Os raios de sol foram os responsáveis pelos primeiros movimentos de Kaoru naquela manhã, suas pálpebras primeiro tremendo para somente depois abrirem, os olhos escuros ficando pouco tempo expostos ao sol por causa da claridade. Alguns momentos depois, o publicitário tentou enxergar alguma coisa novamente, desta vez sendo bem-sucedido e conseguindo permanecer com os mesmos abertos.

Que em segundos se arregalaram.

Kaoru se sentou na cama que havia sido sua pelos últimos dois dias, esfregando os olhos com um pouco mais de força do que seria aconselhável; piscando por várias vezes, ele deixou que seu corpo se inclinasse um pouco mais para a frente, como se a proximidade da cena que havia se descortinado na frente dos seus olhos ficasse mais real dessa forma.

Ele piscou de novo, a claridade não sendo nem de longe o problema, mas sim a figura de Ando Daisuke, seu eterno karma, demônio pessoal e ex-chefe de trabalho, deitado na cama ao seu lado, seminu e dormindo pacificamente. O cabelo ruivo tingido do outro homem repousava de um jeito delicado sobre o seu braço esquerdo, que servia de travesseiro; o verdadeiro deveria ter caído da cama durante a noite.

O sol também incidia no contorno do corpo despido de Die, realçando cada linha, cada curva. Embora o ruivo estivesse deitado de costas para o sol que entrava mansamente pela janela, ele ainda sim assumia um aspecto um tanto quanto... Angelical. Se bem que aquilo era um verdadeiro paradoxo, porque Kaoru conhecia melhor do que ninguém as artimanhas diabólicas que Die era capaz de articular.

A expressão no rosto do outro homem também era serena, como pôde notar o publicitário conforme deixou seu corpo cair mais para frente. Ele respirava sem problemas, o movimento leve do seu peito subindo e descendo transmitindo uma calma que Kaoru nem sequer imaginava ser possível para ser vinda do seu ex-chefe interino. Os lábios de Die, parcialmente entreabertos, pareciam muito mais convidativos do que de costume, e o jeito que o outro umedeceu a própria boca e soltou um pequeno gemido enquanto dormia fez o publicitário perceber que as regiões inferiores do seu corpo estavam bem acordadas.

Sentindo o desconforto que seu corpo experimentava toda vez que o ruivo fazia algum avanço ou o provocava, Kaoru acabou por olhar para baixo, seus olhos se arregalando ainda mais. Além da evidente rigidez que um certo membro da sua anatomia se encontrava depois do detalhado exame visual de Die, ele percebeu que havia uma mancha interessante no seu pijama.

Colocando os dedos delicadamente sobre a mesma, ele constatou, pasmo, que aquela mancha escura já estava ali há algum tempo. Alarmado, os olhos escuros de Kaoru iniciaram um segundo exame visual, mas dessa vez, nele mesmo. Passando a sua mão direita pelo seu tórax também nu, ele notou que o mesmo estava um pouco melado, e trazendo a mão para perto do seu nariz, sentiu o inconfundível cheiro de...

Chocolate.

Em um instante, a maioria dos acontecimentos da noite anterior invadiu sua mente, quase jogando-o para trás na cama, tamanha intensidade dos mesmos. Olhando para o chão, ele viu os recipientes que continham chantilly, chocolate e morangos horas antes, e deitado, na cama ao seu lado, estava o homem que muito provavelmente havia provocado o \"acidente\" no seu pijama.

Imóvel na cama e sem acreditar que o seu eterno karma, demônio pessoal e ex-chefe de trabalho havia sido o responsável por ele ter chegado a não um, mas pelo menos dois orgasmos em uma noite a julgar pelo tamanho da marca, Kaoru se levantou rapidamente da cama e correu para o banheiro, se trancando lá dentro e ligando o chuveiro sem aquecimento nenhum.

Na cama, deitado na mesma posição sedutora de antes, os lábios irresistíveis de Die se abriram num sorriso que nada tinha de inocente.

Muitos, muitos minutos se passaram antes que o publicitário se sentisse em condições de se aventurar para o café da manhã em meio a pessoas que ele conhecia há poucos dias ou então que ele conhecia desde que havia nascido, como sua mãe. No presente momento, nenhum dos extremos o agradava, e ele desejava poder estar no seu apartamento em Tokyo, tomando café da manhã sozinho e sem se preocupar em ter que ocultar certas saliências sob a sua calça ou não.

O fato de que Die certamente estaria por perto para o café também não contribuía muito para que ele se acalmasse, mas as coisas estavam em um nível desconcertante agora; ele não sabia como seria olhar para a cara do seu vizinho depois de ter certeza de que ele havia pelo menos fisicamente aproveitado e muito a noite anterior.

Havia dado ao irritante ruivo, porém incrivelmente habilidoso, pelo que sua mente se recordava das últimas horas, a prova de que ele realmente tinha algum tipo de controle sobre o seu corpo, força de vontade e... Kaoru torcia para que Die não tivesse alcançado sua alma ainda.

