The Desolation of Thranduil

22 Capítulo 22 - The King of Mirkwood


O corpo da elfa não chegou a cair ao chão, Thranduil conseguira segurá-la de imediato, passou os braços pelo corpo dela, carregando-a até sua própria cama, sentiu os olhos de Lexi o acompanharem e isso o desmotivou a ter grandes demonstrações de afeto em frente a amiga, já não bastasse o beijo que ela acabara de presenciar, não demorou-se muito em sua despedida, fixou seus olhos na face de Tauriel por alguns momentos, memorizando cada traço do rosto dela, queria eternizar aqueles segundos que ficou apenas olhando-a, mas foi interrompido por um pigarreio de Lexi, ele a encarou seriamente e por fim, afastou-se de Tauriel.

– Belo plano. – Ele zombou enquanto andava até sua escrivaninha, de imediato Lexi bufou em reposta.

– Ele é prático e efetivo, isso que importa. – Thranduil não dera muito ouvidos para o que Lexi dizia, estava com a carta que escrevera na noite passada em mãos, lembrou-se que por pouco Tauriel não conseguira ver o conteúdo expresso nela. Ele segurou a carta nas mãos e pela primeira vez naquele dia ele pensou em o que seria de Tauriel caso ele não voltasse, ele não planejava morrer é óbvio, mas “e se? ”. De qualquer forma, deveria estar preparado para essa hipótese, mas a mera menção do pensamento de não estarem mais juntos, fazia seu corpo inteiro ficar tenso.

– Entregue isso a ela, caso eu não volte. – Ele andou até Lexi e lhe entregou a carta, a loira a pegou relutantemente seus olhos preocupados voltaram a fitar os gélidos do rei. – E Lexi, cuide dela, por mim. – Thranduil não deu tempo para a meia elfa falar, desviou dela e foi em direção a porta de saída do quarto, ela o acompanhou em silêncio. Agora havia dois guardas do lado de fora do quarto, quando notaram a presença do rei, ambos logo ficaram em posição de sentido. – Não deixem que ela saia, em hipótese alguma. Entenderam? — Os dois guardas concordaram com a cabeça e ficaram apostos do lado da porta, um deles fechou a porta e a trancou, guardando a chave no pescoço, Thranduil acenou para ambos e rumou para onde seu exército os esperava.

Lá ele encontrou muito mais soldados que do esperava, até mesmo os mais jovens estavam entre eles, Thranduil não pensou em fazer qualquer discurso motivador para que os engrandecessem, eles iriam para a guerra e quando voltassem e se voltassem, não seriam mais os mesmos, suas cicatrizes tanto externas quanto internas eram prova disto. Ele foi até um cavalo que fora preparado para ele, desde a última batalha em que perdera seu cervo ele não teve tempo de treinar outro, e por mais que não se desse bem com cavalos, ainda assim eram criaturas preparadas para o combate.

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Já era noite quando o exército de elfos chegou nas fronteiras de Dol Guldur, o ar ali era nitidamente mais sombrio e a floresta parecia morta por aquelas terras, o silêncio predominava e o único som audível naquela noite era da respiração forte de seus próprios cavalos e de seus corações. A noite era fria, no chão tudo era branco, a neve se espalhara pelo lugar, assim como entre os enormes pinheiros daquela região. Thranduil segurava sua espada com força, seu maxilar chegava a ranger com tamanha a força em que ele fechava os dentes, olhou ao redor para seu exército, todos estavam firmes, ele sentiu-se culpado e envergonhado pelo seu próprio nervosismo, tudo em que o rei conseguia pensar naquele momento era em quem ele amava e no perigo que eles correriam caso ele não conseguisse cumprir sua missão naquela noite. Uma movimentação repentina na floresta o fez levar sua atenção para a frente do exército, conseguia ver de relance orcs vindo na direção deles, os urros e grunhidos eram ouvidos a distância, aumentando a cada segundo, o rei olhou para Lexi ao seu lado, e a meia elfa tinha o arco e flecha em punhos, olhava fixamente para a frente, tentando mirar em algum alvo, Thranduil também a amava e iria protege-la a qualquer custo. Ela disparara uma flecha para a escuridão, um grito foi escutado muito mais perto agora, então era isso, começara.

