The Daughter Renesmee
15 Capitulo 14° - Kwop Kilawtley (Eu te amo)
Notas iniciais
Acordei com uma mão afagando minha bochecha, abri os olhos e pude ver aqueles dois diamantes chocolates me fitando, tentei sorri mais acho que saiu apenas como uma careta.
– Não precisa fingir que está bem. – Suspirei e fui para mais perto de Seth o abraçando pela cintura.
– Eu sei que pra você não. – Senti ele beijar meus cabelos e afagar meu braço.
– Estou preocupado com você. – Levantei meu rosto para ver sua expressão ele estava com uma ruga na testa e os lábios franzidos.
– Não é como se algo normal tivesse acontecido Seth... Cathe não está aqui, não posso estar bem. – Um bolo se formou em minha garganta lembrando as cenas de ontem.
– Eu sei que não, mais dói ver você assim. – Ele deu um leve selinho em meus lábios.
– Não sofra porque eu estou sofrendo. – Seth revirou os olhos.
– Isso é impossível. – Franzi o cenho e sentei na cama ainda o olhando.
– Posso te fazer uma pergunta? – Seth acomodou-se melhor a cabeceira da cama e então assentiu. – Porque sempre esteve comigo... Sabe, desde que eu nasci? – Pude o ver arregalar um pouco os olhos e logo depois sorrir.
– Acho que já está na hora de contar tudo pra você. – Mordi o lábio, parecia que a conversa seria séria. – Você lembra-se daquela história que eu li pra você sobre os deuses terem nos dividido em duas partes? – Suspirei e não foi preciso esforço para lembrá-la, aquela era a história mais linda que eu já ouvira.
– Lembro... Você me disse que no começo de tudo nos tínhamos quatro braços, quatro pernas, duas cabeças e apenas um coração, mais os deuses acharam que ficaríamos muito fortes então resolveram nos separar e nos amaldiçoar a passar o resto da vida à procura de nossa outra parte e da outra metade do nosso coração. – Senti meus batimentos acelerarem há medida que eu contava a pequena história e então ai percebi, eu nunca precisei procurar minha outra metade ela sempre esteve aqui.
– Mais essa maldição não afetou os lobos. – Ele falava olhando dentro de meus olhos. – Mesmo antes de você nascer eu sabia que você era a minha outra parte, e ai quando você nasceu eu só confirmei tudo quando olhei dentro dos seus olhos a primeira vez, era como se meu mundo só ai se completasse, isso é apenas uma coisa que os lobos tem, se chama – Imprinting – “Imprinting... É quando você a ver e não é mais a gravidade que te segura a terra... É ela, você faria qualquer coisa e seria qualquer coisa por ela” algumas pessoas acham que imprinting é algo obrigatório e que é como se fosse um tipo de prisão sem escapatória, mais não é isso, o imprinting é apenas a forma mais simples de encontrarmos a nossa outra metade e assim não precisamos ficar nos machucando enquanto procuramos no lugar errado. – Eu sorri como uma boba, então era isso! Eu sempre estive ligada a Seth, agora eu entendo porque me sentia tão estranha e feliz ao lado dele e... Oh meu Deus! Eu tive um imprinting por Seth, quando eu virei loba e olhei para ele e senti ele me prender de um modo inexplicável.
– Você é meu imprinting Seth! – Seth arqueou as sobrancelhas.
– Sim, você é minha impressão. – Ele disse sorrindo, mais eu apenas neguei.
– Sou? Quer dizer... Não é isso que quero dizer... Ou é... Ai que droga, tudo bem, começando de novo, quando eu virei loba e olhei pra você senti tudo o que você falou sobre o imprinting! Isso é possível? E você também teve um imprinting por mim? – Perguntei totalmente enrolada, Seth ficou me olhando com a boca entreaberta e eu me perguntei se ele entendeu o que eu quis dizer.
– Você... Teve um imprinting por mim? – Assenti sorrindo verdadeiramente a primeira vez depois de quase vinte e quatro horas. – Uou! Isso nunca havia acontecido no mundo quileute, não que eu saiba... – Seth parecia confuso enquanto pensava e eu também estava ficando. Quer dizer que eu tive imprinting por ele e ele teve um por mim?
