The Devil Wears Prada
18 Capítulo XVIII - I know you like it.
Notas iniciais
Emma olhava para Regina com o canto dos olhos. A morena fitava a janela, sem concentrar sua visão em nada, as imagens das ruas iam passando rápido demais para que pudesse enxerga-las.
– Regina. – Emma pousou uma de suas mãos em cima da de Regina. – O que você bebeu?
– Whisky. – Respondeu sucintamente, sem nem ao menos olhar para Emma.
– Regina, Regina... – A loira suspirou e puxou a cabeça de Regina para o seu colo, deitando-a e distribuindo alguns beijos em sua cabeça.
– Isso está errado, Swan. – Falava pausadamente e um pouco perdida nas palavras. – Eu não sou assim, eu não sou cuidada pelos outros.
– Shhhh. – Emma colocou o dedo indicador em sua boca e a silenciou. – Tá tudo bem. Você pode ser cuidada uma vez na vida, Regina.
A morena balbuciou algumas palavras, mas nada que pudesse ser entendido. O carro andou mais um pouco, entrando na garagem do prédio em que Emma passou a morar. Ficava a algumas quadras do prédio de Regina, pudera, afinal, aquele era o melhor lugar para se morar em toda Nova Iorque. Com alguma dificuldade, Emma tirou a “Dama de Ferro” do quarto e a levou até o elevador. Regina tinha todo o seu corpo apoiado na loira, seus passos estavam sincronizados com o dela e mal conseguia abrir os olhos.
Assim que entraram no apartamento, Regina conseguiu notar um pouco da decoração. Diferente do seu próprio lar, o apartamento de Emma tinha uma decoração clássica: móveis em madeira, piso de madeira, escada de madeira... Todo lugar que se olhava podia encontrar madeira. As paredes eram brancas e o sofá, no qual Emma deitou Regina para descansar, era de couro preto.
– Fique aqui, tá bem? Vou buscar algo para beber. – Emma colocou os pés de Regina em cima do sofá, retirando o par de sapatos que usava, beijou-lhe a testa e foi até a cozinha buscar água com açúcar. – Levanta um pouquinho. – Pediu gentilmente e colocou o canudinho na boca de Regina. Ela deu alguns goles e disse que não queria mais, no entanto, Emma insistiu para que bebesse até o final e assim o fez.
O tempo foi passando e Regina começou a voltar ao normal aos poucos. Continuava deitada no sofá, enquanto Emma folheava alguma edição antiga da revista Mills. Ao notar o que a loira lia, a ex-chefe pigarreou, falando logo em seguida:
– Onde conseguiu isso? – Sentou-se no sofá com alguma dificuldade ainda.
– Fiona me deu. – Deu os ombros, como se não se importasse muito. – Você já era editora-chefe nessa época? – Mostrou a capa para Regina, que logo reconheceu qual edição era.
– Hummm... – Acirrou os olhos um pouco para poder ver melhor. – Não. Essa foi a última edição da minha mãe.
– Jura? – Emma abriu a boca, surpresa. – Então estou com uma cópia legitima feita por Cora Mills?
– Exatamente. – Regina bateu no sofá, fazendo um convite para que Emma se sentasse ao lado dela.
Emma foi para lá e as duas ficaram folheando a revista juntas, comentavam sobre a moda daquela época, as modelos que provavelmente já estariam quase se aposentando etc.
– Fiona já não trabalhava mais na Mills aqui. Não sei por que tem essa revista. – Regina usou o seu dar de ombros feito com a mão clássico. Deixou no colo de Emma e se levantou. – Posso dormir aqui hoje? Ainda não me sinto muito bem.
– Claro! – Emma fechou a revista, colocou na mesa de centro e seguiu na frente de Regina. – Por aqui. – Elas subiram a enorme escada de madeira envelhecida e a loira se dirigiu a terceira porta. Ao abrir, o quarto estava pronto para receber visitas, decorado no mesmo estilo da casa. – Fique à vontade. Aqui tem toalhas, cobertores e algumas roupas que deixou para quem precisar. – Apontava para as diversas portas do armário e ia mostrando tudo. – Qualquer coisa que precisar é só me chamar. Meu quarto é o último do corredor. – Dirigiu-se a porta e a abriu.
– Swan. – A voz de Regina a impediu de sair. A loira se virou, esperando que a ex-chefe lhe dissesse alguma coisa. – Nada. É só isso. – Emma saiu do quarto e se retirou, com o seu coração a muito mais de mil por hora.