Foi com um sorriso artificial no rosto que Kaoru se dirigiu para o andar inferior da casa, tentando se concentrar nas coisas mais normais e banais possíveis do mundo, mas ao ver a mecha de cabelos vermelhos na mesa que sua cabeça traduziu em instantes como \"perigo\" ou melhor, \"Ando Daisuke\", ele instintivamente parou no final da escada.

— Kaoru-san? Tudo bem?

O homem de cabelos roxos piscou, encarando os olhos gentis de Ayame. Sorrindo mais genuinamente, ele concordou rapidamente com a cabeça e se encaminhou para o seu lugar, a irmã mais nova de Die ao seu lado:

— Claro, claro. Apenas... Algumas imagens de ontem que voltaram à minha cabeça.

Bom, ele não precisava dizer quais imagens eram as que haviam voltado.

— Ah, entendo. — ela se apressou em acrescentar — Me desculpe por ontem, meu irmão consegue ser um pouco... Inconveniente de vez em quando.

De fato, ainda mais quando munido de chocolate, morangos e chantilly.

— Está tudo bem, Ayame-san. Obrigado pela sua preocupação.

— Que é isso, Kaoru-san! — o publicitário poderia jurar que vira um fraco tom de vermelho tingir o rosto da jovem — Bom apetite!

Depois de cumprimentar sua mãe e a senhora com quem ela havia feito amizade no dia anterior, Kaoru se sentou finalmente para comer, fazendo questão de não olhar para o seu lado. Porque, afinal de contas, era ao seu lado que se encontrava o ser que ele mais temia naquela casa.

E que, para seu azar, puxou conversa.

— E então, Kao? Dormiu bem?

— É Kaoru.

O publicitário se serviu rapidamente e voltou a sentar, decidido a ignorar o outro ao seu lado. Sua paz não foi muito longa, porque o outro logo emendou:

— Bom, quem cala consente, não é mesmo? Sua noite deve ter sido maravilhosa.

Sentindo seu sangue ferver, especialmente depois daquele tom de voz tão provocativo que somente o ruivo sabia colocar nas suas palavras, o publicitário fez exatamente o que ele nunca deveria ter feito, ainda mais em uma sala cheia de gente, sua mãe incluída.

Ele olhou para Ando Daisuke.

Kaoru sabia que o ruivo não estava olhando para ele, mas era óbvio que o seu ex-chefe interino conhecia o fato de que o queixo do seu antigo subordinado estava no chão agora. Die vestia uma camisa de um tecido escuro, meio brilhante, que se agarrava ao corpo dele como se tivesse sido colada ali, copiando cada movimento que seus músculos faziam.

Quando Die se levantou para pegar um pouco de comida, ainda com um estranho sorriso no rosto que ninguém na mesa a não ser o homem de cabelos roxos ao seu lado entendia, a sua blusa levantou alguns dolorosos centímetros, malignamente expondo um corpo que Kaoru não podia tocar nem lamber, morder ou beijar, por mais que a tentação começasse a consumi-lo por dentro. Assim que seu vizinho de mesa assentou-se novamente, um exame rápido do publicitário também atestou que ele vestia as calças mais justas e provocantes que ele já havia visto em toda a sua vida.

E naquela manhã, Kaoru soube o que a expressão \"vestido para matar\" significava.

A viagem de volta para Tokyo foi parcialmente tranqüila. Um pedaço dela foi feita com a companhia de Niikura Fumiko, que se despediu dos dois rapazes em um trecho determinado do percurso, agradecendo a Die efusivamente pela hospedagem, comida e pela festa, além de ter salvado seu precioso Ka-chan das garras de um monstro. Nessa hora, Kaoru resolveu ir até o banheiro, porque alguns passageiros começavam a olhar de um jeito um tanto quanto estranho para ele.

Assim que o publicitário se viu obrigado a retornar para o trem e para junto do seu ex-chefe interino, um imenso desconforto começou a tomar conta dele. A última viagem que ambos haviam realizado juntos não havia sido das mais normais e, depois dos últimos dias passados ao lado de Die, ele tinha todas as dúvidas possíveis em relação ao que aconteceria quando ficassem sozinhos.

O problema era que tal qual um cachorro, Die parecia farejar o medo e as incertezas de Kaoru, esperando-o de volta no vagão do trem com o seu indefectível e irresistível sorriso. Colocando sua melhor cara séria, Kaoru sentou-se novamente ao lado do ruivo, olhando sempre para frente. Era um perigo deixar seu olhar se desviar pelas curvas do corpo alheio...

— Sabe, Kao...

— É Kaoru.

— Agora que sua mãe foi embora... Eu acho que deveria dizer algumas coisas.

O publicitário respirou fundo, e mesmo ouvindo os pequenos barulhos que o outro fazia enquanto se mexia no seu assento, Kaoru não se moveu, pulando de susto em compensação quando o ruivo retomou seu discurso perigosamente perto da sua orelha direita:

— Ela é realmente uma criatura adorável.

