The Desolation of Thranduil
12 O Passado de Thranduil
Notas iniciais
Já era noite quando Thranduil encontrava-se em sua escrivaninha revendo algumas estratégias de guerra, o rei sabia que logo mais iria precisar do melhor plano possível para entrar em Erebor, a guerra era eminente, não contra a comitiva dos anões, mas contra o que ele esperava que viesse, a muitos séculos ele não travava uma batalha como a qual estava por vir, pelo visto a sua hora chegará. O Elfo deixou as táticas de guerra de lado e pegou um pergaminho em branco, começou a escrever algumas linhas, tinha a caligrafia bonita e firme, com traços alongados, não escreveu mais do que dez linhas, releu o pergaminho. Satisfeito, o rei procurou um papel de carta entre as gavetas da mesa, embrulhou o pedaço de pergaminho dentro da carta, lacrou e escreveu o nome do destinatário, quando Thranduil tentou levantar-se da cadeira uma dor aguda atingiu seu abdômen, era como se uma faca o perfurasse, ele instintivamente pousou a mão do lugar da ferida. O Elfo olhou para o criado mudo, ao lado de sua cama, o xícara de chá ainda estava ali, ele nem a tocara depois de Tauriel tê-lo deixado sozinho, provavelmente o gosto estaria pior do que antes, de dentro do quarto o rei chamou um dos guardas que guardavam a entrada de seu quarto, o Elfo adentrou ao quarto do rei com hesitação, Thranduil fez um gesto para que ele se aproximasse da escrivaninha onde ele se encontrava ainda sentando e com dor.
–Preciso que entregue isso a algum mensageiro e o mande levar até seu destinatário.-O rei deu a carta para o Elfo que franziu o cenho lendo o nome de quem estava na carta, Thranduil não o culpou, era um Elfo novo e provavelmente não conhecia para quem a carta seria enviada.-Ela vive em Lórien junto a Senhora Galadriel, estando lá será fácil encontrá-la, mande para que a entregue somente nas mãos dela e de ninguém mais.-O guarda assentiu sério.-Antes de entregar a carta mande chamar Amrod até mim, isso é tudo.-O Elfo assentiu mais uma vez e saiu do quarto. Thranduil levantou-se dessa vez e mesmo com dor andou até sua cama e sentou-se, apenas um dia havia se passado e não aguentava mais ficar naquela monotonia de seu quarto, ainda mais sozinho, ele teve que constatou com pesar. Ele agiu por instinto quando beijou Tauriel e quase a possuiu ali mesmo, sem pensar em nada, o que ele faria de realmente tivesse acontecido algo mais entre eles, e depois? O Elfo sabia que a queria, mas nunca pensou em como seria se ela também o quisesse, ele nunca poderia assumir um relacionamento com Tauriel, pelo menos não algo público. Nem mesmo Thranduil sabia se queria algo sério com a Elfa, o rei já poderia admitir que a queria e que estava apaixonado, talvez até a amasse, mas talvez tudo fosse apenas desejo, tudo no calor do momento, ele pensou que se a tivesse logo, com o tempo poderia enjoar dela e acabar se livrando de todos os problemas que essa paixonite de adolescente causaram a ele, "Sim, isso seria um bom plano afinal.". Ficou um tempo olhando para os próprios pés e pensando no assunto, quando levantou-se rapidamente assustado com o estrondo da porta de seu quarto abrindo, Amrod passou por ela com um olhar preocupado, Thranduil sentiu sua ferida latejar em decorrência ao movimento súbito, encostou-se na cama procurando apoio.
–Por que você fez isso?-Thranduil disse com a voz cortante e lançou um olhar feroz para o curandeiro.
–M-me perdoe meu rei, disseram que o senhor havia me chamado...pensei que não estivesse bem.-O Elfo falou timidamente, ele não ousou encarar o rei nos olhos.
–É claro que não estou bem!-O Elfo falava alto, já estava perdendo a paciência.-Estou o dia todo sentido dor, não posso nem sair desse quarto ou melhor dessa cama. EU pareço feliz Amrod?-O curandeiro olhou para ele e negou com a cabeça rapidamente.-POR QUE EU NÃO ESTOU!-Thranduil gritou com ele, fazendo com que até os guardas que estavam do lado de fora ouvissem, ficaram assustados. O rei sabia que estava começando a descontar seus próprios problemas no pobre Elfo em sua frente, mas ele não pode resistir, aquela ferida, junto com os problemas da guerra e ainda a fuga de Tauriel de seu quarto mais cedo o deixaram muito irritado. Thranduil começa a andar de um lado para o outro, lentamente com uma de suas mãos pressionando o abdômen, ele estava resmungando algo sobre dar incompetentes como Amrod de presente para orcs e que não era possível que em seu pleno reinado ainda não descobrissem como curar algo tão simples, o rei falava mais consigo mesmo do que com o próprio Amrod e não viu quando este que ainda estava perto da porta a entreabriu e sussurrou algo para um dos guardas que estava do lado de fora, o curandeiro voltou sua atenção ao rei que ainda praguejava sua falta de sorte.
