Notas iniciais
A imagem do capítulo passado não pegou. Fiz de tudo e não conseguir colocá-la, mas obrigado pelos avisos...

Capitulo 8 – A Festa Sob o Luar



Os cinco semideuses seguiram até a casa de Ana. Ben tocou a campainha e esperou ela aparecer a porta. A garota estava linda. Vestia um vestido branco florido e os cabelos ruivos estavam presos numa presilha. Ela se surpreendeu ao ver os outros quatro ao seu lado.

–Ah... Oi. – disse ela sorrindo.

– Oi. – Percy falou.

Ela deu um passo à frente e Ben a beijou. Depois seguiram a pé na direção da praia.

–Ben me falou que estão na casa dele por um tempo... – ela falava um pouco desconcertada.

–Sim. – disse Annabeth. – Tivemos um imprevisto na volta para casa e ele nos ofereceu sua hospitalidade. –A garota apertou o braço de Ben mostrando gratidão.

– Era o mínimo que eu podia fazer depois de terem me ajudado na praia. – Ben falou.

– É bom saber que algumas pessoas ainda tem a atitude de ajudar alguém que não conhecem apenas por caráter... –Ana falou segurando sua mão.

O grupo seguiu pelo asfalto até que finalmente sentiram a areia fofa sob os pés. Ben podia ver uma enorme tenda branca armada mais à frente.

– Você foi convidada, certo? – Ben perguntou baixinho à Ana.

– É claro. –ela respondeu. –E mesmo que não tivesse sido, dávamos um jeito de entrar.

Realmente, não parecia uma festa tão difícil de bancarem os penetras. Não havia ninguém observando quem entrava ou não. Os seis simplesmente caminharam na direção das pessoas e se misturaram ao povo. Mesmo assim, estava tudo muito organizado. Havia sido ideia de Mya, amiga de Ana, organizar aquele evento, Ben nem mesmo entendia a ocasião. Talvez o objetivo fosse só dar uma festa mesmo...

Varias cadeiras estavam fincadas na areia da praia e, sob a tenda, havia uma mesa com variedades de comidas. Espalhados pelo local haviam também vários isopôs onde as pessoas pegavam as bebidas.

– Eu sabia que iam mudar de ideia... – falou alguém atrás dele. Ben se virou e viu Sam às suas costas, sorrindo enquanto segurava um copo onde, provavelmente, havia algo alcoólico.

– Ele foi persuadido... – Ana falou se aproximando de Sam para beijá-lo na bochecha.

– Vejo que trouxe seus primos também... – falou Sam.

– Quem? – Ana não entendeu, mas Ben apertou sua mão levemente fazendo o sinal para ela não continuar falando. Por sorte, Sam não percebeu o desentendimento da garota quanto à pequena mentira que tinha contado. Será que agora que descobrira ser um semideus sua vida seria daquela forma? Sempre perdido entre as diversas mentiras que contava para as pessoas tentando à todo o momento juntar as ponta soltas?

Sam apertou as mãos de Percy e Annabeth, mas na vez de Pipper ele lhe deu um beijo na bochecha. Ben viu um olhar de desaprovação no rosto de Jason antes do loiro puxá-la discretamente e interromper o gesto.

– Fico feliz que tenham vindo... – disse o amigo. – esse lugar já estava ficando um saco... Deixa eu encontrar um lugar para nos sentarmos.

Sam conduziu o grupo até um conjunto de cadeiras, mas antes que Ben pudesse acompanhá-los, Ana o puxou para trás.

– Porque mentiu para o seu melhor amigo dizendo que aqueles são os seus primos? – Ana perguntou baixinho.

Ben engoliu em seco. Não estava pronto para ter que mentir de novo e, com certeza, não poderia dizer que havia sido porque, na verdade, todos ali eram semideuses, filhos de deuses gregos, e, como ele não podia falar aquilo para Sam, inventara aquela desculpa idiota...

– Eu só não queria falar para Ben as circunstancias de como conheci eles... – Mentiu.

Ana franziu as sobrancelhas.

– Está escondendo algo de mim, não é? O que eles falaram com você naquele dia em que fui praticamente expulsa de sua casa?

–Anna...

–Não me venha com “Ana”, Ben. Sei que está mentindo, mas não entendo o porque. Foi por isso que... – ela se conteve, mas ele sabia o que ela queria dizer. “Foi por isso que terminamos da primeira vez”. Na época que Ben sentia que algo estava errado com ele, mas não sabia o que era, se afastara da garota, sempre escondendo o que sentia. Quando ela o confrontou, decidiu terminar o namoro. Não queria cometer o mesmo erro, mas também não podia contar-lhe a verdade.

