The Desolation of Thranduil
2 Os Anões
Notas iniciais
Na Floresta, Legolas podia escutar a alguns metros de distância gritos e o tinir de espadas, sem contar os xingões que seriam provavelmente de um grupo bem mal educado. Foi então que o príncipe Élfico avistou um grupo de anões sendo atacado pelas aranhas gigantes, correu pelas copas das árvores e desceu pelo fio de uma teia de aranha que estava em sua frente, agilmente Legolas se esquivou das aranhas que estavam ao seu redor e alcançou o novo grupo de invasores já apontando seu arco para o anão que deveria ser líder já que estava a frente de todos, logo toda a guarda que acompanhava o príncipe pode cercar os anões.
–Não pense que eu não mataria você anão.-Disse Legolas ainda com o arco apontado para o anão moreno com longos cabelos negros de olhar ameaçador.-Isso seria um prazer.
–Ahh socorro!-Uma voz masculina gritou não muito longe.
–Kili!-Gritou o outro anão loiro que estava cercado junto com o grupo.
Não muito longe dali um grupo de aranhas cercava um jovem anão moreno, uma delas tentava acertar uma ferroada do peito do anão, que mesmo embaixo da aranha gigante tentava se defender de alguma forma, foi quando a aranha agarrou o pé do anão que Tauriel veio ao seu encontro, deslizando pelos troncos das árvores com o arco já em mãos. Acertou uma flecha em uma das aranhas e segundos depois cravava sua faca da cabeça de outra e em seguida acertava uma outra flecha na aranha que estava segurando o anão, Tauriel era muito ágil e habilidosa quando se tratava de batalhas. A Elfa lutava com outra aranha quando ouviu a voz insistente do anão.
–Jogue uma adaga para mim!-Pediu ele com urgência-Rápido!
–Se você acha que vou lhe dar uma arma anão, esta enganado!-A Elfa respondeu e com a mesma faca que cortou a cabeça da aranha que estava em sua frente a jogou no peito da aranha que iria ao encontro do anão. Tauriel levou o anão moreno para Legolas e do resto de grupo.
–Revistem eles-Ordenou o príncipe para a guarda.
Legolas revistava um anão velho e ruivo, em seu casaco entrou um pequeno porta retrato de bolso, o Elfo observou tentando decifrar quem seriam os dois filhos de trolls daquelas fotos.
–Ei! Devolve, isso é particular-Avisou o anão ruivo.
–Quem é esse? Seu irmão?-Perguntou Legolas.
–Essa ai é minha esposa!-Falou o anão indignado
.
–E quem é essa criatura horrível? Algum Orc mutante?-Legolas tentava zombar um pouco mais do anão.
–Esse ai é meu filho! Gimli!-O anão já começava a se irritar com a petulância do Elfo.
O príncipe o olhou com as sobrancelhas arqueadas e pensou consigo que ele faria um favor para o anão se o deixasse preso para sempre no castelo de seu pai, aquela era a família mais horrível que ele já tinha visto na sua vida. Outros anões estavam sendo revistados e um Elfo da guarda teve um pouco de trabalho com um dos anões, o loiro, perdeu alguns minutos com este até tirar todas as armas dele.
–Gyrth in yngyl bain?[Todas as aranhas estão mortas?]-Pergunta o príncipe a Tauriel.
–Ennorner gwanod in yngyl na nyrynnan yryn. [Sim, mas virão mais.]-Tauriel viu a expressão confusa de Legolas e explicou.–Engainnar.[Estão ficando mais ousadas.]
Legolas deixou Tauriel quando foi chamado por um de seus guardas que deu a ele uma espada Élfica que portava um dos anões.
–Echannen i vegil hen vin Gondolin. Magannen nan Gelydh.[Esta espada foi feita em Gondolin. Foi forjada pelos Noldor, é da minha família.]-Disse o príncipe enquanto admirava a bela espada em suas mãos, então ele se dirigiu ao líder anão.
–Onde conseguiu isso?
–Ela foi dada a mim.-Respondeu o anão moreno confiante.
