The Daughter Renesmee

18 Capítulo 17º - Pura Loucura?


Notas iniciais
Há muito tempo eu não posto nessa fic, embora ela seja meu xodó porque foi minha primeira. Bom esse capítulo nada mais é que dedicado a minha Little Baby Máh que me pediu por isso, então aqui vai um capítulo que eu já tinha escrito há um bom tempo, no entanto não tinha postado por falta de coragem e tempo.

POV Embry

Malditos vampiros, não podemos confiar neles nem quando alguém de sua própria família desaparece, na verdade os únicos que ainda continuaram um pouco comigo foram os "pais" de Cathe, mas depois Raoni os mandou irem ver como Renesmee estava e agora apenas nós restamos – os lobos e o meio vampiro –, entretanto eu acho que isso se deve ao fato de Leah também esta aqui. Longa história.

Eu sou um bolinho de arroz, meus bracinhos vieram bem depois, minhas perninhas ainda estão por vir, mas eu não tenho boquinha pra sorri. Por que, por quê? – Era a sexta vez que Aidan cantava essa droga de música.

Juro que a próxima vez que você continuar essa música, nunca mais poderá ter filhos. – Rosnei entre dentes e meu lobo rugiu já o lobo de Aidan só correu um pouco mais a frente.

Dê um desconto Embry, estamos todos entediados. – Olhei pelo canto do olho para Collin que andava ao meu lado me fazendo bufar com seu comentário.

Podemos estar entediados, mas realmente é preciso ficar cantando a mesma música irritante por vinte vezes seguidas? – Collin deu de ombros por minha mente e eu parei de dar atenção a ele.

Continuamos correndo para oeste, porém eu não estava conseguindo pensar direito, eram muitos sentimentos ao mesmo tempo, tanto por causa de Cathe quanto os alheios dos lobos transformados.

E os que mais me enchiam eram os de Leah, que até agora não tinha aceitado o fato de ter tido um imprinting pelo Naythan, e sinceramente eu meio que entendia ela, quer dizer, ele é um meio vampiro, não como Catherine e Kaytlin, mas um mais poderoso e com mais genes vampíricos do que humanos, e desde que ela virou loba odeia qualquer vampiro incluindo os não completos, acho que a pessoa que mais saiu ganhando nisso tudo foi Seth, porque dessa maneira ele não precisa mais dividir Kay com ninguém.

Acabei esbarrando em Cauê que estava a minha frente, o lobo marrom carmim me olhou desentendido.

Desculpe garoto, estava distraído. – Cauê continuou me olhando e pendeu a cabeça para o lado, às vezes eu realmente fico pensando que essas novas gerações de lobo se comportam mais como animais do que humanos.

Tudo bem, mas parece que as coisas não estão muito legais com você Embry. – Suspirei me sentindo um idiota por transparecer meus sentimentos tão facilmente.

Não estão, mas não precisa se preocupar já sou bem adulto pra cuidar de minhas próprias feridas. – Feridas essas que eu não fazia a menor ideia de quando iriam sarar.

Somos seus irmãos, você sabe que pode contar com a gente pra tudo até mesmo para a dor. – Lancei um sorriso de lobo para o garoto e ele me deu um pequeno empurram de lado, uma das únicas formas dos lobos de demostrar afeto.

O dia acabou passando bem rápido e quando percebemos já era noite e Raoni resolveu acabar com a procurar, e eu realmente estava exausto nem me lembro a ultima noite que dormir, acabei voltando para casa e recebendo uma pequena ajuda de minha mãe, desde o momento que Cathe desapareceu, acabei ficando muito mal e ela mesmo não sabendo o que estava acontecendo cuidou de mim tentando me passar esperança e tudo aquilo que uma ótima mãe faria, não lutei contra isso, até porque eu precisava de apoio e ela sempre fora a melhor pessoa para isso.

– Posso entrar? – Ela perguntou depois de colocar a cabeça para dentro do meu quarto, concordei e ela entrou se sentando na ponta da cama. – Como você está querido? – Suspirei enquanto me ajeitava na cabeceira.

