The Demigod Search Squad (d.s.s)
1 The O.C. Welcome to Orange County
Notas iniciais
O primeiro capítulo é bem rápido. Desculpem se ficou um pouco corrido. É que estava com pressa para chegar na parte importante. kkkk.
Capítulo 1- The O.C. Welcome to Orange County
O sol quente sobre a cabeça de Ben fazia se questionar se seus cabelos castanhos não estariam queimando. Ele caminhava nas ruas bem pavimentadas de Newport Beach, Orange County, California. Morava ali com sua mãe, uma respeitada jornalista chamada Amanda Sharp. Ela era, acima de tudo, forte. Conseguira criá-lo sozinha depois que seu pai o abandonou, próximo ao nascimento, e quase nunca demonstrava dificuldade. Pelo ou menos não até o mês passado...
Ben vestia apenas uma bermuda e camiseta, a toalha apoiada no ombro denunciava seu destino: A linda praia de Newport. As águas verdes cristalinas e o vento carregado de partículas de areia sempre conseguiram acalmá-lo.
Em poucos minutos ele já podia sentir seus pés afundando na areia fofa e branca. Retirou a sandália, a camisa e correu na direção do mar, pulando e deixando a água gelada acordar-lhe por completo. Não havia muitas pessoas ali. Alguns surfistas aproveitavam as ondas no fundo e vez ou outra alguém passava correndo, mas não ficava muito.
Nada como a solidão quase que completa numa praia daquelas. Ben sentia como se o vento ao seu redor lutasse contra a água para estabilizá-lo, nem arrastando para o fundo do oceano nem devolvendo à areia. Caro que era apenas uma impressão boba, mas gostava de pensar daquela forma.
Então, de longe viu alguém ir em sua direção. Uma garota ruiva e magnífica. Ele não sabia se ficava contente ou irritado. Depois da ultima noite, estava claro que ela só poderia significar uma coisa: Problemas!
– Estava te procurando. – falou ela se aproximando. Agora Ben podia ver o biquine que ela usava, realçando sua beleza.
– Parece que me achou. – ele tentou ser o mais frio o possível, tarefa difícil, mas achou ter se saído bem.
Ana Baxter chegou mais perto, os calcanhares já estavam na água salgada. Ben chegou mais perto da areia e esperou que ela continuasse.
–Vim explicar o que houve na noite passada.
– Acho que a noite passada já foi autoexplicativa, Ana. Não precisa se reocupar com isso.
– Mesmo assim... – ela interrompeu o garoto de 14 anos. – Sinto que te devo desculpas.
Ben forçou uma risadinha.
– Não me deve nada. Aquele seu namorado, por outro lado... Entendo se ele é covarde o suficiente para te mandar em seu lugar para dizer o que quer que seja.
Ela o fitou séria. Obviamente não aprovava o tom frio que o garoto usava, mas era necessário.
– Ninguém me mandou aqui, Ben. Vim por que sei que a briga de ontem foi por minha culpa. Não sei porque John age daquela forma...
–Sabe sim. – Ben a cortou saindo da água quase completamente, seu corpo estava agora à poucos centímetros do dela. – Você escolheu ele no final.
Ela o fitou novamente, dessa vez um certo arrependimento era distinguível em seu olhar.
– Não jogue isso para cima de mim. Você sabe porque eu o escolhi...
Ben não respondeu. Sabia que ela estava parcialmente certa. Fora ele quem terminara tudo com a garota, em primeiro lugar. Só não entendia porque, de todas as pessoas da Califórnia, ela tinha ficar logo com John Mclegan. Deu as costas à garota, mas antes que se afastasse, sentiu as mãos dela segurarem seu ombro.
– Não quero que fiquemos assim, Ben. Não quero me afastar de você...
Ben se virou e a olhou nos olhos.
– Não foi isso que seu namorado me disse ontem à noite, naquela festa idiota.
Falando no diabo, Ben escutou a irritante voz cheia de autoconfiança de John às suas costas.
– Por que não estou surpreso? Na não falei para ficar longe da minha garota, esquizito?
Ben lançou à Ana um olhar de “Não te disse?” e se virou para encarar o garoto loiro que viera acompanhado de mais cinco amigos.
– Só estava de passagem. – mentiu ele. – Já estou indo embora.
– Acho bom! – falou o namorado. –A menos que queira uma outra surra.
Ben cerrou os punhos.
– John... deixa ele em paz. – falou a garota se aproximando do namorado, mas esse a ignorou.
–Lembra da noite passada? – ele continuou a provocar.
–Lembro! – bradou Ben perdendo o controle.
–Ben... não respond... – Ana tentou impedir o possível confronto, mas nenhum dos dois garotos prestavam atenção no que ela tinha à dizer.
– Não foi muito diferente de hoje – continuou. –Você se escondia atrás de seus amiginhos como uma garotinha assustada.
Nesse momento, John avançou em sua direção, punhos fechados e em alta velocidade miravam o seu queixo. Ben teve apenas o tempo de, por instinto, se abaixar e proferir um soco contra o seu agressor. Ao mesmo tempo em que John caiu na areia, um de seus amigos, bem acima do peso ideal, por sinal, investiu um soco em sua bochecha.
Imediatamente o gosto de sangue, seguido por uma tontura forçou Ben a recoar.
–Parem! – Ana gritou um pouco antes que os amigos de John corriam na direção do garoto e o jogavam no chão. Ben sabia se virar numa luta, mas vencer os cinco juntos era sem dúvida impossível.
Depois sentiu apenas a dor, perdendo um pouco da noção cronológica dos chutes e pisadas que recebia, sua boca sangrando na areia enquanto Ana chorava e implorava que parassem.
– Esperem! – John interviu. Se aproximou de Ben e pisou no peito do garoto caído. – Você teve sua chance com ela. Agora vai se afastar da minha garota, ou essas marcas de porrada vão começar a ficar em você permanentemente. Está entendido? – Ben não respondeu. – Está entendido?!
– Vá para o inferno. –falou Ben orgulhoso. Ana chorou mais enquanto tentava empurrar o namorado para longe dele.
Com gosto, John levantou a perna pronto para pisar no rosto de Ben. O garoto já podia sentir a dor cortante do nariz se quebrando quando uma voz ecoou pela praia.
– Parem!
John parou o pé no ar e se virou para investigar quem o tinha interrompido. Tratava-se de dois garotos, provavelmente um pouco mais velhos que o próprio Ben. Um, o que falara, vestia uma bermuda azul e camiseta branca e segurava os tênis na mão, de modo que pudesse pisar na areia com os próprios pés. Tinha cabelos escuros e olhos verdes e sérios. O outro era loiro como John. Usava calça Jeans e uma camisa vermelha em plena praia, as mãos estavam cerradas enquanto ele apenas observava.
–Quem diabos são vocês? – perguntou John.
O garoto de olhos verdes sorriu com sarcástico como se achasse a pergunta divertida.
– Me chamo Percy. Percy Jackson. E esse é Jason Grace.
Fale com o autor