– Está tudo bem. – ele falou se aproximando dela. – Não estou escondendo nada. Só estou um pouco... ansioso. É isso.

Ben a beijou tentando tirar a mente dela daqueles pensamentos. Pela expressão que ela fez, aquela conversa não estava acabada, mas havia conseguido pelo ou menos adiá-la.

–Vamos nos juntar aos outros.


...

Percy não conseguia deixar de se sentir desconfortável. Era estranho estar ali, no meio de mortais quem ele não conhecia, ricos, e que, pelo o que Ben e Sam falavam, se achavam melhores que qualquer um ali. Era quase a mesma sensação que tinha assim que entrava num colégio novo...

–Está tudo bem? – Annabeth perguntou sentada ao seu lado. Ele fitou a loira linda. Seus olhos cinzentos o faziam se sentir confortável. Ela estava sorrindo, mas ele percebia uma pontada de hesitação em seu rosto. A mesma hesitação que ele tinha.

– Estou com você, não estou?

Ela pegou em sua perna gentilmente.

– Podemos ir para casa se quiser... – ela falou.

– Está brincando? Quando teríamos a chance de ir numa festa dessas de novo? – Ele olhou para o lado e viu que tinha uma discoteca improvisada na areia da praia, onde algumas pessoas dançavam. –Vem comigo. – ele pegou sua mão e a levou até a “pista de dança”.


...


Jason se sentava numa cadeira ao lado de Pipper. Ainda não entendia o que acontecera com a garota que a fez ficar com aquele brilho de alegria. Não era nada muito chamativo, mas para quem a conhecia, sempre com expressão preocupada, era algo notável. Sua beleza o chamava quase que de forma hipnótica...

– O que foi? – ela perguntou ao notar que ele a olhava de forma continua. –algo em meu rosto? – a garota passou a mão na face como se tentasse retirar alguma sujeira.

– Não. É só que... Você está linda. – falou ele. Ela sorriu encabulada.

– Obrigada. – Pipper desviou o olhar para a areia, contendo o riso. – Você também...

Ele colocou a mão no ombro da namorada e a acariciou.

– Quer que eu pegue algo para bebermos?

Ela fez que sim.

– Sem álcool, por favor. – ela nem precisava falar aquilo.

Jason se levantou e foi até um isopor, pegando duas latas de refrigerante. Quando se virou, Ben estava logo atrás, esperando ele liberar a caixa branca. Jason abriu espaço para o garoto.

–Ben... – ele falou hesitante. Não gostava de ter que falar aquilo com Ben, mas sabia que era necessário.

– Sim?

– Como estão as coisas com você e Ana?

O garoto se curvou e pegou uma bebida no isopor, depois tornou a se erguer e o encarou curioso.

–Bem. Por que?

–É só que... Precisa saber que... tendo essa vida que nós temos... Não é fácil manter uma relação com uma mortal. Quer dizer... Por enquanto não tem problema, mas quando formos para o acampamento...

– Se formos para o acampamento... – rebateu o garoto. Jason sabia que aquele “se” não existia, mas não insistiu.

–Só quero dizer que não é fácil manter esse tipo de segredo... E não pode contar-lhe a verdade. Poderia colocá-la em perigo.

Ben tremia a perna nervoso.

– Por que está me dizendo isso aqui?

–Só achei que quanto antes falasse melhor. Antes que as coisas entre vocês fossem para um ponto complicado de voltar atrás...

– Não quero voltar atrás...

– Só estou dizendo... Pense no que está fazendo. Não quero atrapalhar o que têm. Só acho que deve entender a situação... – Jason desviou a atenção quando viu o garoto chamado Sam sentado em seu lugar, puxando assunto com Pipper. – Eu preciso ir. Conversamos depois se quiser...

Jason caminhou de volta ao seu acento. Não conseguia deixar de pensar que não deveria ter falado aquilo ali, mas achara que seria melhor avisar logo ao garoto. Vê-lo daquele jeito com a garota fazia ele pensar que em breve teriam que se separar... Era importante que ele soubesse disso...


...