– Vazio – Murmurei meio esgotado e ela apenas me lançou o mesmo olhar que vinha se tornando constante. Pena. – Não me olhe assim mãe. – Pedi meio desesperado.

– Desculpe, mas nenhuma mãe gosta de ver seu filho sofrer. – Ela murmurou afagando meu joelho e eu assenti.

– Eu sei – Já estava cansado de tentar conversar com ela e com qualquer um. – Estou cansado e com fome. – Balbuciei tentando mudar de assunto, ela me deu um sorriso de quem entendia e logo depois saiu do meu quarto dizendo que iria preparar algo para eu comer.

Deitei minha cabeça no travesseiro enquanto tirava do bolso o meu pequeno amuleto, eu não costuma usá-lo como um colar nem nada, até porque seria bem chato ficar o tirando e o colocando no pescoço cada vez que fosse me transformar, então eu sempre o mantenho em meu bolso e de alguma forma ele me dá força. No dia que dei um colar a Catherine acabei comprando um pra mim também e nunca achei que ele seria usado como forma de consolo um dia, fiquei observando a peça prateada até começar a sentir meus olhos pesarem e tudo em seguida ficou escuro.

Minhas pálpebras lutavam contra a claridade que se tornava cada vez maior, tentei abri os olhos, mas não sabia como me acostumar com tanta luz, então levantei a mão e a coloquei em cima de meu rosto para fazer um pouco de sombra, e assim que pude ter a pouca visão do lugar senti meu coração acelerar, era como uma prisão sem portas nem janelas e tinha apenas o que parecia ser um holofote focado em minha direção.

– Embry? – Meu olhos se arregalaram e senti minha respiração parar. Aquela era a voz de Cathe.

– Catherine! – Gritei levantando e olhando em volta, no entanto a maldita luz me cegava.

– Estou aqui! Por favor me ajude. – A voz soou ainda mais deprimida e eu senti meu corpo esquenta por causa da adrenalina, comecei a correr em volta da escuridão.

– Onde você está? – Eu tentava encontrar algum foco, mas eu não via nada.

– Me tire daqui Embry, por favor! – A voz dela se misturava com um choro baixo e lá estava à dor novamente, o desespero aumentava cada vez mais enquanto eu corria para um lado e outro a procura de Cathe. – Ah Embry, ele está me machucando. – Meu peito parecia querer explodir de ódio e desespero, eu não conseguia fazer nada, eu nem mesmo a encontrava, de repente um grito de dor ecoou no cômodo e era como se eu estivesse morrendo, tudo havia ficado sem sentido, o lugar agora não tinha mais a luz, era tudo escuridão.

Acordei respirando irregularmente, o suor encharcava minha camisa, olhei em volta procurando algo na realidade em que eu pudesse me agarrar, e senti algo pequeno na palma de minha mão, abaixei meus olhos e lá estava o pingente do cordão me fazendo perceber que aquilo só tinha sido mais um pesadelo medonho, voltei a deitar na cama deixando as lágrimas deslizarem por meu rosto, eu não conseguiria mais dormir, não hoje.

Olhei para meu relógio de cabeceira e já eram duas e meia da tarde e eu nem sabia que dia era aquele. Ouvi vozes altas do andar de baixo da casa, no entanto era como se meus ouvidos estivessem entorpecidos, depois de alguns minutos passos apressados seguiram caminho pela escada e eu tinha certeza que eram em direção a meu quarto.

– Embry!? – Jacob entrou em meu quarto quase quebrando a porta ao abri-la, ele não estava sozinho, Raoni e Cauê estavam ao seu lado.

– O que houve? – Perguntei levantando da cama e dei graças aos céus por eles não terem chegados minutos atrás quando eu ainda chorava.

– Sabemos onde Catherine está! – Meu coração parou.

POV Leah

Quando foi a ultima vez que tive sorte na minha vida? Não sei exatamente, talvez tenha sido há alguns anos atrás quando encontrei um dólar no chão. E acho que foi por meio daquela “sorte” que acabei perdendo todo o resto.