–Meu Senhor, nossa medicina é avançada, porém não há nada de magia em sua ferida, não é nada que possamos curar com algum encantamento, como o senhor mesmo disse é algo simples e que se parar para pensar dois ou três dias são um tempo de cura considerados rápidos.-O Elfo tentava falar da melhor forma possível para seu rei.
–Mas não são rápidos o bastante para um rei.-Ele falou com firmeza.-Tenho muitas coisas a fazer e esse castelo já deve estar virando um caos sem as minhas ordens.
–Na verdade meu rei, a Capitã da Guarda, Tauriel, está dando ordens ao castelo enquanto o meu senhor se recupera.-Amrod falou meio incerto, não imaginava qual seria a reação do rei.
–Com a permissão de quem?-Thranduil perguntou friamente com os olhos estreitados.
Sem dar tempo para o curandeiro responder Tauriel adentra de estrondo o quarto, da mesma forma que Amrod anteriormente, estava ofegante e com o olhar assustado. O rei dessa vez não se assusta, mas começava a ficar mais irritado ainda com seus súditos.
–Falando no diabo...-Ele tinha a voz presunçosa.-Não sabia que meu quarto tinha virado bordel, para qualquer um entrar e sair a hora que quiser.-Um sorriso sarcástico pairava em seus lábios. A ruiva ficou séria da mesma hora, ignorou o comentário do rei e voltou-se para Amrod.
–Mandou que me chamasse com urgência, achei que fosse algo realmente...grave.-Ela encarou Thranduil com firmeza, este ainda olhava para ela indignado tamanha sua ousadia em ignorá-lo na frente de outro Elfo, ele não estava acostumado em receber esse tipo de tratamento de qualquer um que fosse, súditos ou não, sempre intimidará qualquer um, começava a achar que estava ficando frouxo com seus castigos, outrora se qualquer Elfo o tratasse dessa maneira já estaria sendo levado para a cela, mas não, ele apenas a encarou da mesma forma, um sorriso de canto surgiu em meio a sua expressão séria quando lembrou-se de como a Elfa ficara em seus braços naquela manhã, ela rapidamente desviou o olhar para Amrod, esperando uma resposta.
–Bem...-Na verdade nem o próprio Amrod sabia o que dizer a Elfa, a tinha chamado ali para ajudá-lo a conter o rei, talvez fazê-lo entender que ainda estava debilitado para sair por ai pelo castelo dando ordens, o Elfo tinha uma pequena dúvida de que poderia haver uma ligação entre Tauriel e o rei, quando o próprio chamara o nome da Elfa várias vezes na noite anterior e sua suspeita só se confirmou quando o rei Élfico deixou que ela passasse dessa situação de ignorá-lo sem nenhuma consequência aparente.-O rei está fraco ainda para assumir novamente os assuntos no reino, eu o aconselho para que descanse um pouco mais antes de tudo...-O Elfo tentava medir bem sua palavra, e falava baixo mesmo sabendo que Thranduil prestava atenção na conversa.-Eu receio que vossa majestade precise de outro alguém para ajudá-lo a...entender.-Amord disse as últimas palavras num sussurro.
–Apesar de eu me encontrar impossibilitado fazer algumas coisas, eu ainda posso ouvir.-Tauriel e o curandeiro olharam imediatamente para o rei, que estava alguns degrau acimas deles, perto da cama. Ele estava totalmente mau humorado pelo que a Elfa pode notar, ela olhou novamente para o curandeiro ao seu lado e este a olhava pedinte, como se implorasse por sua ajuda, então a ruiva entendeu tudo, ele apenas a chamará ali para com que convencesse o rei a seguir as instruções do médicas do curandeiro, mas o que realmente a intrigou foi o por quê de Amord achar que ela fosse a melhor opção entre todos do castelo para essa tarefa, precisava lembrar de questionar isso com o elfo curandeiro mais tarde, quando estivessem a sós, temia que seu beijo com Thranduil tivesse sido notado de alguma forma fora daquelas quatro paredes em que se encontravam.
Thranduil começou a descer os poucos degraus da escada, a fim de chegar até a poltrona em frente a lareira, entretanto outra pontada atingiu seu abdômen, ele tropeçou no último degrau, Tauriel correu rapidamente ao seu auxilio o segurou pelos braços, tetando ajudá-lo.
–Se afaste! Eu não preciso da ajude de alguém como você.-O Elfo bravejou contra ela, fazendo Tauriel recurar, havia magoa em seu olhar, que Thranduil reconhecera facilmente ele não esboçou nenhuma reação sobre isso. Deu as costas para ela e sentou-se em sua poltrona. Tauriel ainda olhava para onde o rei estava, atordoada pela repentina falta se sensibilidade dele, uma hora ele a beija e em outra a trata como se ela não fosse nada. Ela se recompõe, respirou profundamente e volta seu olhar para onde o rei estava sentando.
