The Devil Wears Prada
19 Capítulo XIX - Your sex is on fire
Notas iniciais
Regina acordou e teve certa dificuldade em abrir os olhos. Sua cabeça ainda doía e uma leve náusea acompanhava aquela ressaca. Sentou-se na cama vagarosamente, girou a cabeça para os lados e, por quase meio segundo, não reconheceu onde estava, até se lembrar de tudo que havia acontecido noite passada e um sorriso estampar seu rosto. Espreguiçou-se, olhou no relógio e notou que já marca meio dia, pulou da cama, procurou alguma roupa para vestir no armário e, após tomar um banho, se vestiu o mais rápido que pode. Ligou para Colburn e ele foi busca-la rapidamente.
– Vamos para a Mills direto, Colburn. Estou com pressa. – Limitou-se a dizer no seu tom calmo de sempre. A “Dama de Ferro” não precisava mudar sua entonação para demonstrar sua irritação.
– Desculpa, senhorita Mills, mas acredito que hoje você tenha aquele ensaio fotográfico, não? – Ele olhou para o retrovisor e Regina piscou para ele.
– Claro. Pode ir direto para lá, por favor.
Os dois seguiram rumo a um galpão que havia no centro da cidade. O salto de Regina batendo no cimento e sua bolsa Prada pendurada eram o sinal que bastava para que o balcão inteiro ficasse de pernas para o ar.
– Ela chegou! – Uma das assistentes de fotografia gritou e todo o lugar mudou em apenas alguns segundos.
– É impressionante o medo que a “Dama de Ferro” aspira. – Cora sorriu com a sua elegância de sempre e se levantou da cadeira para abraçar a filha. – Mesmo estando atrasada. – Não perdia a chance de provocar.
– Mamãe. – Regina deu-lhe dois beijinhos no rosto e a cumprimentou. – O que faz aqui?
– Eu não podia perder sua ex-secretária fazendo um ensaio para a Mills. – Ela riu com alguma malícia, adorava atiçar os demônios de Regina. – Aliás, foi embora cedo da festa de ontem, não? Com quem?
– Swan fará esse ensaio? – Regina arregalou os olhos, pois ninguém havia lhe dito isso. – Não era Kate?
– Kate desmarcou. Liguei para Emma e ela estava disponível, oras. – Deu os ombros, como se não fosse nada demais.
– Kate desmarcou ou você disse para ela não vir? – A morena e sua mãe se conheciam melhor do que quaisquer outras pessoas.
Cora aproximou sua boca do ouvido de Regina, apoiando suas mãos em seus ombros: — E por que eu faria isso, Regina? – Sussurrou e sorriu sarcástica.
Antes que Regina pudesse responder, as portas do galpão se abriram e Emma entrou ao lado de Fiona.
– Fiona? – Cora perguntou ao cumprimentar-lhe. – O que faz aqui?
– Você acha que eu deixaria a minha estrela sozinha com a “Dama de Ferro” e a “Mulher Dragão”? – Soltou uma risada carregada de ironia. – Jamais, querida. – Cumprimentou a morena, que estava ao lado de Cora.
Emma fez o mesmo, mas não disse uma palavra além de “boa tarde”.
– Podemos começar? – Fiona puxou Emma para perto de si, claramente demarcando seu território. – Não temos a tarde inteira.
Regina entortou sua boca, movimento típico de quando desaprovava algo, no entanto, nada disse. As quatro se dirigiram ao cenário branco que estava em frente a câmera e o fotógrafo. Regina, Cora e Fiona se sentaram no sofá ao lado e Emma seguiu para a sessão de fotos.
– Vamos lá, minha estrela, mostre a elas o que você sabe fazer. – Fiona continuava provocando, sabia muito bem que as duas cairiam em suas palavras rapidamente.
O primeiro clique foi disparado e Emma começou a fazer suas caras. Ela servia muito corpo, sensualidade e elegância, tudo com uma pitada de sua graça. O fotógrafo delirava cada vez que disparava seu aparelho de trabalho. Fizeram uma pausa, a pedido de Emma e ela foi para perto das três.
– Estão ficando boas as fotos? – Perguntou para quem quisesse responder.
Fiona deu um tapinha em suas próprias pernas, convidando Emma para se sentar.
