The Day War Ended
6 Capítulo VI — Incoming storm
Jack
Apenas uma frase. Soluço vai me matar!
Porque primeiro, ele tinha pedido minha ajuda com a Merida (melhor amiga dele na infância). Segundo, Merida decide me ignorar e por consequência o Soluço, sobrando 'pra mim as explicações pro magrelo. Vejamos, sou o melhor amigo da ruivinha e bem, não sou um x-men 'pra saber o que ela estaria pensando quando passou por nós com a Rapunzel ao seu lado, mas sabia que seu rosto vermelho como tomate e Rapunzel segurando uma risada não era uma boa coisa.
Se ele quer explicações, que tente se desculpar com ela, não sou tocha pra segurar o climão entre eles e muito menos a pomba da paz para faze-los se entenderem, irei apenas intervir caso minha amiga seja ferida.
O fim de semana depois daquilo foi um inferno, Soluço quando me via parecia querer me dar um soco no rosto. E para minha alegria, segunda tinha chegado e eu nem consegui dormir direito. Fiz as coisas na maior preguiça e só dava pela casa minha mãe e minha irmã falando o porque de eu ter acordado cedo e falando se eu tava doente. É Jack, semana vai ser boa...
Era o segundo dia daquela situação estranha e dessa vez eu tive que ficar só na brisa até dar a hora de eu ir pra escola, mas eu tava me esquecendo de alguma coisa... Meu skate! Faz séculos que ele ficou guardado, subi correndo as escadas e o peguei em cima do guarda-roupa e voltei a descer, peguei minha mochila sai de casa já em cima do skate.
— Ei Jack! Espera! — Dei uma olhada par trás e sorri, era apenas a Punzie.
— E ai princesa, tudo beleza? — Diminui a velocidade fazendo com que ela conseguisse me acompanhar.
— Beleza, Jack — Sorriu, um pouco ofegante — Mas então... Você já conversou com o Soluço sobre "aquilo"? E não venha mudar de assunto mocinho, Merida gosta muito dele e talvez ele não tem culpa se a ex dele voltou. — Ela tentava manter uma cara de zangada, mas isso só fazia ela ficar muito fofa. — E não ria, é para você levar a sério.
— Desculpa, Punzie, mas é que você não sabe o quanto você tá fofa. — Apertei de leve a bochecha dela, mas ela acabou dando um tapa na minha mão.— É assim, é? — Desci do skate e com rapidez eu a peguei à colocando no meu ombro. — Como que tá ai atrás? — Não pude deixar de dar uma risada enquanto ela ria e batia nas minhas costas.
— Me põe no chão! — Quanta delicadeza, subi novamente no skate e num ritmo lento eu pude ver que logo estaríamos na entrada da escola.
Ela não parava de bater com força nas minhas costas fazendo com que eu a soltasse, mas como tudo que é bom acaba eu a coloquei de volta ao chão e ela quase me matou de tanto tapa.
— Ah, mas confesse, você gostou? — Perguntei enquanto ela ajeitava o cabelo loiro.
— Eu? Nunca, você me deixou apavorada sabia? Eu pensei que a qualquer momento ia cair ou o skate fosse quebrar com o meu peso — Ela colocava a mão no coração, me olhando com reprovação. — E eu quero que você vá falar com o Soluço, agora — Ela bateu o pé com impaciência e fazendo a famosa cara de seriedade.
— Ok, Madonna d' Corona. — Imitei o sotaque Italiano do game Assassin's Creed de Ezio e sai pelos corredores em cima do skate — Mas não precisa tanto, já conversei com ele antes dela e você nos ignorarem a dois dias atrás — Comentei.
— Mesmo assim, poderia tentar novamente? — Ela pediu e suspirei, concordando.
Soluço, cadê ele? Apenas por pensar em procura-lo me aparece a diretora... A vida é bela, não é mesmo? Tô ferrado, por que não escondi o skate em algum canto da escola mesmo? Ah, talvez porque algum aluno idiota fosse rouba-lo e eu me perdi na conversa com Rapunzel. Dei um meu melhor sorriso enquanto a diretora cruzava os braços enquanto olhava para meu skate.
— Quantas vezes eu vou te de lhe falar, Frost — Negou descontente para mim e meu sorriso agora ficava mais forçado e me doía o rosto — Que Skate na escola é proibido? — Ela se aproximou me olhando como uma ferra.
Bem a diretora, o ser que zela pelo bem da escola e dos alunos, mesmo sendo um pé no saco quando eu tento transformar toda essa chatice no parque de diversões, ela ajuda moderadamente a todos de uma forma que não tentemos fazer vandalismo novamente e nossos pais não nós matem. Uma mulher de vinte e oito anos — Ela é muito jovem para ser diretora, mas vai por mim, ela é boa nisso — Cabelos ruivos e olhos verdes que como eu costumo falar, fazem você falar toda a verdade com o terror dentro deles.
