The Desolation of Thranduil
19 Capítulo 19 - Stay With Me
Depois de algumas conversas jogadas fora e sorrisos forçados, Tauriel não conseguia mais conter sua ansiedade em ver o rei, conseguiu fugir dos olhares curiosos com a desculpa de que estava cansada demais e precisava ir para seus aposentos. Seus passos eram calmos e lentos, sua expressão passiva, mas por dentro ela queimava, queria vê-lo, tocá-lo, sentir seu cheiro, beijá-lo. Passou pela entrada do salão, indo em direção as escadas, tomou cuidado, olhando ao seu redor, esperando que ninguém a seguisse, mas todos pareciam estar mais preocupados com as festividades que aconteciam dentro dos salões, quando já não estava mais a vista de nenhum dos elfos, ela apressou o passo, quase correndo ao encontro de seu amado, sim, ela o amava não havia mais como negar, seus sentimentos pelo seu rei eram inevitáveis e incontroláveis, por mais que ela assim como ele, soubessem desde o início que era algo errado e incomum, ambos não fizeram nada para parar tal sentimento e agora estavam em um nível de relacionamento que não havia mais como voltar atrás, por mais que o rei dissesse o contrário, ela no fundo sabia que não era mais possível deixar de sentir o que sentia, dizer que ele não causava sensações nela, que outrora nenhum outro causara, seria a maior das mentiras, e com pesar e culpa, Tauriel tinha que admitir que nem o que sentira por Kili fora capaz de chegar perto do que sentia quando seu rei estava por perto. Quando curvou o corredor que dava acesso ao quarto do rei em baque forte a fez parar, as mesmas mãos que a pararam, agora estavam em sua cintura, prensando-a contra a parede. O forte hálito de vinho empregou em suas narinas.
– Achei que tinha dito quinze minutos e não trinta. – Ele falou num falso tom de bronca.
– Desculpe, tive que entrar em algumas conversas, com membros do Conselho aliás, não paravam de falar. – As mãos dele continuavam em sua cintura, a ruiva com suas próprias mãos fez o mesmo, gentilmente uma das mãos foi até a cintura dele, enquanto a outra foi colocada em seu peito, diminuindo a distância dos dois, tornando aquele momento mais íntimo para ambos.
– Atender os desejos de seu rei é muito mais importante e urgente do que entreter os membros do Conselho. – Ele disse com um sorriso perverso nos lábios.
– Não quando os desejos de meu rei são indecentes e imorais. – Ela entrou no seu jogo, rebatendo seu sorriso com algo pior, uma mordida de leve no canto dos lábios, fez o sorriso do rei sumir e seu corpo estremecer.
– Você ainda não viu nada. – Thranduil disse enquanto acariciava o lábio inferior da elfa com o polegar, a ruiva fechou os olhos, inclinando-se para ele. – Aqui não. – O elfo afastou-se dela e andou em direção a porta aberta de seu quarto, parando ao lado da mesma e olhando novamente para a ruiva que ainda estava parada no mesmo lugar que ele a deixara. – Mas você é bem-vinda em meus aposentos. – Ele sorriu, da sua maneira costumeira, para ela. – Se quiser. – O elfo acrescentou, mesmo a resposta dela sendo óbvia, caso contrário ela mesma não estaria ali. Ela foi até ele e adentrou ao quarto mal iluminado apenas por algumas velas espalhadas ao redor, a ruiva olhou ao redor do lugar, parecia propenso para uma noite romântica, se assim ela poderia rotular.
– Então, é assim que seduz todas suas conquistas? – Ela perguntou com ironia, ainda sem olhá-lo.
– Na verdade trazê-las para meu quarto a luz de velas, é a última opção, quando nada mais funciona. – Sentiu a voz baixa dele perigosamente perto demais.
– Como sabe que irá dar certo desta vez? – A ruiva perguntou de costas para ele. A resposta veio num sussurro perto de sua orelha.
– Até hoje nunca deu errado. – Ele falou com simplicidade, provocando-a, sem avisar a elfa virou-se para encara-lo com a feição séria. – Com ciúmes? – Thranduil perguntou achando uma pequena graça da expressão dela.
– Um pouco. – Ela confessou, seus olhares eram cúmplices, havia uma certa intimidade entre eles. – Espero que não nos últimos tempos. – Os passos do rei até ela eram lentos e majestosos, assim como tudo que ele fazia. Era um jogo perigoso aquele que ele se propusera a jogar, por mais que tudo lhe dissesse “não”, ele ainda assim encontrava uma maneira de dizer um “sim”. Seus sentimentos para com a ruiva eram impetuosos, e isso não era mais segredo para nenhum dos dois, ambos sentiam-se da mesma forma, os únicos impedimentos eram as circunstâncias assim como as consequências de seus atos, talvez em uma outra vida, se ambos fossem iguais, hierarquicamente falando, as coisas seriam mais simples para os dois. Uma das mãos do rei foram até a bochecha da elfa, acariciando-a, enquanto a outra a puxava delicadamente pela cintura, aproximando-a do seu próprio corpo.