Minha vida não tinha mudado tanto durante os anos que haviam se seguido depois da batalha contra os vampiros italianos, tive que aprender a conviver com a família que Sam e Emily formaram e consegui não matar Renesmee todas as vezes que ela ia até La Push com Jacob, mas isso acabou quando eles foram embora para o Alasca. Alguns anos depois eles voltaram, no entanto a monstrinha tinha virado uma adolescente e parecia que estava descobrindo os sentimentos por Jake, não que eu me importasse muito com isso, porém com a volta dele, a matilha retornou a ser comandada pelo verdadeiro herdeiro de Ephraim Black e acabei tendo todo o acesso aos pensamentos de Jacob sobre Renesmee e seu “relacionamento” e sem contar a amizade dela com Seth, o que me deixava cada vez mais próxima da família dos vampiros.

Depois de uma temporada convivendo com os problemas do Black e da Cullen, eles se resolveram e como uma bomba todos descobriram meses mais tarde que a monstrinha estava grávida, o que me deixou muito irritada porque eu não conseguia acreditar que outro monstro nasceria e até tentei conversa com ela sobre não manter o bebê o que não funcionou, admito que me arrependo muito daquela ideia de Renesmee abortar, se não fosse por ela, Kaytlin não haveria nascido e Seth não teria tido imprinting, e aqui estamos nós em outro assunto que me deixava com os nervos a flor da pele, eu nunca aceitei o fato de Kay ser a impressão de Seth porque pra mim ela era só mais uma aberração no mundo e que nem conseguiria se adaptar, mas ela mostrou totalmente o contrário quando se transformou a primeira vez e o sentimento de medo e desespero dela naquele momento me lembrara a minha primeira vez como loba, para todos podia ser bem legal, no entanto para mim era uma sentença de morte.

Depois de conviver com Kay percebi que ela era uma garota incrível, tinha puxado o lado cabeça dura de Jacob e o lado amoroso de Renesmee, assim como a força de Bella e toda a coragem de Edward – não que eu admirasse a historia deles –, mas isso a torna única. Acabei entendendo porque Seth a ama tanto, ela é cativante e meio pirada.

Sentei no tronco ainda no meio da floresta, eu não queria voltar para casa agora, estava tão atordoada, que nem conseguia digerir direito a historia de ter tido um imprinting por um meio vampiro, aquilo foi à coisa mais estranha que senti em minha vida e agora era como se eu vivesse por causa de alguma coisa, ou melhor, “pessoa”. Eu achava que nunca ia ter uma impressão e quando tenho é por uma espécie que deveria ser meu inimigo natural? Isso não estava meio fora do contexto? Talvez aquilo fosse algum tipo de castigo por ter passado tanto tempo maltratando todos. Soltei um suspiro. Só de lembrar o rosto dele meu coração já bate mais rápido e todo o meu corpo se agita e eu mal posso descrever como minha loba se sente, aquilo era errado e injusto, mas eu não conseguia parar e por mais que devesse querer o contrário, eu o queria ali e agora, como algum tipo de tutora permanente pra toda a vida – o que na verdade eu era de certo modo –, no entanto eu também queria me manter longe e apenas observá-lo quando batesse a falta.

– O que esta fazendo ai? – Senti as batidas de meu peito pararem e minha respiração também. O que ele estava fazendo aqui? – Se não quiser me responder tudo bem, eu só quero ficar um pouco em silêncio perto de alguém que faz eu me sentir bem... – A voz dele foi ficando mais fraca no final.

Não acredito que ele também já esteja sentindo o efeito da impressão. Quando me dei conta ele estava sentando-se ao meu lado no tronco, minha loba se agitou de alegria e eu me encolhi.

– Por que não vai para casa? – Perguntei depois de vários minutos de silêncio e o observei pelo canto do olho, mas desviei já que ele me olhou parecendo surpreso, talvez tenha sido pela pergunta ou pelo simples fato de eu está falando com ele.