– Acho que nossa ligação é mais forte que as outras. – Meu pensamento saiu em voz alta, Seth me olhou e veio para mais perto de mim sorrindo de lado, eu sempre me derretia com seu sorriso, era algo único e perfeito.
– Eu sempre soube disso. – Mal terminou de falar e me beijou, eu correspondi de uma maneira mais urgente puxando sua nuca, senti suas mãos puxarem meu corpo de encontro ao seu me fazendo estremecer com o contato, envolvi seus cabelos com meus dedos, Seth mordiscou meu lábio inferior e eu apenas me agarrei mais a ele, uma das mãos dele entrou por dentro de minha blusa e acariciou minhas costas para logo depois apertar a pele exposta de minha cintura, soltei um gemido que foi abafado por sua boca. – Kwop Kilawtley. – Seth pronunciou entre meus lábios.
– Kwop Kilawtley, mais que tudo. – Eu sorri como uma boba e voltei a beijá-lo de uma maneira diferente, eu queria mostrá-lo o quanto ele era importante pra mim e o quanto eu o amava, Seth correspondeu não como antes mais sim com uma grande delicadeza como se eu fosse uma boneca de porcelana e a qualquer momento pudesse quebrar-me, senti a mão dele acariciar meu rosto, enquanto eu passava uma de minhas mãos em seu braço, minha cabeça dava mil voltas com a sensação de perfeição que era aquele momento, eu queria que aquela felicidade continuasse ali sempre mais o fato de Cathe não está aqui só tornava aquilo uma válvula de escape para a tristeza que tomava meu ser, então ouvi meu celular tocar e saí tropeçando da cama a procura dele, meu único pensamento era que Cathe poderia ter encontrado alguma maneira de se comunicar, mais onde estava o bendito aparelho telefônico?
– Achei! – Gritei enquanto via a tela do celular piscar incansavelmente eu podia sentia meu coração quase saltar de meu peito mais toda a ilusão foi desfeita quando vi que era um sms de Nay. – Naythan...
Olá sumida do mapa, como você está? E por que não vem mais a escola? E Cathe resolveu seguir o exemplo?
P.S: Precisamos conversar, então vou até a sua casa hoje.
Nay.
– O que esse cara quer? – Olhei para Seth dando de ombros e me jogando em minha cama enquanto lia a mensagem novamente.
– Ele quer saber por que Cathe não foi á escola e quer conversar... – Voltei meu olhar para frente novamente e Seth apenas revirou os olhos bufando. – Ele vem aqui. – Completei e ele me olhou com as duas sobrancelhas arqueadas.
– Não quero esse cara perto de você Kay. – Seth falou me fazendo olhá-lo o repreendendo.
– Você sabe que ele ainda é meu... Namorado, não literalmente mais ainda é então acho melhor nos conversamos e assim eu posso terminar com ele. – Ele apenas fez um bico vindo para mais perto de mim. – Não precisa ficar com ciúmes, você sabe que meu coração e tudo ligado a mim é seu. – Seth sorriu e subiu sobre mim prendendo meus braços ao lado de minha têmpora.
– Não estou com ciúmes... – Olhei para ele com os olhos semicerrados. – Talvez um pouco, mais eu sei que você não me trocaria por aquele sanguessuga de meia tigela. – Eu tive que rir com a entonação com que Seth falou.
– Amo você sabia? – Seth sorriu e passou a ponta do nariz em meu rosto.
– Também amo você minha pequena. – Ele me olhou intensamente e logo perdi o ar como todas as outras vezes. Soltei um de meus braços e deslizei a palma de minha mão em seu abdômen, senti-o estremecer em cima de meu corpo, o beijei delicadamente mais isso não durou muito tempo já que o ritmo aumentou e comecei a arranhar as costas de Seth enquanto ele passava a mão ao lado de meu corpo, ele apertou minha cocha me fazendo crava um pouco mais as unhas em suas costas, ele voltou a subir a mão passando-a por minha barriga e indo até meu rosto, então desci minhas mãos para seu short. – Acho melhor pararmos. – Seth falou jogando-se ao meu lado na cama, eu sentei rapidamente.
