The Desolation of Thranduil
5 A Fuga dos Anões
Notas iniciais
No amanhecer no dia seguinte Tauriel já estava fazendo sua ronda pelo castelo quando foi parada por um guarda ofegante que corria em sua direção.
–Senhora Tauriel, os anões fugiram!
–Como assim fugiram?-A Elfa surpresa já estava correndo em direção a ala das celas, quando lá chegou viu que todas as celas estavam abertas e sem nenhum sinal dos anões, a Elfa pensou que era realmente muita incompetência de seus guardas, não podia deixa-los no comando um minuto que tudo já virava uma bagunça.
–Onde está o guardião das chaves?-Ela perguntou impaciente a um dos guardas.
–Ele está na adega Senhora.
–Você, leve um grupo de oito e vigiem as saídas, o resto venha comigo!-Tauriel ordenou, desceu as escadas que levavam até a adega, chegando perto Tauriel pode ouvir o barulho da passagem das cargas, quando chegou na adega pode ver a passagem fechando-se."Droga." Tauriel viu o guardião da chave e mais um Elfo que ela lembrava de te-lo visto escoltando o rei uma vez, bêbados e desmaiados em cima da mesa, com várias garradas de vinho sobre eles.
–Acordem seus inúteis!-A Elfa gritou chacoalhando os dois violentamente, os dois Elfos acordaram assustados.-Façam algo de inútil antes que eu decida acabar com suas vidas, chamem Legolas e avisem que os anões fugiram pela passagem das cargas e irão sair pela passagem do rio.-Tauriel disse rapidamente e correu escada acima com um grupo a sua escolta, do andar que estava conseguia ver os anões atravessando a correnteza que levava até a parte de fora do castelo.
A Elfa já estava na parte de fora do castelo correndo em direção ao rio quando ouvir o som do alarme que indicava para fecharem os portões,"parece que os pegaram." Mas o o que ela não esperava ouvir era um dos guardas avisando que orcs estavam atacando, era estranho orcs ultrapassarem os limites do reino e pior ainda era estarem invadindo o castelo ou parte dele ao menos. Mas foi quando ela ouviu o grito de Kili que se apressou, Tauriel chegou ao rio, e o que viu foi um caos, vários orcs atacando os anões que estavam encurralados, presos na entrada do rio já que o portão se fechara antes de conseguirem atravessar. Mas o que realmente preocupou-a foi quando viu Kili caído perto da alavanca que abria e fechava o portão, estava com uma flecha cravada na perna, quando um orc estava pronto para ataca-lo Taurie atingiu o orc com uma flecha do coração, nesse instante o olhar assutado de kili caiu sobre ela. Ela sabia que tinha que salva-lo, afinal ele estava indefeso outra vez, a elfa ia em direção a ele matando cada orc que passa por ser caminho tentando atingi-la. Ela pode ouvir quando um dos orcs deu a ordem para que a matassem, nesse instante Legolas apareceu atrás das árvores com um grupo de Elfos. Tauriel e Legolas lutavam lado a lado então, como nos velhos tempos. Legolas uma vez criou uma brincadeira, de quem matava mais, ela sempre ganhava, mas desconfiava que o loiro a deixasse ganhar, como o perfeito cavaleiro que era. Todavia nas circunstancias que estavam propor a brincadeira talvez não fosse a melhor das ideias.
Tauriel viu quando Kili conseguiu puxar a alavanca e abrir os portões para os anões passassem, o orc que pelo que parecia ser o líder ordenou que todos os outros fossem atrás nos anões que desciam a correnteza dentro de grandes barris. Legolas também percebeu e foi correndo pela margem do rio perseguindo tanto os anões quanto os orcs, Tauriel fez o mesmo e o seguiu. Enquanto ela matava os orcs fora do rio, pela margem, Legolas, pulava e se equilibrava em cima das cabeças dos anões que estavam nos barris dentro do rio, ele matava os orcs por ali mesmo, Tauriel sempre se impressionava como Legolas era ágil com o arco, ela se considerava boa, mas ele era realmente muito melhor. Os anões já estavam muito distantes e a correnteza só os deixava mais rápidos, o Elfo achou melhor deixar que eles fossem, pelo menos assim não teria mais que se preocupar com Tauriel e aquele anão. O príncipe estava perdido em pensamentos quando não percebeu que um orc aproximava-se dele sorrateiramente e lançou-lhe uma flecha, contudo Tauriel foi mais rápida lançado uma flecha que ricocheteou a flecha do orc. A Elfa saltou para cima do orc deixando-o de joelhos e estava pronta para lhe cortar a garganta quando Legolas a impediu.
–Tauriel! Dartho! Ú-no hono. Ho hebo cuin.[Tauriel! espere! Este não. Mantenha-o vivo.]
Legolas deu meia volta preparando-se para voltar ao castelo, mas não antes de perceber que todos os orcs estavam descendo rio a baixo em caçada aos anões, o Elfo olhou para Tauriel que tinha uma expressão preocupada e que logo se desfez quando percebeu que ele a olhava.
