The Death Blow
13 Capítulo 13 - A Marca da Morte
Notas iniciais
Chloe começou a falar coisas que eu não conseguia compreender. Logo depois ela simplesmente ficou paralizada. Aproveitei o momento para subir as escadas. Infelizmente, a droga do meu cabelo tocou em sua pele. Senti suas mãos -- que queimavam sob a minha pele -- me tocarem.
-- Que tipo de monstro é você?
Ela não disse nada, mas seu olhar furioso me condenava. Chloe rosnava para mim e falava mais coisas estranhas.
Por mais que eu tentasse me soltar, não conseguia. Eu estava totalmente desesperada. De repente, ela ficou paralisada novamente. Porém suas mãos continuavam me segurando forte.
A figura caiu no chão. Meu braço ardia, bem na parte em que ela havia tocado. Estava vermelho, e tinha uma estranha marca. Era um triângulo meio deformado. E dentro desse triângulo tinha uns símbolos que eu nunca havia visto na minha vida.
Chloe me encarou, já com seus olhos de cores normais, e saiu. Ouvi a porta de casa abrir, Era minha mãe.
-- Está tudo bem? -- Perguntou ela notando que algo tinha acontecido. -- Seu braço está vermelho. O que houve?
-- Nada, só queimei ele.
-- Já almoçou?
-- Não...
Meu celular tocou. Eu não reconhecia aquele número.
-- Alô?
-- Sou eu. Mike.
-- O que foi?
-- A Chloe acabou de me ligar. Ela mandou eu não perder você de vista.
-- Eu estou bem.
-- Eu to indo aí.
-- Não precisa.
Mike desliga o celular na minha cara.
-- Quem era?
-- Mike.
-- E o que ele queria?
-- Nada demais...
Fui para o meu quarto em deitei. Senti umas dores infernais em meu braço. E foi se espalhando por todo o corpo. Me contorci de tanta dor, até apagar.
Acordei me sentindo totalmente diferente. Demorei um século para conseguir levantar. Estava mais fraca. Olhei para o espelho e vi que eu estava mais pálida. Minha própria pele me queimava e meus olhos traziam ódio, mesmo sem estar com raiva.
Desci as escadas e vi minha mãe conversando com Mike.
-- Então são só amigos?
-- É, acho que sim. -- Ele mentiu.
-- Ah, Claire! Seu "amigo", o Mike te esperou por mais de uma hora. O que estava fazendo.
-- Eu só dormi um pouco. -- Minha voz estava rouca.
Ele me olhou, estranhando o tom de pele mais claro que o normal, e a mancha vermelha no meu braço.
-- Quer ir a algum lugar comigo? -- Ele perguntou se levantando.
-- Sim.
Fomos ao shopping. Eu tive uma surpresa. Para uma cidadezinha, até que era um shopping grande. E tinham muitas pessoas.
-- O que aconteceu com você? -- Ele falou enquando me ajudava a andar, já que estava meio difícil.
-- A Chloe apareceu na minha casa e segurou meu braço. Sua pele me queimou. -- Falei apontando para o braço que estava avermelhado. -- E ela falou coisas estranhas. E depois ficou parada e foi embora. Os olhos dela estavam vermelhos. Foi horrível.
-- Você acha que ela fez isso com você?
-- Bom, ela deixou essa marca no meu braço.
Mostrei a marca pra ele.
-- A Marca da Morte.
-- O que é isso?
-- Acredita em magia negra?
-- Não.
-- Então não adianta te explicar.
-- Mas eu quero saber.
Nos sentamos na praça de alimentação e ele começou a falar:
-- Segundo uma lenda, há muito tempo, na cidade haviam três bruxas: Dominique, Zahra e Krista. Todo mundo tentava acabar com elas, mas eram indestrutíveis. Milhares de pessoas foram amaldiçoadas com a Marca da Morte, e o mesmo que aconteceu com você, aconteceu também com essas pessoas. Um dia, uma pessoa conseguiu matar Zahra e Krista. E Dominique fugiu, mas jurou que voltaria para vingar suas irmãs.
Fiquei em choque.
-- E o que faz essa Marca da Morte?
-- Destrói a pessoa aos poucos. Seu corpo vai se deformando a cada dia. No primeiro, a pessoa fica mais fraca, ganha a marca e fica mais pálida e sua pele queima você mesma. A partir do segundo, arranhões e machucados vão aparecendo. A partir do décimo quinto dia, as coisas vão piorando. E no último, você está cem por cento deformada e vira imortal, o que faz você sofrer todo dia. Assim, é chamada de aberração, assim como elas eram.
-- Quer dizer que eu vou ficar assim para sempre? -- Me espantei.
-- Acho que sim. Ninguém, nunca achou uma solução para se livrar disso. A não ser que você mate alguém. Aí vai ficar com a vida da pessoa.*
-- Eu não vou fazer isso.
-- Sinto muito nesse caso...
Senti lágrimas descerem de raiva. Até elas me queimavam.
-- AI! -- Gritei.
-- O que foi?
-- Minhas lágrimas. Elas me queimam. Quero voltar pra casa.
-- Vamos.
Eu me apoiei nele.
-- Espere... Como você não sente minha pele te queimando.
-- Ela só queima você mesma.
Quando cheguei em casa fui direto para o meu quarto. Eu iria virar uma aberração. E não teria nada que eu poderia fazer.
Segurei ao máximo minhas lágrimas. Mas não aguentei. Elas me queimavam cada vez mais. Era como se fogo escorrece pelo meu rosto. Era horrível.
Minha mãe bateu na porta do quarto, atrapalhando meus pensamentos.
-- Entra. -- Gritei.
-- Advinha! Joseph virá para casa.
-- Legal.
Tentei parecer o mais animada possível, mas não enganei minha mãe. Felizmente ela não perguntou nada. Simplesmente saiu.
Esperei um tempo e fui até o porão para esquecer a tal marca e investigar mais sobre a casa. Sentei no último degrau da escada e fiquei pensando de novo nessa merda de marca.
Meus pensamentos foram atrapalhados novamente. Mas dessa vez, era um grito de uma garotinha que vinha do próprio porão. O estranho era que só havia eu lá.
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