Rolando os olhos, o publicitário deu o melhor de si para ignorar a risada histérica que agora vinha do seu lado, decidindo enterrar a sua cara em uma das suas mãos espalmadas. Não era possível que uma pessoa com uma linguagem corporal que beirava o indecente conseguisse falar as besteiras costumeiras de Die. E vice-versa. O ruivo era, e seria para sempre, um mistério.

Vendo que o seu companheiro de viagem não dava mostras de querer controlar o riso, Kaoru se levantou e se dirigiu ao banheiro, trancando o mesmo e suspirando com grande alívio ao se encontrar sozinho lá dentro. Apoiando as mãos na pequena pia, ele se olhou no espelho e se assustou com a cara abatida que encontrou: um semblante pálido, enfeitado com olheiras e relativamente mais magro; ele não estava se alimentando direito.

Massageando a sua testa, ele se sentou no pequeno vaso sanitário, descobrindo uma pequena janela ao lado que possibilitava a visão da paisagem que parecia correr por eles. Com alguma dificuldade naquele compartimento apertado, Kaoru ficou de pé novamente apesar do balanço do trem e se pôs a observar o lado de fora, tentando colocar seus pensamentos em ordem.

Ordernar sentimentos e impressões provou ser mais complicado do que o publicitário supunha, razão pela qual Kaoru acabou apenas tentando relaxar antes de voltar para o seu assento ao lado daquele que o vinha atormentando desde sempre, ou pelo menos assim parecia. Entretido com as árvores que passavam como um borrão pelos seus olhos, ele não notou a porta se destravar para admitir mais uma pessoa naquele cubículo, se fechando logo depois.

Mas ele notou muito bem quando foi repentinamente prensado contra a mesma janelinha que havia gostado tanto por um segundo corpo insanamente próximo ao seu, as mãos de quem quer que estivesse atrás de si serpenteando pelo seu abdômen antes de se alojarem em definitivo na sua cintura, juntando ainda mais as figuras de Kaoru e Die.

Porque era óbvio que Die estava ali dentro.

Completamente surpreso, Kaoru só conseguiu abrir a boca para exprimir seu espanto quando foi colocado rapidamente e de um jeito um tanto quanto incômodo sobre a minúscula pia do local, suas pernas sendo rapidamente afastadas para que o corpo do ruivo pudesse se encaixar nesse espaço vago. Havia alguma coisa de diferente no rosto do outro homem, alguma coisa que Kaoru não se lembrava de ver nos olhos profundos e quase sempre provocadores do seu ex-chefe interino.

Ele poderia ter gritado por socorro e protestado contra o absurdo que era aquela cena, mas ao invés disso teve sua boca tomada pela de Die, a língua do ruivo invadindo sua boca com tanta vontade que desarmou qualquer defesa do publicitário em milésimos de segundos. As mãos do seu vizinho, que agora Kaoru reparava em como eram fortes e decididas, apertavam suas coxas na parte lateral das mesmas, afastando ainda mais suas pernas de forma que o corpo do outro pudesse chegar o mais perto possível da sua cintura naquele compartimento.

Quando se separaram, o homem de cabelos roxos notou que suas próprias mãos estavam repousando na nuca e nos cabelos de Die, evidência mais do que concreta de que havia respondido à intensidade daquele beijo desesperado da forma que o outro homem provavelmente gostaria. Olhando para o homem que o mantinha daquele jeito que beirava a submissão sobre a pia, Kaoru conseguiu pronunciar as únicas palavras que vieram à sua mente e faziam sentido:

— Você é louco.

Die sorriu em seguida, mas não era o seu sorriso de sempre, que normalmente fazia um arrepio percorrer todo o corpo do Kaoru. Aquele era um sorriso calmo, de completo reconhecimento. O ruivo parecia quase... Orgulhoso daquela constatação, na verdade.

A reação do homem mais novo ali dentro surpreendeu o publicitário; este esperava mais um dos avassaladores beijos que eram tão eficientes para fazer com que sua mente se desligasse e esquecesse dos absurdos que cercavam as situações em que geralmente se envolviam, mas nada disso aconteceu. Pelo contrário, Die permaneceu onde estava, sem aproximar os rostos e continuando a olhar Kaoru daquele jeito estranho que ele havia assumido desde que tudo aquilo no banheiro havia se iniciado.

— Sou, Kaoru. Louco por você.

Depois da frase proferida pelo ruivo veio o beijo, o mais deliciosamente violento que Kaoru já havia sofrido na sua vida, e possivelmente o mais aplicado por parte de Die. Os olhos do homem de cabelos roxos estavam fechados, caso contrário estariam arregalados com a surpresa; ele não sabia o que havia surtido maior impacto: a espécie de confissão ou confirmação de Die ou o fato de que seu nome verdadeiro havia sido utilizado. Empurrando o corpo do ruivo para longe, Kaoru ofegou algumas vezes antes de encarar o outro homem:

— Daisuke. Eu já disse que estou cansado desses jogos.

