The Day War Ended

23 Capítulo XXIII — Jealousy always kills slowly


Jack

— Eu poderia saber o do por que você quer conversar comigo garota? – Arqueei a sobrancelha, olhando desconfiando para Astrid.

Sempre que o sinal toca, sempre sou o primeiro a sair da minha sala e nem ir acompanhado de alguém. Mas aquele dia que por ser o ultimo da semana, eu preferir o conforto da minha cama ao parar para ouvir o que aquela loira baixinha tinha para me falar.

— Primeiro é Astrid para você, segundo é que você deve um favor a uma pessoa e eu vim cobra-lo a você – Cruzou os braços, séria.

Ainda confuso com toda aquela postura dela – principalmente por ter vindo falar comigo, olhei para os lados e procurando a pessoa da qual eu provavelmente tinha um favor em conta, porque se eu tinha algo devendo, era simples e apenas vir falar comigo.

— Não está aqui e nem precisa procura-la, pois nem mesmo ela sabe o que estou fazendo – Voltei para a loira, mantinha um meio sorriso em seu rosto.

— Eu não sou de falar muito com as pessoas daqui, se devo um favor então é ligado a algum amigo meu.

— Rapaz esperto, e eu pensei que a cor dos seus cabelos tivesse afetado o seu cérebro – Deu uma risada, mas continuou com a expressão séria – Sabe que a confusão afetou Rapunzel?

— Eu estava lá – Rolei os olhos, falando aquilo como se fosse obvio – Sei bem o que aconteceu.

— Se sabe, acho que a sua namorada vai precisar da sua ajuda para uma coisinha – Falou num tom divertido e riu da coloração do meu rosto – Mas a pergunta é se você vai saber ajudar...

— Seria bom eu ajuda-la se eu soubesse o motivo, não é mesmo? Parece que gosta de falar em charadas... – Resmunguei.

— De uma ideia a ela, a loira está perdida e sem criatividade, mas de acordo com ela um bloqueio criativo.

Só podia ser isso então... Bloqueio criativo é um dos motivos que fazem Rapunzel ter um ataque em plena multidão, sempre se perde e fica confusa olhando para o quadro vazio. Acredite, eu já presenciei por meia hora a frustração da loira por causa de um bloqueio e é de dar pena e medo.

— Mas por que ela quer minha ajuda?

— Esqueceu já o que eu te falei? Ela não pediu a sua ajuda, eu estou pedindo.

— Claro... Como se ela fosse aceitar – Falei meio descrente.

— Se você a quer ainda do seu lado, é melhor você fazer isso – Olhei em duvida para ela, como assim ao meu lado?

— O que...?

— Você conhece a mãe dela, sabe do que é capaz – Falou por fim e se afastou, despedindo-se de longe.

Ainda olhava confuso para onde ela tinha saído, mas também refletia. Em que eu poderia ajudar à loira e no que ela tinha se metido? Não sei livrar a mim mesmo de alguma coisa e ajuda-la... Eu poderia piorar as coisas, mas acho que deveria tentar por ela, é o mínimo que deveria fazer.

Não deveria ir a casa dela, é arriscado e como a Astrid fez questão de não me explicar nada, teria de arranjar alguma forma de descobrir e quem está mais próximo dela e meloso como manteiga é aquele magrelo do Soluço.

Seria certo eu passar a casa dele agora? Ele nem deve ter chegado ainda em casa e eu estou moído por ter corrido como um condenado na quadra, e isso só por ter respondido a acusação falsa do professor. Parece que alguns se aproveitam da folga com o novo Manda-Chuva.

A única opção foi seguir para casa mesmo, e só de pisar o pé e entrar em casa eu ouvi reclamações da bagunça do meu quarto.

— Anna! Quantas vezes eu vou ter que repetir que é o meu quarto e se quiser reclamar de algo, vá procurar outra pessoa! – Gritei do meu quarto para ela, que voltava com o rosto vermelho de raiva.

— A sim, vou reclamar com o lixeiro! – Cruzou os braços, empinando o nariz em sinal de superioridade.

— Vai procurar a Emma para brincar e me deixa em paz, só quero descansar cinco segundos... – Bufei e andei até a porta, fechando-a na cara de Anna.

Tirei o tênis e o joguei em um canto afastado da cama e me direcionei ao armário, pegando em uma parte uma caixa pequena da qual eu tinha guardado com algumas coisas, mas apenas as mais especiais.

