The Darkness is coming

6 Resquícios de mágoa


Notas iniciais
Oiee gente!! Eu sei que eu demorei para postar, mas como eu tinha dito eu estava viajando, fui na premiação da OBMEP no Rio... :D Espero que gostem do cap... Boa Leitura!!!!

P.o.V. Lily

– Lily não faz isso. — Abby me pediu com firmeza — Não se deixe levar pela raiva, por favor.

Eu juro que estava tentando, mas só o que eu conseguia sentir era raiva e rancor por tudo que eu tinha sacrificado por ela. Lá do porão era possível escutar alguém tentando arrombar a porta da frente e chegar até nós, mas eu sabia que quem quer que fosse não entraria, não até eu terminar o que tinha começado.

– Você acabou com toda a minha vida! — gritei — Por sua causa minha família nem fala mais comigo, eu tive que largar a faculdade que sempre foi o maior sonho da minha vida.

– Eu sei que pisei na bol...

– Não! — interrompi antes que ela pudesse continuar — Agora você vai me escutar!

Nesse momento eu puxei a arma que Sam havia me dado e fiquei com ela em mãos.

– Eu fiquei do seu lado sempre que você tinha um problema desde que éramos crianças, mas você nunca pensou em mim também, você nunca veio me consolar quando eu tinha problemas, porque parecia que o mundo só girava ao seu redor!

– Lily eu...

– E eu fiz tudo isso pra quê!? — exclamei — Só para ter a minha vida estragada por uma garota que só sabe ver o próprio nariz!

Minha raiva atingiu o auge e apontei a arma diretamente para Abby.

– Eu sinto muito. — tentou dando um passo para frente, mas eu apenas ameacei apertar o gatilho o que a fez parar — Eu sei que fui egoísta e... Eu juro que não pensei em quanto tudo isso significava para você. Deve ser mesmo tentador apertar o gatilho agora, mas como ainda não fez isso eu sei que a Lily que eu conheço, aquela tão boa que não teria coragem de me ferir ou a qualquer outra pessoa, ainda está ai dentro em algum lugar. Você ainda é minha melhor amiga! Não desista!

– É tarde demais para isso.

Percebendo que eu realmente ia atirar, Abby se jogou pra cima de mim de um jeito que fez o tiro sair para cima e atingir o teto. Ela tentou me segurar contra o chão, mas consegui rolar para cima dela dando um soco em seu rosto, infelizmente ela conseguiu me fazer derrubar a arma que foi parar do outro lado do cômodo.

Ela agora tinha as mãos na frente do rosto tentando se defender dos socos que eu dava, mas não adiantava muita coisa, eu sempre havia sido mais forte e mais rápida que ela. De repente eu parei meu braço a meio caminho do rosto dela e percebi que a raiva havia passado junto com todos os motivos para eu estar fazendo aquilo.

– Acabou. — falei saindo de cima dela, mas ela apenas conseguiu me lançar um sorriso fraco antes de desmaiar — Abby, por favor, acorda. — falei colocando a cabeça dela no meu colo — Me desculpe.

A culpa do que eu havia feito para minha melhor amiga pesou sobre mim e meus olhos começaram a se encher de lágrimas.

P.o.V. Dean

Já fazia um bom tempo desde que Sam tinha achado o que pareciam ser os restos de uma mão e ido queimar o corpo no cemitério. Quando ele saiu eu percebi que a porta da frente estava bloqueada e finalmente me dei conta de que tinha deixado as duas lá dentro. Eu tentei falar com a Abby e impedi-la de descer até o porão, mas ela não me ouviu e eu tentava com cada vez mais urgência arrombar aquela porta sem conseguir ter muito sucesso com a tarefa. Eu só sabia que não podia deixa-las se matarem.

Não me lembro de em que momento eu consegui entrar e ouvir a voz de Lily me chamar no porão, mas eu realmente esperava que não fosse tarde demais. Assim que desci até lá encontrei o corpo da Abby nos braços da amiga que tinha lágrimas nos olhos e algo dentro de mim se apertou ao pensar que talvez ela pudesse estar morta, mas afastei esse pensamento e me ajoelhei ao lado da Lily.

– O que houve? — perguntei olhando para Abby que estava com a boca machucada, um olho inchado e um pequeno corte na cabeça, mas ao menos não tinha nenhuma marca de tiro. Não conseguia explicar o alívio que senti ao ver que ela estava viva apenas desmaiada — Eu ouvi o tiro.

– Ela se jogou em cima de mim e eu errei. — ela disse e percebi que estava tentando conter as lágrimas — Eu quase matei a minha melhor amiga.

– Mas não matou. — disse segurando seus ombros — Não foi sua culpa. Vem eu vou tirar vocês desse lugar.

Ela concordou com a cabeça e nós levantamos, peguei a Abby no colo com cuidado e saímos da casa.

– Vocês estão bem? — Sam perguntou assim que viu que nos aproximávamos. Ele estava encostado no carro e pareceu ficar preocupado quando viu que eu trazia a Abby.