— Kaoru, jogos têm regras. Sem exceções. Mas já faz algum tempo que não seguimos nenhuma delas, então... Obviamente isso tudo deixou de ser um jogo.

O publicitário tentou destrinchar o significado das palavras que havia acabado de ouvir, mas era complicado. Primeiro porque sua mente nem de longe estava funcionando da maneira mais adequada para compreender enigmas e também porque, assim como ele, Die trabalhava com publicidade e jogo de palavras e sentido no seu dia-a-dia, fazendo dele alguém obviamente experiente com esse tipo de artifício.

— Sabe, Kao. Esse balanço do trem está me dando idéias, e embora elas envolvam uma cama, não é em dormir que eu estava pensando...

— Daisuke!

A frase típica de Ando Daisuke devolveu a Kaoru o seu estado normal de consciência, aquele que não se deixava levar tão fácil assim pelo ruivo e pelas suas táticas. E também trouxe de volta a pergunta que ele deveria ter feito desde o começo:

— Como diabos você entrou aqui?

— Ahhhh, Kao. Artimanhas malignas que somente alguém como eu pode conceber. — ele sorriu de um jeito travesso, pressionando seu corpo contra o do publicitário e fazendo este inclinar a cabeça levemente para trás, em uma pequena demonstração de que aquele contato era mais que bem-vindo.

— Não me admira. Você é o demônio em pessoa mesmo. — ele retrucou, empurrando o ruivo para longe, uma coisa um tanto quanto impossível dentro daquele apertado e minúsculo banheiro. Para a surpresa do homem de cabelos roxos, no entanto, Die não avançou novamente e olhou para o relógio.

— Infelizmente, até mesmo eu tenho que lidar com prazos. Só me deram quinze minutos para tentar convencê-lo de que a vida vale a pena antes de enviarem alguém especializado.

— O quê?

Die sorriu malignamente, puxando Kaoru para si e sussurrando próximo do seu ouvido direito:

— Eu sempre tive essa fantasia de me trancar com alguém dentro do banheiro de um avião ou trem, e foi muito proveitosa. Mas para que destrancassem a porta, eu tive que inventar alguma coisa. Então agora comporte-se como um bom ex-suicida e ninguém fará perguntas.

Completamente espantado e sem saber como reagir depois da revelação de Die, ele realmente deixou o banheiro com uma cara que acabou por convencer os funcionários do trem que estavam por perto. De volta à sua poltrona, Kaoru começou a maquinar modos de machucar o ruivo, mesmo que ele fosse o responsável pelos momentos mais prazerosos da sua vida.

O que o fez desistir dos seus planos de vingança foi o fato de que ele não conseguia pensar em nada que Die não pudesse transformar em algo para proveito próprio. Realmente nada a ver com o fato de que se ele machucasse o outro, o publicitário ficaria sem beijos, carícias e outros tipos de intimidades ardentes.

Nada a ver em absoluto.

A chegada do começo da semana foi uma bênção para Kaoru, depois de um final de semana cheio de tantas emoções fortes. Pensando nos dias que havia acabado de sobreviver, o publicitário notou que de fato parecia que mais de 48 horas haviam transcorrido, horas cuja maioria ele havia gastado fugindo, cedendo ou tentando entender Die.

Em vão.

As palavras do seu ex-chefe interino, principalmente as ditas no banheiro do trem, eram as que haviam grudado com maior eficiência na sua cabeça e não pareciam querer desgrudar tão cedo. Era torturante; Kaoru sabia que elas significavam algo, mas não conseguia chegar à verdade das mesmas.

Sentindo-se estranhamente cansado, foi em um modo um tanto quanto automático o jeito como o publicitário chegou ao escritório naquela manhã de segunda-feira, colocando sua pasta sobre a mesa com um longo suspiro. Toshiya logo veio debruçar-se na divisória, a mania não mais incomodando Kaoru como de início.

— Ohayou, Kaoru-kun! Como foi de fim de semana?

— Ohayou, Totchi. Eu fui... Bem.

— Nossa. Não parece muito animado. — o outro comentou do seu lado, observando o colega de cabelos roxos — Parece abatido.

Um sorriso torceu os lábios do publicitário, que sacudiu a cabeça de modo afirmativo.

— Pode-se dizer que foi um fim de semana bem longo.

— Acho que o do Die também foi assim. Ele estava comentando com o Shin que ele passou o aniversário dele com a família e agora esse final de semana vai ser a festa dele aqui na empresa!

A simples menção do nome do ruivo fez Kaoru virar a cabeça para Toshiya, mas foi a idéia de uma outra festa que o deixou ainda mais assustado. Ele estava com um pressentimento bem ruim a respeito dessa segunda comemoração.

— Como assim, Totchi?

— Ah, eu esqueci que você é novo aqui. — dando um tapa na própria testa, o bonito colega de divisória sumiu por alguns instantes atrás da mesma, aparecendo na sua própria cadeira de rodinhas e ao lado de Kaoru segundos depois — Die, desde que assumiu o posto dele há uns dois anos, tem o hábito de fazer festas para comemorar o seu aniversário junto com o pessoal da empresa. — Toshiya sorriu enquanto explicava — São festas grandes e quase sempre servem para a gente celebrar o Natal também, ne. Afinal, falta pouco!

