The Demigod Search Squad (d.s.s)
19 Nothing Ever Really Ends… Does It?”
Notas iniciais
O Capítulo Depois Do Final — “…But Then Again, Nothing Ever Really Ends… Does It?”
Percy acordou em sua cama no meio da madrugada. Como era uma cama de solteiro, tinha que se espremer ao lado de Annabeth. Os dois estavam despidos, mas, diferente dele, ela dormia profundamente, a face pacífica como se estivesse sonhando. Gostava de sentir o calor da namorada em contato com sua pele. Ele lhe deu um beijo na cabeça, enrolou um lençol em volta da cintura e se levantou. Precisava tomar um ar fresco.
Percy caminhou até a janela e abriu a armação de madeira. Imediatamente, o ar gelado o refrescou, entrando pelo quarto e sacudindo os cabelos da loira deitada, ainda adormecida e parcialmente coberta por um edredom, porém com pernas e ombros desnudos à mostra.
– Está com insônia, Percy? – disse uma voz do outro lado da janela, fora do seu chalé. Estava escuro, mas logo o homem quem falou se aproximou e ele pôde reconhecê-lo. Era um homem de cabelos curtos e grisalhos, vestindo roupas pretas e um sorriso simpático no rosto, porém, o que mais mexeu com a sua mente foi o fato de que ele conhecia o sujeito, e sabia que ele não era real... Não podia ser...
– Dr. Spector?
O homem assentiu, simpaticamente compreensivo quanto a sua confusão.
– Pode me chamar assim, se preferir, Percy. Mas nesse mundo sou conhecido como Ícelo, deus dos pesadelos.
...
Então... Permitam-me interromper a historia para trocar uma palavrinha com meus adoráveis leitores... Essa é a surpresa que reservei para o final. Um capítulo surpresa, que poderá esclarecer alguma das suas dúvidas restantes. Depois aviso que, ao seu fim, farei os agradecimentos devidos a todos aqueles quem recomendara, favoritaram, comentaram ou simplesmente reservaram alguns minutos dos dias para ler essa história, feita para toda e qualquer pessoa que, a fim de “enganar a fome” deixada por Rick Riordan entre uma obra prima e outra, recorreram a um escritor amador que apenas tenta propor situações alternativas a esses excelentes personagens. Podem voltar a ler o capítulo final de The Demigod Search Squad...
...
Percy ficou estagnado de frente para a janela. Mil e uma coisas passavam por sua mente, e ele só conseguia identificar algumas das varias interrogações. Como ele poderia ser Ícelo? Achava que era um personagem criado por sua mente, mas agora podia vê-lo parado à sua frente.
– Mas... Você é...?
O homem parecia se divertir com sua expressão de desconfiança.
– Será que posso entrar? Está um pouco frio aqui fora.
Deuses sentem frio? Ele acreditava que não, mas mesmo assim assentiu e abriu a porta da entrada.
O Dr. Spector, ou, no caso, Ícelo, entrou e analisou o seu chalé de ponta a ponta. Quando ele olhou para a cama, seus olhos se fixaram em Annabeth, quem ainda dormia profundamente.
– É uma prazer finalmente conhecer a famosa filha de Atena, Annabeth Chase. Ao menos, pessoalmente...
Percy se sentiu desconfortável vendo o deus analisar a namorada enquanto essa dormia coberta apenas por um tecido que nem mesmo ocultava todo o seu corpo.
– O que você está fazendo aqui? E como assim você é Ícelo? Achei que fosse uma ilusão criada por Jennifer, em um sonho que tive.
– E fui... – disse o deus. – Quer dizer... Toda a situação foi realmente criada pela minha talentosa filha, e por sua mente em si, mas esse personagem, o Dr. Spector, foi interpretado por alguém um pouco mais experiente em criar ilusões...
Percy não gostava de ter tido sua mente manipulada daquela forma.
– Experiente em causar “medo”, quer dizer.
O deus pareceu um pouco ofendido.
– Vocês mortais, ou no caso, meio mortal, fazem um juízo muito errôneo do que são os pesadelos, Percy. Acham que são apenas momentos de medo e angustia, criados apenas para amedrontá-los...