– Eruchîn, ú-dano i faelas a hyn an uben tanatha le faelas. [Filhos de Eru, não mostrem compaixão, pois não receberão nenhuma!] – Thranduil gritou para os elfos antes de empunhar sua espada e tomar a frente da batalha, os orcs já podiam ser vistos entre as árvores, os dois exércitos corriam em direção um ao outro, até que Thranduil sentiu uma dor insuportável em seu rosto, olhou para o céu, o grande dragão surgira por trás do exército de orcs, escondido por entre as árvores, ele passou como um raio por cima das cabeças dos elfos, Thranduil olhou para trás, o dragão incendiava toda a floresta por trás e ao lado deles, não havia como recuar, estavam presos. O elfo foi rápido o bastante para voltar seu olhar para frente, desviando de uma lança que foi atirada contra ele, Thranduil pulou do cavalo em movimento, indo direito para o peito do orc à sua frente, cortou a cabeça dele no mesmo instante que outros cinco vinham em sua direção, matou todos com alguns poucos golpes, mas não era o bastante logo, mais cinco ou seis tentavam o atacar, os orcs estavam mantendo o foco nele, isso iria o atrapalhar, o plano era ele se manter o mais longe da batalha e preocupar-se apenas com Smaug.

– Protejam o rei! – Ouviu Lexi gritar de longe. – Mantenha-o livre!

No mesmo instante outros três elfos vieram o ajudar, entre eles Thranduil reconheceu Cam e Ireth e não pode deixar de sentir orgulho do restante de seus capitães, eles dariam a vida por ele sem pensar duas vezes. Ele conseguira se livrar dos orcs e correu para a árvore mais próxima, subindo-a quase ao topo, não conseguia ver exatamente a localização de Smaug por causa das árvores, apenas ouvia o bater de suas asas e o vento cortante que elas emitiam, o dragão não estava incendiando o restante da floresta onde a batalha acontecia, o que dava para os elfos uma ligeira vantagem, por enquanto. Até que em um momento o som de suas asas parara, Thranduil esperou, mas nada escutou, escalou até o topo da árvore, no céu estrelado, iluminado pela grande Lua, nada se via, Smaug pousara. O rei não sentia mais a dor aguda de tempos atrás, a criatura se afastara da batalha, o elfo desceu da árvore. Andava furtivamente entre a floresta, conforme sua dor aumentava, ele sentia que estava mais perto do dragão, sentia que já conhecia aquele lugar, o som da batalha atrás de si era pouco perceptível, até que ele chegou em um determinado local, a mesma clareira de seu sonho. Por alguns instantes Thranduil escondeu-se atrás do tronco de uma árvore, seu coração batia rapidamente, aquele era um dos poucos momentos em que sentira verdadeiro medo em sua vida, seu corpo era pesado e seus pés não se moviam.

– Eu sei que está ai...eu sinto seu cheiro...sinto seu medo. – A voz rouca de Smaug o deixaram em alerta. – Apareça ó grande rei élfico. – Ele falava com sarcasmo. Thranduil não se mexera, não conseguia pensar direito, aquela era uma clareira, não havia muito que ele poderia fazer, estava em desvantagem. – Pensei que o grande rei Thranduil fosse mais corajoso, mas acho que não...talvez eu devesse voar até seu castelo e procurar alguém mais corajoso, uma elfa talvez, de cabelos de fogo...- A respiração de Thranduil parou, seus olhos arregalaram, como ele poderia saber sobre Tauriel? Sentiu que o dragão passou muito perto dele agora, seu corpo estava duro. O dragão jorrava fogo pela clareira, tentando encontrar o local onde Thranduil estava. – Ela é preciosa para você...sim, eu vejo...vejo em seu coração. Saiba que você não poderá protege-la. – O rei sentia a raiva crescendo dentro de seu peito. – Mesmo que saia daqui vivo elfo...ela não pode ser salva, ela irá queimar, pelas chamas do Mestre.