– Quero continuar ajudar nas buscas pela Cathe. Ela é minha amiga e amigos não abandonam em tempos difíceis, não é mesmo? – Levantei o rosto dessa vez e o analisei para logo em seguida concordar. – E você, por que não vai para casa? – Agarrei minhas mãos mais ao tronco e deslizei meus olhos para frente, era estranho ficar o encarando por tanto tempo, porque aqueles olhos azuis me hipnotizavam e me deixavam vulnerável.

– Não quero ficar sozinha em casa, é meio sufocante. – Avaliei as palavras antes delas saírem de minha boca e aquela frase felizmente havia saído na medida certa.

– Entendo. Qual o seu nome mesmo? – Voltei meu rosto para o garoto e me senti ser agarrada aqueles olhos de novo, no entanto dessa vez eu não desviaria.

– Leah. Leah Clearwater. – Ele assentiu e depois sorriu, meu coração se derreteu e eu senti vontade de sorrir de voltar.

– Então você é parente do Seth! E a propósito me chamo Naythan Orland, mas se quiser pode me chamar de Nay. – Concordei com um aceno de cabeça, será que seria estranho dizer que Seth era meu irmão? Não falei nada. Naythan. Combinava perfeitamente com ele, era um nome forte e sugestivo.

– Como conheceu Catherine e Kaytlin? – Não sei se aquela seria uma boa pergunta, contudo me atrevi a fazê-la.

– Sou filho de Nahuel e Hilary, por isso eu já conhecia Kay e os Cullen, mas fazia bastante tempo que não os via, então reencontrei Kaytlin na escola e Catherine estava com ela, a partir desse dia nos tornamos amigos. – Okay. Aquilo era muito louco, não creio que ele é filho do meio vampiro psicopata que tentou ficar com Renesmee.

Antes de Kay nascer como eu tinha contado, Jacob e ela haviam passado por um período conturbado e Nahuel era uma das principais causas disso, pelo o que eu entendi naquele tempo, o meio vampiro queria se casar com a monstrinha para poder ter filhos híbridos e mais poderosos, mas Jacob logo acabou com essa ideia dele.

– Hum... Conheci seu pai... – Parei na metade da frase, seria uma burrice tocar no assunto, mas Nay me olhou pasmo e eu mordi o lábio me xingando mentalmente. – Quando ouve a luta contra os vampiros do mal... – Naythan pareceu entender.

– Ah, lembro que meu pai me contou sobre isso, foi como ele conheceu os Cullen. – Ele murmurou e depois passou a língua entre lábios me fazendo prestar mais atenção naquele ponto. – Eu realmente esqueço que você é uma loba o que me faz achar que não viveu tanta coisa, mas estou totalmente errado. – Voltei a olhar nos olhos dele... Que agora estavam dourados?

– Seus olhos mudam de cor? – Perguntei meio espantada e o garoto riu provavelmente da minha expressão ridícula.

– Sim. É coisa do meu dom, quando me sinto mais a vontade para não usá-lo meus olhos ficam dourados, e quando acho que estou correndo perigo ou nervoso, eles ficam azuis. – Ele ainda sorria e mantinha a face de divertimento.

– Então antes você achava que estava correndo perigo? – Murmurei lembrando a cor azul que dominava seus olhos antes.

– Não. – Franzi o cenho. – Só estava nervoso, mas agora vejo que não tinha por quê. – Ele sorriu e eu comecei a dizer a mim mesma para me acalmar.

– Hum... É... E seus pais? Não ficam preocupados por você está fora de casa há tanto tempo? – Mudei de assunto, seria melhor assim.

– Na verdade eles estão fazendo uma visitinha ao Brasil... – Arqueei as sobrancelhas em entendimento.

– Você nasceu lá, não é? – Nay assentiu e depois mudou as feições e eu logo entendi porque.

– Hey Leah... E Naythan, encontramos algumas pistas que dão em direção onde Catherine está, vocês vem com a gente? – Collin perguntou assim que apareceu por entre as árvores.

– É claro! – Naythan foi o primeiro a se manifestar, e eu soube que nossa conversa estava acabada apenas por aquele dia.