– Não, há muito tempo que meus pensamentos são apenas de uma única elfa. Desde então ela vem me atormentando. – Tauriel ouvia com atenção, sem desviar dos olhos de seu rei, verde e azul se encontravam, ela sentia a verdade em suas palavras, seu coração acelerava aos poucos enquanto sentia a respiração quente dele próximo ao seu rosto. – De todas as maneiras possíveis se quer saber. – Ele não deu tempo para ela responder, logo seus lábios já eram capturados por ele, estranhamente sentira falta dos lábios dele também, parecia que não os sentia a séculos, mesmo não sendo literalmente. Não fora um beijo apaixonado e muito menos longo, apenas um roçar de lábios. O contado entre eles foi quebrado pelo rei que com a mesma calmaria e delicadeza anterior virou-a de costas para ele, mas nunca quebrando a proximidade dos dois. O elfo afastou os longos cabelos ruivos, colocando-os para frente dela e assim corda por corda ele começou a desamarrar do corpete do vestido em que ela se encontrava.
– Não acha que notaram a nossa falta? – Ela tentou quebrar a tensão que sentia, já haviam passado por aquela situação outrora, porém não desta forma, parecia muito mais íntimo do que da primeira vez, não era um acordo para algum fim, era algo que ambos queriam e estavam cientes, Thranduil estava tratando-a diferente, muito mais cuidadoso, sem a frieza no olhar, sem os comentários ácidos de sempre, parecia preocupado em agradá-la, e apesar de preferir dessa forma, também a deixava nervosa.
– Não. – Sua voz aveludada entrou como uma música suave em seus ouvidos, sentiu os beijos suaves dele em seu pescoço e inclinou a cabeça, para dar mais espaço a ele. – Estão bêbados demais para isso. – O rei falou entre beijos. – E mesmo se derem, não tenho que dar satisfação sobre minhas.- Uma pausa. – Atividades pessoais. – Ela sorriu, porém logo o sorriso se desfez de seus lábios, a última corda fora desamarrada. Quando o elfo mordiscou o lóbulo da orelha ruiva, sentiu-a estremecer em seus braços, ao mesmo tempo que uma onda de satisfação passava por todo seu corpo, aos poucos desceu o vestido dela, a pele nua de seus ombros logo começou a aparecer, o vestido caia por seus braços, até chegar ao chão completamente, desvendando o corpo nu por baixo dele. O rei traçou uma linha de beijos, desde o começo do pescoço até o ombro, de olhos fechados ela deliciava-se com o momento, esquecendo-se de sua insegurança ou do nervosismo que a dominavam a momentos atrás, tudo que pensava agora em afundar-se nos beijos e caricias de Thranduil. As mãos percorriam pelo seu corpo, sem pressa alguma, ele deslizou uma das mãos para os seios dela, passando pela barriga, lentamente, indo até a coxa, onde ainda estava a adaga de antes, pendurada na coxa por uma espécie de cinta liga, tirou-a e jogou a mesma para o lado. Com as duas mãos na cintura da ruiva agora ele virou-a de frente para ele, seu rosto estava corado e seus olhos brilhavam com luxuria.
Tauriel não queria deixar absolutamente tudo nas mãos dele, apesar de que estava gostando do rumo em que a situação tomava, levou as mãos até o colarinho de sua túnica, desabotoando-a, como não ouviu objeção da parte dele, continuou o que estava fazendo, sentia os olhos dele a seguindo, atentamente. Logo seu peitoral alvo começou a aparecer, ele mesmo livrou-se do resto da túnica, a pele era impecável ao olhar da ruiva, apenas algumas pequenas elevações eram percebidas quando olhado de perto, por decorrência de cicatrizes, mas ao ver da elfa isso apenas o deixava mais sensual, passou os dedos por elas, levantou o olhar para encará-lo, os olhos do rei eram famintos, mas peculiarmente havia algo mais, olhos curiosos, esperando os próximos passos que ela daria. Aproximou-se dele, beijando o tórax definido, o que não era uma tarefa difícil para ela, afinal Thranduil era no mínimo uns três palmos maior do que ela, as cariciais passavam de beijos a leves mordidas, que quando chegaram ao pescoço do rei, fez com que ele emitisse um suspiro baixo, quase inaudível, ela sorriu por entre dos beijos, ele não era o único que conseguia causar tais efeitos, assim como ele, ela também causava certo efeito. Olhou para ele novamente, seus olhos estavam fechados, mas abriram quando percebera o olhar dela sobre ele, a elfa aproximou-se mais de seu rosto e mordeu levemente o lábio inferior dele, de forma provocativa, desceu as mãos até cós da calça, com o intuito de abri-la, mas foi impedida para mãos rápidas de Thranduil. Ela olhou-o em protesto, a expressão do rei não era mais serena, era séria, sem avisar levantou-a nos braços de frente para ele, assim que seu quadril se encaixara com o dele, a elfa pode sentir a nítida excitação do mesmo. Sem em nenhum momento quebrar o olhar sobre ela, Thranduil a carregou até chegarem a beirada da cama, deitou-a na mesma. Ficou de joelhos em frente da ruiva, admirando-a, a respiração dela era falha, seu corpo arrepiava-as com seu toque e o melhor era que ela não fazia questão de esconder as suas reações dele, ela estava gostando. Os cabelos platinados do rei caiam como uma cascata ao redor dos seios dela, o elfo trilhou um longo caminho da coxa até os pés dela, ajudando-a a tirar as sandálias, tirou-as com apenas um movimento e voltou sua atenção para os seios dela, mordiscando suavemente e sugando as pontas entumecidas, arrancando leves gemidos dela, olhando para cima viu que a elfa apreciava tudo com os olhos fechados e mordendo o lábio inferior, outra onda de prazer invadia o corpo do rei, fazendo seu membro latejar. Uma das mãos da elfa foi até a nuca dele, acariciando-o e segurando parte do cabelo que caia em frente ao rosto do elfo, quando as pontas dos dedos dele tocaram sua pele, ela estremeceu, desceram dos seios, passando pelo peito, pelo umbigo, ela parou de respirar, poderia jurar que todos os pelos de seu corpo se arrepiaram quando os dedos do rei passaram pelo seu baixo ventre e pararam, ela voltou a respirar, mesmo com certa dificuldade, ele voltou a olhá-la.