– Estão magníficas. – Fiona passou a mão pelo rosto da loira, que agora sorria, sentada em seu colo. – Como sempre. – Sorriu e deu um beijo em seu rosto, muito próximo a sua boca.
Mãe e filha assistiam aquilo com um desconforto incomum para as Mills.
– Podemos acabar logo com isso? Meu dia está cheio. – Regina se pronunciou, tentando ao máximo não demonstrar seu incomodo com aquilo.
A sessão de fotos durou mais um par de horas.
– E conseguimos a última! – O fotógrafo anunciou e todas puderam respirar aliviadas.
– Ótimo. – Foi a vez de Cora falar, diferente de sua filha, ela pouco se importava em demonstrar sua irritação.
– Swan. – Regina olhou firmemente para a loira parada em sua frente. – Posso conversar um pouco com você? – Mal esperou a resposta e se vestiu para uma das alas do galpão, onde haviam os provadores. Emma a seguiu, sem questionar nada.
Fiona e Cora ficaram ali desconfortáveis.
– Então você tem uma estrela agora? – Cora olhou para Fiona, que acendia um cigarro.
– Uma maravilhosa. – Sorriu com malicia, soltando a fumaça que ocupava seus pulmões.
Cora se aproximou dela, tomou o cigarro e suas mãos e o soltou, pisando em cima dele com seu salto preto.
– Saiam todos. – A ex-presidente da Mills não pedia, portanto, ordenou que toda equipe deixasse o local. Ninguém era bobo de questionar Cora, saíram rapidamente, deixando todo o enorme lugar vazio.
– Sobre a noite passada... Eu não quero que se repita. – Regina mantinha sua voz firme, sem olhar nos olhos de Emma. – Ainda mais depois que descobri do seu caso com Fiona.
– Meu caso com Fiona? – Emma riu. Elas não tinham caso algum, mas resolveu entrar na brincadeira. Aproximou-se do ouvido de Regina e sussurrou: — Vai deixar que só ela me coma?
– Que coisa mais rude, Cora. – Fiona sorriu para a outra. – Como pode expulsar todos?
Regina não se conteve com a provocação de Emma. Puxou-lhe para dentro de um dos provadores, jogando-a com força contra o espelho. Desabotoou os botões de sua camisa, expondo seu próprio colo e seios muito bem desenhados. Emma sorriu. Regina segurou sua boca com uma das mãos e sussurrou: — Não é para rir, sua vadia. – Deu-lhe um tapa fraco no rosto e depois um beijo. Um beijo selvagem. Sua língua buscava espaço na boca de Emma, sem pedir licença alguma para entrar. Emma se agarrou com as pernas na cintura de Regina.
Cora empurrou Fiona no pequeno sofá que antes estavam sentadas. Subiu em seu colo, deixando uma das pernas apertando o sexo de Fiona. Não disse uma palavra, apenas agarrou o pescoço da loira com a boca, chupando-o com uma fúria quase incontrolável. Fiona tombou sua cabeça para trás, dando mais espaço para a outra fazer o que quisesse. A perna de Cora apertava seu sexo cada vez mais forte. A morena abriu a camisa de seda de Fiona e desceu a língua por todo seu colo, parando em um dos seios e fazendo o mesmo que havia feito em seu pescoço.
Emma gemia entre os beijos, pois a mão de Regina passeava por todo seu sexo, com calcinha, por enquanto. Regina lambeu seus lábios e voltou a beijar-lhe com a mesma brutalidade de antes. Com um de seus dedos, afastou a calcinha branca de renda que a loira usava. Emma prendeu um gemido em sua garganta. Com o outro dedo, Regina sentiu todo o sexo já molhado da modelo. Mordeu-lhe o lábio inferior com força, fazendo Emma soltar um grito rouco. Regina invadiu seu sexo com dois dedos, Emma revirou os olhos e respirou fundo, ofegante.
