The Devil Wears Prada

1 Capítulo I - Meeting the devil.


Notas iniciais
Aqui estou eu começando uma nova fanfic. Essa será um pouco diferente da minha primeira, então espero que gostem tanto quanto ou mais do que a outra. Acompanhem, comentem, favoritem e recomendem. Faço questão de ouvir e responder tudo o que vocês me falam. Espero que gostem!

O despertador tocou às 7h00 em ponto. Emma praticamente pulou da cama, assustando seu namorado, Neal, que dormia tranquilamente. Ela desligou o aparelho, correu para o banheiro, ligou a água do chuveiro e, enquanto esquentava, já foi escovando os dentes. Se lavou o mais rápido que pode, secou o cabelo do jeito que sempre fazia, sem se importar muito em fazer escova ou deixar os fios perfeitamente retos. Seu cabelo era loiro e liso, mas ela não fazia muita questão de hidrata-lo, por isso ficava meio ressecado de vez em quando. Colocou seu par de jeans, uma blusa regata branca com detalhes de rendinha, o que era extremamente diferente dos moletons que costumava usar e um par de botas de couro marrom. Se olhou no espelho mais uma vez, deu uma arrumadinha final no cabelo e já ia saindo pelo quarto rapidamente.

– Ei! – Neal chamou, ainda deitado na cama. – E o meu beijo?

– Desculpa! Estou tão apressada que já ia esquecendo. – Ela deu um selinho bem rápido no namorado e voou pela porta do pequeno apartamento onde morava com Neal, em um bairro de classe média nova iorquino.

Correu para o metrô e, após cinco estações, saiu dali, se deparando com um enorme prédio de quarenta andares, todo espelhado. Olhou para cima e mal podia ver o último andar. O dia estava nublado, com algumas frestas de sol entre as nuvens cinzentas iluminando a cidade. Emma logo foi para a entrada. Deu de cara com um porteiro e o explicou o motivo de estar ali, então ele interfonou para o 20º e pediu para que ela aguardasse. A loira estava quase se sentando em uma poltrona de couro, no hall, quando uma ruiva chegou a passos largos e chamou por seu nome.

– Oi. Sou eu. – Emma se aproximou, tentando ser o mais simpática possível.

– Emma Swan? Tem certeza? – A ruiva arregalou os olhos ao se deparar com aquela figura parada a sua frente.

– Bom, pelo menos é o que está na minha carteira de identidade. – Ela riu, mas a outra mulher se manteve séria.

– Isso não é nada bom! Droga, Snow! – Fez um sinal com os dedos para que Emma a seguisse, resmungando algumas palavras e praguejando a ex-secretária por ter indicado a loira para a entrevista.

Assim que entraram no elevador, a ascensorista apertou o 20º, mesmo sem terem dito nada. A ruiva não se pronunciou, apenas ficou parada na parte central do elevador, enquanto Emma estava atrás, olhando número por número ir aumentando no visor do elevador de metal. Quando marcava o número 18, virou de costas e tentou arrumar o cabelo.

– Não adianta, não dá para melhorar nada por aí. – A ruiva, nada simpática, soltou aquelas palavras grosseiras sem nem olhar para Emma. – Vamos. – A porta se abriu e elas saíram.

Emma ficou impressionada logo de cara. O chão era todo coberto por carpete, as paredes brancas, cheias de capas da revista Mills em tamanho grande, enquadradas e espalhadas por elas, araras com roupas passavam de um lado para o outro e todos os funcionários estavam muito bem vestidos e maquiados, inclusive os homens com seus ternos da Armani para um dia qualquer de trabalho. Swan ficou impressionada com tudo aquilo, foi andando atrás da ruiva, tentando acompanhar seus apressados passos. A mulher parou em uma salinha com duas mesas de vidro, uma de frente para outra, mais parecendo um hall para uma sala enorme que ficava a direita do que uma sala. Sentou-se e não falou mais nada.

– Com licença... – Emma tentou pronunciar algo, mas logo foi cortada pela secretária.

– Aguarde enquanto o diabo não chega. – Limitou-se a dizer em um tom ríspido.

Passado algum tempo, chegou um homem perfeitamente vestido, com cabelos pretos e olhos azuis.

– Zelena, você sabe que horas ela chegará hoje? – Se dirigiu a ruiva, que agora tinha ganhado um nome. – Aliás, o que é isso? – Apontou para Emma, que ficava cada vez mais incomodada com o modo de falar das pessoas que trabalhavam ali.

– Ela não disse nada... – Nem bem acabou de responder, quando seu celular apitou e abriu a mensagem, arregalando os olhos a cada palavra lida. – ELA CHEGOU! – Gritou em um tom alto o suficiente para toda a redação ouvir. Cada pessoas que estava trabalhando começou a correr por todos os lados com papéis em suas mãos. – A propósito, essa aqui veio fazer entrevista para ser a nova subsecretária. – Finalizou Zelena, apontando para Emma, que permanecia sem entender nada e, por fim, trocando seu par de sapatos por outro da Gucci.