Com certa rispidez Thranduil juntou os dois braços da ruiva, colocando-os cruzados por cima da cabeça dela, a mão direita ficou segurando os braços dela para que não pudesse escapar do seu aberto, enquanto a mão esquerda continuou o caminho até as partes mais intimas da elfa, seus dedos faziam movimentos circulares em torno dela, gentilmente a princípio, mas aumentando a força e a rapidez conforme os gemidos da ruiva. Os sons dos gemidos dela ficavam extremamente excitantes aos ouvidos de Thranduil e a leve mordida que ela dava nos próprios lábios, combinando com a expressão de prazer emitida na face da ruiva, eram o suficiente para aumentar a vontade do rei de tomar seus lábios para ele e foi o que fez. Tauriel abriu os lábios para dar passagem a língua, o beijo era feroz e selvagem, ela tentou de desvencilhar os braços do aperto dele, mas apenas conseguiu que ele a segurasse mais firme, outro gemido foi abafado pela boca dele, sentiu quando os dedos dele a penetraram lentamente, dessa vez fora o próprio rei que emitira um gemido rouco.
Quando ele quebrou o beijo, levantou-se rapidamente, ficando em pé ao lado da cama, no mesmo momento ela sentiu-se esfriar pela perda de contado com ele, levantou a cabeça, apoiando-se dos cotovelos para observá-lo, sorriso no canto dos lábios dele eram perversos, ele parecia estar divertindo-se com a forma que a deixou, totalmente dominada por ele. Quando ele levou as mãos até o cós da calça para desabotoa-la a expressão da ruiva passou de desconcertada para entorpecida, fascinada pelos movimentos dele, que mesmo sendo tão simples a deixavam numa febre cortante. Ela levantou o olhar para os olhos dele, que a fitavam profundamente, sentiu uma certa intimidação por ele naquele momento.
– O que aconteceu com nós não podermos ou você não ser digno? – Ela perguntou provocando-o, o rei revirou os olhos para ela, sua expressão passou de sedutora para impaciente. – Mudou de ideia? – Provocou mais um pouco, sorrindo para ele.
– Não. – Ele disse enquanto se livrava das próprias botas. – Encare isso como uma despedida. – Jogou a calça em qualquer lugar do quarto e voltou-se para ela com o mesmo olhar voraz de antes, posicionou-se por cima da ruiva, os cabelos caiam por cima do seu rosto quando ele aproximou-se para sussurrar em seu ouvido. – Uma última vez. – Tauriel assentiu, mesmo não gostado da resposta dele, não queria que fosse uma última vez, não queria ter que afastar-se de seu rei, do seu carinho, dos seus toques, de seus beijos ardentes ou até mesmo de sua personalidade difícil, queria ter tudo que ele tinha a oferecer a ela, mesmo as partes ruins, não ligava mais para orgulho ou qualquer sentimento fútil e estava totalmente pronta para entregar-se a ela, de corpo e alma, se assim ele desejasse. Tauriel deveria ter deixado seus pensamentos transparecerem em suas expressões, pois no mesmo momento ele a olhou com certa estranheza, ele estava prestes a dizer alguma coisa, mas foi calado pelo beijo sufocante da ruiva, ela afastou as pernas para dar espaço a ele encaixar-se nela, as mãos dela descansaram nas costas dele, enquanto as dele, uma pousava na cintura da elfa e a outra segurava sua nuca. Ela afastou os pensamentos de sua mente, concentrando-se apenas nele, nas sensações daquele momento, sentiu-o profundamente dentro de si, com movimentos fortes, porém não tão rápidos, a medida em que ela o acompanhava era que que ele aumentava sua velocidade, gemidos saiam tanto da garganta do rei quanto dela, seus corpos moviam-se em sincronia, naquele momento esmeraldas aprofundaram-se no gelo dos olhos do elfo, que ambos mal perceberam quando tanto a pedra do anel quanto da pulseira brilhavam singelamente no quarto agora já escuro, um brilho sem nenhuma cor específica como outrora, um brilho puro, puro como a luz das estrelas.