Realmente, isso era exatamente o que Percy pensava deles, porém a análise se estendia um pouco mais, já que as vezes ele tinha sonhos que representavam algo real, como a voz de Cronos em sua cabeça, anos atrás, ou a imagem de Nico Di Angelo como refém dos gigantes.
– E não é o que são? – perguntou seriamente.
– As vezes... – o deus admitiu. – Mas na maioria dos casos são a tradução de seu subconsciente. Pesadelos revelam coisas que temem sem saber, ou lhe contam que alguns medos são opostos ao que se imagina. Basta saber interpretá-los e eles podem ser poderosos aliados... Veja o seu exemplo, Percy Jackson. – Ícelo lhe olhou interessado, mas Percy não entendeu exatamente o que ele queria dizer.
– Então você ajudou Jennifer a entrar em minha mente.
Ícelo se interessou pela pergunta.
– Felizmente, não. Minha filha fez quase tudo sozinha. – ele parecia orgulhoso ao falar aquilo. – Já tive filhos com mortais antes, mas nunca um deles foi capais de entrar na mente de alguém. Fazer as pessoas dormir e terem pesadelos é uma coisa, mas entrar e manipulá-los na mente de mortais é uma tarefa que só eu conseguia realizar. É claro que ela ainda tem muito o que aprender, mas será poderosa quando estiver um pouco mais velha... Tenho muitos planos para ela...
Percy se perguntou quais planos seriam esses.
– Mas então, o que aconteceu comigo?
– Bom... Jennifer conseguiu sim entrar em sua mente, e jogá-lo em um inesperado pesadelo, mas quando vi que minha filha conseguiu tal proeza, ainda mais com o famoso Percy Jackson, não pude deixar de observar mais de perto. Confesso também que estava curioso quanto ao que passava em sua mente, Percy. E achei o resultado, no mínimo, interessante.
Ele não gostava da forma que o deus podia saber o que ele pensava.
– Não gosto que me analisem. – disse ressentido.
– Me desculpe por isso, mas não pode me culpar por querer saber os medos das pessoas. Essa é a minha função... E o seu, meu jovem rapais, me interessou e muito.
Percy não entendia o fascínio do deus.
– O que tem de tão interessante? Foi apenas um sonho.
Um brilho estranho apareceu nos olhos de Ícelo.
– É aí que está. Não existem “apenas sonhos”. Você, e a maioria dos semideuses, na verdade, gostam de reclamar da vida que têm. Dizem que não é justo não terem uma vida normal e passarem a adolescência se escondendo de monstros e treinando duro. É um clichê que todos nós conhecemos... Mas você, Percy... Você me mostrou que, o que você realmente teme é, na verdade, perder isso o que tem. Seu maior pesadelo é descobrir que nuca foi um semideus. Que nunca salvou o mundo ou conheceu Annabeth... E isso é algo que gostei muito de saber. – Percy desviou os olhos de Ícelo e os levou à Annabeth. Inacreditavelmente, o deus tinha razão. A ideia de nunca ter a conhecido o deixava louco. Não poderia suportar se aquela realidade que fora forçado a experimentar fosse a verdadeira. – Não me entenda mal. Não precisa ter vergonha disso, Percy. Aceitar “quem você é” é um passo importante na vida de qualquer pessoa...
Ícelo parou de falar e olhou as horas.
– Já está tarde. – disse ele parecendo distraído. – Espero te ver novamente, Percy Jackson. Gosto da forma que encara a realidade.
– Foi só por isso o que veio? – Percy perguntou sem humor definido. Não sabia se gostara ou não da visita do deus. – Para me explicar sua análise a meu respeito?
– De forma alguma. – disse o deus. – Vim te agradecer por ter trazido minha filha em segurança. Acreditei que faria isso e a guiei até o seu caminho. Percebo agora que confiei na pessoa certa.
Percy não gostava de ser manipulado, mas não ficou bravo com Ícelo. Apenas assentiu com a cabeça.
– Qualquer dia desses... – Ícelo começava a encerrar a conversa noturna. – Nos encontramos... No seu pior pesadelo.