Fiona tinha a respiração pesada e ficava mais difícil a cada vez que Cora descia um pouco mais. Cora ergueu sua saia de couro vinho e sorriu ao notar que Fiona não usava calcinha. Sua língua saciou a vontade que sentia de Fiona. Com movimentos rápidos, permaneceu em seu clitóris por algum tempo. Bastou uma mordiscada para que Fiona gemesse alto e colocasse suas duas pernas apoiadas nos ombros de Cora. “Me fode, Cora. Me fode como só você sabe fazer.” Fiona quase implorava. Cora enfiou a língua em seu sexo molhado e os olhos de Fiona reviraram. Voltou para o seu clitóris, com a boca, e, sem avisar, colocou quatro dedos de uma só vez dentro da loira, fazendo com que ela apertasse mais suas pernas nas costas de Cora.
Regina fazia um movimento de vai e vem dentro de Emma. Seus dedos deslizavam com facilidade pelo sexo molhado da loira. Não parou de beijá-la em momento algum. Emma soltava gemidos dentro de sua boca, mas logo Regina fazia questão de calá-la. Estava com raiva. Colocou mais um dedo, mantendo-os os mais fundo que pode dentro de Emma, movimentando-os para cima e para baixo. O corpo da modelo acompanhava os movimentos, rebolava no mesmo ritmo das estocadas de Regina, agarrando-se em seus ombros.
Cora dava investidas pesadas dentro de Fiona. A loira agarrou-lhe os cabelos, empurrando a cabeça de Cora em direção ao seu próprio sexo. A morena mantinha seu movimento rápido com a língua no clitóris, mordiscando vez ou outra e arrancando suspiros acompanhados de gritinhos de Fiona. Colocou o quinto dedo e Fiona, sem aguentar, gritou com a dor que sentiu. Ela gostava de dor. Tirou as mãos da cabeça de Cora, agarrando-se ao encostou do sofá. Seus saltos machucavam as costas da morena, visto que a cada estocada, ela os forçava contra o apoio em Cora. Sua mão inteira invadiu o sexo da loira e girou ali dentro. Fiona gritou. Gritou muito.
Emma já dava sinais que o orgasmo se aproximava. Seu corpo inteiro começou a tremer, fazendo a adrenalina de Regina subir. A morena colocou mais um dedo dentro dela e aumentou a velocidade e a intensidade das estocadas. Gemidos descontrolados saiam da boca de Emma, seu corpo tremia. Com o polegar, Regina massageava seu clitóris, na mesma velocidade das investidas dentro de seu sexo. Ao perceber que Emma chegaria a seu ápice, Regina parou de beijá-la, colou sua testa na da modelo, olhando no fundo de seus olhos. Foi difícil definir o que era mais penetrante naquele momento: o olhar de Regina ou suas mãos. Com uma estocada mais funda, a “Dama de Ferro” viu os olhos de Emma revirarem e seu corpo desabar sobre ela, sem força alguma. Emma gozou. Mais do que isso, teve um dos orgasmos mais arrebatadores de sua vida.
Fiona gemia alto, pouco se importava se ouviriam. Seu corpo foi travando inteiro e Cora foi ficando cada vez mais satisfeita com o que estava fazendo. Aumentou a velocidade de suas estocadas, arranhando com força a coxa de Fiona com a sua mão livre. A cabeça de Fiona tombou para trás, sentia como se tivesse saído de seu corpo, tamanho era o estado de êxtase em que Cora havia a colocado. Cora manteve a mão dentro do sexo de Fiona e passou a movimentá-la ali dentro mesmo. Queria rasgar Fiona inteira. A pernas da loira começaram a tremer nas costas de Cora, então a “Mulher Dragão” cravou suas unhas com mais força na perna de Fiona e enfiou sua mão o mais fundo que pode em seu sexo. A “Suprema” gritou e perdeu sua força por completo. Cora respirou fundo, se levantou, pegando um cigarro de Fiona na mesinha ao lado. Sentou-se ao lado da loira, acendeu o cigarro e pôs-se a fumar. As duas fitavam o galpão vazio em frente. Respiravam ofegantes. Não precisavam dizer nenhuma palavra.
Regina e Emma voltaram para a parte principal do lugar, encontrando as duas mais velhas sentadas lado a lado. Fiona já havia arrumado suas roupas, assim como Cora.
– Vamos, mamãe? – Regina passou por elas e continuou andando em direção a porta. Parecia atordoada.
Cora se levantou a seguiu. Ninguém disse nenhuma palavra, mas todas, sem exceção, estavam muito satisfeitas. E felizes.
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