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Na sala do trono Thranduil aguardava noticias dos anões, esperava que pelo menos Tauriel e Legolas tivessem sido competentes o bastante para que não houvesse erros, era incrível que em menos de um dia que aqueles anões entraram em seu castelo tantos problemas tenham surgido. O Rei Élfico se repreendia agora por não ter matado Thórin e sua laia quando coloraram os pés em sua fortaleza, já que não conseguiria suas gemas mesmo, por hora, pelo menos poderia ter tido a chance de matar uma bando de anões, aquilo divertiria seu dia. Todavia se Thórin chegasse vivo até a Montanha Solitária e por algum milagre conseguisse matar o terrível dragão Smaug ele poderia muito bem entrar naquela Montanha, matar os anões e recuperar suas pedras preciosas. Não que ele mesmo não pudesse matar o dragão, Smaug não era pariu para ele desde que Thranduil matou Ancalagon, o Negro, nas montanhas de Angband, era o mais poderoso do exército de dragões mas Thranduil lembrava-se do dia em que houve uma batalha no ar, o dia e a noite toda, a quantidade de perda de sangue Élfico que perdera era inestimável e por mais que Smaug não fosse Ancalagon ainda sim era um dragão e seu poder de destruição não deveria ser subestimável, perder seu exército não estava nos planos do rei. No entanto outro pensamento surgiu na mente de do rei, e se Tauriel tivesse planejado toda a fuga com o anão que ela estaria apaixonada? Ela poderia ser capaz disso? Sim, poderia. E agora se ela ainda estivesse no castelo só estaria esperando o momento certo para fugir e encontrar o seu amado anão. A mente de Thranduil estava em trevas enquanto imaginava tudo de ruim que Tauriel poderia fazer ou já ter feito, tramando contra ele, uma horda de sentimentos tomaram conta de seu frio coração, raiva, desprezo, decepção, mágoa, frustração e até mesmo ciúmes passaram pelo rei. Thranduil que estava sentando em seu trono com as mãos nas têmporas que estouravam, mas levou sua atenção para Legolas que chegava em sua sala, logo atrás estava Tauriel escoltando um orc, os dois Elfos se encararam por alguns segundos e Tauriel fez um breve reverencia baixando o olhar. Thranduil saiu de seu trono e foi até o encontro de Legolas.
POV Thranduil
–Pai, os anões fugiram, quando íamos captura-los um grupo de trinta orcs surgiu, por algum motivo eles estavam caçando os anões também, matamos alguns, mas no caos os anões conseguiram escapar.-Legolas me falava com cautela. Não me importava com os anões, era bom por um lado que eles não estivessem mais em meu castelo mas os orcs em meus domínios, aquilo sim me preocupava. Fiz um gesto para que Tauriel soltasse o orc, Legolas o pegou e forçou ele a ficar de joelhos em frente a Tauriel. Legolas estava de costas para mim com uma faca na garganta do orc segurando-o pela cabeça, então não pode ver o olhar que eu lançava para Tauriel, ela arqueou as sobrancelhas para mim, "abusada" e voltou sua atenção para o orc.
–Tal é a natureza do mal, lá fora na vasta ignorância do Mundo ela apodrece e se alastra.-Caminhei ao redor do orc enquanto falava calmamente.-Uma sombra que cresce na escuridão, uma malícia incansável, tão negra quanto a inevitável chegada da noite.-Passei por trás de Legolas e retornei ao meu lugar de inicio.-Assim sempre foi, assim sempre será. Com o tempo todas as coisas vis aparecem.- Falei friamente enquanto cruzava os braços em meu peito.
–Vocês perseguiam uma companhia de treze anões, por quê?-Questionou Legolas ao orc.
–Não são treze, não mais. O mais jovem, o arqueiro de cabelos negros, foi atingido por uma flecha Morgor.-O orc falava olhando especialmente para Tauriel, não só ele mas assim como eu e Legolas também esperávamos alguma reação dela.-Há veneno em seu sangue, ele perecerá em breve.
–Responda a pergunta escória.-Disse Tauriel simplesmente, sem demostrar outras reações.
–Eu não respondo aos cães Elfa!-Gritou o anão, Tauriel irritou-se e sacou a faca. Como ele ousa? Minha vontade era de cravar minha espada pela garganta daquele orc ."Apenas eu posso falar assim com Tauriel, orc imundo."
–Eu acho melhor não a contrariar.-Disse Legolas ao orc.
–Gosta de matar coisas orc?-Tauriel perguntou cinicamente.-Gosta da morte? Então vou da-la a você!-Tauriel gritou avançando rapidamente no orc.
