The Death Blow
8 Capítulo 8 - Hanna
Notas iniciais
Então, espero que gostem c:
Eu comecei a suspeitar ainda mais de Jaine. Precisava falar com Peter. Fui para a Art Instruments. Nem precisei ficar procurando por ele. Assim que me viu, Peter se aproximou e disse:
–- Saiu da casa?
–- Isso não vem ao caso agora. Preciso saber uma coisa.
–- O quê?
–- A Jaine. Por que Katherine queria que você terminasse com a Jaine?
–- Por que quer saber? Não é da sua conta.
–- É sim. Eu to tentando descobrir quem matou sua irmã. E se você me responder, eu posso ter mais chances de saber.
–- Você é da polícia por acaso? Pra quê você quer descobrir um assassinato? Deixe isso pra lá.
–- Não. O assassino está atrás de mim também. Então acho que é da minha conta. E eu preciso descobrir.
Ele me encarou.
–- Katie não me falou exatamente porque odiava a Jaine. Mas me disse que se eu não terminasse com Jaine, ela iria fugir de casa. Então preferi terminar o namoro. -- Ele deu uma pausa. -- Mas eu acho que sei o porquê.
–- Por quê?
–- Ela era mais nova que eu cinco anos. Enquanto eu tinha vinte e seis anos, ela tinha vinte e um. Talvez Katie achava que Jaine não gostava de mim mesmo.
Não achei que esse seria o motivo. Até por causa do que Katherine havia escrito no seu diário. Mas poderia ter algo a ver com o que ele disse.
–- Eu tenho que ir. Obrigada. -- Falei me direcionando para a porta.
Isso não tinha me ajudado muito, como da primeira vez em que estive lá.
Alguém gritava meu nome. Procurei por todo lado e vi Renata. Ela estava atrás de mim. Continuei andando.
–- Claire! -- Gritou ela me puxando.
Tentei me soltar, mas não consegui. Me virei e ela disse:
–- Me desculpa por aquilo. Eu só achei que você precisava de amigos.
–- O James é um psicopata.
–- Calma. Amanhã a gente conversa direito na escola.
–- Amanhã é sábado.
–- Mas teremos aula. Hoje não tivemos, então iremos ter amanhã. Não ligaram para sua casa?
–- Não sei. Eu não estava em casa.
Voltei para casa. Minha mãe ainda não tinha chegado e eu fiquei preocupada. Ela sempre chegava onze e meia. Me ligaram em número restrito de novo. Dessa vez, eu que falei primeiro:
–- O que você quer comigo? Me deixe em paz!
–- Se eu fosse você, teria mais cuidado ao falar comigo. -- A pessoa riu. Senti um raiva imensa naquele momento. -- Ei, aonde estará sua mãe?
Depois de rir novamente, o estranho desligou. Meu coração começou a bater muito forte e eu fiquei desesperada. Ligava para o celular da minha mãe, mas ela não atendia. Então liguei para o trabalho dela. Para minha sorte quem atendeu foi ela. Fiquei tão aliviada de ouvir a voz dela...
–- Mãe, está aonde? Eu to preocupada.
–- Querida, eu tive que resolver algumas coisas, mas já estou indo para casa. -- Ela pareceu resmungar alguma coisa e logo depois continuou. -- Ei, você não deveria estar com o Joseph?
–- É, mas Lucy está com ele.
–- Ok... Daqui a quinze minutos eu chego aí.
Me sentei no sofá e liguei a tv. Meu celular começou a tocar e era o número restrito. Não atendi, já que da última vez me enganaram. Mas me deixava furiosa. Então, na quinta vez, atendi:
–- Droga, pare de me perturbar. Se quiser matar, mata logo idiota.
–- Gosto de perturbar vadias.
–- Você que é vadia.
–- Quem te garante que eu sou mulher? E se for homem? E se eu for seu amigo?
–- Mike?
Desligaram. Meu sangue começou a ferver. Senti sede de vingança. Não acreditei que aquele idiota tinha feito isso comigo. Mas que ódio que me deu.
Ouvi um carro chegar. Corri para a porta pensando ser minha mãe, mas na verdade era Mike e sua irmã.
Ele sorriu para mim eu o encarei com um olhar nada gentil.
–- O que foi agora? -- Ele perguntou se aproximando.
–- Você sabe, seu idiota. Você me disse que não tinha feito isso.
–- Mas o que eu fiz? -- Mike parecia confuso, então fui obrigada a explicar.
–- Você que fica me ligando por número restrito. Se quer me matar, mate logo. Idiota.
–- Eu já falei que não fui eu. Por que vive desconfiando de mim em tudo? Só porque eu sou estranho? Acorde, você não vai achar ninguém normal nessa droga de cidade. -- Ele deu uma breve pausa. -- E eu não tenho razões pra fazer isso. Mas não importa o quanto eu disser isso, não é? Você sempre vai achar que sou eu. Então quer saber? Pense, mas não venha falar comigo.
Eu fiquei em silêncio. Nenhuma palavra saia da minha boca. Eu já não tinha argumentos.
Ele olhou para mim em negação, se virou e foi em direção à sua casa.
–- Mike! -- Gritei. Ele se virou novamente. -- Espera, me desculpe ok? Eu só estou meio confusa com tudo e a pessoa da ligação me disse que poderia ser meu amigo. Desculpa, mas foi a primeira pessoa que me veio a cabeça.
–- Antes dos Moore morarem na sua casa, quando eu tinha seis anos, morava nessa casa. Tinha apenas um mês que estávamos nela. Minha atual casa era de minha avó. -- Ele se aproximou. -- Eu tinha duas irmãs: Hanna e Emily. Um dia nossos pais saíram e ficamos no andar de cima. Emily não conversava muito com a gente e por isso se isolava no quarto. Mas dessa vez, havia sido obrigada a ficar conosco. Hanna desceu para ir à cozinha pegar um remédio que ela tinha que tomar. Na época ela estava com dez anos. Esperamos ela voltar por mais de vinte minutos, então descemos. Vimos ela correr para a sala totalmente assustada e susssurou para a gente. Tudo que lembro de ter escutado foi: "escondam-se", Fomos para debaixo da escada. Mas Hanna continuou procurando outro lugar. Dois caras de preto a mataram. -- Ele ficou imóvel por um tempo. Parecia traumatizado ainda. -- Eu vi dois estranhos matarem minha irmã. Depois disso, Emily e eu ficamos mais próximos, e mudamos de casa. Fomos morar com a minha avó, que morreu três anos depois.
–- Nossa, eu sinto muito. Muito mesmo. Eu não sabia.
Abracei ele. Me senti culpada por julgá-lo.
–- Eu só quero que você saiba que não seria capaz de matar alguém que gosto muito. E nem seria capaz de tentar assombrar. Mas eu vou te proteger. Não pude proteger minha irmã, mas protegerei você ok?
–- Eu não sei o que dizer...
–- Não diga, então.
Sorri. Meu celular tocou. Peguei-o pensando ser a tal pessoa, mas era minha mãe.
–- SOCORROOOOO! -- Gritava ela sem parar.
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