The Deads
1 Capítulo 1 - Sobreviventes
Notas iniciais
POV Juninho
Corro já quase chegando ao meu limite para fugir daqueles zumbis. A horda já estava me perseguindo a quase 1 hora, me via sendo encurralado várias vezes, mas sempre conseguia fugir. Meu machado já estava totalmente sujo de sangue e carne pobre, quando chegasse a um riacho lavaria ele.
Olhei para trás e me arrependi na mesma hora, tinha mais ‘’deles’’ desde a ultima vez que tinha checado. Não poderia levar eles até meu grupo, seria muito arriscado, poderia perde alguém e não queria isso
Não hesitei, me virei e corri em direção a horda. Tirei meu machado que estava preso no sinto, ignorei o cheiro de carne podre que vinha dos meus inimigos e da minha arma. Cheguei perto de um zumbi e levantei meu machado, fincando-o na cabeça dele, puxo o machado de volta e o ele cai no chão.
- Ei – gritei tentando atrair a atenção deles – Venham por aqui, seus feiosos!
Para minha sorte, ou pro meu azar eles ouviram e acho que ficaram ofendidos. Corri para o lado oposto de onde eu estava indo com intenção de fazê-los se afastar do acampamento onde meu grupo se encontrava. A maioria dos zumbis veio em minha direção, restando poucos parados no mesmo lugar. Corri mata adentro, tentando fazê-los se distrair com algum animal ou sei lá, mas de nada adiantou, eles continuavam me perseguindo, uma hora iriam me pegar, mas não liguei, teria salvado meu grupo, meus amigos.
Corria pela floresta igual um desesperado, olhava para trás de tempo em tempo para ver se os zumbis diminuíam. Demorou um pouco, mas para minha sorte restavam poucos atrás de mim. Paro e olho para cada um deles, eram 7 no total.
Corri até um deles com meu machado em mãos e descrevo um golpe na horizontal, da esquerda para direita arrancando metade da cabeça da criatura. Vejo mais dois se aproximando e fico parado, quando eles chegam mais perto pego a cabeça de um e a cabeça do outro e bato elas juntas, estourando os miolos deles fazendo um pouco de sangue espirrar em mim. Corri atrás de outro e enfiei o machado em sua cabeça, puxei o machado e o zumbi caiu. Sobrou mais 3, taco o machado na cabeça de um, retiro e corro para frente de outro, descrevo um golpe de cima para baixo na cabeça do zumbi fazendo o cair morto. ‘’Só mais um’’ penso comigo mesmo. Pego o machado, dou um giro e corto a cabeça dele.
- Ah.. – começo a arfar, estava um pouco cansando de correr e ainda tive que matar 7 zumbis
Olho para os lados conferindo se tem mais algum zumbi, vejo 3 ou 4 de longe, mas nada para me preocupar. Dou meia volta e corro em direção ao acampamento, ainda estava cansado, mas só queria saber de chegar logo lá.
Continuo correndo até que um ruído saia de uma moita, um zumbi me pegou de surpresa, caio no chão e ele em cima de mim. Não sabia que ele era tão forte, fazia uma força para tenta me morde e eu mais ainda para ele não conseguir, segurava a cabeça dele com todas a energia e força que me resta.
Sua cabeça começa a se aproximar mais e já penso que chegou a hora, pelo menos consegui retirar a horda da direção do acampamento, consegui salvar meus amigos. Olho para o zumbi e uma ponta de uma faca atravessa a cabeça dele ficando poucos centímetros de meu rosto, o sangue da criatura caiu pela minha cabeça tampando minha visão, não conseguia ver nada só vermelho.
- Juninho! Você está bem? – disse uma voz feminina e suave. Reconheceria em qualquer lugar
- Livia? – digo enquanto taco o zumbi para o lado – Sim, estou
- Ah, graças a Deus – ela disse enquanto tirava a faca da cabeça do zumbi e colocava dentro de seu tênis – Nunca mais nos deixe preocupado desse jeito!
Sorri, era bom escutar a voz de uma amiga tão querida quanto a Livia. Limpo meu rosto e minha visão começa a voltar ao normal. Livia era uma menina linda, tinha longos cabelos ruivos era um pouco alta, estava usando uma blusa do anime ‘’Bleach’’ e calças jeans. Nas costas estava penduro seu taco de beisebol, presente de sua mãe e no seu tênis ficava sua faca. Me sento e sorrio para ela, beijo sua testa.
- É bom te ver — digo sorrindo
Ela sorriu e me deu a mão, segurei-a e levantei.
- Bem, vamos rápido – ela disse – Não quero preocupar mais os outros
- Ok
Corremos em direção ao acampamento, ele ficava no alto de uma colina. Quando chegamos lá, tinha barracas já montadas, devia ter sido usado por alguém antes de nós. Para ficar mais seguro construímos cercas em cima e embaixo da colina, estratégia de meu amigo Vinicius.
Já estávamos chegando, sorri ao ver o cume da colina com as barracas em cima. Corremos mais um pouco, uns 30 minutos mais ou menos. Chegamos ao começo do monte e sorrio. Estava doido para chegar, dormir, descansar.
Subimos a colina e paramos na frente da cerca. Assim que meus amigos me viram abriram um sorriso e correram em minha direção. Pulei a cerca e abracei Larissa, depois Carol. Jean e Vinicius vieram depois, também os abracei.
- Cara, não faça mais isso com a gente! – reclamou Larissa. Conheço ela desde o tempo da escola, sempre formos amigos e hoje somos companheiros de sobrevivência. Ela era alta, seus cabelos eram lisos e castanhos com as pontas loiras. Estava usando uma blusa rosa bem suja de sangue e também uma saia preta.
- Não vamos mais te mandar para buscar suprimentos! – Disse Jean. Também conhecia ele desde o tempo da escola, ele tinha cabelo preto espetado. Estava usando uma blusa sem manga (Já teve mangá um dia, mas ele rasgou) e um short jeans.
- Nunca mais! – Disse Vinicius. Conheci ele na faculdade, ele era meio careca, só com um pouco de cabelo. Estava usando uma blusa branca com um short preto.
- Gente – Exclamei indignado – Eu estou bem! Estou vivo!
- Mas poderia não estar! — Disse Carol. Ela foi a ultima a entrar no nosso grupo, a encontramos no meio da estrada, hoje nossos laços estão muitos fortes. Ela tinha longos cabelos pretos. Usava uma blusa preta com uma caveira estampada na frente e uma calça Jean rasgada em alguns pontos. – A gente se preocupa com você! Ficou uma semana sem dar noticias!
- Tudo bem – admito que demorei um pouco para buscar os suprimentos – Agora deixe eu descansar, amanha explico oque aconteceu.
Todos concordaram, dei a bolsa de suprimentos (Com remédios, comida enlatada, garrafas de suco e etc..) para Jean e fui direto pro riacho, lavei meu machado e fui falar com os outros.
- Gente – comecei – Vou dormi agora, estou morrendo de cansaço.
Todos me deram boa noite, entrei em minha barraca e guardei meu machado. Deite-me imaginando o quando faltava para escurecer, nem percebi e já cai no sono.
Notas finais
Até quarta o/
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