— Mais de umas cinquenta vezes? — Completei e ela franziu o cenho.
— Engraçadinho, só por isso eu deixo essa passar. — Sussurrou, lançando uma piscadela e um sorriso meio maroto surge no rosto dela, mas logo some com a mesma cara séria de sempre.
— Sim, senhora! — Faço uma postura ridícula de soltadinho de brinquedo e saio marchando pelo corredor e passando por ela.
— Frost! Me de seu skate! — Falou com autoridade e a mão erguida — Vou deixa-lo guardado comigo, vai que alguém queira ficar com ele. — Me viro e jogo o skate e ela o pega no ar, por sorte não havia aluno nenhum ali e ter sido acertado.
Era melhor me apressar senão não ia dar tempo de falar com ele. Achei! Me aproximei devagar e quando ele me notou, sua cara ficou preenchida pela frustração.
— Calma lá, amigo — Ergui as mãos em rendição — Vim apenas me conversar — Contei e ele riu com ironia.
— Conversar sobre o quê? Não precisa me consolar ou qualquer outra coisa, dessa vez ela quase me matou com o olhar — Ele parecia querer me dar uns murros ali mesmo como se eu fosse um meio de extravasar a raiva, mas no fundo eu mereço. — Eu gosto muito dela, cara...
— Opa! Espera ai, jovem! — Ergui as mãos novamente e ele ficou quieto — Não sabemos o que mais aconteceu 'pra ela ficar daquela forma e não venha descontar sua raiva em mim, ainda mais quando aquela cena no intervalo acarretou tudo — Apontei na cara dele e seu rosto mantinha um pouco de calma, mas seus punhos ainda estavam cerrados. — Quando ela fica perdida sem saber o que fazer, ela comete uma loucuras, se manter calada por dias ou descontar em alguém a mesma raiva do momento que tu 'tá sentindo. — Expliquei, ele deveria saber ali como a antiga amiga de infância dela era agora, essa que eu conhecia bem o suficiente — Mas pode ter certeza, ela ainda gosta de você, mas ela quer apenas que você fique longe...
Ele me analisou vendo se eu estava mentindo, logo sua calma tinha tomado seu rosto e ele parecia se sentir mais tranquilo, o que era melhor acontecer, não queria brigar logo cedo de manhã e ficar estressado o resto do dia. De rage time já basta eu em league of legends.
— Pedi sua ajuda, ainda vai me ajudar? — Perguntou e rolei o olhar com aquela pergunta óbvia.
— Posso me redimir com meus erros no inferno, mas farei de tudo que for possível para te ajudar e que estiver ao meu alcance, mas eu não sou o único culpado — Dei de ombros e ele suspirou.
— Você tem razão, devia ter falado com ela mesmo que me ignorando
— Também acho... Mas não daria tão certo e você ainda seria ignorado — Rolei os olhos. — Mas mudando de assunto, melhor irmos pra sala, quer saber, vou cabular para a sua sala e ai a gente arma um plano, operação cupido. — Dei uma risada e ele deu um murro no meu braço.
Mas não podíamos saber exatamente como convencer a Merida de perdoar o Soluço, vamos precisar de uma ajuda extra feminina, Rapunzel talvez, afinal, ela estava do lado da ruivinha quando Merida começou a agir estranhamente.
Quando como um século período de aulas acabou e poderíamos ir para casa, eu e Soluço ficamos procurando Punzie que nem loucos, até decidimos sair e lá estava ela com meu... Skate, cara eu tinha me esquecido dele!
— Você tem amnésia, Jack? — Ela me entregou o skate rindo, há há não ajudo nada divertido, só eu posso fazer graça. — E finalmente, vocês conversaram!
— Não, ele não tem e Punzie, precisamos da sua ajuda. — Soluço foi curto e direto.
— Não me diga que vocês dois estão encrencados e precisam da minha ajuda? — Indagou, desconfiada e o olhar fitando a nós como se fosse o juiz do julgamento final.
— Bem... Quase isso, quem precisa aqui é esse bobão sem argumentos com a melhor amiga de infância — Apontei para ele e senti uma olhar feio em minha direção. — Mas e ai? Você topa?
— Claro! Mas não vão depender de mim para mudar a ideia de Merida no momento, não gosto de me intrometer tanto quanto você, Jack — Contou e sorri marotamente.
— Ciúmes, princesa? — Olhei desconfiado, ela virou o rosto vermelho. — Que fofa!
— Punzie, acho que você deveria maneirar seu pimentão no rosto. — Soluço começou a rir e eu não pude evitar e ri junto.
Caminhamos até a casa de Punzie falando o que poderíamos fazer em relação a isso, não vimos Merida na escola e isso apenas comprovava que ela parecia se esquivar não só do Soluço, mas também de mim, ficando apenas próxima de Rapunzel sem trocar tantas palavras.
O que será que ela 'tá pensando fazendo esse joguinho?
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