Smaug não teve mais tempo de falar qualquer coisa que fosse, Thranduil apareceu em frente ao dragão, andando lentamente em direção a ele, surgindo através da fumaça quente que o fogo do lugar emanava, com as duas espadas em punho, seu olhar era duro e fixo no de Smaug, seu rosto não demonstrava nada, nem medo, nem coragem ou raiva, apesar de senti-los em seu amago. Ele correu até Smaug, que enchia seu peito, era possível ver a luminosidade do fogo em sua garganta, e de longe, Thranduil pode ver a parte em seu peito que fora atingida pela flecha negra, há muito tempo atrás. O dragão lançou o primeiro jato de chamas contra o rei, que por pouco desviou, correu até a asa de Smaug, tentando escalar por ela, mas foi em vão, com o primeiro bater de asas o rei foi jogado para trás. Antes de poder se levantar, Thranduil já estava preso entre as garras da pata de Smaug, sem poder se mover.

– Entende agora porque seu Mundo está prestes a cair elfo? – Smaug zombava do rei, o dragão emitia um som que parecia ser uma risada. – Seu povo é fraco, sua raça é fraca. Você é fraco – Smaug lentamente enfincava uma de suas garras no peito de Thranduil, bem ao centro, quase na boca do estomago, a dor era agonizante, tanto de seu rosto que queimava, mostrando sua cicatriz, quanto da garra afiada entrando eu seu corpo, e a criatura fazia aos poucos, para ele sofrer e sentir a dor ainda mais, mas o rei não permitiu-se gritar, em nenhum momento. – Sua vida termina aqui, matador de dragões. – Thranduil olhou para o lado, a espada com lamina negra estava caída ao seu lado, se ao menos ele conseguisse alcançar. Olhou novamente para Smaug, ele se enchia para lançar suas chamas mais uma vez, mas antes que o dragão pudesse completar seu ato, ambos ouviram um piar, ou melhor, vários, o rei olhou através de Smaug e de baixo pode ver quando várias águias gigantes agarraram o rosto do dragão, tampando e atrapalhando sua visão, era a última chance de Thranduil, esticou-se o máximo que pode para pegar a espada e num único golpe de Anglachel, quebrou a garra de Smaug que o prendia ao chão, o dragão gritou e foi instintivamente para trás, Thranduil levantou-se com dificuldade, ficou de joelhos, usando a espada de apoio, seu corpo estava falhando, ficando fraco, olhou para o chão, em seus pés, várias gotas de sangue eram nítidas nos resquícios de neve e terra naquela clareira, com a mão livre arrancou de uma só vez o pedaço de garra de Smaug de seu corpo, cuspiu sangue no chão, estava atordoado. Sentiu alguém ao seu lado e olhando para essa direção, notara uma das águias, com as asas abaixadas, assim como sua cabeça, como se estivesse indicando para ele montar nela, e foi o que o rei fez. Smaug ainda estava ocupado com as águias em seu rosto, lançou suas chamas atingindo algumas delas, que caíram ao chão feridas, a águia em que estava Thranduil fizera uma volta na clareira, para ganhar velocidade, e entrou num voo rasante direito para o peito de Smaug, Thranduil ignorou sua dor e sua fraqueza, era agora ou nunca, ele pegou a espada como uma lança na mão, quando estavam perto o suficiente do peito da criatura, o elfo se lançou contra ele, no mesmo momento em que cravava a espada no peito do dragão, a visão de Thranduil ficou turva por alguns segundos e não pode ouvir com clareza o grunhido do dragão, olhou para cima, onde sua espada fora cravada...quase, um pouco acima de onde a flecha negra atingira, o rei olhou para dentro do buraco do peito de Smaug feito pela flecha, não conseguia enxergar muito, mas conseguia ouvir nitidamente o bater de seu coração. Ele não tinha mais nenhuma espada com ele, a não ser aquela em que estava segurando-se para não cair do dragão, e sua outra caira de sua mão assim que ele fora jogado no chão por Smaug, ele não tinha mais armas, afinal era difícil ele realmente precisar de mais do que suas duas espadas. O dragão percebendo o perigo em que estava, começou a levantar voo, girava em círculos tentado fazer Thranduil cair, cada vez mais alto. O rei olhou para o chão, quase não conseguia mais ver a floresta, o ar começava a faltar em seus pulmões e ele não sabia se era por causa da altitude ou pela falta de sangue em seu corpo. Ele sabia o que tinha que ser feito, e tinha que fazer agora. Empurrou suas pernas no peito de Smaug para ganhar impulso e quando voltara, atravessou seu braço do buraco do peito do dragão, sentiu todo seu braço queimar no mesmo instante, ele gritou dessa vez, tirou o braço rapidamente, estava bastante machucado, ele não tinha mais forças, seus sentidos começavam a falhar, empurrou mais uma vez, com mais força e dificuldade, não conseguiria fazer uma terceira tentativa, era sua última, no momento em que entrou na carne de Smaug ele não sentiu mais dor, não sentia nada, esticou sua mão, até que envolveu o órgão macio entre os longos dedos e na mesma rapidez que colocou sua mão dentro do peito do dragão, ele a tirou, arrancando-lhe o coração. Estava feito, Thranduil finalmente soltou a espada, caindo do céu, tão rápido como uma estrela cadente, ele não vira mais o que acontecia ao seu redor, até que a velocidade que estava caindo diminui, sentiu deitar-se em algo macio, o coração de Smaug não estava mais em sua mão, sua visão era embaçada, conseguia apenas enxergar a claridade do fogo e um borrão negro no céu, caindo tão rápido como ele estava e a última imagem que vira em sua mente era aqueles olhos , os olhos verdes que tanto o fascinaram, então tudo era escuridão.