–Desculpe, isso não irá mais acontecer Senhor.-Ela deu um sorriso falso mesmo Thranduil estando sentado em frente a lareira e de costas para ela, seu tom era frio.
–Ótimo.-O Elfo disse em seu tom costumeiro.
O clima estava tenso no quarto entre os dois, Amord percebeu, e o pequeno silêncio que houve entre os três fez com que ele tivesse a deixa para sair daquela situação embaraçosa.
–Se me permitir meu rei...irei até a cozinha para buscar o seu chá, tenho certeza que com ele o senhor irá sentir-se melhor.-O rei fez apenas um gesto com a mão para que o curandeiro saísse logo, o último som escutado no ar foi quando as portas se bateram com a saída do Elfo e então o silêncio pairou por todo o lugar, foi quando o fogo da lareira começou a crepitar que Tauriel decidiu quebrar aquela tortura.
–Já que não necessitam mais a minha presença aqui também irei me retirar, com licença.-Ela caminhava até a porta sem sequer ter tido o consentimento de Thranduil para sair de sua presença.
–Espere.-Ele falou com firmeza.-Venha até aqui.-Tauriel revirou os olhos mas obedeceu a ordem dele, andou até a poltrona dando a volta nela e se colocando em frente ao rei, os dois encaravam-se travando uma batalha silenciosa com o olhar, Thranduil internamente achou aquilo engraçado, mas não esboçou reação alguma com os olhares acusadores que Tauriel lançava para ele. O Elfo sorri sedutoramente para ela, e por um momento a ruiva abaixa a guarda, desconcertada.
–Preciso de que ajude-me a me vestir.-Ele alargou ainda mais o sorriso com o espanto estampado do rosto da Elfa.-Não se preocupe, não terá que me ver nu, pelo menos não... ainda.-O sorrido antes sedutor agora se tornara levemente maléfico, o que combinou bem com a sobrancelha arqueada que o rei exibia.
–Pelo que me consta, meu senhor.-Sua voz era carregada de ironia.-Você não precisa da ajuda de alguém como eu.-Thranduil desmanchou o sorriso, revirou os olhos e bufou.
–Tauriel...entenda, apenas falei de tal forma para que Amord não desconfiasse de nada, já achei curioso ele ter te chamado aqui agora, não sei o que aconteceu quando me trouxeram de volta ao castelo ontem a noite ou quando estive inconsciente, mas algo o deixou curioso.-Tauriel teve que concordar com aquilo, o curandeiro sabia de alguma coisa.-E ver uma Elfa como você tendo algum tipo de...afeição com seu rei...-O elfo tentou escolher a melhor palavra possível mas falhara indubitavelmente.-...não seria de bom tom para nenhum de nós dois.-Ele estava certo, Tauriel sentia-se uma idiota agora por ter ficado magoada com as palavras dele, mesmo que fossem verdadeiras ele não devia nada a ela, fora apenas um beijo e não passaria disso, era o que a ruiva dizia para si mesma.-Tauriel...Tauriel, a prudencia não é seu forte minha cara.-Ele recebeu uma cara feia da Elfa em resposta ao seu comentário.-Bem, já que estamos entendidos, pode me ajudar agora? Tenho alguns assuntos a tratar em meu reino.
–Mas Amord disse que você precisa de repouso, você estava com uma estaca de madeira cravada na barriga há menos de vinte e quatro horas, será que não poderia ao menos seguir os conselhos de alguém uma vez na vida?-Ela se aproximou mais um pouco dele, se irritava facilmente com a teimosia daquele Elfo.
–Amord é seu rei?-Ele perguntou com simplicidade.
–Não, entretanto...-Ela tentou argumentar, mas foi em vão.
–Correto, eu sou. E como seu rei estou ordenando que siga o que lhe mandam.-Ele falou seriamente, olhando profundamente em seus olhos e isso intimidou Tauriel como poucos poderiam fazer.-Eu sei o que é melhor para mim Tauriel.
–Tudo bem, venha.-Ele levantou-se da poltrona ainda com o semblante sério. A ruiva enroscou seu braço no dele para ajudá-lo, enquanto os dois seguiam para o closet, ele parou no meio do caminho e olhou para o braço dela, a Elfa fez o mesmo.-O que foi?-Ela perguntou sem entender o motivo pelo qual ele parara.
–Eu estou com uma ferida no abdômen Tauriel, e não paraplégico, me solte.-Thranduil respondeu mal humorado enquanto desvencilhava-se do braço da ruiva.-Posso andar sozinho.-E voltou a ir para o closet.
–Não sei onde Legolas estava com a cabeça quando disse que você me ouviria.-Ela resmungou para si própria andando um pouco atrás do rei.
