The Darkness is coming

3 Explicações complicadas e absurdas


Notas iniciais
Oiie gente!! Eu queria agradecer aos comentários da BELA WINCHESTER e da Beatriz Black Horan Valdez

P.o.V. Sam

– Acha que pode ser alguma coisa? — perguntei a Dean depois de ler uma notícia sobre um grupo de garotos desaparecidos.

– Não sei. — ele respondeu sem tirar os olhos da estrada.

Já fazia oito horas que estávamos dentro daquele carro com apenas algumas pequenas paradas para abastecer e eu não aguentava mais.

– Devíamos achar um lugar para passar a noite. — comentei.

– Eu paro no próximo hotel que acharmos.

– Acabamos de passar por um. O próximo deve ficar a no mínimo uma hora daqui.

Ele não respondeu e eu revirei os olhos.

– Tudo está calmo demais. — comentou distraído — Nós liberamos a escuridão no mundo há meses, tudo não deveria estar... Sei lá... Um caos?

– Concordo. — falei — É muito estranho.

– Como se a qualquer momento um meteoro fosse nos atingir em cheio.

– O que foi? — perguntei quando percebi que ele diminuía a velocidade aos poucos e apertava os olhos para enxergar melhor.

– Olha ali. — apontou com a cabeça — Ao lado do acostamento. Parece uma garota.

Consegui perceber o contorno da figura caída no chão parecendo estar inconsciente e acabei olhando para o outro lado da pista também.

– Ali parece ter outra. — falei.

– E as coisas começam a ficar estranhas de novo.

Dean parou o carro do lado onde estava a primeira garota e nós fomos até lá. Ela aparentava ter vinte e poucos anos, tinha cabelos castanhos e usava uma espécie de pijama onde estava escrito "Gatos mandam" com um desenho de um gato de óculos escuros.

– Como elas podem ter vindo parar aqui a essa hora da noite? — perguntou.

– Não parece ter nada ameaçador por aqui. — olhei ao redor.

– Pode ser uma armadilha. — deduziu.

– Talvez, mas não acho que seja. — falei — Põe ela no carro, eu vou ver a outra.

– Como assim põe ela no carro? Não podemos leva-las assim, você já pensou que elas podem ser monstros disfarçados?

– Bem, também não podemos deixa-las aqui. -expliquei e ele suspirou frustrado — Dean temos que descobrir o que aconteceu com elas.

– Ok, ok. — cedeu e carregou a garota no colo até o carro.

Enquanto isso eu atravessei a pista em direção à segunda garota. Essa parecia ser um pouco mais nova, tinha cabelos loiros e usava um short e um blusão preto. Com cuidado eu passei um braço nas pernas dela e outro nas costas. Coloquei-a no banco de trás junto com a outra.

– Parece uma boa ideia voltar para aquele hotel, não acha? –provoquei.

Ele apenas bufou sem olhar para mim e deu meia volta com o carro.

***

– Parece que elas não são demônios. — Dean concluiu depois que jogamos um pouco de água benta em cada uma — Tem certeza de que estão vivas? Elas não acordaram nem com água na cara.

Eu apenas revirei os olhos. Tínhamos alugado um quarto pequeno com duas camas de solteiro e um sofá, cada uma das garotas ocupava uma cama, e assim só sobrava o sofá.

– Pode dormir no sofá se quiser. — falei para Dean — Vou ver se acho alguma coisa estranha na internet.

– Acho que vou aceitar. Obrigado por se preocupar tanto com meu estado mental maninho. — falou com ironia.

– Tá brincando? Só quero garantir que não vou morrer em um acidente de carro, porque você acabou dormindo ao volante. — brinquei.

– Idiota. — disse já deitado no sofá.

– Mané.

Fiquei navegando na internet sem encontrar nada que chamasse a atenção por mais ou menos uma hora até que finalmente voltei a ficar intrigado com as duas garotas. Tinha que admitir que estava mais curioso do que preocupado com relação a causa daquilo.

Depois de alguns segundos as — observando vi a loira começar a se mexer.

– Dean. — chamei me levantando e ele apenas resmungou algo que eu não consegui entender — Ela está acordando.

Isso pareceu chamar a atenção dele, que logo se sentou e passou a prestar atenção nela. Aos poucos ela começava a se dar conta de onde estava e quando nos viu ela deu um pequeno grito agudo e assustado.

– Quem são vocês?! Onde eu estou?! O que vocês querem?! — perguntou praticamente jogando as palavras, ficando de pé e se aproximando da outra garota que também parecia estar acordando com o som dos gritos.