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Emma se deitou e um milhão de coisas passaram pela sua cabeça: pela primeira vez, viu uma Regina diferente. A “Dama de Ferro” estava desarmada, talvez, mas só talvez, até um pouquinho arrependida lá no fundo de seu coração. Aliás, vejam só! Afinal, ela tinha sim um coração!
Regina também tinha pensamentos cruzando toda sua cabeça. Ainda não estava totalmente sóbria e sentia um pouco de medo. A única pessoa que a viu daquele jeito foi Rose, que partiu seu coração. Jamais permitiu qualquer um se aproximar tanto daquele jeito... Por outro lado, seu coração havia gostado daquilo, especialmente do momento em que ela e Emma ficaram folheando a revista juntas. Podia parecer uma coisa boba, no entanto, foi um momento cheio de simplicidade e carinho, duas coisas que Regina não estava muito acostumada a ter em seu dia-a-dia. A morena se levantou da cama e foi ainda cambaleando um pouco até a porta. Girou a maçaneta dourada, olhou para os dois lados do corredor e foi indo a passos largos até a última porta. Sua cabeça a mandava voltar, porém, seu coração a impulsionava a cada passo. Chegou em frente a porta de Emma e, quando ia bater, travou.
Swan lia um livro e notou a sombra de alguém no corredor. Como não era lá muito supersticiosa, concluiu que só poderia ser uma pessoa. Sorriu e logo tratou de deixar o objeto em cima da mesa de cabeceira; penteou os cabelos com os dedos, tentando ficar um pouco mais maravilhosa e deitou na cama, como quem não quisesse nada da vida. Seu coração acelerou.
Regina ficou por alguns minutos ali na porta. Erguia a mão para bater, mas logo a voltava para o lado do corpo. Se xingava internamente por parecer uma completa boba naquela situação. Respirou fundo, erguei a mão mais uma vez e, por fim, apenas tocou a porta de madeira, encostando seu rosto ali. Mal sabia ela que Emma torcia para que ela entrasse no quarto. Regina se virou e voltou para o seu quarto, frustrada com a sua tentativa falha de chegar a Emma.
Emma olhou novamente para a porta e a sombra já não estava lá. Sentiu um desapontamento fora do normal, todo o seu corpo se sentia decepcionado. Por mais que a loira tenha virado uma modelo famosa, Emma Swan nunca mudou o seu jeito: levantou-se da cama e foi em direção ao quarto de Regina.
– Regina. – Ela abriu a porta sem ao menos bater.
– Swan, mas que horror! Você entra no quarto de visitas e nem ao menos bate na porta? – Regina estava em pé em frente a sua cama, tinha acabado de retornar ao seu quarto.
– Regina. – Emma respirou fundo e foi se aproximando da mais velha. – Fica quieta.
Em questões de segundos, Emma estava com o seu corpo colado no de Regina. Segurava-a pela cintura e roubou-lhe um beijo selvagem. Regina continuou o beijo. Suas línguas se buscavam com ferocidade, tentando recuperar todo e qualquer tempo perdido. A loira segurou os braços de Regina em suas costas, direcionando-a para cama, até jogá-la completamente ali.
– Emma... – Regina tenta resistir, mas era em vão.
Emma deitou seu corpo em cima de Regina e rasgou a blusa de seda que usava, deixando todo o colo da morena a mostra. Começou a distribuir beijos por aquela região, dando chupões entre eles; Regina gemia um pouco e tentava se esquivar, mas Emma colocou as mãos da morena em cima de sua cabeça e segurou seus pulsos com força.
– Agora você é minha, Regina.
Emma abocanhou um dos seios de Regina e colocou o outro em sua mão, preenchendo ela inteira. Girou a língua no mamilo e longo depois seus lábios se abriram, puxando toda a pele com força para dentro de sua boca.
– Em-m-ma. – Regina gemia com a voz rouca.
A ex-secretária foi passando a língua por todo o abdómen de Regina, mordiscando com força algumas extremidades. Logo que Emma se aproximou do sexo de Regina, ainda com calça, o corpo da morena lançou seus quadris para cima, como um ato automático e não planejado. Emma sorriu e tirou rapidamente a calça dela, beijando sua perna conforme ia abaixando a peça de roupa. Passou o nariz por cima de sua calcinha, sentindo-a demasiadamente molhada. Sorriu com aquilo.
– Não me torture mais, Swan. – A “Dama de Ferro” praticamente implorava por tê-la entre suas pernas.
Emma levantou sua cabeça, fixando seu olhar no de Regina, colocou o seu sorriso mais malicioso no rosto e, num movimento só, arrancou sua calcinha e colocou dois dedos dentro da morena. Regina gemeu alto.