Quando Annabeth se afastou das outras pessoas, já estava cansada de tanto dançar. Percy ria bastante ao seu lado enquanto os dois caminhavam na direção do mar. Seus pés já estavam um pouco doloridos e seus cabelos que antes estiveram penteados estavam completamente bagunçados. Passaram horas ali dançando enquanto a festa acontecia. Ela admitia que havia sido bom eles terem ido para lá. Fazia uma eternidade que ela não se divertia daquela forma.

– Onde está indo, Cabeça de Alga? – ela o seguia radiante. Percy se aproximava cada vez mais do mar. Quando ele chegou bem no limite onde a água chegava, ele parou, os olhos fixos na costa. – O que está fazendo?

Ele sorriu para ela e apontou numa direção. Ela seguiu seu dedo com os olhos e viu um tipo de pier à centenas de metros à frente, quase se misturando à escuridão da noite.

–Está vendo? – ele perguntou.

–O que? O píer?

–Sim.

–O que tem ele?

Ele não respondeu. Apenas sorriu e a puxou na direção do oceano.

– Percy... está doido? –Annabeth tentava voltar, mas o namorado a segurava com firmeza. Não a machucava, mas também mostrava que estava determinado a seguir adiante. Ela sentia a água gelada molhar suas coxas e começarem a alcançar seu vestido, a medida que avançavam. Finalmente, quando o mar chegava à sua cintura, já tendo encharcado toda a parte de baixo de sua roupa, o namorado parou com aquele ar enigmático.

– Vai me contar o que está fazendo agora?

Ele a olhou no olhos novamente. Ainda sorria, mas de uma forma diferente e profunda.

– Não confia em mim, Sabidinha?

– Confio, mas... –ela não tinha um “mas”. Apenas ficou encarando-o. Ele a puxou para perto de seu corpo e a abraçou. Ela fez o mesmo, já entendendo o que ele queria.

– Está pronta? –ele perguntou, fazendo-a lembrar de quando eles tiveram sua primeira vez. Ele falara da mesma forma.

–Tem certeza que é uma boa ideia? Ben...

–Ben sabe se cuidar sem nós. Além disso Jason e Pipper ainda estão aqui... Então... Pronta?

Ela respirou fundo e respondeu.

–Sim.

Imediatamente sentiu uma força mexer-se por baixo de suas pernas e puxar-lhes para dentro do mar, mergulhando-a até os ombros. Ela se segurava em Percy com firmeza enquanto ele controlava as correntes marítimas e os conduzia na direção do píer deserto e escuro. Se fossem andando pela praia, poderiam levar até uma hora para chegar lá, mas para o filho de Posseidon a distancia era mínima. Ela sentia a água literalmente conduzindo-os para frente numa velocidade cada vez maior, fazendo o píer longínquo crescer sob seus olhos.

Em fim, as correntes reduziram a velocidade e os deixaram na areia fofa, próximo ao cais, que ela imaginou poder ser usado para atracar navios. A água ali deveria ser bem profunda. Percy tinha a habilidade de não se molhar, mas por algum motivo não a usara. Agora os dois estavam encharcados no meio do vento frio...

– Chegamos... – disse ele.

Ela não entendeu o comentário

– E... – ele não respondeu. Apenas ficou admirando-a na baixa claridade da lua, deixando-a encabulada. –Ah, Percy... O que é esse mistério todo? Porque nos trouxe aqui? Só para me deixar encharcada?

–Está molhada? – ele se fez de desentendido. – Deveria tirar esse vestido, então... – ele falou isso com divertimento na voz e ela entendeu a intenção do namorado. Annabeth sorriu e olhou para o píer de pedra. Entendia agora porque foram para lá. A grande construção deserta impedia a visão para a rua, garantindo aos dois alguma privacidade caso alguém passasse por ali aquela hora da noite.

Ele se aproximou e a beijou. Annabeth o abraçou, sentindo o tecido molhado da camisa dele. As mãos do namorado iam lentamente desfazendo o laço do seu vestido encharcado, louco para se livrar dele...

Tudo bem. Ela tinha que admitir que, depois de chamá-la para dançar, levá-la à beira do mar e forçar as correntes a levá-los a um local deserto era bem romântico... Sentia as mãos dele contornarem o seu corpo e finalmente removerem seu vestido, que caiu na areia num som abafado. Ela também puxou a camisa dele para cima, podendo visualizar o peito despido do garoto. Seus músculos não eram muito exagerados, mas bem definidos devido ao constante treino e lutas de espada contra monstros e coisas do tipo.