–Ah então foi ele que deixou meu reino aos seus comandos, terei que ter uma conversa com esse garoto.
–Claro que foi ele, quem mais seria?-Ela falou sem paciência com o rei, Thranduil que já estava em frente a porta do closet, retornou e foi até ela calmamente, Tauriel nunca tinha notado como o andar de seu rei era elegante e gracioso, mesmo estando andando com dificuldade. Todos os Elfos tinham uma elegância em si, mas ele era diferente.
–Não sei por que deixo você falar assim comigo.-Ele ficou perigosamente perto dela.-Você tem que parar de fazer isso, ainda mais na presença de outros, ou terei que castigá-la.-Thranduil abaixou-se um pouco na altura da boca de Tauriel e rouçou seus próprios lábios nos dela, ela não esboçou reação alguma, apena ficou paralisada com gesto dele, ele afastou-se e a encarou com "aquele" olhar que ela conhecera a pouco tempo, mas que já estava começando a gostar, aproveitaria mais se o Elfo não a intimidasse tanto quando a olhava de tal maneira.-Espere aqui.-Ele deu as costas a ruiva e fechou a porta do closet atrás de si. A Elfa ainda estava paralisada no lugar onde Thranduil a deixara, Tauriel tocara tocara os próprios lábios, enquanto perdia-se em pensamentos. Se havia certeza no amor que sentia por Kili, o beijo do rei fez com que tudo se quebrasse e que seu Mundo virasse de cabeça para baixo, o que sentia por Kili era algo puro, aquele tipo de amor inocente que pode-se sentir na alma, era agradável. Mas nada era comparado com o que Thranduil a fazia sentir, com ele tudo era difícil, era complicado, não lembrava-se de uma conversa que tiveram que ambos não acabavam se irritando um com outro. Era tudo muito intenso e confuso, com ele, ela era o pior dela mesma, era fogo e quanto mais se aproximava do rei, mais sentia que sua alma estava sendo queimada e consumida por ele. Algo entre os dois havia mudado desde aquela conversa sobre Legolas e a partir de então os sentimentos apenas se intensificaram, tantos os ruins como os bons. Ela foi interrompida de seus pensamentos quando ouviu um "Entre." de dentro do closet. Abriu a porta lentamente, o lugar estava mal iluminado, viu seu rei de costas, estava apenas com as calças, seu cabelo longo e platinado caia em cascatas por sua pele alva e definida das costas, ele estava olhando seu reflexo no espelho, quando a viu, virou-se lentamente. O que Tauriel viu a fez perder o folego, o que ela havia constado mais cedo naquela dia era verdade, o peito dele era bem definido, tinha ombros largos o que só o deixava mais encorpado, seu abdômen apesar de estar enfaixado revelava pequenas "gominhos" não muito salientes por toda a área, não havia pelos visíveis aquela distância em que estava e com certeza não chegaria tão perto para descobrir, ela temia não conseguir frear os próprios desejos novamente
–Venha, só preciso que me ajuda a colocar a túnica, não posso levantar muito o braço esquerdo.-Ele indicou a túnica que estava a direta dela, Tauriel apenas assentiu e com o olhar baixo pegou a túnica, postou-se por trás do rei ajudando-a vesti-lá lentamente para não machucá-lo. Depois disso ficou em frente a ele, a fim de abotoar a túnica, mas foi impedida pelo rei que a parou colocando suas mãos em cima das dela.
–Pode deixar o resto comigo.-Thranduil notara que aquela situação a deixou perturbada, talvez ele estivesse forçando demais, sendo rápido demais.
–Tudo bem, eu faço.-Ela falou com firmeza apesar de ainda não conseguir encará-lo nos olhos, ele exitou por um momento mas acabou soltando as mãos dela e deixando que ela prosseguisse. Um a um, a ruiva fechava os botões e aos poucos a pele alva foi sendo escondida pelas grossas camadas de tecido, feito isso ela vai atrás do broche que o rei sempre usava, um em formatado de aranha, todo em prata com uma pedra dourada cravada no meio. Enquanto ajeitava o broche para o Elfo, ela criou coragem para falar.
–Por que me beijou?-Ela perguntou olhando para o peito de Thranduil.
–Tenho certeza de que eu não estava beijando sozinho.-Ele tentou desvencilhar-se da pergunta em vão.
–Você entendeu o que eu quis dizer, por que me beijou?-A Elfa perguntou novamente e desse vez olhando diretamente para seus olhos azuis. Ele retribuiu o olhar com a mesma intensidade, Thranduil queria dizer tudo que estava reprimido em seu coração, mas não encontrava as palavras certas, ao invés disso ele começou a brincar com uma das mechas do cabelo de fogo de Tauriel que caiam por seu rosto, ela arrepiou-se quando as pontas dos dedos dele roçaram na pele de sua bochecha. Por um momento momento ela pode ver algo a mais por trás daqueles olhos azuis, algo quente e acolhedor, entretanto foi apenas um momento, o Elfo afastou-se e tudo que ela pode ver agora foram os velhos olhos frios e vazios de sempre, ele levantou o queixo demostrando altivez, foi a primeira vez que Tauriel percebeu o quão mais alto ele era, provavelmente uns três palmos mais alto, a ruiva nunca sentiu-se tão inferior a ele como nesse momento.