– É assim que você quer, não é, cachorra? – Regina apenas concordou com a cabeça, respirando ofegante.
Emma retirou os dedos e posicionou sua boca no clitóris da outra. Uma longa chupada foi dada, com direito a uma leve mordiscada, fazendo Regina gritar. A língua foi de sua boca para dentro do sexo da ex-chefe, fazendo um vai e vem frenético. Regina gemia, respirava com dificuldade. Com o lábio superior, Emma apertava o clitóris já inchado da outra e sua língua continuava entrando e saindo de Regina. A “Dama de Ferro” inclinou seu quadril contra a boca de Emma. A loira passou sua língua para o clitóris de Regina e colocou dois dedos dentro dela. Regina gemeu muito alto.
– Isso, isso, não para! – Ela respirava o ar pesado, seu corpo inteiro estava molhado de suor.
Emma acrescentou mais um dedo ao sexo, sem parar de chupá-la, ia estocando-a cada vez mais forte, fazendo Regina solta grunhidos roucos de sua garganta. De repente, Emma para.
– Fica de quatro. – Ordenou com um tom firme.
– O que? – Regina estava frustrada e confusa.
– De quatro. Agora. – Repetiu.
Regina ficou de quatro e Emma colocou sua cabeça entre as pernas dela.
– Agora senta na minha boca.
A morena obedeceu e, ao abaixar, a língua de Emma já encontrou seu clitóris novamente. Diferente da outra vez, a modelo logo acrescentou quatro dedos de uma só vez.
– Caralho! – Regina gritou.
Os movimentos iam ficando cada vez mais rápidos. Emma estocava-a com força, vez em outra deixava seus dedos dentro da outra e movimentava-os ali mesmo, enquanto sua língua mantinha a velocidade de antes. Regina movia os quadris para frente e para trás, rebolando descontroladamente na boca de Emma. Seu corpo começou a falhar, os músculos se enrijeceram e uma tremedeira a arrebatou em cheio. Regina ia gozar. Emma manteve seus movimentos até sentir que o prazer de sua mulher fosse total. Regina soltou um gemido rouco e alto, então Emma adicionou mais um dedo em seu sexo, completando os cincos, enfiou o mais fundo que pode e bastou um movimento para que sua boca provasse todo o gosto de Regina. A “Dama de Ferro” deixou seu corpo cair para o lado, seu peito subia e descia de acordo com a respiração ofegante. Emma se sentou na cama e fitou-a com um olhar penetrante, limpou os restos do gozo de Regina com a língua e lambeu dedo a dedo enquanto a encarava. A morena corou com tal gesto, mas manteve sua pose de durona.
– Swan, eu preciso de um cigarro. – Sua voz firme tentava disfarçar o orgasmo que acabara de ter.
– Na mesa de cabeceira. – Emma apontou para a mesinha ao lado da cama. Regina abriu e pegou um cigarro, acendendo-o e dando uma longa tragada; ela não tinha o hábito de fumar, no entanto, fazia muito tempo que não tinha um orgasmo como aquele, o que merecia algo para relaxar depois.
– O que você fez foi... – Regina girou a mão que segurava o cigarro, tentando pensar na palavra para usar.
– Excitante. Delicioso. – O sorriso que Emma mantinha era extremamente malicioso. Foi subindo pela cama até deitar ao lado de Regina.
– Único. Isso não irá mais acontecer. – Tragou o cigarro, mantendo seu olhar fixo no chão. – Você me xingou de cachorra, Swan. – Olhou para Emma na tentativa de mostrar seu desconforto.
– Oh, Regina. – Emma se levantou da cama e foi para o lado em que Regina estava deitada. – Eu sei que você gostou. – Sussurrou em seu ouvido, arrancando um pequeno sorriso da “Dama de Ferro”. – Importa-se se eu dormir aqui com você?
– Swan, Swan. – Regina deixou o cigarro no cinzeiro e se levantou, ficando com o corpo nu colado no de Emma. Segurou-a pelas mãos e foi se aproximando da porta. Sua boca foi ao pescoço da loira, como se fosse dá-la um chupão. Emma deixou sua cabeça cair para trás, entretanto, Regina não fez nada ali, apenas sussurrou: — É só isso. – Ela saiu de perto da modelo e abriu a porta.
Emma queria matá-la por aquilo, mas, como de costume, apenas engoliu suas palavras e se retirou. Regina fechou a porta, voltou a deitar na cama, pegou o cigarro e sorriu, como há muito tempo não fazia. Deu uma longa tragada e soltou a fumaça. Gostei muito. – Foi o último pensamento de Regina antes de apagar o cigarro e dormir.
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