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Tauriel abriu os olhos lentamente, sentia-se tão relaxada, não dormia bem naquela forma por muitos dias, sentiu um dos braços de Thranduil envolvendo sua cintura, ele estava por trás dela, sua respiração era tranquila e sutil, parecia estar dormindo. Ela tirou a mão dele com muito cuidado para não acordá-lo, quando saiu da cama percebeu que ele havia virado de lado, olhou para o rei, ainda continuava dormindo, ela parou alguns instantes para admirá-lo, os lençóis brancos cobriam apenas metade de seu corpo, os cabelos quase brancos estavam desarrumados e alguns fios cobriam o seu rosto, a ruiva decidiu ele ficava extremamente bonito desse jeito, gostaria de vê-lo mais vezes dessa forma, sem a formalidade costumeira do castelo. As últimas palavras do rei vieram à tona em sua mente mais uma vez, “última vez”, o pensamento a fez com que um peso esmagasse seus ombros, a sensação de vazio e perda começou a preenche-la, olhou ao redor da cama, estava totalmente desarrumada, algumas peças de roupa do rei estavam pelo chão ao redor, vários travesseiros e lençóis também se espalhavam pelo chão, ela pegou um dos lençóis e cobriu-se com ele, afastou-se da cama, passando pelo seu vestido caído, chegou até a varanda de Thranduil, afastou as cortinas, passando para o lado de fora, a brisa fria fez cócegas em suas bochechas, ela segurava o lençol com uma das mãos em frente ao peito, a outra alisava o mármore gelado do parapeito. Ainda era noite, mas o céu não estava tão escuro, era perto do amanhecer. Fechou os olhos permitindo-se vivenciar os momentos da noite passada, desde a dança dois até os beijos suaves de Thranduil, ele fora perfeito com ela, a compensou de todo sofrimento que passara com ele em sua primeira vez. O cheiro amadeirado dele ainda estava no ar, parecia estar impregnado nela, o gosto de seus lábios ainda em sua boca e as marcas de seu toque ainda queimavam em sua pele, intenso, era como ela poderia defini-lo, e definir aquele relacionamento e era algo de ela sentiria falta. Sempre amara seu rei, desde a infância, é claro que agora era de uma forma diferente, apesar da personalidade dura e fria de Thranduil ele sempre a tratara bem, atencioso, ousava dizer que na infância ela rouba a atenção do rei para ela, até mais do que Legolas, talvez isso afetara um pouco no relacionamento de pai e filho deles, porém quando entrara na fase adulta Thranduil começou a agir diferente, mal a olhava ou dava alguma atenção especial à ela, a tratava com indiferença e frieza, não muito diferente de qualquer outro súdito dele, na época em que ela se tornara capitã Legolas teve que implorar para o rei desse o cargo para a elfa. Dali em diante o relacionamento dos dois apenas piorava, a dava missão má sucedida o rei fazia questão de humilha-la publicamente, olhares de desprezo direcionados à ela era algo muito comum de se ver, Tauriel realmente pensava ser odiada por seu rei, ela passou um tempo pensando no que tinha feito de errada, algo que o desagradasse a ponto dele menosprezá-la. Entretanto ela sabia que no fundo não tinha feito nada de errado, ela não era culpada pelas oscilações de humor do rei e foi a partir desse momento que as coisas começaram a ficar no mínimo tensas, Tauriel que sempre tivera um espírito impetuoso e livre, ela era filha da floresta. Escapava do castelo e do rei sempre que podia, vários passeios noturnos pela floresta foram feitos entre ela, a ruiva fazia quase questão de ser pega e de que Thranduil soubesse da rebeldia dela, chamava a atenção dele, mas não de uma forma boa, a gota da água fora quando ela convencera Legolas a ir com ela em uma de suas viagens e ambos quase foram uma alcateia de lobos selvagens, voltaram para o castelo bastante feridos, Legolas até mais do que ela, afinal ele daria a vida para protege-la. Aquela fora a primeira vez em séculos que ela escutara e aguentara toda a fúria de seu rei de cabeça baixa, quase perdeu o seu cargo de capitã naquela época. Porém nenhuma situação entre ela e Thranduil foi tão ruim quanto à quando anões apareceram e quando Legolas começou a deixar transparecer suas segundas intenções com ela.
O rei tentava de todas as formas afastá-la tanto dos anões quando de Legolas, e principalmente mandar em sua vida, mais do que ele já fazia no passado. É claro que tudo mudou quando ela começou a perceber olhares diferentes dele para ela, aproximações repentinas e a presença quase constante dele em tudo que ela fazia, ele parecia fazer questão de sempre estar por perto. Então conhecera Kili, ele tinha uma alma livre como ela e isso a atraiu, as histórias que ela ouvira dele, a esperança de sair das terras do reino e vagar pelo mundo com o anão fizera com que ela sentisse um apreço muito grande por ele, estava enganada quanto a ele, quando pensou que o amava, não, Kili não causavam as sensações que apenas o olhar penetrante de Thranduil causavam nela. A morte dele pesava em sua consciência, queria ter sido mais forte para salvá-lo da morte prematura, gostaria de o ter conhecido melhor, até mesmo vê-lo tornar-se um rei anão.