Nela tinham pequenos desenhos pintados em guache e pequenos, não era para eu ter aquilo guardado comigo, mas se passou um tempinho desde que ela deixou comigo como sinal de confiança.

Deixei a caixa fechada sobre o criado-mudo e me direcionei ao banheiro, tomando um banho e colocando mais uma vez outra roupa de sair.

— Jack? Almoço! – Minha mãe gritava e em meros segundos eu já estava fora do meu quarto – Arrumado assim por quê? Algum encontro? – Arqueei a sobrancelha com o que ela tinha dito, pois eu pensei que esse tipo de pergunta era para ter sido feita pela Emma, minha irmã.

— Vou à casa do Soluço. Eu posso ir, não é?

— Claro, desde que volte cedo para casa. Estão fazendo trabalho juntos?

— Mãe, nós não somos da mesma sala... – Rolei os olhos.
Pensei em pedir a ajudar dela, um conselho talvez só que problema de pedir um conselho é ver as perguntas sobre eu ter pedido tal coisa. Se eu podia ajudar a loira, uma mão feminina a mais não era problema.

— Mãe... Eu queria um conselho seu... – Falei meio perdido, desviando minha atenção para o prato em minha mão.

— Conselho? Pensei que eu devia dar conselhos apenas para a sua irmã, mas esse pedido vindo de você é uma surpresa – Sorria acolhedora e tomara o prato de minhas mãos e se direcionando para mesa.

— Você consegue ser muito engraçada às vezes... Mas é sério...

— Você é teimoso desde que nasceu. Surpreende-me você pedir minha ajuda e preocupa também – Falou carinhosa – E além do mais se você não fosse assim até estranharia, Emma não puxou esse lado teimoso.

Sorria para ela, sentando a sua frente na mesa e olhando a comida no prato, mas sem fome – É mas, você vai me ajudar?

— Conte-me os motivos e eu lhe darei as armas – Piscou e sorriu marota – Vamos falar de garotas?

— Que? Não mãe... Apenas uma garota e você a conhece – Ela pareceu dar uma risada da minha reação quando eu dei ênfase na parte que era uma garota.

— O que você quer saber? Como não dar uma cantada de uma maneira errada? Acho que qualquer coisa a faz suspirar Jack. Parece que Rapunzel é uma garota impressionável – Tentava animar, mas não vi muita vantagem nessa informação, mas me lembraria dela.

— Você devia conhecê-la melhor mãe, sempre tinha um sorriso no rosto e estava ali do seu lado, não importasse o que... Espera, como você sabe que é sobre ela? — Mudei o curso do que estava falando

— Seus olhos lhe denunciam querida. Mas não se preocupe, vou conhece-la melhor... Mas pode me falar o que fez você vir até mim e pedir minha ajuda? – Pousou sua mãe em meu ombro, encorajando-me.

— A mãe dela... Aconteceu alguma coisa e ela está com bloqueio criativo, não consegue fazer um das maravilhosas pinturas dela, mas o problema é que não foi ela que pediu minha ajuda e eu nem sei como colaborar – Mexia as mãos de acordo com o que ia falando, costume pega e esse não iria passar – Agora eu pergunto a você, se eu já passei por muita coisa com ela e na maior parte do tempo eu só fiz burrada, no que eu poderia ajudar? Do que adiantaria se ela anda distante?

— Isso é ciúme? – Perguntou maliciosa.

— Mãe... Estou aqui de boa vontade pedindo sua ajuda e você pergunta se estou com ciúme? Mas é claro que eu estou com ciúmes! – Falei um pouco mais alto.

— É... Tem algo estranho com você, mas que saber? Minha dica é, se vocês já passaram maior parte do tempo juntos desde que se conheceu, que tal mostrar a ela o que ela não passou com você? Algum evento da qual ela não tenha presenciado e ela acharia engraçado ou surpreendente.

— Hum... Mas e se ela ignorar?

— Você realmente acha que ela o ignoraria? E ainda mais com algo bom e diferente vindo de você? – Arqueou a sobrancelha.

— O.K. Acho que entendi, preciso falar com o Soluço, até mais mãe – Levantei da cadeira e fui impedido de continuar ou de correr.

— Aonde pensa que vai? Você nem tocou na comida! – Resmunguei e voltei para o mesmo lugar.

[...]

— O que você quer aqui Frost? Sabe, você consegue atrapalhar em horas em que não dá para acreditar...! – Mal tinha aberto aporta e me deixado entrar e despejou todo tipo de ofensa em outro idioma, norueguês no caso.

— É bom te ver também Solucinho... – Rolei os olhos, dando uma risada e sentando no sofá da sala.

