The Day War Ended

15 Capítulo XV — Mother know's best


Jack

Uma das coisas que eu posso falar e que não apenas eu senti esse ano foi: ciúmes e raiva.

Ciúmes porque ninguém mexe com a loira sem minha autorização. Raiva porque só quem pode irritar e tirar a ruiva do sério era eu. Mas não. Quem fez isso e roubou ela de mim, não sei se isso pode ser levado no bom sentido porque não é nada bom. Soluço Haddock. Não deveria ter raiva dele, porque ele é meu amigo, chato e geek, mas do mesmo jeito, meu amigo.

Ok, a Rapunzel viu o que a minha prima Elsa vez e tudo mais, só que sair dali inventando desculpas que tinha esquecido algo na casa de alguém, isso não me enganava. Ela tinha se magoado feio com isso e eu sou o responsável.

Tentei falar com ela logo quando chegou segunda, mas por incrível que pareça, ele está ali, protegendo-a de não sei o que. De mim não deveria ser porque, eu a protegia dos babacas que davam em cima dela, das lideres de torcidas que a fazia ficar triste com insultos horrível. Eu, apenas eu a protegia. Não ele.

Os olhos de suplica dela, pedindo na linguagem dos olhos para que ele a protegesse do monstro que estava na frente dela. Aquilo doeu, e muito. Eu podia jurar que teria dado um murro na cara do Soluço, mas a Merida me impediu, praticamente me tirando de perto daqueles dois.

Passei metade do dia para poder falar com ela, pedir desculpas. E ver o que ou qual era o problema dela ter visto o selinho que a Elsa me deu.

Não a encontrei o intervalo, só quando faltava apenas cinco minutos para tocar o sinal é que eu escuto meu nome ser chamado, tinham vários Jack's ali então eu não virei. Só quando alguém se jogou em mim que eu dei bola. Era ela.

Suas mãos tremiam ainda que me abraçando por trás e um tremulo e fraco pedido de desculpas é feito. Não era ela que deveria se desculpar e sim eu. O babaca do Jack Frost, o garoto que só apronta e mete os outros em encrencas, dá corda para os planos mais idiotas e não pensa antes de agir.

Eu queria de verdade poder ficar com ela ali, daquele jeito, mas não dava. Eu não poderia. Mas eu podia fazer uma coisa, abraça-la de volta de falar que eu sentia muito, de verdade e que se ela tinha alguma coisa para falar, que fosse o que ela tinha sentido naquele dia.

O rosto dela ficou em choque, os olhos verdes dela me hipnotizando e tirando o foco do que estava por vir. Ela me deu uma tapa e lágrimas começaram a descer de seu rosto. O tapa tinha doido, mas não tanto quanto ela se magoou.

Puxei-a para um abraço e pensando que ela poderia ter me empurrado ali mesmo e continuado com o que eu merecia, mas ela retribui com o abraço.

Passei assim minha semana, mesmo nós dois temos nos acertado, ela continuou com o Soluço, ao lado dele e com o braço envolvendo a cintura da minha loira, calma Jack, ciúme mata...

Sábado, um dia da qual eu amo... Não fazer nada!

— Jack! A Elsa, Anna e eu iremos sair para dar uma volta na cidade, você quer ir? — Emma me tira do meu cochilo só para me chamar para sair? Que horas são?

— Tô meio ocupado, indo para Nárnia, sabe... — Coloquei minha cabeça debaixo do travesseiro e resmungando de raiva.

— Qual é maninho... Você tá com essa cara deprimente a semana toda e a Elsa me falou que é por causa da Rapunzel... — Me balançou e resmunguei contra o travesseiro — Se você quer dar um bom exemplo de irmão na vida, vá falar com a garota que você magoou!

Eu ia, juro que iria responder, mas Emma fechou a porta antes de eu levantar a cabeça e responder a ela.

Por parte ele tinha razão, não deveria ficar ali, mas só que eu já tinha pedido desculpas a ela, mesmo que só tenha sido por um braço, tapa e abraço.

Caramba! Às vezes a Punzie chega a ser mais complicada que a própria Merida.

Levantei-me com a maior preguiça que alguém pode ter no universo e a fiquei cambaleando pelo quarto como se fosse um bêbado e indo em direção ao guarda-roupa, colocando apenas uma blusa branca e dei uma arrumada na calça jeans e peguei meu casaco azul favorito. Um presente muito especial, que quando eu o ganhei, não cabia ainda em mim, que me deu foi a garotada qual eu vou fazer uma visita hoje, Rapunzel.

Desci correndo pela escada e pela casa e indo em direção a cozinha, minha mãe ficou surpresa com minha felicidade desconhecida, porque até o começo da semana ela tinha notado minha cara de emo carente. Tomei um rápido café da manha e sai de casa, indo em direção a casa dela.

