The Devil Wears Prada
15 Capítulo XV - Paris is burning past lovers.
Notas iniciais
Regina estava parada com os braços cruzados do lado de fora da porta. Seus olhos inchados denunciavam que havia chorado, mas, naquele momento, a “Dama de Ferro” não demonstrava nenhum sentimento.
– Regina? – A loira arregalou os olhos. Esperava qualquer um ali, menos ela.
Regina nada falou. Aproximou-se de Emma, envolvendo-a em um abraço apertado, parecia se agarrar na secretária. Emma, por mais surpresa que estivesse, retribui o abraço, afagando os cabelos da chefe, que mantinha sua cabeça encostada no colo da outra.
A “Dama de Ferro” virou seu rosto, fazendo com que sua boca encontrasse a boca de Emma. Fechou a porta com o pé, dando um empurrãozinho. Passou a língua pelos lábios da outra, que pouco a pouco foram se abrindo, iniciando um beijo demorado. Diferente da primeira vez, esse beijo era calmo e terno, sem pressa alguma. As línguas se moviam calmamente, passeando por cada cantos de suas bocas. Regina foi desabotoando a camisa da loira, sem parar de beijá-la por um segundo se quer. Deslizou as mangas pelos ombros de Emma e foi guiando seu corpo para a cama, deitando-a com delicadeza em cima do lençol branco de seda. Parou por um segundo, admirando a beleza estonteante da loira. Deitou-se por cima dela, deixando o abdómen dela entre suas pernas. Sem dizer nada, voltou a beijá-la, descendo a boca por seu pescoço, calmamente. Seus lábios encontraram o colo de Emma, passeando por ali por um tempo. As costas da loira quase não tocavam o colchão, devido a excitação que sentia a cada toque de Regina, sendo assim, a “Dama de Ferro” desabotoou seu sutiã, se deparando com os belos seios de Emma. Colocou um deles na boca, chupando-o com vontade e arrancando suspiros gostosos da boca da secretária. Regina voltou a fazer o seu percuso com a boca, passando a língua pela barriga de Emma, encostava só a pontinha para que a outra ficasse arrepiada. E ficava. Sua pele inteira denunciava o quão prazeroso estava sendo aquele momento. A morena retirou calça de Emma, levando junto sua calcinha. Abaixou até a altura do sexo de Emma e passou sua língua ali, sorrindo ao ver que a secretária estava muito, muito, mas muito molhada mesmo.
– Regina... – Emma suspirou, sua respiração estava ofegante. – Eu quero você.
Aquelas palavras soaram como música para os ouvidos de Regina. Enfiou a língua o mais fundo que pode em Emma, movimentando-a com rapidez e fazendo com que a loira gemesse. Segurava suas pernas com as mãos, puxando o corpo de Emma para mais perto de sua boca. Devorava cada pedaço da outra. Subiu a língua até o clitóris, fazendo movimentos circulares. As pernas de Emma já fraquejavam. Regina colocou dois dedos em seu sexo, levando-os até onde pode, fazendo com que a loira soltasse um grito baixo e rouco. Colocava e tirava os dedos de dentro dela, mantendo suas investidas com a língua da forma mais rápida que podia. Mais um dedo foi colocado e os olhos de Emma reviraram. Estocou-a uma, duas, três, muitas vezes... Emma suava e gemia, respirando com dificuldade. Mais um dedo. O corpo da loira ia fazendo movimentos de vai e vem conforme as investidas de Regina, gemia alto. Regina enfiou os quatro dedos o mais fundo que pode, deixando-os dentro de Emma e movimentando-os ali mesmo. Mais uma vez, a secretária revirou os olhos e mordeu o travesseiro, a fim de não gritar. O corpo de Emma começou a tremer, então a morena levou o polegar até seu clitóris e ia movimentando-o a cada estocada. Deixou a mão ali, subiu com a boca até os lábios de Emma e a beijou, para que assim provasse seu próprio gosto. Emma abriu a boca no meio do beijo, Regina afundou os dedos em seu sexo e a loira soltou um gemido rouco dentro de sua boca, caindo na cama após isso, com a chefe deitada em seu corpo.
Uma lágrima caiu dos olhos de Regina, que a limpou rapidamente para que Emma não visse, mas não obteve sucesso. A loira reparou que a chefe chorava, entretanto, demorou alguns minutos para agir. Estava ainda em êxtase com que o que acabara de acontecer.
– Tudo bem? – Emma perguntou com a voz ainda fraca, sua boca estava seca.
– Sim, sim. – Regina se levantou rapidamente, se arrumando um pouco. – Eu preciso ir para o meu quarto. Esteja no saguão amanhã às 9h30 em ponto. – Retirou-se do quarto, sem olhar mais para Emma.
– Regina, espera, você... – A loira desistiu de terminar sua pergunta ao ouvir o barulho da porta se fechando.
Louca, Regina só pode ser louca! Ela vem até aqui, acaba comigo, chora e age como se nada fosse? – Emma se questionava em silêncio.