POV Kaytlin

– Acho que seria mais legal escolher os nomes dos nossos filhos. – Murmurei olhando para ele, Seth me lançou um sorriso malicioso e voltou a me beijar e eu retribui, acho que agora podíamos continuar o que quase aconteceu antes na mansão Cullen.

(...)

Seth ainda beijava meus lábios, meus dedos já estavam entre os fios de cabelo dele, então ele mudou os movimentos quando o ar faltou e começou a beijar meu pescoço enquanto uma de suas mãos puxava o zíper de meu casaco, senti meu corpo formigar ao ter a noção do que estaria por vir em seguida, mas meu corpo não queria parar, eu não queria parar.

Quando senti o toque dele em minha pele por dentro da blusa minha pouca sanidade foi pro espaço e voltei a beijá-lo até que finalmente chegamos à cama no meio do quarto, desci meus dedos de seu cabelo e os fechei na camiseta larga de Seth , enquanto isso ele subia cada vez mais minha blusa de panda, então eu parei ao lembrar disso.

– Seth? – O chamei fazendo-o parar os movimentos e me olhar desentendido. – Minha blusa não é meio broxante? – Indiquei apontado para o panda estampado nela. Seth riu.

– Na verdade ela te deixa sexy. – Sussurrou em meu ouvido me fazendo perder o ar, porém logo beijos quentes voltaram e eu terminei o ajudando a puxar minha blusa me deixando apenas com o sutiã roxo, ele parou por alguns instantes e sorriu para depois morder meu lábio inferior, retribui a mordida e cravei minhas unhas em seu braço, mas depois disso ele desceu as mordidas e logo estava em meu colo, passou por minha barriga até parar no cos de minha calça jeans e resolveu tirá-la, senti minhas bochechas pegarem fogo, mas não eram apenas elas que estavam em brasa, meu corpo todo estava. Seth me olhou com cobiça quando finalmente fiquei apenas com a lingerie que ao contrário do que eu imaginava para minha primeira vez com Seth não era nada sexy, contudo acho que ele não estava dando atenção a isto.

– Isso está meio injusto... Estou quase sem roupa e você ai todo vestido. – Falei ofegante e ele riu.

– Podemos resolver isso. – Confirmou antes de começar a se despir, Seth ficou de joelhos e tirou a camisa e quando ia começar a tirar a calça o impedi trocando suas mãos pelas minhas, até eu consegui-la tirar completamente e ele voltar a deitar sobre mim, só que eu não poderia deixar de dar uma olhada no que seria meu eternamente. Seth era perfeito. Seus músculos definidos enlouqueceriam qualquer garota, mas não foi por isso que me apaixonei por ele, foi por tudo o que ele é, e naquele momento eu quase podia ver sua alma e eu amava cada pedacinho dela, fechei os olhos à medida que ele explorava meu corpo, então decide dar um pouco mais de divertimento para ele tirando meu sutiã, Seth parou e me observou enquanto deixava meus seios nus, olhei em seus olhos assim que terminei e ele sorriu de canto até que abaixou o rosto e beijou cada um deles delicadamente, fechei minhas mãos em punho quando ele logo começou a sugar um de meus seios, era como estar no céu, prazer incompreensível e surreal.

– Ah... – Soltei um gemido assim que uma de suas mãos se fechou contra meu seio direito e começou a massageá-lo, movi uma de minhas mãos do coberto e agarrei as suas costas novamente, senti o peso de Seth se intensificar e acho que rosnei quando nossas intimidades se tocaram, ele parou com o trabalho em meus seios e desceu um pouco mais mordendo meu umbigo, senti suas mãos apertarem minhas cochas então olhei para baixo enquanto ele começava a puxar o elástico de minha calcinha, mas parou quando percebeu que eu o observava.

– Posso? – Perguntou sorrindo e eu apenas assenti sem palavras certas, meu rosto deveria estar como uma pimenta.

Ele desceu por completo minha calcinha e eu soltei um grito de prazer quando ele começou a sugar minha intimidade.