–Instinto.-Seu tom não era mais convidativo como outrora.-Não gosto de perder o controle dos meus assuntos.-Ele falou com simplicidade, como se fosse a coisa mais normal do Mundo de se dizer.
–Então é isso que eu sou para você? Um assunto?-Ela estava chocada com ele, não espera que as últimas ações do rei fossem um mero capricho de sua personalidade possessiva.
–Não fale como se eu fosse o vilão dessa história. Se você não tivesse corrido atrás daquele anão NADA disso teria acontecido.-Ele se afastou dela, andando para trás, contava até três mentalmente para não perder a cabeça com ela.-Ou ainda melhor, se você não tivesse beijado Legolas na mesma noite em que eu te trouxe de volta.-Ele voltou a olhar para ela, sua voz saia feroz.
–Primeiro, foi Legolas que me beijou! E segundo que você não deveria estar me espionando pelos corredores deste castelo!-A ruiva estava em chamas, furiosa por tamanha a intromissão dele em sua vida, não poderia acreditar que ela realmente achara que algo estava acontecendo entre eles, algo a mais, sentia-se uma completa idiota.-E terceiro, eu não te devo explicações da minha vida, EU devo escolher quem amar ou não.-Ela falava enquanto aproximava-se dele.
–Eu sou seu rei Tauriel! E você deve fazer o que eu achar melhor para você, acha realmente que teria uma vida feliz com aquele anão?-Ele perguntou num rosnado, tentando conter sua raiva.
–E o que é o melhor para mim? Me deitar todas as noites com você? Me tornar sua meretriz?-Ela surpreendeu o rei com essas palavras, mesmo que o Elfo não deixasse transparecer isso.-Ceder aos seus caprichos só porque você não pode me controlar? É isso que você quer não é? -Thranduil teve que dar um soco no armário que estava ao seu lado para não descontar a fúria que estava na própria Elfa em sua frente, ignorou a dor que sentiu tanto em sua mão como na ferida, ele olhou para Tauriel que ainda o olhava com firmeza e certamente com a mesma raiva que ele estava, foi até ela e a segurou pelos dois braços com um aperto forte.
–Você não entende não é mesmo? Tudo isso é culpa sua, tudo que você me faz sentir.-O aperto nos braços da ruiva começaram a doer, mas ela nada disse.-Tudo que você é, tudo que você se tornou através dos séculos me deixaram assim Tauriel, você me enlouquece, a cada dia mais...-O rei Élfico, falava friamente, mas suas palavras demonstravam outra coisa, o que só deixou a ruiva mais confusa. Um barulho vindo de fora do closet fizeram que com ambos se afastassem rapidamente um do outro, Thranduil se recompoz com o ar de superioridade, enquanto Tauriel apenas olhava para o chão tentando disfarçar o constrangimento, logo apareceu Amord na porta do closet com uma xícara em mãos, olhou curioso para dentro, notou a marca de mão em um dos armários, mas julgando pelo silêncio que estava na sala preferiu fingir que não tinha visto nada.
–Aqui está seu chá meu rei, irá ajudar a passar a dor.-Ele disse com um sorriso bondoso, o rei assenti para ele.
–Precisa de mais alguma coisa meu senhor?-Tauriel perguntou levando seu olhar ao Elfo loiro em sua frente.
–Não, pode ir.-Ele falou formalmente a ela, a Ela deixa o closet indo em direção a saída do quarto, mas não antes de lançar um olhar significativo para seu rei.