+++
Fiona chamou o garçom e pediu mais uma taça de champagne. O after party de Valentino já estava quase no final, assim como o resto de sobriedade que ainda restava no corpo da loira.
– Mais um, Fiona? – Cora, que também já estava bem alegrinha, brincou, se juntando a outra.
– Cora, me deixa... – Elas riram. – O que é isso? Me dá um golinho? – Fiona tentou alcançar o copo de gim que Cora tinha em mãos, mas a morena desviou a bebida, deixando cair em seu próprio vestido.
– Droga! – Reclamou, tentando passar a mão para que secasse.
– Calma, vem comigo. – Fiona tomou sua mão e puxou para o banheiro, fechando a porta ao entrarem. – Pronto, assim você seca. – Entregou uma toalhinha de mãos para Cora e as duas gargalharam. – Qual é a graça?
– Eu não sei. – Cora ria sozinha. Não tinha graça, mas estavam bêbadas.
Cora se sentou na pia para poder secar com mais equilíbrio, enquanto Fiona terminava seu copo de gim.
– Ei, isso é meu! – Resmungou a morena aos risos, tomando o copo da mão da loira e, mais uma vez, derrubando em si mesma, só que dessa vez em seu pescoço.
– Deixa que eu limpo. – Fiona não deu tempo algum para que a outra respondesse, logo tratou de se aproximar e lamber seu pescoço.
Assim que Fiona se afastou, foi puxada pela outra.
– Acho que ainda não está seco. – Quem surpreendeu agora foi Cora.
Beijou-lhe os lábios com selvageria. Abriu as pernas e Fiona logo se postou entre elas, pressionando seu corpo contra o sexo coberto de Fiona. As línguas mal se encontravam, tamanha era a luta por espaço em suas bocas. Fiona agarrou as coxas de Cora, apertando-as com toda força que tinha e, assim, fazendo com que a morena gritasse de dor e prazer.
– Shhhh. – A loira fez com que a outra não gritasse e logo voltou a beijá-la.
Fiona foi subindo o vestido de Cora, enquanto a morena beijava e chupava seu pescoço com ansiedade, arranhando as costas desnuda de Fiona.
– Fiona?! – Uma voz masculina chamou do outro lado da porta, fazendo com que as duas se separassem bruscamente.
– Eu. – A loira respondeu, aproximando-se da porta.
– Vem. Valentino quer falar com você.
– Droga! – Ergueu os braços e os abaixou, chocando-os contra a lateral de seu corpo. Cora ficou tão decepcionada quanto ela, levantou-se da pia e foi abaixando seu vestido novamente. Diferente de Fiona, Cora ria daquilo.
– Vá lá, “Suprema Goode”. – Disse, debochada.
– Ah é? – Fiona se aproximou da outra, aproximando a boca de seu ouvido. – Melhor do que ser a “Mulher Dragão”. – Mordeu o lóbulo de sua orelha, deixando-a toda arrepiada.
– Apelidos idiotas! – Cora riu e as duas foram caminhando em direção a porta.
Assim que voltaram ao salão principal, Valentino tinha sua taça erguida. Fitou Fiona e começou a saudá-la, propondo um brinde em homenagem a ela. A loira pegou uma taça da bandeja de um garçom e entrou na brincadeira, enquanto Cora foi se sentar. A morena não tirou os olhos de Fiona, que agora ria animadamente.
– Não vai lá? – Foi Killian quem sussurrou para Cora.
– Não, ficarei aqui. – Ela sorriu.
– Deixe de ser boba, querida. – Retirou-se, deixando Cora atentada.
Ela se levantou da cadeira e se aproximou de Fiona.
– Vem, dança comigo. – Puxou a loira para o meio da pista e, nessa hora, começou a tocar “Take Me To Church”, de Hozier. Colaram seus rostos e começaram a dançar a música lenta que tocava por todo o salão.
– Havia me esquecido o quão boas somos dançando juntas. – Fiona sussurrou e as duas sorriram após isso.
Ficaram dançando por um tempão. Além dos corpos, seus sentimentos também rodopiavam pela pista de dança. Assim que a quinta música acabou, Fiona pegou sua bolsa e foi fumar um cigarro. Aguardou por uns minutos, então Cora apareceu com outra taça de gim na mão. Andava cambaleando, fazendo Fiona rir.
– Acho que rodopiar não me fez muito bem. – Ela riu, tentando se manter em pé.
– Eu acho que a bebida não te fez bem. – Fiona retirou o copo de sua mão e colocou na muretinha que havia ali ao lado. – Venha, vamos. – Ela apagou apoiou o braço de Cora em seu ombro e as duas se dirigiram ao carro da loira.
Fiona fumava com a janela aberta e Cora caiu em um sono profundo no banco ao lado. A loira, ao ver aquilo, riu e fez carinho com a mão livre no rosto da outra.
– Hoje eu é quem vou cuidar de você. – Sussurrou para Cora, que por óbvio não ouviu, e sorriu sozinha.
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