Ela também não pode se dizer totalmente inocente pelo que sentia agora, ela também deixou aquilo acontecer, deixou o sentimento pelo rei aflorar, deixou ele aproximar-se, deixou ele fazer e falar coisas que eram evidentemente inapropriadas para a relação rei e capitã, mas que ambos pareciam não dar muita importância. Apaixonar-se pelo rei era algo arriscado, e mesmo assim ela decidiu ir mais fundo e com certeza em todos os seus séculos vividos ela jamais imaginaria que todas suas ações a levaria para onde se encontrava agora, compartilhando a mesma cama que o rei. Mas ela também teria de dar algum crédito a ele, Thranduil fizera de tudo para que ela se apaixonasse por ele, não desistiu até conseguir e no fim o rei tinha conseguido muito mais que uma simples paixão, ela teve que admitir com desanimo, não queria deixa-lo. Sem avisar, braços fortes a envolveram num abraço apertado por trás, ela sorriu suavemente com a presença dele ali, ele beijou o ombro nu dela e a fez virar para ficarem cara a cara.
– Um beijo por seus pensamentos, minha senhora. – Ele falou sorrindo com o canto dos lábios, afastou os cabelos da elfa do rosto da mesma, colocando-os para trás dos ombros. Ela olhou para ele, de cima para baixo, percebendo que ele ainda estava sem roupa alguma ou sem um lençol como ela.
– Vai acabar pegando um resfriado meu rei, não deveria andar nu por ai. – A ruiva brincou com ele, que bufou para ela.
– Eu sou bem forte. – Falou em resposta, segurou ela pela cintura e a levantou até fazê-la sentar do parapeito. Ela cruzou os dois braços em volta do pescoço do elfo para segurar-se.
– Vai acabar me deixando cair. – Ela disse ainda sorrindo para ele, porém o semblante de Thranduil era sério.
– Nunca te deixarei cair. – O significado daquilo parecia ser bem mais do que o literal, e ambos estavam cientes disso. – Porém, posso deixar você cair acidentalmente, caso fique se esquivando e não me contar o que te aflige. – Ele brincou suavemente com ela, arrancando um sorriso triste da ruiva.
– Você vai me deixar. – Não era uma pergunta, Thranduil entendeu o porquê do incomodo dela, porém ele não queria realmente ter que falar sobre aquilo com ela.
– Estou com você. – Ele falou enquanto beijava a lateral do pescoço dela.
– Agora. – Ela não iria deixar passar, talvez não tivesse mais chances de tê-lo com a guarda baixa. – Mas e no futuro? Amanhã? Quando Legolas for embora e você voltar a me tratar como tratava antes, eu estarei completamente sozinha. – Ele a compreendia, mas que ninguém, pois a ruiva não era a única que ficaria sozinha, por muitos séculos o rei compartilhava dessa mesma solidão e agora que a tinha, também não queria perdê-la, porém as circunstâncias desse relacionamento eram maiores do que eles. Envolvia todo o seu reino e nunca aceitariam um casamento entre eles, ainda mais agora que Tauriel não era bem vista pelos membros do conselho, assim como os demais súditos e ela não merecia ter um relacionamento às escuras com ele, pois Thranduil sabia que mais tardar ele teria que acabar casando-se novamente, seu povo aclamava a anos por isso, e quanto mais ele prolongava mais o pressionavam, seria pior se quando a hora chegasse eles estivessem juntos. – Eu sei que pensa que não é digno de mim, mesmo que isso seja um absurdo, e sei que sou apenas uma elfa da floresta, mas eu preciso de você. – Os olhos verdes dela estavam a ponto de encharcarem-se de lágrimas, vê-la assim fez o coração de Thranduil apertar, ele aproximou-se mais dela.
– Nunca mais pense nisso, você ser uma elfa da floresta, não mudam em nada meus sentimentos por você.- O rei escolhia suas palavras com cuidado. – E nunca poderia trata-la da forma tola de antes, você estará para sempre em meu coração, e não vamos a lugar nenhum, estaremos juntos aqui, no reino.
– Mas não estaremos dessa forma. – Ela sussurrou, ele teve com pesar, que concordar mentalmente com ela. Inclinou-se para ela, beijando a testa dela, de forma protetora.
– Não pense nisso agora. – Ele a fez descer do parapeito, fazendo os lençóis caírem a seus pés. – Ainda temos alguns momentos, horas na verdade. – Ele falou sugestivamente a ela, que sorriu fracamente e revirou os olhos para ele, ainda com os braços cruzados em volta do pescoço do elfo, ela inclinou-se para cima, beijando-o e deixou que ele a levantasse no colo, levando-a de volta para o quarto, para a cama mais especificamente.
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Era perto do meio dia quando Thranduil fora avisado de que seu filho o esperava para conversar com ele na sala do trono, quando lá chegou o viu no centro da sala, o esperando, num gesto pediu para que todos os guardas que ali se encontravam se retirassem, seria uma conversa difícil.