Percy a beijava com gosto, agora já retirando seu sutiã com habilidade, provando dos seus seios e a fazendo sentir um enorme prazer. Enquanto isso ela acariciava as costas dele com firmeza, quase que o arranhando.

Annabeth quem tomou a iniciativa e deu uma hábil rasteira no namorado, quem, despreparado, tombou com as costas na areia, ela por cima. Percy riu.

–Está empolgada hoje...

–Não me subestime, Cabeça de Alga.

Ela desabotoou a bermuda dele e a removeu, deixando-o apenas de cueca. Percy rolou e ficou por cima, beijando seu cangote.

–Nunca te subestimei, Annabeth... –ele se levantou e a puxou para seus braços. Depois carregou-a (como recém casados fazem na lua de mel) e foi na direção do mar. Por causa da posição em que estava, a água tocou suas costas primeiro, depois foi esfriando todo o seu corpo. Percy a soltou num local onde a água cobrisse sua barriga. Ela não sabe como ele conseguiu, mas os movimentos do mar foi fazendo sua calcinha ir baixando ate que se soltou completamente do seu corpo.

– Como...?

– Sou filho de Posseidon, esqueceu? Agora, Annabeth Chase, está no meu território.

Ela sorriu. Precisou mergulhar para conseguir retirar a cueca do garoto, depois se ergueu e o olhou. Parecia que ele tinha adivinhado que precisava daquilo. Abraçou-o e sentiu seu membro ereto pressionar sua cocha. Foi se ajeitando na posição certa, envolvendo-o com os braços e pernas, ate que o sentiu penetrar. Uma onda de calor se espalhou pelo seu corpo. Aquela altura qualquer preocupação que ela tivesse já tinha se apagado. Ali, naquela praia deserta, só conseguia pensar em Percy, só consegui sentir Percy...

Ele a abraçava com força, num movimento de vai e vem empolgado. Ficaram por vários minutos daquele jeito e nada de ele gozar. Estava até mais voraz, na verdade. Annabeth tinha tanto prazer que já sentia seu corpo amolecer, sendo sustentada apenas pelo abraço de Percy. Já tivera tido alguns orgasmos e o namorado continuava satisfazendo-a. Poderia desmaiar se continuasse naquele ritmo... Depois que lhe ocorreu. Era normal Percy se fortalecer quando entrava na água. Talvez o mar também renovasse sua energia e vigor sexual... Aquela informação lhe agradou. Usaria aquilo no futuro, mas agora precisava parar. Não aguentava mais. Graças a ele, ela encontrara seu limite de prazer...

–Percy... Não consigo mais...

Ele a escutou, mas estava numa satisfação tão grande que levou um tempo ate que pudesse parar de verdade. Os dois saíram da água e ela se deitou na areia. Ele fez o mesmo e ficou ao lado dela...

–Desculpe... – falou Percy. – Me empolguei... É que aguento um pouco mais de tempo na água...

–Um pouco? – ela se surpreendeu pelo eufemismo do garoto. –Pelo o visto aguenta dez vezes mais...

Ele riu lisonjeado.

A garota ofegava, mas não podia deixar ele sem se satisfazer por completo, como ele fizera para ela... Se arrastou ate seu corpo e começou a masturbá-lo. Ele tremeu e ela colocou seu penes todo na boca, lambendo-o e chupando. Não levou muito tempo ate ele gozar, pois já estavam transando ha muito tempo. Finalmente ela relaxou e se deitou, envolta nos braços dele. Sentiu que Percy colocou o seu vestido por cima de seus corpos como se fosse um lençol e, exausta de prazer, acabou adormecendo na praia vazia.


...


Ben dançava com Ana. Tocava agora uma musica lenta, o que fazia seus corpos ficarem bem colados. Ele tentava apagar da mente o que Jason lhe falara. Sabia que o garoto tentava ajudar. Sabia também que, infelizmente ele tinha razão. Não poderia ficar com a garota quando podia estar colocando ela em risco. Mesmo assim, sentir seu aroma e o gosto de sua língua era bom demais para ele simplesmente deixá-la ir de novo.

–Ben... –Pipper falou às suas costas. –Eu e Jason estamos indo. Vai ficar bem?

Ele fez que sim e a entregou a chave, parando a dança por um momento.

– Onde estão Percy e Annabeth? Não os vejo há algum tempo...

–Devem ter ido para casa... –pelo tom de Pipper ele imaginou se havia sido isso ou ela não queria falar o que acontecera, mas não devia ser nada urgente, devido a calma da garota. – Qualquer coisa nos ligue, tudo bem?

