The Day After The Wedding
1 Capítulo único
Notas iniciais
MAS.... como foi que eu vim parar aqui? Aliás, a pergunta mais lógica a se fazer seria: ONDE ESTOU??
A última coisa da qual me lembro, depois de sair por Washington, procurando por Will, é que alguém falou algo sobre casamento! Ah sim, Will finalmente pediu a mão de JJ! Não que isso fosse novidade, novidade era ela ter aceitado.
Ok, casamento... mas isso ainda não explica onde estou...
Vamos analisar o local: temos grama, muita... estou debaixo de uma árvore e está de dia, e eu posso saber que o dia já vai alto pela intensidade dos raios solares.
Bem, vou usar o que sei tentar descobrir o local, afinal, não reconheço nada. Então, vamos começar, ficando de pé em 3...2...1...
Ui! Melhor não! O que aconteceu comigo? Tá tudo girando! Não só girando como qualquer movimento que faço com a minha cabeça parece que a Terra está movimentando junto!
O que foi que eu comi?
Argh! Eu TENHO que achar um meio de sair daqui....
OK, pé ante pé, devagar e respirando fundo eu finalmente consigo me levantar do local onde parece que passei a noite...
Sim, eu Spencer Reid, passei a noite debaixo de uma árvore, deitado na grama e abraçado com uma taça de champagne??? Meu Deus!
Levanto-me e olho em volta, tem um tablado, uma mesa redonda com vários lugares; o jardim é bem cuidado e há enfeites por todos os lados, enfeites brancos e de tom prata e arranjos de flores. Há flores, até em cima do tablado, parece que fizeram um altar ou palco, não sei direito, não consigo enxergar com esse sol forte e minha cabeça parece que foi atingida por um trem.
Ando mais alguns passos e vejo alguém.
Esse "alguém" está de terno, que não lhe cai muito bem, e está deitado de maneira que seu pescoço vai reclamar por uma semana. Chego mais perto, e reconheço a figura, é Kevin Lynch, o analista, ex-namorado de Penélope. Mas o que estaria eu fazendo em uma festa com Lynch? Ainda mais depois do pedido desastroso de casamento que ele fez para Penélope e ela, do seu jeito, pediu que jurássemos, sim toda a equipe, que não conversaríamos mais com ele.
A cada minuto que passa eu fico mais confuso...
Tendo acordar Kevin e saber o que está acontecendo, mas ele parece mais morto do que vivo e não me escuta...
Meu Deus eu preciso de um banheiro!!!!
Mais alguns passos e me deparo com uma casa, ou melhor, uma mansão. Logo a reconheço, é a casa de Rossi, lógico!
Bem se eu estou na casa do Rossi, e juntando os enfeites que vi até agora... eu estava no CASAMENTO DA JJ!
É isso! Foi aqui que aconteceu o casamento da JJ e do Will! O problema é que não me lembro de nada!
Pelos meus cálculos, eu sei que houve o brinde depois da cerimônia, todos dançaram e... é depois disso que não me lembro...
Agora que já sei onde estou, é fácil dar prosseguimento à minha tarefa: BANHEIRO! Então, é só entrar na casa, não me perder como sempre faço que eu consigo!
Porém, antes de conseguir sequer chegar à varanda, vejo uma perna, digo, uma pessoa, também jogada na varanda, olho e reconheço o Agente Anderson, que, sabe-se lá o porquê, também foi convidado. Passo por ele e vou de encontro a porta.
Tento uma, duas, três vezes, mas não abre. Começo a bater, eu sei que não é educado, afinal sou um convidado que não foi embora e bebeu demais pelo jeito, mas eu preciso entrar.
Ao bater pela quarta vez, escuto um grunhido, não é uma pessoa, está mais para um rosnado... chamo de novo e o mesmo som me responde e consigo distinguir algumas palavras como “Cai Fora”, o resto era incompreensível.
Apesar disso, insisto na porta e, por fim, me lembro que não devo empurrar e sim puxar para abri-la.
Assim o faço e quando a porta finalmente abre, algo me acerta. Algo não, uma poltrona! Mas como?! Depois de me debater pelo o que me pareceram uns bons cinco minutos, consigo sair debaixo dela e me deparo com... Emilly!?!?!
Achei a “dona” do grunhido! Emilly está péssima, não sei o que aconteceu. Quando tento acordá-la, recebo um tapa no meio do rosto. Acho que ela não gosta de ser acordada, seja lá por quem for....