– Seth! – Gritei ainda mais alto puxando seus cabelos, fechei meus olhos, céus! Como aquilo era bom, sua língua era rápida e quente, podia ser loucura do momento, mas ela parecia bem melhor lá do que em minha boca... Até que senti que não aguentaria mais, abri meus olhos sentindo o orgasmo me tomar, era como estar em uma apresentação de fogos de artificio, minha visão ficou cheia de pontinhos brilhantes, Seth ainda permaneceu ali por alguns segundos enquanto minha respiração descontrolada se acalmava, ele voltou a se esgueirar por cima de mim até estar com o rosto a centímetros do meu, eu sorri e ele me retribuiu com aquele maravilhoso sorriso que clareava a noite e todos os meus problemas.

– Tudo bem? – Perguntou arqueando as sobrancelhas. Mordi o lábio.

– Tudo ótimo. – Sussurrei e no segundo seguinte voltamos a nos beijar, desci meus dedos devagar por suas costas e parei no elástico da boxer que ele ainda vestia, a puxei sentindo minhas mãos tremulas, pude perceber o membro dele ser liberado e tocar minha cocha esquerda, aproveitei que Seth distribuía beijos por meu ombro e olhei para baixo, meus olhos se arregalaram ao ver seu tamanho, caramba aquilo caberia em mim? Acho que Seth sentiu minha tensão porque ele voltou sua atenção ao meu rosto e viu o que eu estava observando.

– Vamos devagar. Prometo que se for demais pra você eu paro. – Olhei em seu rosto meio preocupado e o analisei por alguns segundos, qual era o meu problema afinal? Eu queria isso, queria pertencer a ele de todas as formas possíveis, eu não iria parar por causa de um medo bobo, algum dia isso acabaria acontecendo, então é melhor terminar agora que comecei.

– Eu sei. – Sussurrei beijando seu pescoço, senti Seth ficar ainda mais animadinho e acho que já estava na hora de acabar com as preliminares.

Desci minha mão até seu membro e o apertei, Seth soltou um gemido forte e eu sorri comigo mesma.

– Que tal acabarmos com esse joguinho? – Sugeri agora deslizando minha mão por sua extensão.

Seth não respondeu, ele apenas puxou meus braços e entrelaçou suas mãos com as minhas no auto de minha cabeça, envolvi minhas pernas em sua cintura e ele entendeu que eu estava preparada, o senti começar a abri espaço e acabei fechando meus olhos, eu me sentia incendiar e aquela dor era horrível, os lábios dele se juntaram com os meus e eu tentei dar atenção a isso, mas era quase impossível com aquela maldita dor, mordi o lábio de Seth até que um gosto de ferro deslizou por minha língua me fazendo perceber que devia ter o machucado com a força que coloquei na mordida, aquilo me deu um pequeno desespero, no entanto o sentimento logo foi eliminado da minha mente quando eu o senti deslizar totalmente dentro de mim, ele ficou parado por alguns instantes.

– Preparada? – Sua voz saiu rouca perto de meu ouvido e eu quase tive um orgasmo apenas com ela.

– Sempre. – Sussurrei de volta.

Ele começou com os movimentos e tudo desmoronou aos poucos, não existia mais nada ao nosso redor naquele momento, meu corpo estava nas nuvens e o pior de tudo era que Seth parecia saber o que estava fazendo já que ele às vezes diminuía as estocadas me fazendo só ir mais a loucura, apertei mais minhas pernas em volta de sua cintura e agora nós urrávamos de prazer, abri os olhos e observei seu rosto, ele parecia ainda mais lindo, o suor descendo por sua testa fazia alguns fios de cabelo grudarem ali, sua boca entreaberta gemia palavras desconexas, suas mãos saíram das minhas e agora apertavam meus seios, já as minhas tinham ido de encontro as costas dele, eu o aranhava mesmo sabendo que ele acabaria sem nenhuma marcar ao final de tudo, eu no entanto provavelmente ficaria cheia delas e não me arrependeria de nenhuma. Os movimentos aumentaram e eu já podia me sentir latejar e acabei o ajudando nas investidas até que nossos gemidos se transformaram em um grito de prazer e nós gozamos juntos, meu mundo pareceu desabar e eu senti meu orgasmo ir por cada célula do meu corpo, eu nunca havia sentindo tanto prazer, Seth desabou em cima de mim e eu permaneci de olhos fechados tentando suavizar minha respiração.