– Como deve saber, estou de partida. – Thranduil assentiu para ele, e continuou olhando-o, incentivando a falar mais. – Eu não posso mais ficar aqui depois do que aconteceu, do que está acontecendo.
– Para onde vai? – Sentia-se o pior pai do mundo e provavelmente ele era, por muito tempo havia negligenciado Legolas, não por não amar o filho e sim pela constante lembrança da mãe dele, Legolas havia herdado muitas, senão todas as características da antiga rainha, e ele era uma lembrança constante dela.
– Vá para o Norte, procure os Dúnedains. Há um jovem guardião entre eles. Você deve conhece-lo. – Ele não queria que o filho realmente fosse embora, mas nem ele e nem Tauriel poderiam ser egoístas a esse ponto, Legolas precisava de seu tempo, e seria bom para ele. – Seu pai Arathorn, era um bom homem. O filho, ao crescer, será um grande homem. – Legolas assentiu seriamente para ele.
– Qual é o nome dele? – Perguntou o príncipe.
– Ele é conhecido como Passorlargo. Seu verdadeiro nome você deve descobrir sozinho. – Legolas olhou para ele com confusão, mas concordou e virou-se para sair. – Legolas. – O rei o chamou, não desejava que ele e seu filho terminassem dessa forma, não dizendo assuntos que deveriam ser ditos, porém, não sabia por onde começar. – Como terminou o Mereth em Gilith de ontem? – Legolas se surpreendeu com a pergunta do pai, e Thranduil poderia jurar que um leve rubor aparecer no rosto do filho.
– Estranha...mas poucos notaram a sua ausência e a de Tauriel, então creio que não precise preocupar-se com isso. – Ele responder firmemente. Eram poucas as ocasiões de Thranduil ficava sem ter o que dizer, essa era uma delas. O príncipe virou-se para sair novamente, dessa vez Thranduil não impediria, mas para sua surpresa fora Legolas que virou-se para frente novamente. – Eu realmente não entendo como isso foi acontecer, e tenho certeza que não gostarei de saber dos detalhes. – Ele disse olhando para o chão. – Mas apenas saiba que eu prezo pela felicidade dela e da sua também meu pai. – Seus olhos azuis, quase idênticos aos do pai o fitaram. – Eu a amo, e irei continuar amando ainda por muito tempo, porém não quero fazer disso um tipo de competição pelo coração dela, ela já fez sua escolha e eu a aceito.
– Estaria mentindo se dissesse a você que eu não eu não fiz tudo que pude para que chegássemos até esse ponto. – Sim, provavelmente ele jamais se perdoaria por tirar o amor de seu filho, era mais um fardo que ele teria que carregar pela eternidade. – Mas ainda assim, espero que um dia você possa me perdoar.
– Apenas prometa que a fará feliz e que não irá deixa-la sozinha, ainda mais agora com os boatos fervendo em todo o castelo, ela irá precisar de seu apoio. – Legolas disse firmemente
– Que boatos? – Thranduil estremeceu.
– De traição é claro, de alguma forma alguns dos guardas já sabem que o motivo pelo qual ela fugiu e todas suas ações posteriores, ouvi alguns comentando hoje de manhã, ordenei que eles não falassem mais sobre isso, mas com certeza outros falarão.- Havia preocupação na voz do príncipe, assim como eu seu semblante, ele sentia-se um pouco culpado por deixar a amiga numa hora em que ela precisaria de sua ajuda, porém não havia outra escolha para ele naquele momento.
– Eu irei resolver isso, não se preocupe. – Ele respondeu seriamente, mas também preocupou-se com isso, quem poderia ter espalhado o boato? Do castelo apenas ele, Legolas e Lexi sabiam do envolvimento de Tauriel com o anão, e nenhum dos dois teria espalhado tal informação obviamente, isso era preocupante, alguém de dentro do castelo estava querendo deixa-la em apuros. O elfo mais jovem assentiu para ele. – Você não irá despedir-se dela?
– Não, ela não gosta de despedidas, disse tudo que precisava dizer ontem à noite. – O rei concordou com o filho, ele a conhecia muito bem. — E também prometa que não a fará sofrer, ela gosta de parecer forte aos olhos de todos, mas magoa-se facilmente, e caso você fizer isso...bem, terei que vir resolver pessoalmente. – Os olhos de Legolas brilhavam com uma leva excitação, um sorriso formou-se em seus lábios, desde de pequeno o príncipe gostava de competir com pai, nunca pensou que competiriam até mesmo pela mesma elfa, e isso era uma das muitas ironias do destino que Legolas tinha que aguentar, ele acharia graça da situação, se não fosse trágica. Finalmente ele virou-se para ir embora, quando o rei lhe chamara mais uma vez, ele não encarou o pai dessa vez, apenas ficou parado, ouvindo.
– Sua mãe te amava. Mais do que ninguém, mais do que a vida. – Ele ficou parado olhando para o nada por alguns segundos, pensando no que seu pai falara, o príncipe sabia que seu pai ainda era afetado pela memória da rainha, ele nunca falava dela para ele, e apesar de ter sido algo simples, tinha grande significado para o jovem, sem olhar para trás ele deixou a sala do trono, rumo ao seu novo destino.