Mas tento novamente, e a resposta que recebo são vários palavrões em russo, árabe, francês, italiano e sabe-se lá qual era aquela última língua que ela estava falando, de tão embolado que saiu.
Como Prentiss não quis a minha ajuda, ou melhor, eu nem tive como perguntar, afinal, ela só me batia, entro na casa. Procuro pelo banheiro e, perdido como sempre fico por aqui, caio da sala de visita....E a próxima cena é muito pior do que uma Emilly Prentiss muito bêbada caída da cadeira! Meu Deus, eu só queria um banheiro!!
Vejo Morgan, ou melhor, um trapo de Derek Morgan deitado, ou seria caído, no sofá da sala, não seu como ele conseguiu aquela façanha, mas algo não está normal na sua posição, sei lá, tem perna demais ali.....
Como não aguento mais esperar, e vendo que é inútil tentar ser educado ou até mesmo discreto, tendo em vista a situação das três pessoas que já encontrei por aqui, grito, perguntando onde esta o banheiro.
Isso tem efeito automático! Morgan levanta em um pulo, mas creio que não foi por conta do meu grito, mas sim pelo grito de Garcia que, não só gritou, mas pulou como um gato assustado, deu. E sim, era ela a terceira perna! Morgan e Garcia, de algum jeito que o meu cérebro não quer processar acabaram desmaiados no sofá, naquela posição....
E a resposta que recebo? Ah sim, “Kiddo, por favor, some daqui! Me deixa dormir que hoje não quero ver tua cara.”
Garcia por sua vez, já de pé, olha em volta e solta uma sonora gargalhada, não sei o que ela vê de engraçado nisso tudo. Aliás, não sei o que deu em todo mundo... tá tudo muito estranho, eu tô estranho!
E quando eu, por acidente, comento que estou me sentido estranho, as coisas pioram de vez... Garcia me pega pelos ombros, olha bem no fundo dos meus olhos, ou pelo menos acho que ela fez isso, porque, sinceramente, os olhos dela estavam embaçados, e me diz: “- Pretty Boy, você só está de ressaca!”
Não, não posso estar de ressaca, eu nem bebo! Nem bebi!
Uma gargalhada rouca, acompanhada de algo caindo chega aos meus ouvidos. Emilly acordou e, esta tentando, em vão, se levantar da poltrona em que estava sentada.
Sarcasticamente ela solta, um: “Então o menino gênio finalmente tomou o seu primeiro porre?” Pensa bem Spencer, poderia ser pior!” Nem preciso comentar que, para que ela dissesse esta frase, ela precisou de no mínimo dois minutos, nunca vi alguém falando tão enrolado!
Neste momento, e tendo escutado a fala da Emilly, Morgan, já sentando, me joga uma almofada na cabeça me perguntando onde dormi, quando digo no jardim, ele me olha e me pergunta: “Sozinho?” Acho que era uma pergunta retórica, afinal, com quem mais dormiria em um jardim!
Bom, enfim, consegui o meu objetivo e estava esperando por Morgan ou Emilly para poder ir para casa, quando um celular começa a tocar.
Toca uma, toca duas, toca três... por fim, parece que cai na caixa postal.... e recomeça a tocar.
Nós quatro nos olhamos, e nos perguntamos de quem é, mas não era o de ninguém, pelo menos não os nossos.
Derek pede para alguém seguir o som, já que aquele barulho estava fazendo a cabeça dele doer mais do que já estava, olhamos pra ele com a melhor cara que conseguimos de “por acaso somos seus escravos?” Mas não resolve nada, ele insiste que alguém vá ver onde o maldito telefone está, já que ele não tem condições nenhuma de levantar.
Emilly até arrisca, mas, não sei se é a ressaca ou se ainda está bêbada, ou simplesmente ela não está acostumada a andar de saltos tão altos, não consegue dar dois passos antes de virar o pé. Culpando os sapatos, ela os arremessa, na direção da cozinha, soltando o que eu acho ser um palavrão.
E é bem nessa hora que algo acontece, escutamos um barulho, parece que um dos sapatos acertou algo, talvez um dos bancos que bancada da cozinha, vai saber...e junto com o baque do sapato no chão, um grunhido – as pessoas se esqueceram como se fala depois deste casamento, só pode.
Não tem jeito, somos os quatro vencidos pela curiosidade e, aos trancos e barrancos, um apoiando no outro, e pisando no pé do outro, chegamos na cozinha, e ninguém poderia imaginar tal cena....
“Me fala que ele tá vivo!” – Garcia sussurra.