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Quando Tauriel saiu do quarto do rei sentiu que um grande peso caísse de suas costas, aquele dia estava tornando-se terrivelmente tenso para ela, a ruiva caminhava sem rumo pelos corredores de castelo, no caminho alguns Elfos a cumprimentavam mas era como se eles fossem invisíveis para a jovem. Mais cedo ela sentira-se tão culpada por tê-lo beijado e gostado, diga-se de passagem, ela admitia que o rei era um Elfo muito bonito, na verdade muitas das Elfas mais jovens e até mais velhas a invejariam se soubessem que estivera na cama de Thranduil, ao menos por alguns minutos, ele obviamente não era de se ignorar num cortejo, mas Tauriel nunca tinha o visto dessa forma, pelo menos não até o presente momento. Em seus séculos de vida a ruiva não havia tido muitas experiências com o sexo oposto e todas que teve não poderiam nem ser comparadas com o que provou com os beijos do rei, foi algo muito mais maduro, intenso e excitante, nada de coisas infantis, mas agora tudo mudara, ela sentia-se usada por ele, para satisfazer seus prazeres egoístas e egocêntricos. Tauriel não tinha certeza se conseguiria viver naquele reino sobre o comando dele por muito mais tempo depois de tudo que havia acontecido, ela tentaria evitá-lo o máximo que conseguisse. E ainda tinha Kili envolvido em toda essa história e Legolas, nunca gostara de Legolas, sempre o viu como um irmão e quando todo esse conflito acabasse ela teria que falar a verdade a ele, mesmo que isso o magoasse, não poderia dar mais esperanças e quanto a Kili, ela sabia que sentia algo pelo jovem anão, porém depois de tudo não tinha certeza ainda do que, mas queria descobrir de qualquer forma, a Elfa se importava com o anão e desejava vê-lo outra vez, mesmo que tanto o seu povo quanto o dele desaprovassem tal união. Tauriel estava perto do hall de entrada quando avistou um pequeno grupo de guardas reunidos no hall, pareciam conversar sobre algo importante, ela aproximou-se e reconheceu a maioria deles, muitos Elfos da guarda gostavam de Tauriel por ela ser uma boa capitã e simpática com todos, Tauriel não era daquele tipo de chefe que gostava de humilhar seus subordinados, eles a tratavam como uma igual, menos quando a ruiva estivesse na companhia de Legolas, pois todos sabiam da paixão que o príncipe nutria pela Elfa, tal como seu ciúmes.
–Lenwë, o que está acontecendo aqui?-Tauriel se dirigi a um Elfo de olhos castanhos e cabelos longos da mesma cor.
–Ah Tauriel é você.-Lenwë a saldou com um sorriso.-Estávamos comentando que Erestor levou urgentemente uma carta do rei para Lórien, endereçada a alguém chamada Lúthien, EU digo que ela é neta da Senhora Galadriel.-Ele enfatizou o "eu" olhando para seus colegas que o encaravam com mau humor.-Mas meus colegas aqui discordam e dizem que os filhos de Lady Celebrían moram junto com ela e Lord Elrond em Valfenda.
–Sim, Lúthien é neta de Galadriel e a única que não vive em Valfenda.-Tauriel não ligava para as apostas dos guardas, estava mais interessada no conteúdo daquela carta, lembrava-se vagamente de Lúthien, tinha a visto uma ou duas vezes na sua infância no castelo, mas sabia por meio de Legolas que ela e o rei eram próximos.
–Viram meus caros amigos, na próxima confiem nas palavras dos mais velhos.-Lenwë falava vitorioso para os outros guardas que reviravam os olhos para ele.
–Algum de vocês sabe o conteúdo dessa carta?-A ruiva perguntou curiosa.
–Não, ninguém ousaria abrir uma correspondência do rei, ainda mais sendo enviada com tanta urgência.-Foi um Elfo loiro que respondeu dessa vez. Ela concorda com ele e se despediu rapidamente dos guardas, por mais que ela quisesse afastar-se de Thranduil não conseguia conter seus pensamentos curiosos, o que ele poderia querer com a neta de Galadriel com tanta urgência, de uma forma ou de outra ela iria descobrir, mais cedo ou mais tarde.
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Thranduil estava em seu escritório particular, sentia-se melhor depois que tomara aquele chá horrível que Amord receitara e era bom respirar novos ares que não fossem os de seu quarto, sentia-se preso lá com o perfume de Tauriel que parecia estar em cada canto. Mas ali em seu escritório ele sentia-se um pouco mais produtivo, ao menos pensamentos sobre uma certa Elfa ruiva não invadiam sua mente a cada segundo, agora o rei estava concentrado em seu trabalho, queria que o ataque a Erebor fosse rápido e fácil, entrar, pegar o colar e sair, esse era o plano, esperava ao menos que Lexi chegasse o mais rápido possível, apesar de não achar que Smaug estava em condições de lutar, queria estar preparado para qualquer coisa caso o pior acontecesse.