–Não é apenas um ladrão, mas também um mentiroso.-Legolas disse calmamente mas com a voz cortante.-Enwenno hain![Leve-os]
Enquanto partiram paro o castelo, Legolas observava Tauriel andando a frente. Pensava muito em Tauriel, ele não podia negar que se encontrava apaixonado por sua amiga de infância. Há muito tempo ele apenas via como Capitã da guarda e amiga, mas algo mudou dentro dele, algo que ele não conseguia esconder e nem mesmo dela, do seu pai ou do reino. Gostava muito de como os Elfos do reino falavam deles sempre insinuavam que eles estavam apaixonados um pelo outro, estavam sempre juntos, saiam para fazer rondas ou caçar por diversão e ficavam horas sozinhos, ele perderá a conta de quantas vezes perdia o sono quando precisava passar a noite na floresta com Tauriel, não sabia se deveria agir ou ser paciente e esperá-la, mas verdade seja dita ele já tinha esperado muito tempo por Tauriel. Legolas não sabia se ela sentia o mesmo por ele, mas com certeza a Elfa sabia de seus sentimentos, muitas vezes ele tinha dado indícios, olhar nos olhos, toques íntimos, o príncipe adorava esses momentos, quando podia afagar os cabelos de Tauriel quando ela abaixava a guarda, sem fujir dele, mas ela sempre o despertava do transe que esses momentos causavam nele com uma desculpa de que escutou ou viu algo na floresta. Essa era Tauriel, era difícil, mas ele gostava de conquistas, pensava o príncipe divertido com um sorriso nos lábios.
–O que há de engraçado mellon?[amigo]-Uma Tauriel sorridente perguntou ao seu lado.
Legolas realmente tinha se perdido em pensamentos, não percebeu que a Elfa estava ao seu lado.
–Esses anões, são patéticos. Sempre precisam da nossa ajuda para se manterem seguros.-Legolas disse aumentando o tom para os anões pudessem escutar e tentou disfarçar.
–Nem todos são tão ruins assim.-Disse Tauriel olhando e sorrindo para o anão mais jovem que ela tinha salvo das aranhas alguns momentos atrás. O jovem anão a olhou para trás e devolveu o sorriso, quando um guarda o empurrou ele voltou a atenção para onde estava indo.
–Acha isso mesmo Tauriel?-Legolas carregou sua voz com tom de acusação para a Elfa voltar sua atenção nele.
–Bem, nenhuma espécie é melhor do que a outra.-Ela respondeu desfazendo o sorriso e olhando para seus próprios pés.
–É ai que você está errada mellon.-O Elfo a respondeu enfatizando a última palavra e deixou Tauriel para trás, assumindo a frente do grupo
Quando chegaram aos portões do castelo Legolas parou ao lado do portão e deixou que todos entrassem primeiro, quando Tauriel passou por ele, desviou o olhar dela e passou a olhar para floresta. Legolas não tinha gostado nada do sorriso que Tauriel trocará com o anão, não parecia um bom sinal, teria que ficar atento enquanto os anões estivessem no castelo.
–Holo in ennyn![Fechem os portões!]-Legolas ordeu aos guardas, mas antes ele não pode deixar de perceber algo atrás de si, olhou para ver quem era para não encontrou ninguém e então entrou no castelo.
Nos andares inferiores a guarda e Tauriel prendiam os anões nas celas. Tauriel escoltava o anão mais jovem e de cabelos compridos para a cela.
–Você não vai me revistar?-Perguntou o anão a Tauriel, enquanto via seu colega anão loiro sendo revistado mais uma vez.-Pode ter alguma coisa na minha calça?-Continuou ele com a voz marota para Tauriel.
–Ou nada.-Respondeu a Elfa achando graça dele, continuaram se encarando até Tauriel ser chamada, fechou a cela e subiu as escadas e encontrou Legolas carrancudo no fim da escadaria.
–I Nogoth… amman e tîr gin, Tauriel?[Por que o anão fica te olhando, Tauriel?]-Perguntou Legolas encarando a Elfa profundamente.
–Ú-dangada? E orchal be Nogoth… …pedithig?[Quem pode saber? Ele é bem alto para um Anão. Não acha?]-Ela disse com pequeno sorriso.
–Orchal ebvui… mal uvanui en.[Mais alto que alguns, mas ainda sim feio.]-Legolas respondeu sério.