– Tem certeza que você era virgem? – Perguntei ainda meio sem ar, a gargalhada de Seth se fez presente no lugar.

– Absoluta. – Ele levantou o rosto para me responder e eu sorri, Seth saiu de cima de mim e se jogou ao meu lado na cama, suspirei virando-me para ele.

– Você acha que... Foi bom? – Perguntei envergonhada e ele sorriu ainda mais se inclinando em minha direção.

– Não foi bom. Foi perfeito. – Sussurrou em meu ouvido para em seguida me dar um selinho.

– É, foi sim... – Murmurei arrepiada. – Você está cansado? – Perguntei sentindo minhas bochechas em brasa. Droga de vergonha.

– Sou um lobo, lembra? – Olhei para ele que sorria de lado agora, então deslizei para mais perto dele e o beijei, Seth retribuiu no mesmo instante.

Subi em cima dele ainda beijando seus lábios e eu já podia senti-lo apertar minhas cochas, acho que ele tinha uma pequena tara por elas, desci meus beijos por seu pescoço e dei algumas mordidas que foram repreendidas por gemidos, continuei o trajeto até parar um pouco em seu abdômen concentrei minhas mordidas naquele ponto e passei algumas vezes minha língua por ali, mas ideia principal era tentar retribuir as preliminares então desci mais até tocar seu membro.

– Kay... – Seth me repreendeu olhando para mim com aquela cara de “Nem pense em fazer isso”, mas eu só sorri e passei minha língua em seu membro o fazendo soltar um gemido enquanto seus olhos se fechavam, aquilo foi maravilhoso de se ver, e se ele sentia prazer com aquilo eu continuaria; e o mais engraçado era que minha loba não estava satisfeita ela queria dar mais deleite para Seth e eu a ajudaria com isso, envolvi minhas mãos em volta de seu membro e dei inicio a pequenos movimentos, até que achei que aquilo não estava bom e comecei a dar pequenos beijos, meu lobo começou a soltar palavrões que muitas vezes não eram concretizados por completo por causa dos gemidos, criei coragem e deslizei meus lábios em sua extensão. – Puta que... – Voltei com a boca passando a língua e meus dentes aranharam um pouco a cabeça de seu membro. – Mais rápido p-pequena... – Fiquei surpresa por ele conseguir terminar uma frase e fiz como ele pediu, aumentei os movimentos e quando percebi Seth soltava rosnados. – Eu vou go... – Entendi a frase antes que ele terminasse e me mantive ali apenas por mais alguns segundos, vi o corpo de Seth tremer até ele gritar meu nome gozando.

– Ainda não terminamos. – Sussurrei em seu ouvido quando voltei a sentar em sua cintura, eu estava excitada novamente e Seth parecia se recuperar rapidinho.

– E quem disse que eu quero que termine? – Ri de sua expressão e ele me puxou pela nuca me fazendo beijá-lo, no segundo seguinte ele estava dentro de mim e me ajudava a subir e descer devagar. – Podemos ir mais rápido? – Soltei uma gargalhada que foi cortada por beijos desesperados e assim sem eu nem mesmo perceber, as coisas voltaram a esquentar e os movimentos que antes eram contidos agora mal podiam ser verbalizados, além de nossas lamurias ainda era possível ouvir o ranger na cama que eu podia jurar ser nova, mas talvez eu estivesse errada, parei de pensar nisso quando as mãos de Seth deslizaram por minhas costas e se fixaram em minha cintura, acabei deitando todo o meu corpo sobre o dele fazendo cada pedacinho de nossas peles se juntarem. Seth quis mudar nossas posições, mas eu não permiti segurando seus braços rente ao corpo, meus lábios deixaram os seus e desci minha boca para sua mandíbula até chegar a seu ouvido.