Era fim da tarde quando o rei Oropher e seu jovem príncipe Thranduil chegaram ao grande e belo reino de Lórien, era a primeira vez que o príncipe estava viajando com seu pai para fora dos territórios de seu próprio reino, ele estava encantado com a beleza daquele lugar, havia gigantescas árvores brancas e grossas que amanavam luz, o rio que corria perto dali davam um som agradável e calmo naquele lugar, era um recanto de paz. Logo a frente descendo a escadaria que era a entrada do grande palácio branco ele avistou dois Elfos de mãos dadas, julgando por suas vestes e postura Thranduil deduziu que fossem os reis dali, Senhora Galadriel e Senhor Celeborn, pelo que seu pai havia lhe dito. Oropher faz um gesto para Thranduil descer do cavalo, o rei vai a frente sendo seguido por seu filho, quando chegaram ao pé da escada reverenciam os outros dois Elfos, enquanto Oropher fazia algo exagerado, Thranduil se reduziu a fazer um pequeno e curto gesto com a cabeça, para ele não havia lógico em um rei ter que reverenciar outro, ele nunca gostara de ser submetido a ninguém, quando esse pensamento surgiu em sua mente pode notar que a Elfa loira deu um pequeno sorriso para ele, o príncipe estranhou mas manteve-se sério diante dela. Logo depois os quatro Elfos estavam numa uma grande e reluzente sala, onde havia uma mesa grande centralizada no meio da sala com um lustre luxuoso em cima, seu pai e os outros dois Elfos conversavam sobre assuntos que não interessavam o príncipe na época, ele sabia que um dia seria rei, mas falar sobre política o deixavam demasiado entediado. Thranduil estava recostado em uma coluna olhando a vista de fora da sala, enquanto Oropher e os outros discutiam sentados a mesa. A chegada de alguém fez com que o príncipe voltasse sua atenção para os Elfos ao seu redor, quando olhara para trás viu uma Elfa ao lado de Galadriel, olhando para ele com curiosidade, ele voltou a encará-la com uma sobrancelha arqueada e para sua surpresa a jovem fez o mesmo, ela tinha um sorriso cínico nos lábios, numa analise mais detalhada Thranduil notara que ela não parecia-se nada como os Elfos que viviam em Lórien, ela deveria ter pelo menos uns treze anos, seus cabelos apesar de loiros era escuros, não emanavam luz como os de Galadriel, ela tinha a pele clara e os olhos castanhos, ele poderia jurar que era uma humana se não fosse pelas orelhas pontiagudas que ela exibia. A Senhora de Lórien percebeu os olhares da neta para Thranduil, assim como os dele para era.
–Essa é Lúthien, filha mais velha de Elrond e Celebrían, minha neta.-Ela apresentou a jovem para Oropher e Thranduil, que ainda estava com alguns pensamentos confusos sobre a Elfa.-E meia Elfa como podem ver.-Galadriel concluiu olhando diretamente para o príncipe com um sorriso, este ficou envergonhado quando entendeu que a mais velha poderia ler seus pensamentos. Depois da curta apresentação ambos os adultos voltaram aos seus assuntos. Lúthien que estava do outro lado da sala fez um gesto discreto para que o príncipe a seguisse, Thranduil demorou um pouco, tentando ser o menos notado possível com sua fuga, ninguém da sala percebeu a ausência dos dois jovem Elfos, ninguém, com exceção de Galadriel.
Thranduil encontrava-se agora numa espécie de jardim, havia vários caminhos para ir, mas não via sinal de Lúthien em nenhum deles. O Elfo olhava ao redor do lugar quando sem avisar a pequena Elfa surgiu em meio aos arbustos dando um susto em Thranduil.
–Você é louca?! Por que fez isso?-Disse o jovem irritado com os risos histéricos daquela Elfa.
–Você caiu direitinho, homens, sempre são tão distraídos.-Ela tentava conter um pouco do riso.
–Eu não sou homem! Sou um ELFO!-Thranduil falou com altivez, fazendo a Elfa cruzar os braços e arquear a sobrancelha para ele.
–Então você não tem "aquilo" no meio das pernas?-Ela falou normalmente deixando o príncipe horrorizado pelo assunto que ela abordara, pelo primeira vez em muito tempo o jovem começou a ficar corado.
–E...claro...que sim. Mas isso não é um assunto para se falar com uma dama.-Aquela Elfa com certeza não era nem um pouco normal.
–Para de ser tão retraído, são só partes do corpo.-Ela riu para ele, e apesar de ter ficado envergonhado Thranduil teve que retribuir o riso, ela era engraçada.-Aproposito eu sou Alexandra, mas pode me chamar de Lexi.-A Elfa disse dado uma piscadela para ele.
–Mas sua avó disse que você se chama Lúthien.-Ele disse confuso.
–Sim, em Élfico mas a tradução significada Alexandra, enfim, apenas me chame de Lexi.
–Tudo bem, eu sou Thranduil, Folha Verde, príncipe da Floresta Verde, filho de Oropher e futur...-Ela tapou a boca dele rapidamente revirando os olhos.
–Você fala demais, crédo. Não quero saber seu perfil completo, e além do mais Thranduil é muito grande, vou te chamar de Thrandy.-Ela falava animada pulando e batendo palminhas, feliz pelo novo apelido que criara.
–Thrandy é ridículo. E é um insulto abreviar um nome tão forte como o meu, prefiro Thranduil mesmo.-Respondeu ele com firmeza e orgulho de si próprio.
–Tudo bem, seu chato.-Disse ela entediada mostrando a língua para o príncipe. Aquela realmente era uma Elfa muito peculiar.