Uma das coisas que me fez pensar bem mesmo antes de ir para a casa da Punzie era se eu ia ser bem recebido, mas não por ela, pelo contrário ela iria dar um sorrisinho pelo menos, eu acho. O problema era a mãe dela, o filha da onça!

Mamãe Gothel era assim que eu costumava chama-la, não por ser um apelido carinhoso, mas sim porque ela parecia àqueles tipos de mães bem "boazinhas", fazem tudo que você quer, te mimam e depois... Metem-te o medo!

Só de ficar penando nas inúmeras possibilidades de ser mandado embora só por ter aparecido, nem notei que estava já na porta da casa dela.

"Bem, é agora ou nunca!"

Toquei a campainha e apenas esperei para ser recebido com uma cara feia da mamãe Gothel.

— Ah, é você... Se quiser falar com ela passe seu recado logo, estou sem paciência. — Suas roupas faziam com que ela soasse mais assustadora, no estilo vitoriano e com um vermelho clássico da época.

— Bem eu prefiro falar cara a cara com ela sabe... — Me ergui na ponta dos pés olhando para dentro da casa enquanto Gothel bufava impaciente, sabendo que não iria me convencer de sair dali.

— Rapunzel, querida! Eu tenho um amigo bem irritante na porta querendo falar com você!

— Você poderia ter deixado de ter falado "amigo irritante". — Murmurei, censurando Gothel pela ótima educação de mulher adulta que ela tinha.

Quando Rapunzel desceu as escadas correndo a mãe adorável dela saiu dali e foi em direção a sei lá a onde.

— O que você está fazendo aqui? — Ela sorriu um pouco e logo me deu passagem para entrar.

— Bem, eu queria conversar com você sabe ver se eu ainda não estou ferrado. — Me virei para ela e Punzie apenas riu sem graça.

— Está tudo bem entre nós, Jack... — Ela andou em direção as escadas e eu apenas a acompanhei. — Não tem que se preocupar com nada.

— Tenho sim! — Me olhando assustada e eu parei no meio da escada. — E-eu errei, e não pensei se aquilo iria te machucar...

— Mas machucou, Jack...

Andamos em silencio para o quarto dela, alias toda vez que eu aparecia para conversar com ela na sua casa é obrigatório, a conversar tem que ser no quarto, porque assuntos como os nossos não podem ter uma ponta de Gothel no meio, senão dá a arara e a coisa pega fogo e é só eu enxotado da casa.

Sempre adorei o quarto da Rapunzel, as paredes totalmente repletas de pinturas e o teto com cores bem vivas. Mas o que impressiona não é apenas isso, é que ele poderia ser totalmente rosa, mas ainda bem que ele não é.

Joguei-me na cama dela e peguei um dos ursinhos de pelúcia e ela riu em resposta e se sentou ao meu lado e me atacando com uma almofada.

— Ei! Eu vim na paz e você me ataca? — Finjo ficar bravo, mas de nada adianta e só faz ela rir mais ainda.

— Anda, Frost, o que você quer falar comigo? — Ela me toma o ursinho e eu tento pegar de alguma forma. — Só te devolvo se falar logo.

— Hum... O.k. Bem antes de tudo, você não quer me dar mais um tapa? Caso o que eu fale te irrite ou sei lá... — Olhei para ela e não era nada agradável seu rosto. — O.k eu começo, por que você ainda anda com o Soluço e me ignora o resto da semana?

— Eu acho que você sabe a resposta.

— Não, quer saber? Eu não sei! — Me sentei ao seu lado. — Pode me falar que eu não to sabendo de nada!

— Como você é teimoso! Tudo bem, primeiro aconteceu aquilo e logo depois eu não sabia... Bem com quem ficar, porque a Merida sempre fica do seu pé, a Astrid fez uma amizade de cara com uma aluna nova chamada Heather e a Violeta sempre está com o Will. E isso me fez passar mais tempo com o Soluço.

— Mesmo você e eu tendo feito as pazes?

— Sim, mesmo depois disso. — Ela sorriu sem graça.

— Eu fiquei com ciúmes. — Falei sem pensar, mas era verdade, talvez eu estivesse acostumado com toda a atenção voltada para mim, mas era ridículo ter esse sentimento de posse com alguém, uma pessoa.

— Como? Jack Frost com ciúmes? — Concordei. — Ciúmes? Aquela coisa chata que tem entre amigos e namorados? Eu acho que não entendi direito.

— Não? Então eu lhe faço entender... — Pode-se dizer com o que eu fiz eu ia ser expulso da casa e da vida dela.