Thranduil suspirou com cansaço, foi até seu trono e lá sentou-se, levou uma das mãos à têmpora, massageando-a, a cada problema que ele conseguia resolver outro entrava em seu lugar, a princípio ele teria que descobrir quem estava espalhado esse boato sobre Tauriel, o que seria uma tarefa mais difícil agora que um dos poucos elfos que tinha sua total confiança fora embora e ainda teria que encontrar alguém para assumir o lugar de seu filho, temporariamente, para acompanhar Tauriel nas missões que era designadas a ela. Sua linha de pensamento foi quebrada quando passos silenciosos foram ouvidos por ele, apesar de estar com os olhos fechados, ele já sabia quem era.
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Vai me deixar também? – A voz firme dele ecoou pela sala do trono. Ela estremeceu ao ouvir a tristeza em sua voz. – Está aí a muito tempo? – Ele perguntou agora a olhando.
– Não, eu cheguei a pouco. – Era verdade, e teve que ouvir a despedida de Legolas, ele não queria vê-la, então ela decidiu atacar o seu pedido e ficou escondida nas sombras até ele sair. Sentiria falta de seu amigo, mas sabia que um dia o veria novamente e esperava que numa situação melhor do que a se encontravam agora. Ele assentiu e ficaram em silêncio.
Thranduil esperava que ela começasse a falar, de certa forma ele esperava por aquilo, mas não queria que realmente acontecesse.
Ele esperava que ela fosse ficar no castelo, mas que não tivessem mais a relação que tinham agora, ele ainda a queria por perto, saber que ela estaria ao seu alcance era algo que o reconfortava.
– Eu preciso ir Thranduil, não posso ficar aqui depois de tudo que aconteceu. – Disse a elfa com os olhos tristes e a voz cansada.
– Eu compreendo, já sabe para onde irá? – O rei élfico mantinha a voz cala e o rosto passivo. Mesmo que por dentro sua camada de gelo derretia-se.
– Valfenda talvez, mas ainda não pensei muito no assunto. – O silêncio pairou na sala mais uma vez, os dois elfos continuavam observando-se. Mas o silêncio fora quebrado pela elfa. – Eu tenho que ir, adeus Thranduil. – Ela virou-se, indo para a escada rapidamente, dizer adeus era doloroso, mas ter que ficar, passar a eternidade fingindo que não havia nada entre eles, fingindo que não o amava e que não o queria de todas as formas possíveis, a matariam, ela não poderia suportar.
Tudo passou como em câmera lenta para o rei, vê-la dando as costas para ele, seu cabelo ruivo chocando-se contra o ar, naquele momento tudo passou na mente de Thranduil, desde o primeiro momento em que a vira quando bebê, as aulas de arco e flecha, todo o crescimento dela, a bela elfa em que se tornara, o seu sorriso que enchia seu coração de esperança, seus olhos que dilatavam-se quando olhava para ele, a forma uma voz saia quando ela falava seu nome, num sussurro, os beijos, as caricias, até mesmo a personalidade impetuosa dela quando o desafiava, tudo vinha em sua mente, tudo que compartilhavam, tudo que ele sentiria falta. Então decidiu, perde-la não era uma opção. Saiu de seu trono e foi até ela, o mais rápido que pode.
– Não vá. – Ele disse, agarrando com força seu braço, impedindo-a de continuar. – Eu quero que fique. – Aproximou-se dela, dizendo baixo, perto de seu ouvido. — Nalyë melmë cuilenya Tauriel [Você é o amor da minha vida Tauriel]. – A ruiva arregalou os olhados molhados pelas lágrimas que teimaram cair, nunca pensou que fosse ouvir isso dele, por mais ambos soubessem dos fortes sentimentos que tinham, nenhum deles ainda tinha expressado tão abertamente, e mesmo que o fizessem, tinha certeza que ela seria a primeira. As duas mãos dele foram até o maxilar dela, segurando-a e depositou um beijo em seus lábios, nada de luxuria ou fome, era um beijo puro e sincero. Quando ele quebrou o contado algumas lágrimas ainda molhavam o rosto da elfa, com o polegar ele limpou todas.
– Eu também o amo, como jamais pensei que poderia amar alguém. Então por favor. – Sua voz era uma súplica, seu olhar era baixo. – Não me peça para ficar e trata-lo apenas como meu rei.
– Eu não irei. – Ele levantou o queixo dela, fazendo-a olhá-lo dos olhos. Ele teria que descer a ela. – Ficaremos juntos. – Ele falou firmemente.
– Como? – Nem o rei sabia a resposta para essa questão. Mas...
– Daremos um jeito. – Ele sorriu para ela, a ruiva retribuiu singelamente, o rei a envolveu num abraço, ela sentiu o queixo dele bater em sua cabeça enquanto aconchegava-se mais nele, sentia protegida e segura em seus braços.
– Fico feliz em ouvir isso, apenas lamento que muito teve que ser sacrificado por nós. – Ela referia-se principalmente a Legolas.