Muitos anos haviam se passado deste de então, fora Lexi que apresentara sua rainha para ele, e Thranduil sempre seria eternamente grato a ela por isso, Lexi o ensinou a amar e ser menos egocêntrico, ela fazia dele alguém melhor, muito embora ele teimava em seguir os conselhos da amiga, mas de qualquer forma ela sempre esteve ao seu lado desde que se conheceram, quando ele precisava Lexi vinha ao seu alcance. No auge de sua juventude os dois passaram algumas décadas viajando pelo mundo e fugindo dos deveres do reino, tanto ele quanto ela, se divertiam muito juntos, mas fora com a morte de seu pai que Thranduil teve que assumir seu posto como novo rei da Floresta Verde e isso os afastou um pouco, mas nada que cartas não pudessem resolver, era fato que ambos tinham novas responsabilidades a cumprir, ela sempre fora muito pressionada por seus pais e por sua avó a decidir logo qual raça escolheria para viver os restos de seus dias, Elfos ou humanos, Thranduil sempre a influenciara a tornar-se Elfa logo, ele nunca admitiu para Lexi mas se um dia ela se tornasse mortal e seus dias se acabassem, ele sentiria falta dela, a loira fora como uma irmã ou irmão que ele nunca teve. E lá estava Lexi em seu casamento e também no nascimento de seu filho Legolas, sempre cativando a todos com sua simpatia, a maioria dos Elfos eram sempre muito reservados, até com os mais conhecidos, mas não Lexi, ela sempre estava conversando com todos, fazendo amigos em todo lugar que passava, despertando a curiosidade de quem quer que fosse, assim como ela despertou a dele, muito diferente do próprio rei Élfico que era frio e impassível na maioria do tempo, pelo menos quando estavam juntos a loira conseguia tirar boas risadas dele. E mesmos nos momentos mais dolorosos de sua vida era a ela quem Thranduil poderia recorrer.
O rei estava na Sala das Estrelas, podia ouvir os sons do castelo, seu reino celebrando a morte de sua rainha, era costume dos Elfos fazer um banquete em homenagem aos seus mortos e para a rainha não foi diferente. Ele ficou no salão de festas por um tempo, mas não aguentou, queria ficar sozinho, queria ter seu próprio momento de luto.
–Como me encontrou?-Ele perguntou de costas para Elfa.
–Você é meio óbvio meu amigo.-Lexi postou-se ao lado do Elfo, ela tinha mudado bastante, seu cabelo era completamente liso caído para trás das costas, sem nada o prendendo, como o de Thranduil, o rosto era em formatado de coração e suas bochechas eram cheias, apesar de ser magra, ela também não era a Elfa mais alta do Mundo e o rei adorava irritá-la lembrando-a disso, mas não hoje, de qualquer forma ela tinha se tornado uma bela Elfa.
–O que eu irei fazer sem ela Lexi? Legolas é tão pequeno, ele não entende nada do Mundo em que vivemos e das criaturas obscuras que nele habitam.-O Elfo tinha voz rouca e triste, uma pequena lágrima solitária caia sobre seu rosto, ele não era conhecido por demostrar fraqueza na presença de outros, mas sabia que com Lexi ele poderia ser quem realmente era, e demonstrar o que realmente sentia. Ela pousou uma mão no braço dele, o costumeiro sorriso que ela tinha não estava ali.
–Um dia ele entenderá pelo que a mãe dele morreu e sentirá orgulho dela.-Apertou o braço dele afim de dar algum apoio.-E você ficará bem sem ela, está doendo agora, eu sei, e é como se nada pudesse curar essa dor que você sente, bem aqui.-Ela apontou para o próprio coração, o Elfo estava atento as suas palavras.-E isso vai durar por muito tempo...mas um dia você irá acordar e a dor terá desaparecido e tudo que ficará serão as boas lembranças e momentos que vocês tiveram juntos.-Ela deu um sorriso sincero para ele, essa era a Lexi que ele conhecia.-E está esquecendo de uma coisa muito importante.
–Do que?-Thranduil perguntou confuso.
–De mim é claro.-Ela deu um soquinho leve no braço dele, fingindo estar indignada.-Eu sempre estarei aqui para te ajudar mellon.-Ele sorriu de leve para ela, que retribuiu.
Era engraçado como ela tinha entrado na vida do rei, inesperadamente e mesmo assim conseguira ser tão importante para ele, era fato que estavam afastados por um longo período de tempo, ambos estavam muito ocupados com suas próprias vidas, mas nada que uma boa conversa e algumas garrafas de vinho não trouxessem todas as lembranças boas novamente a tona e seria agradável poder conversar com alguém sobre Tauriel que não fosse ele mesmo. O Elfo pegou-se rindo quando lembrou de como Lexi reagiu quando Galadriel os chamou um dia a Lórien para que os avisasse do casamento arranjado deles, ela quase quebrou toda a sala onde estavam tamanha era sua irritação com a avó, uma semana depois Lexi já estava apresentando várias pretendentes a ele para que os planos de Galadriel fossem por água a baixo. Ela era uma comédia. "Espero que você chegue logo Lexi."
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