The Devil Wears Prada
38 Capítulo XXXVIII - Not "The Iron Lady", just Regina.
Notas iniciais
POV Regina
Acordei com a claridade pairando sob o quarto. Não fechamos as cortinas que cobriam a imensa janela de vidro. Pudera, eu e Emma não paramos de nos amar até atingir um estado elevado de cansaço.
– Regina? – Emma subiu as escadas que davam acesso direto ao quarto. Ela trazia uma bandeja com morangos, duas fatias de pãos torrados, um copo de suco de laranja e, bem clichê, um copo com uma rosa dentro. Old, but gold! – Achei que nunca iria acordar. – Ela riu entre a fala.
– Dormi muito?! – Não fazia ideia do quanto havia dormido. Pensei, inclusive, que ainda era cedo.
– Sim... São onze horas. – Meus olhos se arregalaram prontamente. Eu nunca me permitia acordar após às nove horas nos fins de semana.
Imediatamente, uma agenda toda se fez na minha cabeça. Tinha programado todos os compromissos da Mills para o mês e logo tratei de levantar.
– Onde vai? – Emma continuava em frente a cama com o meu café da manhã nas mãos.
– Eu só preciso checar alguns e-mails e... – Fui bruscamente interrompida.
– Não! – Vociferou, fuzilando-me com o olhar e sua voz esboçando o descontentamento com aquilo. – A Mills não está mais sob seu comando, Regina. – Nas últimas palavras, a voz de Emma vacilou, parecia ligeiramente decepcionada com aquilo.
– Desculpe. – Abaixei a cabeça e voltei a me sentar na cama. – Alguns hábitos estão enraizados. – Buscava qualquer saída verbal.
Emma colocou a bandeja em um pufe localizado ao pé da cama e se sentou ao meu lado. Seu rosto projetado para baixo mostrava sua angústia.
– Eu não suportaria perdê-la novamente para a Mills. – Travou as mandíbulas de forma agônica.
– Você não vai, Swan. – Deslizei a mão com delicadeza por toda a extensão do seu braço, puxando-a para um abraço. – Não se preocupe. Eu estou aqui e ficarei aqui. – Fazia carinho em sua perna. – Aliás, para onde iremos depois de Toscana?
– Regina! – Emma se virou para mim e cruzou as pernas. – Você não consegue perder o controle, não é? – Concordei com a cabeça e rimos. – Façamos o seguinte: apontarei um lugar no mapa, sem ver, e pronto. – Ela deu os ombros tão naturalmente e meu espanto era tão calculado.
– Péssima ideia, Swan. – Repliquei. Seu rosto desafiava meus braços cruzados. Ela não mudaria de ideia. – Façamos um acordo então.
– Hum. – Ela levantou uma de suas sobrancelhas, aguardando.
– Não pode ser fora da Itália. – Mal encerrei minha fala e Emma protestava.
– Aí não tem graça! – Bateu as mãos na cama, em um gesto deveras infantil. Respirei fundo e ela prosseguiu. – Ficamos no continente então. – Sugeriu.
Pensei por algum tempo, mas percebi que seria a decisão mais sensata a ser tomada. Cedi.
– Temos um acordo então? – Emma estendeu sua mão em minha direção.
– Temos um acordo. – Apertei-lhe como uma verdadeira editora-chefe e ela sorriu.
Emma foi até sua bolsa, que deixara na poltrona do quarto, procurando por algo. Pegou um papel dobrado de espessura mais grossa e o abriu sobre a cama. Era um mapa mundi.
– Feche os olhos. – Pediu e, ao ver meu rosto de desconcerto, fez uma vez mais. – Ande, Regina, feche os olhos. – Fechei a contragosto e suas mãos tomaram a minha. – Aponte um lugar. – Planou minha mão até o continente europeu, acredito eu, e ergueu meu dedo indicador. – Pronto.
Passei por ali durante alguns segundos, imaginando o rosto de Emma arder em ansiedade. Como sei boa parte da localização da Europa, busquei a Itália e abaixei o dedo, certamente seria um tiro certeiro.