Ben assentiu e o casal se afastou.

– Ela fala como se estivéssemos em perigo... –disse Ana. –Ben, não me leve a mal. Gosto dos seus novos amigos, mas acho que deve ficar de olho neles...

–O que quer dizer?

– Não sei... Só os acho um pouco esquizitos. Digo... “Qualquer coisa me ligue?”. Que coisa poderia acontecer que você precisaria ligar para ela?

Ben não gostou da forma que Ana falava.

– Não sei. Algum ex-namorado seu procurar briga comigo...

Ana não respondeu.

Por falar em John, o garoto não se aproximara deles hora nenhuma. Ficara olhando-os de longe as vezes, mas nenhum contato verbal. Ben se perguntava se John lembrava de ter sido arremessado por nada mais do que o ar quando ele fora resgatar Ana. Se lembrasse, poderia representar algum perigo a ele. Afinal, Ben não queria que as pessoas ali descobrissem o que ele podia fazer... Principalmente Ana...


...


Jason e Pipper chegaram na casa e ele trancou a porta às suas costas. Ambos já estavam um pouco exausto da festa, mas ele admitia que gostara mais do que imaginava. Não houvera problema algum. Percy conseguira fugir com Annabeth, sumindo com ela na escuridão do mar e Pipper aceitara vir com ele mais cedo para casa. Aquilo, na verdade, o deixava nervoso...

– Lar, doce lar... – brincou ele.

– Não vai se acostumando. A qualquer hora vamos voltar ao acampamento... – ela falou retirando as sandálias e guardando-as num canto da sala.

– Isso não seria tão ruim, também, não é? Digo. Já estou até sentindo falta do pessoal...

–É verdade. – Ela concordou se aproximando dele. – Como será que Leo, Frank e Hazel estão? Será que já encontraram o semideus dele?

Jason fez um gesto com os ombros para indicar que não sabia. Depois parou para admirar a namorada. Seus cabelos estavam soltos e esvoaçantes e ainda podia ver aquele leve brilho de alegria em seus olhos.

–Está diferente, Pipper... – falou.

Ela ficou com as bochechas rosadas.

– Como assim?

–Não sei... Parece mais alegre.

Pipper sorriu, chegando ainda mais perto dele. Jason podia sentir o halito doce que ela tinha.

– Acho que é porque decidi que... talvez esteja pronta para fazer algo...

Jason sentiu seu coração acelerar. Estaria ela falando do que ele pensava?

– E o que seria esse algo? – perguntou tentando inutilmente mascarar a ansiedade.

Ao invés de responder, ela o beijou. Jason retribuiu imediatamente. Não acreditava que em fim a namorada se sentira pronta para ter a primeira relação sexual. Fizera de tudo para não pressioná-la, mas já estava cheio de ter que aliviar o próprio tesão toda vez que ficava com ela e depois se despediam para dormir. Queria conhecer a garota de verdade, não apenas imaginá-la.

Sem nem controlar os instintos, o filho de Zeus puxou o vestido dela para cima e o removeu. Pipper teve uma rápida reação de vergonha e cobriu a barriga despida com os braços.

Ele reduziu o seu ritmo. Começou a acariciar seus ombros até que ela abaixou a guarda do corpo. Jason a curvou e, de forma ainda mais suave, retirou sua calcinha. Podia ver a garota completamente nua. O corpo dela era lindo, seios bem moderados e durinhos e uma bunda malhada. Era muito desenvolvida. Ela estava encabulada, mas obviamente muito feliz. Sorria radiante e demonstrava ansiedade. Sem aguentar mais, os dois se abraçaram empolgados, um tocando o corpo do outro. Pipper removeu sua roupa e eles se jogaram no quarto que ele dividira com Percy, prontos para a melhor noite de suas vidas...



...



Sam não estava gostando muito da festa até que a garota apareceu. Quase todo mundo que ele conhecia já estava num relacionamento, então ele ficara sendo o elo sobrando... Já desistira de Pipper há horas, pois ela deixara indiretamente claro que estava apaixonada pelo seu namorado. Ben passara toda a noite com Ana e as outras garotas, ou ele já tinha ficado, ou nunca ficaria por serem muito metidas.