Tauriel saiu da ala das celas e não pode ver enquanto um Elfo com caras de poucos amigos encarava um jovem e bonito anão.
POV Thranduil
No salão do trono eu esperava por noticias do grupo de anões, quando Legolas apareceu.
–Meu pai, encontramos um grupo de anões, eles não disseram de onde e por que vieram, mas portavam uma espada de nossa família, creio que sejam ladrões ou algo do tipo.-Legolas disse com rancor, muito diferente do que eu estava acostumado a ouvir.
–Traga o líder deles até mim, imediatamente.-Ordenei a um guarda e este nos deixou a sós.-Diga Legolas, o que lhe aflige?
–Como?-O Elfo mais novo parecia confuso.
–Filho, eu vivo nesta Terra há muitas eras, e todo esse tempo me deu muita sabedoria e conhecimento de tudo a minha volta, e eu sei quando há algo de errado com meu povo. Vamos, diga.
–Tauriel...ela está agindo estranho desde que os anões chegaram aqui, ela dá muito atenção para eles, um deles especificamente, o mais jovem. Eu posso estar engando mas me parece que ela gosta dele-Ele parecia em conflito consigo mesmo.
–E por que isso o afeta tanto? Sente algo por ela afinal?-Cutuquei um pouco, era divertido atormentá-lo, admito.
–O que?!-O príncipe deixou escapar um pouco mais alto do que queria.-Claro que não Thranduil, mas ela é uma Elfa e Capitã da Guarda, não seria de bom tom para o nosso reino esse tipo de relacionamento.-Respodeu Legolas-E eu apenas a vejo como uma amiga e parece que ela também.-Dessa vez sua voz saiu num sussurro com suas últimas palavras.
–É claro. Bem, irei conversar com ela mais tarde de qualquer forma, não se preocupe Legolas, eu resolverei esse assunto.-Disse em tom autoridade.
Pobre Legolas, quem ele queria enganar? A mim? Nada passa despercebido por mim como eu disse, nem mesmo esse amor infantil que ele nutre por Tauriel, mas realmente esse assunto com o anão me deixou curioso, um anão e uma Elfa não era algo natural e quebraria o fluxo da natureza. Eu não deixaria isso acontecer, claro que também não iria permitir que Tauriel e Legolas ficassem juntos, não queria isso para meu filho e afinal qual o problema dela? Não há centenas de Elfos desimpedidos em meus domínios e junsto meu filho o príncipe e um anão desprezível são as melhores opções dela? Suas atitudes estão começando a me dar problemas, aquela Elfa era imprevisível e pelo jeito estava arrasando muitos corações ultimamente, quem será o próximo de sua lista? Espero que seja alguém que eu aprove ao menos.
O príncipe e o rei foram interrompidos com a chegada de dois guardas acompanhados do líder anão. Eu o reconheci de imediato, mas continuei sentando em meu trono, alguns dizem que posso ser arrogante e que gosto de estar sempre imponente diante dos meus visitantes, o que eu posso dizer? Provavelmente isso seja verdade.
–Há quem acredite que esta seja uma missão nobre, uma missão para recuperar a terra natal e matar um dragão.-Olhei o anão, sua expressão caracunda era divertida para mim, não pode conter o sorriso cínico que formou-se em meus lábios.-Já eu suspeito que haja um motivo bem mais simples.-Me levantei e caminhei até o anão.-Uma tentativa de roubo ou alguma coisa dessa sorte. Você encontrou uma forma de entrar, procura aquilo que concederia a você o direito de reinar. A Joia do Rei.- Sim era evidente que aquele estúpido anão queria proclamar o seu antigo trono.- A Pedra Arken-O anão desviou o olhar, tentando esconder o que estava escrito em seus olhos.-Ele é extremamente preciosa a você, eu entendo isso.-Dei o meu sorriso mais zombeteiro possível, eu poderia aproveitar essa vinda dos anões em minha terra, e recuperar o que é meu por direito.-Existem gemas naquela montanha que eu também desejo, gemas brancas da pura luz das estrelas. Eu ofereço a minha ajuda a você.
–Estou ouvido.-Disse o anão confiante com um pequeno sorriso. Ótimo é isso mesmo que eu quero, que se renda ao que eu ofereço anão.