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Um par de botas Manolo Blahnik, acompanhado de uma bolsa Prada, foi caminhando pela calçada de Nova Iorque. Passo a passo. Lá da redação da revista Mills quase se podia ouvir o estalar dos saltos percorrendo o concreto. A Prada prata balançava para frete e para trás, seguindo o mesmo ritmo dela. O porteiro rapidamente saiu da porta do edifício, dando passagem para que ela passasse e abaixando a cabeça para cumprimenta-la, mesmo sabendo que não seria cumprimentado de volta. Engoliu a seco quando ela se foi. Todas as pessoas, que esperavam o elevador, deixaram o local, dirigindo-se as escadas ou a qualquer outro elevador que não fosse escolhido por ela. Ela entrou e se virou para as portas metálicas quase fechadas. A ascensorista não ousou encará-la, pressionou o botão de número 20 e se manteve em silêncio por todo o pequeno percurso. O barulho do elevador anunciou sua chegada e, em questões de segundos, toda a redação voltou aos seus afazeres tranquilamente, como se aquele caos nunca tivesse existido.

– Bom dia, Regina. – Zelena se levantou para pegar seu casaco e bolsa, o que foi em vão, pois Regina os jogou em cima da mesa da ruiva, como se nada fosse.

– Cancele a minha reunião das 14h e marque hora no cabelereiro que eu gosto, tenho um cocktail importante durante a noite e não posso perder tempo com as intermináveis reuniões de Donatella Versace. Mande Colburn buscar meu vestido na Marc Jacobs agora e diga que o leve direto para o meu apartamento. Quero todos os papéis sobre a campanha da Dior na minha mesa em trinta minutos e a coleção nova em quarenta e cinco. Reserve hora para duas pessoas no restaurante e horário de sempre. – Zelena a seguia, tentando anotar tudo o que a outra dizia em sua agenda.

– Certo. – Zelena parou em frente a mesa de Regina, que se sentou.

– É só isso. – Não olhou na cara de ruiva por um segundo que fosse, muito menos na de Emma, que se manteve em pé perdida em meio ao caos chamado Regina Mills.

Zelena deixou a sala de Regina com a respiração falha, tentava manter a calma diante de toda aquela confusão.

– Eu entrou ou... – Emma ia perguntar e logo foi interrompida pelo olhar fulminante da ruiva.

– Eu não sei. Espero aí. – Finalizou e se sentou em sua mesa.

O homem que mais cedo conversara com Zelena passou pelas duas e entrou na sala de Regina, sorridente ao ver que a chefe estava de bom humor. Ficou ali por alguns minutos e saiu, dirigindo-se a Emma e falando que Regina estava a sua espera. A loira engoliu a fundo e entrou na sala.

A sala era branca, como o resto da redação, possuía diversos quadros e fotografias pelas paredes, com um espelho hexagonal ao centro. As janelas se dividiam em duas partes, indo do chão ao teto, dando visão privilegiada da cidade que nunca dorme. Regina estava sentada em sua mesa, folhando algum catálogo e marcas finas, provavelmente o da Dior, e não olhou para Emma.

– Bom dia. – Emma possuía timidez em sua fala. – Eu sou Emma Swan. – Sem obter resposta ou qualquer sinal da morena, prosseguiu por conta própria. Não conseguia se calar quando ficava nervosa. – Esse é o meu currículo. Sou formada em jornalismo pela Harvard, trabalhei no The Washington Post e no New York Times, além de... – Foi interrompida por uma voz séria.

– Você gosta de moda? – Regina arqueou uma sobrancelha, abaixou um pouco seu óculos e foi subindo o olhar por todo o corpo de Emma, indo de suas botas marrons até o seu rosto sem maquiagem alguma.

– Eu? – Aquela pergunta a pegou de surpresa. – Para ser sincera, eu não conheço muito sobre o mundo da moda, mas... – Interrompida outra vez.

– É só isso. – Regina suspirou em sua fala e voltou a folhear o catálogo.

– Como é? – Emma ficou confusa e não obteve nenhuma resposta. Havia passado a manhã em um caos, sendo destratada pelos funcionários arrogantes do lugar e nem ao menos teria chance de falar sobre si? Não, ela não deixaria assim. A sua irritação foi subindo por todo seu corpo, justamente como fez Regina com o olhar, até chegar à garganta. – Olha, eu passei por um monte de situações para estar aqui para em sua frente hoje. Meu currículo é, de longe, muito melhor do que qualquer um das candidatas que deve ter entrevistado para ser secretária. Até porque isso não é nem o meu trabalho, mas falei com uma conhecida que me disse: “vá, é uma oportunidade única! Tente!” e acabei vindo, só que acabo de perceber o quão errada ela estava. – Respirou fundo ao notar que Regina nem a olhava, apenas passava as folhas do catálogo com tédio. – Aliás, quer saber? Que bom que você não me contratou, pois eu odiaria trabalhar com alguém que nem se dá ao trabalho de olhar para os que estão falando. Não é a toa que anunciam a chegada “do diabo” quando você está chegando. – Guardou seu currículo na bolsa e saiu como um furacão pela porta. Não queria voltar para lá nunca mais. Cumprimentou a ascensorista, praguejando algumas palavras e fazendo a mulher rir. Provavelmente já estava acostumada. Assim que as portas se abriram, apressou o passo para deixar aquele prédio para trás de uma vez, mas ouviu chamarem seu nome. Virou para trás e Zelena estava parada, com os braços cruzados e visivelmente impaciente.

– Eu realmente não sei como, mas você está contratada. – Se virou, mostrando toda a sua irritação com os gestos que fazia com o braço, deixando Emma em transe por causa de todo o caos que havia ocorrido naquela manhã: o caos Regina Mills.

Notas finais
Continuo?