– Desculpe. – Pedi sentindo minhas bochechas em brasa e continuei a fitar minhas mãos.
– Não precisa se desculpar... Nos só não precisamos ir tão rápido assim. – Ele falou erguendo meu queixo com as pontas dos dedos. – Quero que você esteja preparada e não agindo por impulso.
– Eu estou... Preparada. – Falei olhando para o lado, se ele soube os pensamentos nada apropriados que tenho em relação a ele, ele com certeza não falaria isso. Passaram-se longos minutos no silêncio, então decide olhar para Seth e ver sua expressão, ele olhava para mim boquiaberto e totalmente estático.
– Está? – Perguntou saindo de seu transe e eu apenas mordi o lábio inferior assentindo lentamente.
– Mais eu entendo se você não quiser... – Seth riu me interrompendo.
– É claro que quero, só estava esperando por você. – Olhei para ele com uma expressão de choque, mais logo a eliminei de minha face. – Mais quero que seja algo especial então nada de agirmos por... Desejo. – Sorri mordendo o lábio novamente, era incrível como Seth sempre conseguia me surpreender.
– Vou tomar banho, antes que eu haja por desejo. – Saí praticamente correndo para o banheiro ainda ouvindo as gargalhadas de Seth.
Despi-me vagarosamente olhando para meu reflexo no espelho, eu estava péssima era como se eu tivesse passado a noite em uma maratona. Liguei o chuveiro e coloquei-me embaixo dele sentindo a água gelada tocar meu corpo quente me dando uma sensação gratificante naquele momento, não sei quantas horas fiquei ali apenas a deriva de meus pensamentos desconexos, tantas coisas haviam acontecido em tão poucos dias e isso fazia minha vida parecer ainda mais anormal, eu estava tão cansada de lutar só queria parar e viver momentos felizes como os de minutos atrás com Seth e toda a minha família.
Percebi que estava na hora de sair de debaixo do chuveiro quando vi meus dedos enrugados, coloquei a toalha envolta de meu corpo percebendo que eu esquecera como todas as outras vezes de trazer uma roupa para vesti-me aqui, coloquei a mão na maçaneta da porta me preparando para correr para meu closet caso Seth ainda estivesse ali o que talvez acontecesse de fato, e como eu esperara ele estava deitado com as mãos atrás da cabeça e de olhos fechados, ele sorriu percebendo minha presença mais continuou de olhos fechados então andei normalmente ate meu closet, coloquei uma roupa confortável e tentei melhorar minha aparência com maquiagem o que certamente me ajudou muito, voltei para meu quarto e dessa vez Seth estava parado em frente ao meu mural de fotos, fui até ele e o abracei por trás.
– É incrível como você cresceu tão rápido. – Ele falou me fazendo observar minhas fotos quando pequena, na maioria delas eu estava abraçada a Seth e sempre sorridente.
– Todos nos um dia temos que crescer, comigo foi só rápido demais. – Ele virou-se para mim e me abraçou me fazendo encostar meu rosto em seu peito.
– Temos que descer e fazer você comer algo. – Ele murmurou e eu fiz uma careta, eu não estava com fome.
– Não estou com fome, mais quero ver como estão todos. – A ultima fala saiu como um sussurro, eu sabia que todos estavam tão tristes assim como eu, mais eu não podia querer me trancar no quarto e ficar ali para sempre e também eu queria estar no andar de baixo quando Naythan chegasse.
– Tudo bem. – Seth concordou e começamos a ir em direção a sala da mansão.