–Eu deixarei vocês irem, se vocês devolverem o que é meu.-Disse em tom sério.
–Um favor por um favor.
–Você tem minha palavra. De um rei para outro.
–Eu não confiaria que Thranduil o grande rei, honrasse sua palavra!Nem que o fim dos dias fosse eminente!-Gritou o anão.-Você! Não tem honra!-Ele continuou apontando aquele dedo imundo para mim.- Eu vi como trata seus amigos, viemos até você uma vez, famintos!Sem abrigo, pedindo sua ajuda, mas você nos deu as costas. Deu as costas ao sofrimento do meu povo! E ao inferno que nos destruiu! Le gwaith ur ohn nár e-raamalooke![Você deixou meu povo queimar no fogo do dragão!]-Gritou o anão furioso.
Aquilo me deixou possesso e perplexo como ele ousa? Fogo de dragão? EU enfrentei os dragões que vieram do norte de Angband, eu estava lá quando o fogo consumiu a terra, quando vi Melkor cair, desde a primeira Era. Aquele anão não tinha o direito de falar comigo de tal forma.
–Não me venha falar de jogo de dragão Thorin Escudo de Carvalho!-Me aproximei rapidamente para poder encará-lo profundamente.-Eu conheço sua fúria e destruição.-As lembranças ainda estavam vivas em minha mente daquela era amaldiçoada.-Eu enfrentei as grandes serpentes vindas do norte.-Me recompus e voltei ao meu lugar.-Eu alertei ao seu avô o que a ganancia dele atrairia, mas ele não me ouviu.Você é igual a ele.-Falei presunçosamente enquanto subia as escadas até meu trono e fiz um gesto para os guardas o levarem de volta para a cela.-Fique aqui se desejar e apodreça! Cem anos é um piscar de olhos na vida de um Elfo! Eu sou paciente!-Disse com a voz imponente.-Eu posso esperar.-E terminei com um sussurro.
FIM POV Thranduil
Lelogas que estava ouvindo tudo atentamente enquanto o pai e o anão falavam, então esse era o famoso Thorin Escudo que Carvalho de quem ouvira falar, não parecia grande coisa para ele, de qualquer forma quando o pai ordenou que o levassem novamente para a cela não o agradou muito. Não seria bom para seus planos que os anões passassem mais tempo no Reino da Floresta Verde, não mais do que o necessário afinal, seria só mais tempo para Tauriel conversar com aquele anão insolente, desejava agora que Thranduil falasse logo com Tauriel e quem sabe colocasse juízo na cabeça daquela Elfa. Legolas pensou em ele mesmo falar com a Elfa mas ele não acreditava que ela fosse ouvi-lo, ela prezava a amizade que tinham, mas nunca gostou dos conselhos que dei à ela. O príncipe pensou se ele não estaria indo rápido demais com Tauriel, forçando-a aceitá-lo de outra forma, mais do que simples mellons, aquela palavra já estava dando-o enjoo. O Elfo decidiu ir até as celas enquanto fazia uma ronda procurando Tauriel. Chegando lá sentiu-se aliviado por não vê-la ali. Chegou em frente a cela do jovem anão e o encarou por alguns minutos em silêncio.
–Eu sei que sou bonito, mas estou ficando constrangido.-Disse o que o nome parecia ser Kili, Legolas lembrou de ter ouvido o outro anão loiro o chama-lo assim na floresta.
–Não se engane anão, você é feio igual toda sua raça.-Legolas falou com um sorriso maldoso.
–É mesmo?-Kili fez cara de desentendido.-Acredito que ela pense diferente.-Terminou ele com um sorriso vitorioso.
–Ela?-O Elfo não estava gostando do rumo dessa conversa.
–Sim, a Elfa ruiva por quem você está apaixonado, ela gosta de mim sabe.-O anão pareceu se divertir com a expressão série de Legolas.
–Nunca mais fale dela, ou com ela anão. Fique longe de Tauriel.-Legolas usou o tom ameaçador que fez o anão parar de sorrir.
–Ou o que?-Kili provocou.
–Ou eu o matarei.-Disse Legolas sombrio num sussurro e saiu subindo as escadas para os andares a cima, deixando um anão pensativo para trás.
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