Kaoru se viu concordando, apenas pensando em que tipo de festa seria normal para Die. Fato era que alguma coisa estava para acontecer nessa festa, e o publicitário sentia isso. Ele não poderia nem queria ir a essa segunda comemoração, já tendo prestado sua colaboração para as celebrações do seu colega ruivo de escritório.

Decidindo que não se aproximaria do seu vizinho até que sua mente entendesse bem o que estava acontecendo, Kaoru não percebeu quando a cadeira de rodinhas de Toshiya magicamente voltou para a frente da mesa do mesmo, já que Yoshiki havia aparecido na mesa do homem de cabelos roxos.

— Ohayou gozaimasu, Niikura-san.

— Ah, Hayashi-sama. — o publicitário se assustou com a presença do chefe ali, especialmente porque era bem cedo — Bom dia, bom dia. Me desculpe, eu estava um pouco...

— Cansado? Isso é normal em segundas-feiras. — Yoshiki sorriu do alto da sua posição, os dentes assustadoramente brancos causando um impacto estranho em Kaoru — Mas achei que deveria vir falar com você o mais cedo possível sobre um determinado assunto. Quer me acompanhar até a minha sala?

Só então o homem de cabelos roxos notou que Yoshiki ainda trajava seu paletó completo e carregava sua pasta, o que indicava que ele havia acabado de chegar ao escritório. Concordando com a cabeça e emitindo uma confirmação verbal qualquer, Kaoru apenas sorriu para Toshiya antes de seguir seu chefe para o escritório do mesmo, dando bom dia para o sempre sorridente Shinya no meio do caminho.

Assim que entrou no recinto, Yoshiki fechou a porta e pendurou o casaco do seu paletó em um lugar especial para isso, colocando sua pasta sobre a mesa e gesticulando para que o seu convidado ocupasse uma das cadeiras em frente à sua mesa. Enquanto o publicitário cumpria a ordem, o seu chefe loiro caminhava em direção ao frigobar que estava na sala, voltando de lá com uma garrafa de champagne e duas taças logo em seguida.

Duas taças?

— Acho que você pode estar estranhando por eu tê-lo chamado aqui, Niikura-san.

E Kaoru estava mesmo, até porque a sala do seu chefe era um lugar... Interessante. O publicitário já havia passado por situações diferentes ali dentro, desde o nervosismo extremado da sua prova oral com o próprio chefe até...

Olhando para a mesa logo à sua frente, ele decidiu que não era uma boa hora para relembrar os momentos passados ali dentro com Die quando este era seu chefe provisório.

— Estou, Hayashi-sama. O senhor precisa de mim com urgência para alguma coisa?

— Preciso. — respondeu Yoshiki inclinando-se para trás de um jeito que radiava glamour, Kaoru apenas se perguntando como era possível para alguém fazer cada coisa de um jeito tão chique — Seus últimos trabalhos para mim surtiram efeitos muito agradáveis, em especial a última leva de anúncios rascunhados enquanto Daisuke o estava chefiando. Parece que você trabalhou bastante e talvez até mais que os outros, por isso acho que a proposta que chegou às minhas mãos merece ir para você.

Kaoru piscou várias vezes. Parecia que era a primeira vez que algo remotamente ligado a Die lhe daria algum proveito real e imediato na vida. Bom, para tudo existe uma primeira vez.

— Agradeço a consideração, Hayashi-sama.

— Ah, não precisa agradecer, seu serviço é realmente competente, Niikura-san. Beba um pouco, por favor. É uma ocasião especial.

O publicitário levou a taça cedida por Yoshiki aos lábios, mas sem tomar muito do seu conteúdo; ele precisava ter certeza que um possível porre não iria apagar as recordações daquele encontro que estava se tornando muito promissor e seria possivelmente o orgulho da sua mãe durante os próximos dois meses. Na sua cadeira imponente, o chefe daquele andar inteiro e de mais alguns outros enrolou o punho da sua camisa branca, ainda sorrindo com satisfação.

— Presumo que conhece o nome de Matsumoto Hideto?

O homem de cabelos roxos concordou rapidamente com a cabeça, sentindo o gosto da bebida alcóolica na sua boca; era um nome proeminente do cinema japonês que estava estruturando uma carreira internacional, e até o momento, a imprensa japonesa não via motivos para que ele não fosse longe.

— Claro, Hayashi-sama.

— Muito bem... Ele está trabalhando em um novo filme, e gostaria de alguém com uma visão diferente e ao mesmo tempo profissional para trabalhar com os cartazes do filme. Ele geralmente não recorre a agências e sim a publicitários independentes e mais ligados ao cinema, mas como somos grandes amigos e eu realmente estou impressionado com a qualidade do seu trabalho...