Ainda na escada pude ver toda minha família, minha mãe e meu pai estavam em uma poltrona e minha mãe estava com os olhos vermelhos e a cabeça enterrada no pescoço de meu pai, meu avô e minha avó estavam parados no canto da sala com expressões indecifráveis em seus rostos de porcelana, biso Carlisle talvez fosse o único que se mexia ali ele afaga os cabelos de bisa Esme calmamente mais seu rosto mostrava um semblante de preocupação, mais a ideia de biso Carlisle ser o único a mexer-se foi eliminada quando vi tia Alice andando rapidamente para lá e para cá na enorme sala, tio Jasper estava parado olhando para ela, tia Rose estava petrificada nos braços de tio Emm com certeza aquela cena era a mais desagradável vista por mim, e então finalmente meus olhos pararam em Embry que estava sentando perto da janela e lagrimas desciam por seus olhos silenciosamente; a sala estava cheia de pessoas com muitos pensamentos e corações vazios naquele instante.
Olhei para Seth quando ele me incentivou a descer as escadas, então o fiz mais me sentia ainda pior por fazer parte daquela cena que no mínimo era de terror, eu estava indo para o sofá mais mudei de direção ao ver o piano, fazia tanto tempo que eu não tocava, e ele inúmeras vezes fora o meu refugio para dias tediosos, sentei-me no banco de madeira negro que ficava em contraste com o enorme piano de calda parado ao lado da parede da casa Cullen, eu aprendera a tocá-lo com meu avô Ed não fugindo a regra de aprender com o melhor pianista da família comecei a dedilhar nas teclas e lembrei-me de uma musica que eu aprendera em uma de minhas visitas ao Brasil, acho que ela se chama “Espero a minha vez” ou algo assim, não lembro o nome da banda, comecei a tocar a melodia que saia perfeitamente cada vez que meus dedos tocavam o piano, a lembrança de uma frase que eu ouvi em um dos meus filmes preferidos veio a minha cabeça “A ultima musica” então a mantive em minha mente: “A vida é como um piano: Teclas brancas representam à felicidade e as pretas as angústias. Com o passar do tempo você percebe que as teclas pretas também fazem música.”
Se o medo e a cobrança
Tiram minha esperança
Tento me lembrar de tudo que vivi
E o que tem por dentro, ninguém pode roubar
Essa frase é perfeita e totalmente correta às teclas pretas devem ser as que mais usamos para compor uma musica, senti Seth afagar minhas costas e sorri para ele ainda tocando, ele deu um pequeno beijo em meu rosto e voltou sua atenção ao piano.
Descanso agora, pois os dias ruins todo mundo tem
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa pois sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar
E eu espero a minha vez
Quando Cathe voltar tudo ficará perfeito e só ai eu poderei descansar, mais por enquanto eu tenho que lutar e aprender com cada tristeza e angustia que fazem parte de mim nesse momento.
O suor e o cansaço fazem parte dos meus passos
O que nunca esqueci é de onde vim
E o que tem por dentro ninguém pode roubar
Minha família é a coisa mais importante do mundo e acho que faria qualquer coisa por eles até mesmo morrer.
Descanso agora, pois os dias ruins todo mundo tem
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa
Eu sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar e eu espero a minha vez
E como a letra da musica diz no final tem que valer apena e tenho certeza que ira valer à pena ou talvez não.
E eu não to aqui pra dizer o que é certo e errado
Ninguém tá aqui pra viver em vão
Então é bom valer à pena
Então é pra valer à pena, ou melhor não.
O mundo não é apenas feito de alegrias não é o que todo mundo diz? Mais eu só vim descobrir isso agora, talvez esse seja o sinal que eu realmente cresci e preciso amadurecer para o futuro.
Os dias ruins todo mundo tem,
Já jurei pra mim não desanimar
E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar
O mundo vai girar e eu espero a minha vez.
Assim que terminei de tocar ouvi palmas e olhei na direção da porta onde um Naythan com um grande sorriso no rosto aplaudia.
– Você toca muito bem Kay. – Levantei-me mais Seth foi mais rápido se postando ao meu lado antes de eu mover-se.
– Olá Naythan. – O cumprimentei sem nenhuma emoção. Bom agora começaria uma longa conversa.
Notas finais
E Feliz Ano Novo atrasado rárá *--* espero que vocês tenham tido um ótimo Natal e Ano Novo e que esse seja um grande ano pra vocês, pra mim e pra fic. E até o próximo capítulo.
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