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Querida Tauriel

Se está lendo esta carta é porque não pude mais estar ao seu lado, me perdoe por isso. No dia em que a conheci eu pensei em como aquela criança em meus braços era linda e perfeita e você me encarou de uma maneira que nem meus mais antigos companheiros tinham a coragem de fazer, foi nesse momento em que eu soube que você era especial, eu poderia ter me controlado, ter sido mais são...mas não o fiz, invés de tê-la deixado em qualquer um dos vilarejos ao redor do castelo, eu decidi que você viveria sob meu teto, com minha família e assim eu te criaria como minha própria filha, mas com nossas escolhas, veem suas consequências.

Eu te treinei durante toda sua infância, e você tinha um extraordinário talento, tinha tudo para ser uma das melhores guardiãs do nosso povo. E devo dizer que não estava errado quando disse você era especial, diferente, você realmente provou ser...em toda minha existência eu nunca vira uma elfa tão teimosa, convicta com seus princípios e destemida igual a você, lembro-me bem de todas as vezes que você entrava em alguma confusão e por consequência levava Legolas cosigo, e mais uma vez eu sempre lhe protegia e não a castigava, como disse, com nossas escolhas, veem suas consequências. Talvez se eu tivesse sido mais firme com você, nós não estaríamos onde nos encontramos agora, mas não posso dizer que me arrependo.

Então, todo o reino passou por um período de trevas, a morte da rainha fora algo devastador para mim, e eu me tranquei dentro de mim mesmo. Jurei nunca mais sentir tais sentimentos, tão puros como o amor, eles nos deixam fraco e doente, e eu me sentia assim. Eu vivi minha vida dessa forma durante muitos séculos, e me culpo por isso, pois não atingiu apenas a mim, mas também a todo meu reino, a Legolas principalmente...e então algo aconteceu. Você aconteceu. Você crescera e não se tornara apenas bela, fisicamente dizendo, mas em todos os sentidos, você trazia luz para esse castelo frio, trazia esperança, você me trouxe esperança e ouso dizer que até mesmo pode iluminar as trevas que reinavam dentro de mim. E eu simplesmente odiava isso, você me afetava de uma maneira inexplicável, que nem mesmo eu compreendia, então decidi não ser mais o seu mentor, precisava me afastar de você. E isso deu certo por um tempo, mas não por muito.