A frase ficou no ar, suspensa, prendendo o ar nos pulmões de Kaoru também. Voltando a respirar mais normalmente e também conseguindo fazer com que seus olhos voltassem ao tamanho original, ele pousou a taça de volta na mesa, encarando seu chefe:

— Eu... Vou trabalhar para Matsumoto Hideto?

— Se você aceitar, sim.

Em segundos o publicitário assentiu com a cabeça, caindo para trás e suspirando longamente, arrancando mais um dos ofuscantes sorrisos de Yoshiki. O outro bebeu mais da sua taça, quase esvaziando a mesma antes de continuar falando:

— Sei que deve estar um pouco surpreso, mas sua confirmação é importante. Algumas datas para o filme já foram colocadas e, se você concorda com tudo, precisamos travar o primeiro contato entre vocês logo.

— Entendo. — Kaoru concordou de novo com a cabeça, sentindo seu coração ir muito rápido dentro do seu peito. Matsumoto Hideto. Alguém lá em cima deveria estar recompensando-o por todo sofrimento que ele havia passado nas mãos de Die, literalmente em alguns casos — Assim que for mais conveniente para o senhor ou para ele.

— Felizmente, eu tenho uma sugestão agradável em mente. — o chefão do andar sorriu de novo, fazendo Kaoru sorrir também. O que poderia arruinar aquela fantástica proposta? — Daisuke estará dando uma festa esse fim de semana para comemorar seu aniversário e o Natal com todos da empresa, e como ele e Hideto também são bastante amigos... Ele já me confirmou a presença na festa e disse que trataria do assunto com você lá, se você não se importar.

O sorriso que havia aparecido no rosto de Kaoru ficou lá, mas não porque ele estivesse feliz, e sim por causa do choque. Agora... Ele não teria escolha a não ser comparecer à festa do seu tão adorado vizinho.

Foi com grande desgosto que Kaoru recebeu o convite para a festa no seu apartamento, provavelmente tendo sido deixado do lado de fora pelo próprio Die em pessoa. Quando o abriu, ele havia ficado em estado de choque ao descobrir que seria uma festa a fantasia, mas decidiu que ele poderia dispensar aquele critério. Afinal, ele só estaria indo à mesma por motivos de negócios.

Foi um Kaoru perfeitamente banhado, barbeado, perfumado e bem vestido em um terno preto que se apresentou na recepção de um hotel de altíssimo padrão em Tokyo, convite de Die em mãos para poder ter acesso ao salão de festas gigante daquele local na cobertura. O seu vizinho havia simplesmente reservado o local para sua festa de aniversário; o publicitário nem queria pensar em quanto aquilo teria custado.

Enquanto subia de elevador para o topo do prédio, Kaoru se perguntou por que diabos Die ainda morava do seu lado, sendo que ele tinha tanto dinheiro a ponto de fazer uma festinha como aquela. Sem chegar a conclusão nenhuma e colocando sua mente para pensar em negócios e apenas negócios, ele pisou decididamente para fora da cabine do elevador e entrou no imenso e requintado salão de festas da cobertura.

Muita, muita gente já se encontrava ali, e a multidão de cores acabou aturdindo Kaoru por alguns minutos. Quando ele finalmente se recompôs, uma pequena pasta preta em suas mãos, ele acabou por avançar entre os convidados, erguendo uma sobrancelha para um garçom que havia acabado de passar por ele vestido de pirata; ele não imaginava se uma perna de pau seria muito útil para quem andava de um lado para o outro transportando bebidas.

Mal Kaoru havia dado alguns passos quando sentiu que algo havia ido de encontro ao seu braço direito, chamando sua atenção. Olhando para a sua direita, encontrou um homem já consideravelmente alto e fantasiado de ás de copas, que agora piscava e olhava para o homem de cabelos roxos como se ele tivesse três cabeças.

— Você tem... Cabelo roxo.

Cabelo roxo em meio a um monte de gente em fantasias de cores gritantes em perucas era certamente algo relevante... Na visão de um bêbado, apenas.

— Bem observado. — o publicitário retrucou ao ouvir o eloqüente comentário, rolando os olhos e caminhando para a frente, mas sentiu seu braço ser puxado novamente. Irritado, ele se virou para trás e se deparou com o mesmo bêbado — O quê foi?

— Você tem... Cabelo roxo. Roxo!

Suspirando profundamente, Kaoru puxou seu braço com violência e conseguiu fazer com que o outro homem o soltasse, o que obviamente resultou em um belíssimo encontro do nariz dele com o chão, não conseguindo se amparar mais sem o corpo do publicitário para se segurar.

Imediatamente, surgiu uma mocinha com um vestido azul e avental branco, que se abaixou ao lado do homem-baralho e o levantou com surpreendente eficiência para uma mulher. Logo que se pôs de pé, Kaoru pôde verificar que o duo provavelmente havia escolhido fantasias da fábula infantil de Alice no País das Maravilhas e...

— Karou-kun! Tudo bem?

Deuses. A Alice... Era Shinya.

— Shinya?

