The Death Blow
9 Capítulo 9 - Um suspeito a menos
Notas iniciais
Espero que gostem.
–- Mãe? -- Gritei.
Ela desligou o celular. Fiquei ainda mais preocupada.E se o assassino tivesse pegado minha mãe?
–- Está tudo bem? -- Perguntou Mike ao perceber meu desespero.
–- Não. Alguém está com minha mãe. Preciso ir ao trabalho dela agora. -- Falei enquanto trancava a casa.
–- Se quiser, eu te dou carona.
–- Ok. Obrigada.
Demoramos um pouco para chegar lá, já que era meio longe. Mas quando chegamos, saí correndo -- o mais rápido que pude -- até o prédio.
A recepcionista tinha um sorriso falso, mas seus olhos entregavam a raiva e o cansaço. Depois de um tempo, seu falso sorriso se transformou em um malicioso, assim como seu olhar, que me intimidou um pouco.
Subimos pela escada. O elevador estava cheio. Ao chegarmos, meu celular começou a tocar. Era número restrito. De novo.
–- O que é?
–- Se quiser sua mãe de volta, venha sozinha.
O ser desligou. Me deu muita raiva na hora, mas infelizmente não poderia fazer nada contra a pessoa. Ele ou ela estava com minha mãe.
–- Eu tenho que ir sozinha. -- Disse me virando para Mike.
–- Mas pode ser perigoso.
–- Eu não tenho escolha. Se você for também, minha mãe morre.
Mike não falou nada. Ele me abraçou e desceu. Suspirei o mais forte possível. Entrei cuidadosamente e dei de cara com minha mãe sangrando e jogada no chão. Corri para ver se estava tudo bem.
–- Mas que cena linda, não é?
Era uma voz que eu não desconhecia. Procurei pela pessoa, mas não via ninguém.
–- Quem é você? -- Gritei.
–- Oh, Claire. Não se faça de corajosa. Você não passa de uma covarde e inútil garota.
–- O quê? Não sou eu quem está escondendo a cara.
–- No estado em que você está, não deveria falar isso comigo. Seja boazinha, Claire.
–- Anda! Aonde você está? Se você é homem o suficiente, mostre-se.
–- Você é tão patética.
Ele ria sem parar. E meu sangue fervia a cada risada idiota.
–- Já chega! -- Levantei. -- Aonde você está? O que quer de mim?
Ninguém respondeu. Então saí procurando por todo o escritório, mas nada.
–- Um dia eu vou descobrir quem você é. -- Gritei. -- E nesse dia, você será uma pessoa morta.
–- Eu tenho pena de você.
Quando me virei, lá estava James. Claro! Como eu não suspeitei? De qualquer forma, estava com medo. Ele era perigoso. Já havia escapado dele, mas estava sozinha. Tinha minha mãe, mas ela estava quase desmaiada...
–- James? -- Minha voz saiu completamente roca.
–- Pensou que ficaria daquele jeito?
–- Você é um idiota.
–- Não é desse jeito que vai sair viva daqui.
–- Me deixa em paz.
–- Seja uma boa garota e eu não machuco sua mãe.
Dessa vez, eu fiquei quieta. Eu tinha que fugir dalí com minha mãe de qualquer forma. Fiquei um tempo parada, até que tive uma ideia. Me afastei dele e mandei uma mensagem para Mike.
"SOS".
Fiquei um tempo encarando James, até Mike entrar.
–- Disse para vir sozinha.
–- Então ele que matou a Katherine?
–- O quê? -- James parecia surpreso.
–- A menininha que você matou. -- Falei.
–- Eu não sou um psicopata.
–- Então não foi você?
–- Não.
Agora havia ficado mais estranha. De repente, descobri que não havia só uma pessoa querendo me matar, mas sim duas.
Mike deu um murro em James. Eu fiquei meio assustada, mas ele mandou eu fugir. Arrastei minha mãe -- era a única maneira --, e a levei até o carro. Logo depois voltei para vez se Mike estava bem. Os dois continuavam brigando. Puxei ele e bati no James. Corremos desesperadamente. James corria rápido, então tentamos despistá-lo. Mas o problema era que ele era muito ágil e o carro estava realmente longe de lá.
Depois de tanto corrermos, entramos no carro. Infelizmente, James também tinha um carro, o que dificultou tudo. Estávamos em alta velocidade, e minha mãe estava resmungando.
Finalmente conseguimos despistá-lo. Entramos na rua do hospital em que Joseph estava, e levamos minha mãe para os médicos ajudarem ela. Mike e eu ficamos um bom tempo lado a lado e em silêncio, até que ele resolveu falar alguma coisa:
–- Ainda acha que eu tenho alguma coisa a ver com a casa?
–- É cedo para dizer isso. Mas estou começando a achar o contrário, afinal, você me salvou.
–- Você se mete em confusão, e eu te salvo.
–- Queria te salvar pelo menos uma vez.
–- Não sei se será possível.
–- Não comece a ser idiota agora.
Nós rimos. Uns cinco minutos depois, a enfermeria deixou a gente entrar no quarto.
Minha mãe parecia bem melhor, obviamente. Ela sorriu e tentou sentar, mas não coneguiu.
–- Eu ainda não sei o que aconteceu, mas acho que a senhorita tem uma boa explicação, não é Claire?
–- Longa história. -- Sentei-me ao lado dela. -- Mas e aí, tudo bem? Como foi que aquele maníaco entrou lá?
–- Não sei. Ele só chegou por trás e...
–- Já entendi. -- Interrompi.
–- E o Joseph? Ele sabe?
–- Tia Lucy contou à ele. Joseph está preocupado e queria vir, mas não pode. Então eu vou lá para dizer que está bem.
Minha mãe olhou para Mike e depois olhou para mim novamente.
–- E quem é ele? -- Ela sussurrou.
–- Um amigo.
–- Sei...
Eu e Mike saímos de lá e fomos ao quarto de Joseph.
–- Finalmente! -- Ele gritou totalmente desesperado. -- Como ela está?
–- Agora está bem.
–- Se eu pegar esse idiota, eu juro que mato ele.
Tentei não falar que era o James, então dei um beijo na sua testa e fui para casa mais Mike. Pude perceber que Joseph olhava para Mike com cara feia e tia Lucy ficava rindo dele.
Cheguei em casa cansada, como sempre. Olhei para o relógio. Cinco horas. Ainda bem que eu tinha um bom tempo para não fazer nada, há não ser se preocupar com a droga da casa.
"O pior ainda vai acontecer" -- sussurou uma voz estranha, totalmente desconhecida.
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