Toquei o rosto dela e já sentindo o meu queimar de tanta vergonha, puxei ela delicadamente para perto de mim, tão próximo que não demorou para eu parar de ouvir nossas respirações.

— Rapunzel, filha, eu fiz um lanche para você e seu amigo irritante! – Nos separamos rapidamente só de ter ouvido a mãe dela falar a porta. Quase...

Mas o momento poderia ter durado mais se certa coisa não tivesse atrapalhado. Mas vamos ver o lado bom, ela não entrou no quarto, o que já é um progresso. Ela não invade o espaço da filha, já minha irmã atravessa o quarto com um copo d’ água fria e taca no meu rosto. Se isso não tiver adiantado ela trás um balde. E não, eu não estou exagerando ou muito menos brincando com isso, e isso não é engraçado.

Saímos do quarto dela para ir em direção à cozinha e parecia que a Gothel nem tinha feito aquilo para mim já que ela me odeia pelo não sei qual motivo. Sanduíches de manteiga de amendoim e de geleia e duas jarras de suco sobre a mesas, cara eu podia jurar que aquilo deveria estar envenenado...

— Bem, sirva-se... – Ela andou em direção a mesa e começou a se servir.

Sentei-me ao lado dela e fiz um drama para tentar morder um pedaço do saboroso (ou envenenado) sanduíche, até que ela fez questão de me dar um enorme cutucão e eu mordi. Hum... Até que não estava tão ruim.

— Sinceramente, Rapunzel, eu pensei que você receberia visitas de suas amigas e não dele! – Gothel entrou na cozinha se sentando a nossa frente.

— Mas você tá apontando para eu todo! – Quase engasguei.

— Aquele garoto, com sardas e cabelo escuro... Como ele se chama mesmo?

— Soluço, mãe.

— Isso! Ele para mim pareceu um bom garoto. – O quê? É o quê? Ela gostou de um garoto que está andando com a filha dela? O que fizeram a mamãe Gothel?

— Mãe... Por favor... – Punzie ficou corada, com as mãos cobrindo o rosto.

— Se for para eu ir embora está dando certo... – Olhei muito interessado para o sanduíche. Ela atingiu a ferida.

— Não vá embora querido, você é sempre bem vindo aqui. – Só que não né? Dava 'pra sentir a ironia na voz dela, faltava a língua ser faca e ter voltado 'pra quarta série.

— Se me derem licença eu preciso ir. – Me levantei e dei um beijo na bochecha de Punzie.

Ela me chamava enquanto eu abria a porta para ir, até que ela gritou meu nome e olhando para trás, apenas alguns passos ela estava ali, com o rosto corado e uma lágrima no canto do olho, a boca suja com geleia.

— Só para constatar, você tá “linda” assim. – Apontei para seu rosto a fazendo ficar mais encabulada e corada.

Ri um pouco com o jeito dela, fofa e atrapalhada. Isso era o que a definia e eu amava isso nela.

Aproximei-me dela e a abracei, como se fosse um urso e sussurrei inaudível para ela um “te adoro”. Recebi o abraço dela em resposta e já separados, beijei sua testa.

— Você sabe lá no quarto você não tinha me respondido sabe? – Olhei e ela tentava colocar uma cara de brava no rosto, mas para ela isso era impossível.

— Eu respondi sim, seu lerdo. – Ela riu.

— É mais, eu quero ouvir de novo, vai que eu me esqueça. – Sorri maroto, eu não ia esquecer, mas só queria ter certeza do que ela tinha dito.

— Eu fiquei com ciúmes... Satisfeito?

— Hum... Um pouco. Mas agora eu tenho que ir. — Depositei mais um beijo em sua testa, em sinal de despedida.

Notas finais
Edit.: Gente, 'tava lendo os comentários de uns anos atrás dessa fic e notei uma coisa... Que vocês eram bem empolgadas pra ship porque crl... Era jarida, jackunzel, mericcup. O meu erro foi não ter deixado logo de cara quais seriam os casais da fic e fazer o que fiz lá no começo, porque fiz a maioria torcer pra algo que poderia não acontecer. Então, me perdoem por isso, por não ter respondido comentários, por não ter agradecido o suficiente, por não ter atualizado com frequência, por ter excluído a fanfic, por ter metido e explicado problemas pessoais meus da qual vocês não tinham curiosidade de saber, me perdoem, por tudo. No inicio do ano pensei em excluir (de novo) fics antigas minhas e pensei novamente quando a ideia ressurgiu, pensei em editar os capítulos, adicionas palavras e melhorar na pontuação e narração, desenvolver melhor os personagens e dar motivos para eles, mesmo que rasos e bem, estou tentando ainda, tanto que aquela palavrinha "editando" só vai sair dali quando eu realmente terminar de editar e me ver satisfeita com o maior orgulho que tive como Liran.