Já estava indo embora quando viu alguém distinto ali no meio. Uma jovem que parecia ser um pouco mais nova, mas a expressão em seu rosto era de alguém que tinha experiência. Andava seria pela festa, como se tivesse acabado de chegar e estivesse procurando algo ou alguém. Tinha cabelos longos e pretos que escorriam por sua bochecha. Vestia roupas negras e tinha os olhos de uma determinada e sofrida guerreira..

Sam tinha que falar com ela. Não sabia o que diria nem o que fazia, mas suas pernas simplesmente o levavam na direção da garota. Quando chegou perto o suficiente, falou:

– Posso ajudar em algo?

A jovem o olhou inicialmente confusa, como se não falasse com pessoas à séculos e estivesse tentando se lembrar de como fazê-lo.

–Ah... não. Obrigada. – ela seguiu em frente, mas ele foi atrás.

– Parece estar um pouco perdida aqui. Nunca a vi nas redondezas... –a garota não falava nada. Apenas olhava ao redor como se achasse que ir ali havia sido uma má ideia. – Você é daqui?

– Olha cara... – ela parou e olhou nos seus olhos, deixando Sam perceber a urgência que ela sentia. Era como se a jovem estivesse fugindo de algo... –Você parece ser legal e simpático, mas não estou com muito tempo para isso, ta bom?

Ela se virou para se afastar, mas Sam tocou no seu braço... e mergulhou na escuridão profunda...


...


Ben olhara para Sam bem no instante que pôde ver o garoto desabando no chão. Uma garota de cabelos negros quem ele nunca vira estava parada na frente do amigo inconsciente, mas não ficou assim por muito tempo. Assim que ela se recuperou do choque, correu para fora da multidão.

Ben correu na direção do amigo e se ajoelhou ao seu lado. Ele não parecia machucado. Respirava tranquilo, mas não estava consciente.

– Está tudo bem com ele? – perguntou Ana

– Acho que não. Ele desmaiou. – falou ele ofegante. – Precisamos levá-lo a uma hospital.

– Temos um carro. Nos levamos. – disse um garoto acompanhado de mais dois, uma garota de pele morena e um jovem forte, meio asiático. Ben nunca os vira ali.

Juntos, carregaram Sam pela praia até a rua, onde estava estacionado uma Pick-up.

– O que aconteceu com ele? – perguntou a garota.

– Não sei. – ele disse enquanto colocava Sam no carro. – Ele estava falando com alguma garota quando caiu assim, de repente.

Os três que o ajudavam se olharam como se fizessem ideia do que pudesse ter ocorrido, mas Ben não perguntou. Estava muito aflito pelo o que acontecera com Sam. Já tinha colocado ele no carro e sentara ao seu lado. Os outros também entraram e ele falou para Ana, quem ficaria ali.

– Pode ir para casa sozinha?

–Claro. Vai com eles e me liga quando puder...

O carro acelerou, se afastando da garota velozmente. De um lado do banco estava o amigo inconsciente. Do outro, um garoto magro com cabelos castanhos um pouco compridos que usava uma espécie estranha de cinturão.

– Qual o seu nome mesmo? – perguntou o jovem.

– Ben. –Se não fosse a circunstancias tentaria soar menos urgente e mais simpático. –E você?

– Leo. – disse o garoto. –Leo Valdez. E esses são Frank e Hazel...

(Esse capitulo foi complicado. É difícil narrar cenas assim do ponto de vista feminino... kkkk)

Notas finais
Pessoal, infelizmente o conto está chegando na reta final. Não quero ficar enrolando muito para a historia não ficar cansativa. É por isso que vai ficando dificil escrever logo, pq tou começando a planejar como amarrar as pontas soltas (da melhor forma possivel). O proximo capitulo ja está quase pronto, então, para eu ganhar um tempo (e me aproveitar um pouquinho de vcs - kkkkkkk), peço 20 comentários, somando os desse e o do próximo. Sei que é muito, mas me ajuda a ganhar o tempo para escrever os capítulos finais sem me sentir pressionado... kkkkkkkk. Não sei quando exatamente a historia chega ao fim, mas não está tão perto assim. Acho que mais ou menos uns cinco capitulos, mas pode ser mais, pode ser menos... (So para esclarecer o numero de comentários: agora tenho 37 reviews nesse conto. Quando chegar à 57 posto o capitulo 10. O capitulo 9 será postado independente do numero de comentarios...). Se alguém quiser recomendar, agradeço, mas fica a criterio de vcs. Recomendações tem que ser verdadeiras, não compradas (ou obtida através de chantágem). kkkkkkkk