Com o passar dos anos eu te observava de longe, e quanto mais você crescia menos eu conhecia de você, e isso me deixava irritado, frustrado. Com o tempo eu soube dos sentimentos de Legolas por você, era nítido para qualquer um que visse, e eu não aprovava, o mínimo pensamento de ver vocês dois juntos era repugnante para mim, me causava sentimentos, sentimentos estes que eu mentia para mim mesmo e dizia que não eram reais. E isso começou a me assustar. Eu sei que fui desprezível e egoísta com vocês dois, e ainda me sinto horrível por isso, mas na época, não pude ser sensato o suficiente. É claro que tudo ficou pior com a chegada dos anões, todas suas escolhas me faziam afogar-me em meu próprio ódio, você desobedecia cada ordem minha a partir de então e isso apenas me fazia ter uma extraordinária atração por você, era doentia a forma como eu precisava estar em todo lugar que você também estivesse, até que algo ainda mais extraordinário aconteceu, você me correspondia, na sua maneira, mas correspondia. Todos os olhares que trocávamos, todas as sensações quando estávamos perto um do outro, os arrepios que eu sei que lhe causava, o fogo que queimava dentro de mim quando pensava em você...

Eu peço que me perdoe por todas as mágoas e sofrimento que já lhe causei, eu estava tão confuso em todo esse tempo, que não percebia que magoava, quem eu mais amava...sim. eu te amo, a amo como jamais pensei que pudesse ser possível, a amo de todas as formas possíveis, a amo porque você é única, a única que consegue me prender e ao mesmo tempo me tornar livre de meus demônios, amo porque você me salvou, de todas as formas que alguém pode ser salvo. E agora sou eu quem está te salvando, me desculpe por ter sido dessa forma, mas não teve outra maneira, tudo que importa agora é a sua segurança e eu preciso lhe garantir isso, nem que seja a última coisa que eu faça em vida. Então eu te peço, que não sinta tristeza ou culpa ao lembrar de mim, apenas pense em todos os momentos que estivemos juntos e em como fomos felizes em nosso curto espaço de tempo, em nosso pequeno mundo. Pois eu, lembrarei até a morte em como fui afortunado ao te amar.

Hoje eu sei que nosso destino sempre foi estar juntos, e todos os momentos e perdas em nossa vida nos levaram a isso, e é com grande pesar em meu peito, que tenho que estar lhe deixando dessa forma, saiba que você sempre será tudo em minha vida, mas eu não quero ser tudo na sua, quero que você viva e seja feliz, quero que você ame e seja amada, tão profundamente quanto foi por mim, quero que catives e seja cativada por todos, como sempre tem feito, mas principalmente nunca me esqueça...chegou o momento de partir e terei que ir sozinho, mas saiba que ao meio de tantos seres iguais, para mim, você sempre será única no mundo. Eu sempre estarei com você, e quando chegar a sua hora, saiba que estarei te esperando do outro lado, por que você e eu, nós nascemos para morrer.

Do para sempre seu,

Thranduil.

Tauriel voltou a respirar dificilmente ao final da carta, algumas partes ficaram borradas por causa de suas lágrimas, ela abraçou a carta, esmagando-a contra seu peito, como se o último resquício dele estivesse naquela carta, ela nunca pensou que seria tão difícil se mover, pensar ou fazer qualquer coisa, ela queria poder parar no tempo e sentir para sempre aquela presença dele, que estava sentindo naquele instante.

A elfa levantou a cabeça, estava montada em seu cavalo ainda, no horizonte, o Sol nascia por trás das montanhas, a luz refletia em seus olhos, agora tão verdes e intensos. Tauriel sentiu uma pontada de esperança, era um novo dia, e ela sabia que a história deles não tinha acabado, ela estava apenas, começando.