– Manter o irmão internado é demais, não acha? – Foi a vez de Cora tomar partido da situação. – Pobrezinho, sempre pensou que fosse louco, quando, na verdade, a irmã é que o medicava para tal suspeita.

O rosto de Rose adquiriu uma expressão perturbadora. Seu segredo havia sido descoberto e não era por quaisquer pessoas; era por Fiona e Cora, um dos casais mais poderosos do mundo.

– Ele já está a par de tudo e não deve demorar a chegar para lhe buscar. Parece que alguém voltará para o Canadá, meu amor. – Fiona mantinha sua fala contornando a ironia e o sarcasmo em cada palavra. – Muito feio fazer isso com o irmão por dinheiro, sabia? Se quisesse, era só pedir que eu te emprestaria. – Ela e Cora gargalharam maliciosamente. Sabiam que estava humilhando a mais nova, mas não se importavam. Ninguém mexia com Regina da forma que Rose fez.

– Vocês só podem estar malucas! – Rose levantou da cadeira em um pulo. – Não podem estar falando a verdade. – Pegou a pasta da mesa, notando que Fiona havia bloqueado os seus bens e passado tudo para o nome do irmão.

– Não estamos e, a menos que você queira passar uma estadia na prisão, deveria se acalmar e ouvir o que temos para acordar. – Cora deu dois tapinhas na cadeira ao lado e a loira sentou.

– Vocês querem fazer um acordo? – Perguntou, ainda desestabilizada.

– Exato. – Cora balançou a cabeça positivamente. – Você irá sumir de nossas vidas. Não chegará perto de mim, Regina ou Fiona.

– Muito menos de Emma! – Fiona estreitou o olhar. Swan era sua estrelinha, ninguém poderia encostar nela. – Querida. – A loira se levantou e andou em direção a mais nova, segurando seu queixo para encarar aquele belo par de olhos a fundo. – Você realmente pensou que poderia tentar, sim, tentar, pois isso foi uma tentativa inocente, contra a “Mulher Dragão” e a “Suprema”? – O casal riu daquilo. – Regina e Emma serão felizes juntas. – Os olhos de Fiona comiam a alma de Rose naquele momento. – E você, meu amor, você perdeu. – Disse de forma demasiada polida.

As duas deixaram o escritório e riam bastante do ocorrido.

– Pensei que você fosse beijá-la quando segurou seu queixo! – Cora deu um tapinha em Fiona, que gargalhou ao ouvir aquilo da amada.

– Cora! Não seja boba! – Passou o braço pela cintura da morena. – A única mulher que eu tenho vontade de beijar é essa aqui. – Não demorou nem um segundo para suas bocas se alcançarem. Era o merecido beijo da vitória.

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FIM DO FLASHBACK

POV Emma

– Iremos para a Toscana então? Interessante a sua escolha!

Regina me olhava com olhos de comer fotografia. Regina era mesmo assim: como no cinema, me mandava, às vezes, uma rosa e um poema, mas nunca pensei que pudesse vir tão longe. Meus olhos encontraram os dela e pude ver ali que a gente se pertencia.

Notas finais
To corrida hoje, mas está aí. Surpresas? Comentem, por favor.