“Mas é claro! Olha lá, dá pra ver que ele está respirando!” – Prentiss sussurra de volta.
“Nunca imaginei essa cena na minha vida! Será que pega mal tirar uma foto, só pra provar que ele também é humano!” Garcia, novamente diz.
“Deixa disso, BabyGirl! Você deveria ter tirado uma foto do Gênio aqui dormindo abraçado com uma taça debaixo da árvore. Agora do seu chefe apagado na bancada da cozinha?! Deixa quieto!” Morgan respondeu
Nessa hora, o celular tornou a tocar insistentemente e, com um gesto mais automático do que consciente, Hotch pega o celular e tenta atende-lo de seu modo costumeiro, o que não acontece, afinal o aparelho estava de ponta cabeça.
Ao nos ver ali, parados, com nossas caras de ressaca e de quem não havia dormido, ele diz lacônico e um tanto infeliz, “temos um caso, só não faço a mínima ideia de como vamos resolvê-lo!”
Pelo menos alguém foi sincero.
A equipe estava quase toda reunida, só faltava Rossi. Bom, era a casa dele, ele TINHA que estar em algum lugar.
De alguma forma, nos separamos, fomos recolhendo os caídos, Lynch, Anderson, que deu um pulo ao ver o chefe na frente dele, até mesmo achamos a Strauss (!!!), dormindo em um dos quartos, mas nada do anfitrião.
Por fim, já cansados de procurar, não que tenha durado muito, afinal, ninguém tinha condições pra fazer nada, resolvemos que, antes de qualquer outra coisa, precisávamos de um café. Logo depois, BAU.
Fizemos o café, foi uma experiência diferente, não que fosse a primeira vez da equipe reunida tomando um café, mas foi a primeira vez de toda a equipe de ressaca, tentando executar uma tarefa simples que era, achar uma cafeteira, colocar o pó e esperar o café ficar pronto, e enquanto o café pingava, tentávamos clarear a mente para acharmos o Rossi, para então rumarmos para Quantico.
Sem sucesso em todas as tarefas — afinal o café ficou aguado, Garcia se queimou com a bebida quente e quando Emilly foi socorrê-la, a jarra da cafeteira se espatifou no chão — fomos para os carros e para nossa surpresa, quando abrimos o primeiro SUV, Rossi estava lá, dormindo, roncando alto ao som de Tony Bennet.
Ao chegar na sala de reuniões, mais ou menos compostos, repassamos o caso, ou melhor, pegamos as informações, porque cérebros funcionando ali, não tinha nenhum.
Mas nossos problemas só estavam começando, porque quando o avião finalmente decolou, já atrasado porque eu passei mal, a fila do banheiro era grande!
É não seria um dia fácil.... Tinha que existir um manual de como se faz um perfil quando se está de ressaca, enjoado e com sono. Prentiss me disse que, no início da carreira dela, ela só trabalhava desse jeito, e que a melhor cura pra uma ressaca é outra! Morgan por outro lado, já me aconselhou que devo me acostumar, porque agora serei o companheiro de balada dele, o que Garcia achou ótimo e se convidou pra ir junto.
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, Hotch simplesmente soltou um: “Podemos voltar ao caso?” Gostaria de saber como ele consegue! Há uma hora atrás ele estava desmaiado em uma bancada e agora já está pronto para caçar serial killers!
Espero, sinceramente, que JJ e Will tenham tido um voo seguro e calmo, e que estejam melhor do que nós por aqui, por que não está sendo fácil!
Mas sabe qual é a pior parte? EU NÃO LEMBRO DE NADA DA FESTA! E tenho medo de perguntar para os outros o que aconteceu, porque das duas uma, ou não lembram porque beberam muito, ou vão me contar coisas que eu não vou querer saber!
—-------------------------------------------------------------------------
Mais tarde naquele dia que não terminava nunca para nenhum dos agentes:
“Meus amigos fofos e queridos, adivinhem o que o seu oráculo achou!”
“Não faço ideia, BabyGirl!” – Morgan
“O que foi, PG?” – Prentiss
“Diga Kitten!” – Rossi
“Pode dizer, Garcia!” – Hotch
“Eu achei um vídeo de alguns membros dos Vingadores desejando felicidades aos noivos que eu estava gravando! Vocês vão querer ver isso! Já está no tablet de vocês! Garcia desligando!”
SENHOR O QUE FOI QUE EU BEBI!!!!!!!!!!!!!!
Fale com o autor