— Sério isso? Uma vez na vida você poderia ser um poço de boa educação... – Resmungou e sentou ao meu lado – Você poderia passar o controle? Eu ainda tenho que passar de fase.

Com o controle em mãos, eu mexia nas opções enquanto o jogo estava pausado – Você está matando que criatura?

— O dragão lendário... – Pegou o controle, tirando do pause e voltando o olhar para a televisão.

—... Eu teria derrotado há meses... Você tem um fraco por dragões e isso impede você de vencer – Falei com um pouco de pena e recebi um olhar mortal dele.

— Você me dando o belo conselho de como matar um dragão... E se eu tiver um fraco por dragões? Qual o problema? – Pausou o jogo e começou a me encarar.

— O problema é que você vai ter que trocar de jogo, the Elder Scroll V não foi feito para você... Vamos ver, que tal fatal frame?

—... Se eu quiser ser do tipo que quer ter uma parada cardíaca em frente ao pc, já nem estaria aqui... – Estremeceu e eu ri de sua reação.

— Então ignore a minha humilde opinião sobre jogos e vamos ao assunto que me trouxe a sua casa – Cruzei os braços e pousei os pés na mesinha – Você e a Rapunzel estão bem coladinhos ultimamente não é?

— Hein? O que você quer dizer com isso?

— Você sabe muito bem o que eu quero dizer – Ri sarcástico.

— Esta com ciúmes Frost? – Perguntou malicioso.

— Eu? Ciúmes? Há, mas é claro que sim... Quero dizer, não! – Troquei rapidamente a linha do que tinha falado, engasgando com as palavras seguintes.

— Pode falar Frost, mas para deixar claro, Rapunzel é como uma irmã para mim e não me aproveitaria do que temos – Deu de ombros rindo.

— Apenas irmãos? Sei... Acabou de se colocar na friendzone... Coitado... – E comecei a rir, foi inevitável, mas só parecei ao ver ele me xingando em norueguês.

— Vai falar ou não?

— Claro, claro... A Astrid veio falar comigo sobre um bloqueio da Rapunzel. Sabe com é né? Bloqueio e depois todo o drama de que ela é uma vergonha... – Gesticulei com a mão.

— Sei sim, Merida me falou quando isso acontece... Parece ser terrível no seu ponto de vista, pois o que ela me falou não parece ser nada demais.

— Vai nessa... O que a Rida aguenta numa boa, você e eu passamos o pesadelo. Mas eu queria saber... O que você vai fazer para ajuda-la? Tipo, você é o que mais tem chances de tira-la do bloqueio.

— Por que você acha isso?

— Você vive jogando, tem uma pilha de livros no quarto e é um nerd na historia do seu outro país – Falei num tom de voz óbvio – E se bem lembrando há segundos atrás, tem uma queda por dragões.

— Eu não tenho uma queda...

— O seu papel de descanso do pc tem um dragão – Cruzei os braços com um sorriso vitorioso.

— Xeque mate...! Pronto... Eu não sei ao certo como ajuda-la, posso dar alguns rascunhos antigos meus a ela, desenho de alguns anos atrás – Deu de ombros.

— E com certeza tem dragões no meio.

— Será que você pode parar? E você ao invés de criticar e falar besteira poderia ajudar também.

— Obrigado por falar o óbvio. Eu pedi uma ajuda a uma pessoa e como eu não tenho quase nada de interessante e que vá ajudar, resolvi falar o que ela não sabe direito sobre mim.

— Sua vida não é interessante Jack – Arqueou a sobrancelha.

— Essa doeu Haddock, doeu lá no fundo... – Franzi a testa, fingindo dor.

— E você quer uma mentira?

— Não, mas você não é nada agradável...

— O sujo falando do mal lavado – Falou irônico – Mas era apenas isso?

— Isso o que?

— Você vir do fim do mundo para ver minha pessoa – Sorriu irônico – Veio apenas pedir ajuda, podia fazer isso na escola.

— Você vive colado na Rapunzel! Eu acabei de falar isso! – Gritei em frustração – Como eu vou pedir sua ajuda se ela não se afasta de ti?

— Sei lá... É só pedir com educação.

— Não me faça rir... Já mostrei o mínimo da minha educação por não ter invadido a cozinha – Massageei a têmpora – Mas era apenas isso.

— Ótimo, agora cai o fora!

— Bem... Eu acho melhor não... Já sei? Vamos jogar, agora ligue o seu outro console que agora é o tudo ou nada.