Farn![Chega]-Gritei antes que ela o matasse, Tauriel parou centímetros do orc.- Tauriel, ego! Gwao hi![Tauriel, saia! Vá agora!]-Ela me fuzilava com o olhar, depois eu me resolveria com ela, não tinha me esquecido de sua ida a cela do anão. Enquanto Tauriel passava por mim para sair da sala segurei seu braço e me aproximei.-Espero que você não tenha nada a ver com a fuga desses anões, ou irá se arrepender.-Sussurrei em seu ouvido para que só ela ouvisse e a soltei, Legolas me olhou com curiosidade.-Não me importo com um anão morto.-Disse alto suficiente para que Tauriel pudesse escutar antes de sair.-Responda a pergunta, não tem nada a temer. Diga-nos o que sabe e eu o libertarei.
–Você tinha ordens para mata-los, por que? O que Thórin significa para você?-Legolas perguntou.
–Aquele reles anão jamais se tornara o rei.-Cuspiu o orc.
–Rei? Não existe rei sobre a Montanha e nunca existira.-Legolas falava enquanto me aproximava do orc.-Ninguém se atrevera a entrar em Erebor enquanto o dragão viver.
–Você não sabe de nada. Seu Mundo vai queimar.
–Do que você está falando? Diga!-Legolas parecia confuso.
–Nossa era chegou outra vez. Meu mestre é servo do Único, você entende agora Elfo?-Ele falava comigo.-Sua morte está próxima, as chamas da guerra estão próximas!-O orc começou a rir, mas logo foi cortado, literalmente, quando decepei a sua cabeça como queria ter feito a algum tempo atrás.
–Por que fez isso? Você prometeu que o libertaria.-Legolas disse enquanto jogava a cabeça no orc no chão.
–E libertei. Eu libertei sua cabeça nojenta de seu corpo miserável- Disse presunçosamente enquanto pisava no corpo no orc que ainda se contorcia.
–O orc podia nos contar mais.
–Não havia nada mais que ele pudesse me contar.-Falava enquanto descia as escadas e saia da sala do trono.
–O que ele quis dizer com as chamas da guerra?
–Que eles planejam usar uma arma tão grandiosa, que ela destruirá tudo em seu caminho. Quero a vigília redobrada em nossas fronteiras, todas as estradas e rios, nada se move sem que eu fique sabendo. Ninguém entra neste reino, e ninguém sai dele.- E isso incluiria principalmente Tauriel.
FIM POV Thranduil
Legolas, estava dando as novas ordens de seu pai para todos os guardas do castelo, procurava Tauriel em seu quarto para avisar o que seu pai tinha falado e também conversar a respeito do que o orc tinha dito. Bateu na porta do quarto da Elfa mas ninguém respondeu, procurou-a por alguns lugares do castelo e nada, talvez ela já soubesse das ordens do rei e estivesse fazendo patrulha nos andares inferiores. Foi até o hall de entrada do castelo e viu que os portões ainda estavam abertos.
–Holo in ennyn! Tiro i defnin hain na ganed en-Aran![Fechem os portões! Mantenha-os fechados por ordem do Rei.]-Legolas ordenou aos guarda dos portões.
–Man os Tauriel?[E quanto à Tauriel?]-Perguntou um dos guardas.
–Man os sen?[O que tem ela?].
–Edevín eb enedhor na gû a megil. En ú-nandollen.[ Ela saiu antes do meio-dia, armada com seu arco e espada. E ainda não retornou.]-Respondeu o guarda.
Legolas olhou para fora do portão tentando ver se Tauriel pudesse estar por ali, mas sabia que era perde de tempo, ela foi atrás do anão que estava ferido, talvez o coração dela realmente pertencesse a ele. Legolas mesmo magoado não poderia deixar Tauriel ir sozinha atrás de trinte orcs, ela era boa mas seriam muitos para ela enfrentar sozinha. Legolas correu pelo castelo em busca de seu pai, parou para perguntar a um guarda se o tinha visto e este o informou que o tinha visto entrando na biblioteca. Chegando lá Legolas viu seu pai sentado com vários livros antigos que Legolas reconhecera ser da Segunda Era, Thranduil estava lendo atentamente quando se prenunciou.
–O que quer Legolas? Seja rápido, estou muito ocupado.-Peguntou o rei sem tirar os olhos do que estava lendo.
–É Tauriel, acho que ela não soube de suas novas ordens.-Disse o príncipe meio indeciso, talvez devesse ter ido procurar Tauriel sem a permissão do pai.
–E?-O rei ainda continua a ler.
–Ela saiu do castelo, armada antes do meio dia e ainda não voltou. Mas eu posso ir buscá-la e convence-la a voltar, sei que ela só foi embora para tentar ajudar o anão, deixei-me ir busca-la meu pai.-Legolas pedia ao pai com a esperança deste entende-lo.
–Não precisa ir busca-la Legolas.-Falou o rei calmamente ainda com a atenção ao livro, Legolas estava se preparando para contraria-lo e dizer que Tauriel não poderia ficar sozinha com tantos orcs por perto, mas o rei foi mais rápido.-Eu irei.-Disse o rei agora olhando para Legolas com um pequeno sorriso maldoso nos lábios.
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