The Death Blow
1 Capítulo 1 - O começo
Notas iniciais
Depois de horas de viagem, havíamos chegado à cidade. Ela estava absurdamente quieta e silenciosa, pelo menos nos lugares em que passamos. Não havia sinal algum de que o munícipio tinha habitantes.
O carro parou em uma casa que aparentava ser antiga. Mas eu não podia negar, ela continha uma beleza diferente. Era uma bela casa. Eu me toquei que seria onde moraria até minha faculdade -- que demoraria dois anos ainda --. Minha mãe saiu do carro quase pulando de alegria e, juntamente com meu padrasto, tirou as malas do carro. Eu saí do carro ainda com os fones de ouvido, escutando rock.
Percebi então, que meu padrasto estava tentando falar comigo. Tirei os fones de ouvido e ele falou meio zangado:
–- Não vai ajudar, Claire?
–- Você me deixa outra escolha? -- Lhe dei as costas e fui pegar o resto das coisas no carro. Senti ele me encarando, mas não olhei para trás.
As horas passaram lentamente até a hora em que o caminhão de mudança chegou. A partir desse momento, as horas voaram. Ficamos um bom tempo arrumando as coisas, porque quando vi no relógio eram exatamente dezenove horas e trinta minutos. Foram mais de quatro horas arrumando tudo.
Quando terminamos, subi para o meu quarto e me joguei na cama. Eu estava cansada demais para notar uma caixinha de madeira encima da minha cama. Estava quase dormindo, quando a derrubei. Assustada, olhei para o chão e vi a caixinha caída, ainda fechada. Era curioso ela estar lá. Não era minha e muito menos da minha mãe ou do meu padrasto. Eu a abri rapidamente. Não havia nada além de um papel e uma chave. Resmunguei e em seguida, li o conteúdo que havia naquele papel que era bem pequeno por sinal:
"Pequena Katherine,
Lamento muito pela morte de seu pai. Ele era um bom homem. Por favor me visite assim que puder. Creio que não deve se lembrar de mim ou da minha casa, você veio aqui quando tinha somente quatro anos, e agora tem sete, não é? Moro na casa em frente, a amarela com um grande portão de madeira, número 219. Não se esqueça de vir aqui, querida.
Com amor, sua tia Olívia."
Suspirei. Era estranho aquela caixinha ter aparecido ali de repente. Decidi então que iria perguntar a essa tal de Olívia o que um de seus pertences estaria fazendo na minha casa.
Desci rapidamente, ignorando meu padrasto que perguntava pra onde eu estava indo. Procurei pela casa amarela e não foi difícil achá-la. Toquei a campainha e esperei uns cinco minutos. A porta se abriu e pude ver uma mulher que aparentava ser seus quarenta anos. Seus cabelos eram pretos com alguns fios acinzentados e seus olhos eram de um azul bem clarinho. Ela rapidamente sorriu ao me ver -- o que era estranho, já que eu nunca tinha visto a figura -- e me abraçou.
–- Janie? Oh, Jaine! Como é bom ver você, querida. Entre, entre! -- Me disse com entusiasmo.
–- Desculpe, acho que está me confundindo. Me chamo Claire.
Ela ficou imóvel.
–- O que faz aqui, menina? Eu não te conheço.
–- Eu sei. -- Retirei a caixinha de madeira da minha bolsa e a mostrei. -- Essa caixa estava na minha casa. -- Falei apontando para ela -- Se não se importa, eu li seu conteúdo e havia seu nome nela. Então decidi vir aqui lhe devolver sua caixinha. Deve ser muito importante, já que tem uma chave...
–- Ah! -- Exitou. -- Escrevi essa carta para a pequena Katie, como você mesma leu. Ela morreu já faz alguns meses. -- A senhora parecia estar começando a chorar.
–- Sinto muito...
–- Ela morava com seu irmão mais velho.
Olívia notou meu olhar curioso e me convidou para entrar. Sorri e entrei. Sua casa era bem arrumadinha e bonita. Pude ver várias fotos pela casa de uma garotinha branca dos olhos verdes e dos cabelos extremamente negros.
–- Essa era a Katie. Linda, não?
–- Aham.
–- Sente-se. Vou lhe contar o que houve. -- Ela esperou eu me sentar e continuou -- Naquela casa, há dez anos, vivia a família Moore. Jennifer que tinha trinta e três anos, seu marido Gregor de trinta e oito e Peter que tinha dezenove. Eles comemoravam com a chegada do bebê, que se chamava Katherine. A família sempre vinha aqui na minha casa e passavam horas comigo. Isso até Jennifer e eu brigarmos. Eles pararam de vir aqui e assim foi. Alguns anos depois, descobri que Jen, que era como eu a chamava, e Gregor haviam sofrido um acidente. Rapidamente fiz uma carta para Katie e coloquei nessa caixinha de madeira. Jen havia me dado essa caixinha. Então coloquei a carta na caixa e logo em seguida puis esta chave. Assim que viu a carta, a pequena Katie veio me visitar. Ela estava meio triste e me dizia de alguns telefonemas que seu irmão recebia que eram assustadores. Eram telefonemas ameaçando matá-la. Anos depois ela morreu. A polícia não descobriu o que ocorreu, mas deram o caso como suicidio. Eu tenho certeza que não foi suicidio.
Eu fiquei em choque. Por que matar uma garotinha? Senti então uma tristeza chegar. Respirei fundo e olhei para Olívia, que parecia abatida. Pelo visto, já não suportava essa história.
–- Sinto muito. -- Disse-lhe levantando para ir embora.
–- Espere! Tenha cuidado.
–- Com o quê? -- Olhei para ela com olhos arregalados.
–- Aquela casa não é uma casa comum. Ela destruiu muitas famílias. Muitos se mataram por causa daquela casa.
O medo tomou conta de mim.
–- Quanto mais cedo descobrir o que há de errado, mais chances terá de escapar da morte.
Fale com o autor