– Espanha! Perfeito! – Abri os olhos espantado e meu dedo realmente parou em cima do país espanhol.
– Como?! – Deixei minha indignação escapar.
– Eu tinha certeza que você apontaria a Itália, então fui girando o mapa. – Seu tom era divertido e o meu emburrado.
– Você trapaceou! – Resmunguei, estarrecida com a situação, e ela veio ao meu encontro.
– Eu também não sabia onde iria dar... – Retirou o mapa a medida que foi se aproximando de mim. – Regina... – Ela prolongava a última letra de forma manhosa. – Será divertido... – Deitou entre as minhas pernas e foi distribuindo beijos por todo o meu colo, deixando-me arrepiada.
– Certo, Swan. – Falei subitamente. – Você venceu! – Entreguei os pontos.
– Ainda não! – Seu sorriso malicioso já me dizia tudo.
Em um instante, Emma já estava de quatro em cima de mim, prendia-me com as duas pernas, com uma delas no meio das minhas. Seu joelho pressionou meu sexo, ainda coberto pela peça íntima, e arfei em desejo. Emma abriu meu penhoar de seda, revelando toda extensão do meu abdômen. Sua boca cobriu aquela região com acalentados beijos e chupões, ligeiramente fortes. Subi uma das pernas pela lateral de seu corpo, agarrando-a e apertando-a ainda mais contra mim. Voltou a me pressionar com o joelho, enquanto sua língua invadia a minha boca em um beijo animalesco. Ainda durante o beijo, senti seus dedos percorrendo a parte interna da minha coxa, buscando algo que eu sabia muito bem o quanto lhe apeteceria. Sorri entre o beijo, sentindo a proximidade de seus toques se tornando cada vez mais íntimos.
POV Emma
Regina me agarrava com a perna, aumentando todo o contato entre nossa pele. Ela soltava pequenos gemidos conforme meus dedos lhe tocavam mais a fundo. Parei o beijo e sussurrei: — Tem certeza que acabou, Regina? – Ela me olhou com as pálpebras compridas de prazer e negou com a cabeça. Sorri. Seu corpo me implorava tanto quanto seus sentidos. Ela me desejava e eu a desejava mais do que qualquer outra coisa no mundo. Abri seu sutiã e, aos passar pelos seios com as bocas, chupei cada um deles cheia de vontade. Chupava um e o outro, enquanto a mão livre fazia o que precisava no seio também livre.
– Emma. – Em um espasmo, Regina gemeu, postando seu quadril para frente. Puxou meu queixo em direção ao seu rosto, colando nossas bocas, com os olhos cheios de luxúria. Minha “Dama de Ferro” chegou. – Me come. – Suas palavras saiam de sua boca e iam direto para a minha. – Me fode. Agora. – Soltou-me e logo tratei de acatar suas ordens.
Desci até sua região íntima ferozmente. Passei por ali com a língua, ganhando gemidos e mais gemidos em troca. Eu me deleitava, Regina se deleitava. Massageei seu clitóris os lábios, deixando que minha língua ganhasse os movimentos necessários; com movimentos circulares e algumas chupadas de leve, senti todo o sexo de Regina arder em um pedido de posse. Ela abriu mais as pernas e eu, sem hesitar por mais nenhum momento, adentrei-lhe com três dedos.
– Ai! – Regina gemeu gostoso, fazendo meu próprio sexo latejar. Penetrei-a até o fundo, passando a estoca-la vagarosamente. – Isso, assim, Swan. Assim. – Suas palavras eram cortadas pela respiração ofegante.
Passei a estoca-la com mais força e velocidade. Meu braço trabalhava para o vai e vem dos dedos, enquanto minha língua explorava a parte externa de sua intimidade toda molhada. Suas pernas começaram a ceder em uma estremecida de puro prazer.