O secretário de Yoshiki sorriu amigavelmente enquanto colocava o bêbado em uma poltrona por perto, murmurando alguma coisa que soava como \"sim, roxo\" antes de se voltar para o colega de escritório, ainda com o sorriso no rosto.

— Sim! Faz muito tempo que chegou, Kaoru-kun? E a sua fantasia?

Fantasia era exatamente o tópico que ele desejava abordar, mas em relação a... Shinya.

— Eu... Vim aqui a negócios. Mas você se vestiu de Alice?

— Ah, sim, sim. Foi idéia do Toshiya... — Shinya assentiu, dando um pequeno giro no próprio eixo. Ele realmente se parecia com a Alice do desenho da Disney, com o clássico vestido azul claro e avental branco por cima, combinando com as meias brancas e os sapatinhos boneca pretos. O seu cabelo castanho claro havia sido enfeitado com uma fita preta do mesmo jeito que a garota dos desenhos animados aparecia. Incrível. — Aliás, olha ele aí!

Kaoru se virou na direção que o dedo do secretário apontava, somente para encontrar algo que fez seu queixo cair mais do que a Alice em versão Shinya. Toshiya vinha alegremente na direção deles, fazendo pescoços virarem na sua direção conforme ele caminhava. Com orelhas de coelho na cabeça, o seu colega de divisória vestia uma roupa sumária, que parecia de pelúcia branca na parte de cima do seu corpo e que o cobria tanto quanto um maiô esconderia a forma de uma mulher. Seus braços estavam livres de qualquer tecido a não ser as mãos, enfiadas em luvas de coelhinho também.

O que assustou verdadeiramente Kaoru e provavelmente a todos ali presentes também era que... Toshiya usava meia arrastão, cobrindo suas longas pernas, culminando com um sapato de plataforma branco. O publicitário não sabia o que dizer da fantasia do seu colega, mas era bem claro que o homem de cabelos azuis tinha belíssimas pernas. E ficava... Espantosamente atraente de coelhinho. Por mais absurda que a idéia parecesse à primeira vista.

— É tarde, é tarde, é tarde é muito tarde!

Dando um pulo e parando junto de Shinya e Kaoru, Toshiya abraçou a ambos, soltando-os logo em seguida e olhando para o rapaz bêbado no sofá. Fazendo um muxoxo, ele se virou para Shinya:

— O quê houve com nosso ás de copas?

— Eu acho que ele tentou agredir o Kaoru mais cedo... — Shinya comentou — E ele bebeu demais. Acho que você vai ter que cancelar nossa apresentação.

Kaoru definitivamente se assustou com a menção a uma apresentação, ainda mais quando Toshiya tirou um relógio de bolso de algum lugar da sua roupa, ou melhor, falta de roupa. Ele não tentou entender de onde o relógio havia vindo ou não estaria lúcido o bastante para conversar com Matsumoto Hideto mais tarde.

— Que pena.

— Mas e você, Kaoru? Veio fantasiado de quê, exatamente?

Ainda aturdido com Alice-Shinya e coelhinho-Toshiya, Kaoru levou alguns momentos para perceber que uma terceira voz havia se juntado a eles, e que a voz pertencia ao dono da festa. Virando-se para responder a pergunta no automático, o queixo do publicitário foi muito mais longe do que ele havia ido quando vira Shinya ou Toshiya mais cedo.

Na sua frente estava Die, óbvio, mas Kaoru em momento algum cogitou que a roupa escolhida pelo seu vizinho pudesse ser algo que ainda viesse a torná-lo ainda mais atraente, e de um jeito tão... Deliciosamente errado. O ruivo havia se vestido como um soldado alemão, fator que o publicitário só podia identificar por causa da suástica no braço esquerdo do mesmo, que chamava uma atenção absurda para o tom dos cabelos de Die, encobertos charmosamente de forma parcial por um quepe.

O figurino todo era preto, o que despertaria um debate sobre aquele ser ou não um uniforme de verdade ou pelo menos inspirado em um real, mas Kaoru não ligava para aquilo no momento. O ruivo ficava bem, muito bem dentro daquele traje preto justo e brilhante, as condecorações falsas do seu suposto ranking militar brilhando do lado esquerdo do seu peito. Traços em branco no uniforme e mais os botões e abotoaduras fizeram o olhar de Kaoru descer até a cintura de Die, onde...

Ele achou um chicote. Preso ao cinto do ruivo, que parecia bem real. A fantasia de Die até ali estava perfeita, e o homem de cabelos roxos notou que a calça parecia um pouco larga demais para o seu gosto, mas as botas pretas, lustrosas e imponentes que seu vizinho usava compensavam a situação.

Kaoru entendeu também por que certas pessoas fantasiavam com uniformes, se dentro deles viesse alguém como Ando Daisuke.