E, com uma risada distinta, o deus desapareceu na escuridão do chalé de Posseidon.
Percy voltou a olhar para a namorada adormecida. Desenrolou o lençol de sua cintura e voltou a se deitar ao seu lado, envolvendo-a com os braços. Mesmo que com receio, gostava de Ícelo. Tinha medo disso, pois o havia conhecido em uma ilusão a qual ele estava envolvido, mas, em ao menos uma coisa o deus tinha razão. Ele realmente devia começar a aceitar quem ele realmente era. Gostava da vida que tinha e gostava de ser um semideus, especialmente com os amigos e a namorada que possuía. E continuaria a encontrar meio sangues perdidos junto ao Demigod Search squad...
Beijou Annabeth mais uma vez e voltou a dormir. Poderia até ter um pesadelo. Não importava, pois, na realidade, ele era sim o filho de Posseidon.
Dessa vez acabou mesmo... :(
...
Então. Agora sim, posso agradecer propriamente por me acompanharem nessa aventura, pois sim, “aventura” é a melhor palavra que descreve escrever uma historia. Narrar eventos imaginários vividos por personagens de outro criador não é fácil, mesmo que as características de seu mundo e qualidades distintas de cada um já venham pré-estabelecidas. Cria-se a necessidade de manter uma coerência na forma de cada personagem lidar com as situações. Não estou dizendo que consegui fazer isso, apenas que tentei (KKKKK). Então, agradeço quem conseguiu manter a mente aberta e aceitar uma possível historia vivida por tais personagens, pacientemente lendo o que eu tinha para escrever. Foi, com certeza, muito prazeroso narrar essas aventuras vividas por Percy e todos os outros leis companheiros nessa historia que procederia um livro que ainda nem foi escrito. Sobre possíveis continuações: Sim. É possível, mas não posso garantir nada por enquanto. Deixei aberta a possibilidade nesses capítulos finais, já sugerindo qual o possível tema da próxima história, mas, caso não escreva o que se passaria, as vezes é bom deixarmos alguns mistérios sem resolver para simularmos a própria dinâmica da vida, não é? Ah, e só para não me chamarem de plagiador, aviso que os nomes dos capítulos foram todos retirados de fontes já existentes, como a música California, um capítulo de The O.C. e a fala de um brilhante personagem da serie Supernatural. Quem tiver curiosidade, click no meu nome e vá para o meu perfil do Nayah que estará transcrita a fala toda, em meio a algumas outras brilhantes transcrições. Estou com o projeto de uma história, dessa vez original, e sim, assim que começar a ler A Casa de Hades trabalharei em narrar as “Entrelinhas” desse livro, não se preocupem. Promessa é dívida. Poderia criar uma fic só agradecendo, mas aí ia ficar chato. KKKKK. Resumindo, agradeço sua dedicação e farei uma última homenagem a todos os meus leitores favoritos.
Agradeço a:
Jenny (por seu apoio do começo ao fim)
Jess (minha primeira recomendação:)
Caroline Holmes
Mahriana
Valentina
Leo Nunes
A Princesa Mestiça
Baphomet 1234
Lih Latuf
Isa Mery
Clair Grace
Afilhadehades
Milena Corrêa
My Suicide
Missnanami
Leonardo
Reni Cullen (até mais :)
Lenny
Little Cat
Oslifhaler
Aninha 0510
ThaliaDiAngeloCullen
Laura Mattos
Todos os outros que tiveram o trabalho e paciência de ler essa história, inclusive os que não acompanharam enquanto ela estava em andamento. Não deixem de comentar só porque eu não estou atualizando a fic, certo? Muito obrigado mesmo pessoal e ATÉ A PROXIMA...
(Quem quiser que eu avise por mensagem privada quando lanças “Entrelinhas 2” avise nos comentários, certo?
Bye...
Notas finais
Sério, preciso que me falem o que acharam do último capítulo, do capítulo depois do último e da história como um todo. É sério, preciso que sejam sinceros nas críticas. Falem tudo o que gostaram e tudo o que não gostaram. Me ajudarão a melhorar nas proximas. Muito obrigado por tudo (juro que esse é o ultimo obrigado que peço - kkkk) e até breve...
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