– Emma... – Não deixei que acabasse de falar, logo acrescentei mais um dedo a fundo, que lhe fizeram arfar, espalmando as costas para trás e o quadril mais para frente. Seu corpo tremia e as coxas já estavam enrijecidas quando coloquei ainda mais um dedo. Regina ergueu totalmente o quadril, elevando sua intimidade e desvencilhando-a de minha boca.
Sem interromper os movimentos, deitei-a na cama e colei meu corpo no seu. Nossas bocas se encontraram, enquanto meus dedos rápidos e famintos faziam seu orgasmo chegar. Beijei-a com toda a paixão e ternura que existia em mim. – Ah!! – Regina gemeu com rouquidão dentro de minha boca com uma estocada muito mais profunda. Seu corpo enrijeceu por completo, suas unhas estavam cravadas em minhas costas e pude sentir todo o seu gozo e o seu orgasmo escorrendo pela minha mão. Desci até seu sexo, sugando todo o seu prazer para o meu próprio prazer.
Subi até encontrar seu rosto novamente, limpei os cantos da boca e, aproximando-me de seu ouvido, sussurrei, antes de cair sobre ela: — Agora eu terminei, meu amor.
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POV Emma
Após nossa manhã deliciosa, eu e Regina devoramos o que eu havia trazido para ela comer e continuamos deitadas por mais um tempo. A “Dama de Ferro” sabe muito bem ser carinhosa quando quer, cobriu-me de beijinhos e abraços.
No começo da tarde, resolvemos sair do nosso paraíso particular e ir conhecer um dos pontos turísticos da cidade, o Le mura di Lucca. Dirigi a Ferrari com todo entusiasmo contido na minha vontade, mas Regina não ousou dessa vez, afinal, surpresas são feitas para nos pegar de surpresa, não para virar algo rotineiro. Limitou-se a acariciar minha coxa durante todo o percurso.
Estacionei o carro em uma rua próxima ao local e fomos fazendo o caminho a pé. Que lugar incrível! Cada pequena parte da Toscana me deslumbrava, parecia estar em um filme romântico. Eu juro. Peguei a mão de Regina e continue a caminha de mão dada com ela.
– Isso parece um filme, Regina. – Suspirei. Tenho a forte impressão que pareci meio boba, mas quem se importa?
– Um filme encantador. – Ela respondeu de maneira doce, virou seu rosto e selamos os lábios com ternura. – E fico muito feliz que faça parte dele. – Seu braço percorreu as minhas costas, puxando-me pela cintura para ainda mais perto dela. Passei o meu por seus ombros.
– Eu também fico muito feliz em fazer parte disso. – Afaguei-lhe os cabelos.
Paramos para comprar sorvete durante o nosso passeio. O lugar era mágico, como eu já disse. Muitas árvores cobriam a imensa passarela, deixando que suas folhas caíssem e tomando todo o cimento para si. Do lado direito, um enorme muro histórico dividia a passagem e uma extensão de grama infinita. Tudo na Toscana era infinito. O meu amor era infinito.
O moço do carrinho de sorvetes foi super simpático! Eu pedi um sorvete de creme com cookies e Regina um da pistache. Voltamos a caminhar pela passarela e, após alguns passos, encontramos um aglomerado de pessoas.
– O que será aquilo? – Perguntei, intrigada.
– É uma sessão de fotos. – Regina reconheceu e respondeu prontamente. – Venha. – Ela me puxou até ficarmos próximas a eles.
– Regina Mills?! – Uma voz chamou a nossa atenção e nos viramos. – Não acredito que a “Dama de Ferro” está aqui para o meu ensaio.
– Anna Wintour. – Regina sorria confiante com aquela apresentação. – Que prazer em vê-la. – Anna Wintour, editora-chefe da Vogue estava ali. Ela e todos os meus medos.
– O prazer é todo meu em tê-la no meu set. – Elas deram dois beijinhos na bochecha e Anna logo se virou para mim. – Emma Swan, a estrela de Fiona.