O ruivo, por sinal, pareceu perceber as expressões do seu convidado, abrindo devagar e com muita maestria o seu sorriso que era a epítome da sensualidade. Seus olhos, maquiados em volta com muito preto, pareciam brilhar ainda mais, e Kaoru só entendeu a pergunta que o ruivo lhe fez a seguir porque leu muito mais os lábios encantadores do ruivo do que ouviu as suas palavras:

— Kaoru? A sua fantasia é de quê?

Dentro de um terno impecável, o publicitário sentiu que o ruivo na sua frente estava aproveitando cada segundo de espanto e admiração que lhe havia sido dado por causa do seu uniforme, e a raiva costumeira do homem de cabelos roxos reapareceu, de forma que ele colocou sua melhor expressão sarcástica no rosto antes de responder:

— Ah, de várias coisas. Posso ser um agente secreto que foi enviado para matar alguém, ou um gângster que tem contas a acertar com alguém ou quem sabe ainda um guarda-costas que precisa efetuar uma queima de arquivo para seu patrão.

O ruivo riu curto:

— Meu Deus, Kao. Quanta raiva no seu coração! Não podemos ficar desse jeito, não... — pegando a mão de Kaoru que não segurava a pasta, ele puxou seu vizinho engravatado pelo salão de festa, acenando para Shinya e Toshiya — Eu previ que pessoas iriam querer estragar o propósito da festa e por isso planejei uma coisinha.

Embora tivesse tentado, Kaoru não conseguiu se soltar da mão que o conduzia para uma parte próxima dos fundos do imenso salão, onde havia uma porta trancada. O homem de cabelos roxos viu Die girar uma chave na maçaneta, retirar a mesma dali e destrancar a porta, sinalizada como \"camarim\". Franzindo a testa, de repente o publicitário se viu dentro de um cômodo bem grande, cheio de cabides com fantasias, poltronas, espelhos e maquiagem para todos os lugares. Um camarim mesmo, que não faria feio em um teatro.

A pasta que havia estado firme na mão esquerda de Kaoru foi então tirada dele, colocada delicadamente por Die sobre uma das mesas com espelho. Logo em seguida, o ruivo em versão militar deu alguns passos para a frente, puxando o outro homem para si pela gravata do publicitário, dando um pequeno gemido quando se viu devidamente próximo da única outra pessoa ali dentro.

Sem ação, o publicitário se deixou guiar por Die até que sentiu algo contra a parte inferior das suas pernas, caindo para trás no mesmo instante. Surpreso por se encontrar em uma cama, ainda mais uma tão grande e ainda por cima em um camarim improvisado, a noção de que tudo aquilo havia sido cuidadosamente planejado pelo ruivo caiu como uma bigorna na cabeça de Kaoru.

— Kaoru...

O brilho no olhar de Die era idêntico ao que ele havia mostrado quando se trancara no banheiro com o homem que agora tinha debaixo do próprio corpo em uma confortável cama, e o jeito como o ruivo havia praticamente gemido o nome de Kaoru fez com que este sentisse fogo começar a correr pelas suas veias.

— Hoje eu tirei a noite para realizar todas as fantasias que nós dois consigamos pensar juntos. — ele declarou, se aproximando dolorosamente devagar do outro homem — Todas. E eu só vou sair daqui... — nesse momento, Die pressionou a parte de baixo do seu corpo contra o de Kaoru, que sentiu com perfeição total a excitação que já tomava o corpo e a mente do seu vizinho ruivo — Quando eu estiver satisfeito.

Deixando seus lábios se partirem para permitir um suspiro que se converteu em gemido no meio do caminho, o publicitário se deu conta de que agora não tinha mais volta mesmo, principalmente porque ele havia percebido que se Die lhe oferecesse uma saída, ele iria recusá-la; não era mais possível negar a atração, o desejo e a vontade imensa que ele tinha de sentir o corpo, a respiração e os toques do outro em seu próprio corpo.

Começando o primeiro de muitos beijos ardentes daquela festa, Die sorriu no mesmo ao constatar que a plaquinha que havia colocado do lado de fora da porta escrito \"não perturbe\" seria muito útil.

Continua...

Notas finais
Notas:

Pessoal, MUITO obrigada pelo apoio até aqui. Eu fico besta toda vez que encontro reviews tão lindas e positivas por aqui - sério. E eu nunca vou cansar de achar o máximo quando vocês dizem que as partes engraçadas funcionam. xDDD

Agora, a tão prometida "boa notícia" que eu anunciei no capítulo anterior. Então, não sei se ficou claro, mas não rolou lemon algum neste capítulo (embora eles tenham chegado perto). O lemon pra valer vem...

NO PRÓXIMO CAPÍTULO! 8D

Como esta história é PG-15, eu separei o lemon em uma side-fic. Quem quiser não precisa ler o lemon - vai dar para continuar entendendo a história perfeitamente. Mas para quem quiser ler, fique atento para a publicação dele. O nome é Do Not Disturb - quem quiser que eu mande mensagem ou e-mail avisando da publicação é só comentar.

Obrigada de novo por tudo! Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão pelas quase 100 reviews e mais de 1000 visualizações da história. *realizada*

Beijos!
Mari-chan.