– As duas brigaram, mas felizmente conseguimos impedir que chegassem ao ponto de se matar. — expliquei — A Abby desmaiou por causa dos socos.

Nesse momento Lily contornou o carro e entrou sentando no banco de trás, logo em seguida batendo a porta com força.

– Ela com certeza não vai ficar bem por algum tempo. — Sam disse e suspirou.

– Mas ela vai superar.

– Não acha melhor levá-la a um hospital? — perguntou se referindo a Abby.

– E dizer o que? Que a melhor amiga dela tentou espanca-la até a morte? — indaguei.

– Podíamos inventar alguma coisa.

– Eles não cairiam em qualquer desculpa esfarrapada que pudéssemos dar. — suspirei — É melhor seguirmos viagem pelo menos até ela acordar.

Dito isso coloquei- a no banco de trás e nós dois também entramos seguindo em direção ao hotel.

***

P.o.V. Abby

Abri os olhos com um pouco de dificuldade, sentindo meu olho direito arder um pouco e percebi que estava inchado. Aos poucos as lembranças do que tinha me acontecido foram voltando a minha mente e minha cabeça começava a latejar.

– Abby. — Lily me chamou e eu me virei para ela que estava sentada ao meu lado, só então percebi que estava no carro — Como está se sentindo?

– Como se tivesse sido atropelada por um caminhão. — respondi fechando os olhos e me recostando no banco.

– Eu sinto muito mesmo. — ela disse — Você sabe que eu nunca faria algo desse tipo com você.

– Eu sei. Não foi sua culpa. — falei mesmo sabendo que não melhoraria em nada o que Lily estava sentindo – Para onde estamos indo?

– Para o bunker. — Dean respondeu.

Mesmo estando toda quebrada uma parte de mim estava gritando de empolgação por finalmente poder conhecer o bunker dos homens de letra que agora era onde os dois ficavam, mas felizmente ou não essa parte de mim não tinha forças para se sobrepor a minha dor.

– Por quanto tempo eu fiquei desacordada? — perguntei dando uma pequena espiada pela janela e vendo que já estava de noite.

– Algumas horas. — Sam respondeu.

– Não quisemos esperar até você resolver acordar para podermos continuar a viagem. — Dean comentou e eu teria revirado os olhos se abri-los não doesse tanto.

– Quanto tempo até chegarmos?

– Uma hora mais ou menos. — Sam disse — Mas vamos ter que parar para abastecer logo.

Depois disso devo ter cochilado por alguns minutos, pois me assustei ao sentir alguém me chacoalhar e abri os olhos dando de cara com Dean sentado ao meu lado no lugar onde antes estava a Lily.

– Onde estamos? — perguntei.

– Em um posto. Acabei de abastecer.

– Onde estão os outros?

– Eles foram comprar algo para comer. — falou e percebi que ele começou a examinar o meu rosto — O que foi?

– Você realmente apanhou feio.

– Ah você acha? — perguntei sarcástica, mas ele pareceu ignorar.

– Você está bem?

– O que você acha?

– Não nesse sentido. — explicou e eu suspirei.

– Eu sei que não era ela fazendo isso comigo, mas... Esse rancor já estava lá, o espírito só fez com que ela o liberasse. — fiz uma pausa — Algumas coisas que ela disse realmente são verdadeiras.

– Como o que? — perguntou e eu o encarei.

– Que ela se distanciou da família e largou a faculdade por minha causa. — dei de ombros — Que eu nunca havia pensado nela. Essas coisas.

– Mas por que você seria a causa disso tudo?

– Agradeço de verdade a sua preocupação, mas eu realmente não quero falar sobre isso.

– Entendo. — falou — Eu também já passei por isso com o Sam e acho que você já sabe disso. Não pode ficar presa a esses pensamentos.

– Eu sei. No momento eu estou mais preocupada com a Lily. — comentei — Ela nunca foi a favor de brigas e não machucaria ninguém, por isso eu sei que ela não está bem com tudo isso e tenho medo de que ela possa se fechar sobre esse assunto e sofrer sozinha.

Antes que Dean pudesse se pronunciar sobre isso, Sam e Lily voltaram com duas sacolas nas mãos e ele me ofereceu uma cerveja gelada para colocar no meu olho.

– Obrigada. — agradeci e percebi Dean sair do meu lado e se sentar novamente no banco do motorista.

Depois disso não conversamos muito e não demorou a chegarmos ao bunker. Assim que chegamos já era quase de manhã e eu fui direto para um quarto onde Sam disse que eu poderia ficar, me joguei na cama e quase que imediatamente apaguei.

"About time for anyone telling you off for all your deeds

No sign the roaring thunder stopped in cold to read

No time

Get mine and make no excuses waste of precious breath

No time

The sun shines on everyone, everyone love yourself to death"

Notas finais
Comentem o que acharam... Música: Imagine Dragons - I'm so sorry PS: eu sei que tem muita música deles, mas eu nunca consigo achar músicas que combinem mais com alguns caps... Logo eu posto o próximo... Bjs ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.