– Minha namorada. – Regina corrigiu e confesso que fiquei muito feliz em tê-lo feito. – Swan é a minha namorada, não a estrela de Fiona.
– Bom, muito prazer em conhecê-la. – A mulher me cumprimentou também com dois beijos no rosto.
As duas passaram algum tempo falando sobre algo que possuíam em comum: a paixão imensurável pela moda. Meu medo em perder Regina para esse mundo se tornava cada vez maior, era nítido o quanto aquilo estava em suas veias, talvez até mais do que o seu próprio sangue.
– Regina. – Anna interrompeu a conversa após algum tempo pensativa. – Tenho uma proposta a lhe fazer. – Regina logo se virou para ela com uma expressão animada e intrigada. – Podiamos fazer um desfile juntas no próximo New York Fashion Week. – Aquilo me bateu com força. – “Anna Wintou e Regina Mills unidas para o desfile do século”. – Seus braços gesticulavam toda a apresentação pelo ar. – Pense só quantas manchetes fabulosas teríamos? Seria épico!
Abaixei a cabeça e passei a fitar o chão. O evento de moda nova iorquino estava próximo. Digo, faltam três meses ainda, mas com certeza Regina teria de voltar agora para planejar tudo. Olhei para a minha mulher e seu sorriso me causa arrepios. Não poderia fazer nada, afinal, sempre soube que a paixão de Regina pela moda e pela Mills a acompanharam durante a vida inteira. A minha “Dama de Ferro” estava pensativa, podia ver em seus olhos que aquilo a pegara de jeito. Fechei os meus, não queria estar ali ou ouvir qualquer coisa.
– Anna, fico muito feliz pelo convite! – Disse, animada. Era hora. – Mas receito que terei de recusá-lo. – Abri os olhos e fitei-a com espanto. – Durante um ano, não serei Regina Mills. – Ela me aproximou de seu corpo, puxando-me pela cintura. – Neste ano, sou apenas Regina. Não dona da Mills e nem a “Dama de Ferro”, apenas Regina. – Eu não conseguia acreditar no que estava ouvindo. – Perdoe-me e saiba que é um convite deveras gratificante.
– Oh, querida, eu compreendo, apesar de achar uma burrice sem tamanho. – Elas riram da piadinha infâme de Anna. – Se mudar de ideia, avise-me. Agora preciso voltar a cuidar do meu ensaio, sabe como as coisas são, não é mesmo? Se quer um trabalho bem feito, faça-o você mesma. – Ela logo nos deu beijinhos para a despedida.
– Fico muito grata. – Regina respondeu sorrindo. Não me parecia triste. – Muito bom encontra-la, querida.
Nos despedimos e voltamos a caminhar, indo em direção ao carro. Estava começando a escurecer e partiríamos para a Espanha pela manhã, deveríamos arrumar as coisas.
– Regina. – Chamei-a durante a caminha e ela logo me fitou. – Por que disse não?!
– Swan. – Ela sorriu e parou em minha frente. – Eu serei sua durante esse ano inteiro. Você precisa parar de achar que eu vou trocá-la pela moda.
– Mas a moda é sua paixão, é sua vida... – Fui interrompida com o seu dedo, que veio até os meus lábios para me calarem.
– Moda pode ser a minha paixão, Swan, mas você é o meu amor. – Meus olhos se encheram de lágrimas. – Você me mostrou que havia uma Regina dentro da “Dama de Ferro” e quero mantê-la assim, pois é ela quem te tem, Emma. – Não contive minhas lágrimas, que prontamente caíram pelo rosto. – Não chore. – Regina passou a beijar cada gota delas. – Eu te amo tanto. – Sua boca alcançou a minha e um beijo terno se fez em questão de segundos.
– Eu te amo mais do que qualquer pessoa nesse mundo, minha Regina. – Sussurrei.
– Venha. – Ela voltou a caminhar. – Temos que nos preparar para a Espanha! – Fez uma voz e um gesto com as mãos fingindo animação forçada para me encher. – Uhul! – Revirou os olhos e rimos.
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