– Acalme-se, ok? — falei devagar tentando impedir outro grito — Nós vamos explicar tudo. Eu sou Sam Winchester e esse é meu irmão Dean.

– Achamos vocês no acostamento. — lancei um olhar de raiva para ele que deu de ombros.

– Winchester? — murmurou para si mesma depois começou a balançar a cabeça em negativa — Não é possível, não pode ser real.

– O que está acontecendo? — a outra garota estava sentada na beira da cama tentando se situar.

– O que não pode ser real? — Dean perguntou.

– Vocês! — ela gritou e começou a passar a mão pelos cabelos — Isso só pode ser um sonho e eu logo vou acordar.

– Olha, eu não sei o que você quer dizer com isso, mas tem que se acalmar para que possamos ajudar vocês. — expliquei calmamente tentando passar confiança.

– Vocês não entendem, vocês são só os personagens principais de uma série que ela assisti na TV. — a loira falou apontando para a outra.

– Escuta aqui, nós não somos... — Dean foi interrompido por algo que a garota de cabelos castanhos murmurou.

– O que disse? — perguntei totalmente confuso.

– Meu pedido funcionou. — repetiu e caminhou até um pouco mais perto de onde estávamos — Fiz um pedido para o espelho, de desaparecer, viver uma aventura no mundo de uma série e agora eu vim parar aqui.

Nesse momento eu já estava completamente perdido naquela situação e a garota loira estava sentada parecendo estar perdida dentro de seus próprios pensamentos.

– Eu sou Abby Jones e essa é minha amiga Lily Brown. — a de cabelos castanhos falou — Acreditem estamos tão confusas quanto vocês. Antes de chegar aqui eu só me lembro de uma luz branca muito forte e da sensação de estar em queda livre, depois apaguei.

– Vocês não estão falando coisa com coisa. — Dean reclamou e Abby apenas revirou os olhos — Não somos uma série de tv, você só pode ter batido a cabeça com muita força mesmo.

– Eu estou falando a verdade seu idiota. Nós duas viemos de outra realidade.

– Por que deveríamos acreditar em vocês? — perguntou.

– Não acha que se quiséssemos matar vocês nós já não teríamos ao menos tentado?

– Podem estar tentando apenas nos enganar com todo esse papo furado de outra realidade.

– E pensar que eu sempre te achei o mais legal. — resmungou — Você é um babaca.

– E você é uma doida varrida.

– Já chega. — falei cansado de todo aquele falatório – Dean, posso falar com você a sós?

Ele bufou, mas me seguiu até o lado de fora do hotel e paramos ao lado do carro.

P.o.V. Dean

– Vai me dizer que acreditou nelas? — perguntei um pouco indignado.

– Você ao menos considerou que talvez elas estejam dizendo a verdade?

– É incrível como é fácil te fazer acreditar em qualquer história que contam. — resmunguei — É só usar uma cara de cachorro perdido.

– Pense bem. — insistiu — Já não acha que em comparação as coisas que já vivemos e enfrentamos isso pode não ser tão absurdo?

Se não estivéssemos em um lugar tão a vista quanto o estacionamento do hotel eu já teria chutado alguma coisa. Não conseguia entender como Sam podia acreditar no que as duas lá dentro diziam, pois era uma história totalmente insana e esse era o motivo de eu estar agindo de forma tão resistente.

O problema é que enquanto eu negava uma parte de mim não conseguia afastar a sensação de que eu já tinha visto aquela garota em algum lugar.

– Sam não acha que já temos problemas demais pra resolver? — falei frustrado por não conseguir faze-lo desistir da ideia de ajuda-las — Ainda temos que descobrir o que exatamente fizemos quando liberamos a escuridão.

– Então você pretende simplesmente deixa-las aqui.

– Elas não são crianças. — falei tentando parecer convicto — Podem se cuidar sozinhas.

– Isso não seria certo e você mesmo sabe disso. — insistiu — Além do mais já tivemos uma experiência desse tipo, lembra?

– Não é a mesma coisa. — murmurei.

– Talvez seja. Dean temos que ajuda-las. — disse — Ou ao menos investigar essa história mais a fundo.

Bufei mesmo sabendo que ele tinha razão e acabei concordando de má vontade a voltar para lá e tentar esclarecer melhor toda essa história.

"All I believe

is it a dream

that comes crashing down on me

All that I hope

is it just smoke and mirrors

I want to believe ohh oh oh oh oh oh oh

But all that I hope

is it just smoke and mirrors"

Notas finais
Comentem o que acharam... :D Música: Imagine Dragons - Smoke and Mirrors Até o próximo capítulo... bjs