– Eu amo você. – Sussurrei e aumentei o ritmo impossibilitando Seth de responder, eu mal conseguia assimilar onde seus dedos passeavam agora, minha atenção estava sendo tomada novamente pelo prazer, até que ouvi algo se partir e no minuto seguinte eu e Seth estamos no chão, olhei para os lados tentando entender, quando a risada estrondosa de Seth preencheu o silêncio do quarto me fazendo ficar ainda mais confusa.

– Nossa primeira cama quebrada. – O garoto murmurou maroto me fazendo ficar vermelha ao entender que havíamos “acabado” com a cama e agora estávamos no chão, escondi meu rosto no pescoço de Seth.

– Meu Deus Seth! Isso é constrangedor. – Minha voz saiu quase inaudível.

– Eu acho que podemos tirar proveito disso. – Levantei meu rosto para olhar em seus olhos que continuavam com aquele brilho.

– Como? – Perguntei curiosa, mas ele apenas me tirou de cima de si e me colocou no colo depois de levantar da cama em pedaços, me sentou no pequeno sofá ali e voltou para os destroços ajeitando o colchão no chão o que me fez rir enquanto observava sua bunda nua.

– Que foi? – Ele virou-se para mim.

– Sua bunda é uma delicia. – Ele gargalhou e eu o acompanhei, meu lobo voltou a andar até mim e beijou minha testa enquanto suas mãos me puxavam para cima e me colavam a seu corpo, logo nossas bocas de encontraram ansiando mais contato, uma de minhas mãos desceu e apalpou a bunda de Seth o fazendo rir entre meus lábios e me erguer pelas cochas, nossos sexos se tocaram e pude senti a dureza da parede quando minhas costas foram de encontro a ela, minhas unhas faziam um trabalho incrível nos ombros e costas dele até que as mordidas de Seth ficaram mais perceptivas em meu pescoço e finalmente pude voltar a senti-lo dentro de mim, deslizando sem esforço algum e agora seria impossível alguma coisa nos parar até chegarmos a outro orgasmo.

A noite passou toda dessa forma até eu não aguentar mais e sentir que meus olhos me traiam querendo fechar-se.

(...)

Um brilho se fez presente atrás de minhas pálpebras me forçando a abrir os olhos, passei as mãos por eles e soltei um gemido de dor sentindo algumas partes de meu corpo latejarem, então todas as lembranças da noite passada voltaram como um filme, virei meu rosto vendo Seth todo esparramado ao meu lado, sorri comigo mesma me sentando no colchão, olhei em volta fazendo uma careta vendo a bagunça que havíamos feito, levantei com vontade de ir ao banheiro, corri até o sanitário e fiz xixi me sentindo aliviada até tocar minha cocha sentindo a dor novamente, olhei para frente vendo meu reflexo no espelho, meus olhos se arregalaram quando vi as manchas roxas distribuídas por meu pescoço e colo.

– Puta merda. – Sussurrei em estado de choque, acariciei debilmente alguns lugares e voltei a gemer de dor, então era assim que se ficava depois de uma noite de amor com um lobo? Ri ironicamente da minha pergunta mental e me pus de pé soltando um suspiro de insatisfação ao ver os outros hematomas espalhados quase igualmente por meu corpo, mordidas, aranhões e chupões se misturavam ali.

– Kay? – Ouvi a voz rouca de Seth me chamar do quarto e quase no mesmo instante fechei a porta do banheiro por impulso, engoli em seco tentando imaginar qual seria a reação dele se visse no que nossa primeira noite de amor juntos rendeu. – Pequena, você tá ai? – Uma batida na porta do banheiro me despertou de meus devaneios e eu tentei não gaguejar ao respondê-lo.

– Estou lobinho, você pode pegar minha roupa? – Murmurei transmitindo segurança, no entanto não era isso que eu sentia no momento, e acho que havia sido uma ótima ideia ter escolhido uma roupa mais fechada antes.

Notas finais
É isso ai! Não sou nada boa com coisas hot, então o que tem no capítulo foi o máximo que eu consegui. Beijos C:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.