– Ele ficara bem. – Respondeu passando confiança para ela.
– Sabe para onde ele foi? – Ela perguntou curiosa, mas Thranduil foi interrompido antes de poder responde-la.
– Você não sabe a dor de cabeça enorme que eu estou. – Lexi entrara na sala dos tronos, fazendo os dois se separarem rapidamente com o susto, Thranduil olhou em repreensão para a loira, enquanto Tauriel parecia querer segurar o riso assim como Lexi. – Parece que interrompi alguma coisa. – Thranduil iria dar uma bronca nela, mas Tauriel foi mais rápida que ele.
– Não, eu já estava de saída. – Ela se separou de Thranduil, indo em na direção contrária que Lexi acabara de chegar. – A noite foi agitada então Lexi. – Ela falou sorrindo para loira enquanto passava por ela.
– Você não sabe o quanto colega. – A loira respondeu com cara de dor. – Aquilo que tomamos, realmente não deve ser tomado. – A ruiva riu em resposta, deu um último olhar em direção ao rei e saiu da sala, deixando os dois para trás.
– Lexi? – Ele perguntou a meia elfa em sua frente. – Não sabia que já estavam intimas. – Ele falou enquanto cruzava os braços em frente ao peito.
– Entenda, todos que me conhecem melhor tendem a me amar. – Ela falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Thranduil decidiu não contrariar, esse era o jeito de Lexi, já estava acostumado.
– Então, parece que noite foi no mínimo agradável não? – Ele riu da careta que ela fez.
– Terrível, na próxima batalha temos que infiltrar alguém no inimigo e fazê-los beber isso que bebi, ninguém aparecerá para a guerra, pode ter certeza.
– Você é uma péssima influência para Tauriel e Legolas sabia. Tenho que me lembrar de não os deixar próximos da próxima vez.
– Talvez então devêssemos então ter ido com você e Tauriel, tenho que certeza que devem ter se divertido muito mais do que nós. Aliás o que fizeram mesmo? – A loira perguntou sem enrolação, provocando-o como sempre fazia.
– Minhas atividades pessoais não são da sua conta. – Ele falou com mal humor. Mas então uma lembrança do rosto corado de seu filho quando ele lhe perguntou sobre a noite passada veio à mente do rei. – O que aconteceu entre você e Legolas?
– Nem queira saber. – Ela respondeu, ele a repreendeu com o olhar. – É verdade, nem eu lembro muito bem do que aconteceu.
– Como assim? – Thranduil perguntou confuso.
– Eu não sei, lembro apenas de poucas coisas, algo como Legolas falando as mágoas dele, depois saímos do salão cantando, e um beijo eu acho, o resto eu não faço ideia do que houve. – Ela falou, Thranduil não entendera bem a confusão dos acontecimentos. – Mas um ponto positivo, acordei na minha cama, vestida e sozinha. – Ela finalizou em tom brincalhão.
– Menos mal. – Outro problema que ele teria que descobrir mais tarde. – O que faz aqui então?
– Nada de mais, apenas ver como estava, mas pelo visto você está mais do que bem meu amigo. – Lexi sorriu sinceramente para ele. – Meu trabalho aqui parece estar feito, logo estarei de partida também, apesar de todos os problemas, foi muito bom estar de volta.
– Essa é sua casa também, é bem-vinda aqui quando quiser. Você sabe.
– É eu sei. – Ela concordou com ele. – Há muito tempo eu não te vejo assim, com esse brilho no olhar, ela realmente te faz muito bem, não estrague isso toron. [irmão.] – Ela também saiu da sala, deixando o rei sozinho mais uma vez.
Agora tudo seria mais complicado, a menos de um dia ele tinha certeza de que não ele e Tauriel não poderiam mais ficar juntos, e agora olha onde se metera, o poder de convencimento que a ruiva tinha sobre ele era grande, mesmo ela não tendo pedindo antes, sabia que não deveria ter sido a intenção dela usar a sua partida como uma forma de fazê-lo ceder a ela, mas tinha que confessar mesmo que apenas para si mesmo, ela tinha sido esperta, uma jogava inteligente. De qualquer forma ele teria agora que planejar algo para Tauriel pudesse casar-se com ele ou que o trono fosse ocupado por Legolas, a segunda opção era a mais fácil e coerente de ser realizada, claro que nada aconteceria por enquanto, para Legolas subir ao trono como rei ele primeiro teria que casar-se e agora Thranduil não poderia forçar o filho a casar-se com alguém que ele não amasse, não seria justo para o príncipe. Então Thranduil teria que esperar até que o filho estivesse pronto, esperava apenas que isso não demorasse demais, afinal quanto mais o tempo se passava mais ele própria era pressionado a casar-se novamente. Por hora as coisas ainda estavam no seu controle, tudo que precisava para amenizar a situação era deixar Tauriel com a reputação melhor dentro do reino e principalmente com os oficiais, ela logo iria descobrir que o título de traidora era o pior que ela poderia carregar dentro do reino. Mesmo com todos os problemas que o cercavam o rei não pode deixar de sentir-se extremamente feliz e satisfeito, seu coração estava em casa, estava em paz, por hora.
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