The Darkness Heiress
4 Capitulo 3 – O chamado de Caos
Notas iniciais
NO CAPITULO ANTERIOR:
“É a Ivie é mesmo uma garota bem educada e meiga, um anjo de ternura. Um exemplo a ser seguido”
AGORA:
Ivie narrando
Acordei com a cabeça doendo muito, ela parecia que ia explodir, tudo doía, absolutamente tudo doía. Ressaca é mesmo uma droga, me sentei na cama e apoiei a cabeça nos joelhos tentando me lembrar de como tudo acontecera.
Bem lentamente as coisas voltaram a minha mente, aquele traidorzinho invadindo a festa, nossa vinda para cá, eu chamando aquela rata de biblioteca irritante que se acha a tal por estar dando para o Percy, sim eu estou falando da Annabeth, o Chatabeth saiu totalmente sem querer nos meus devaneios de bêbada. Acho que esse apelido vai pegar.
Me levantei meio arrastada até o banheiro, acho que talvez essa seja a única boa coisa em ser uma dividida sem um chalé. Tenho um banheiro só para mim e ele não é tão ruim, mas um chalé ia ser legal, tirando a parte que eu teria que dividir com o irritante do Nico!
Tomei um banho lento, a minha cabeça ainda doía, tomara que a Beatrice tenha uma poção contra ressaca se não azar do idiota que se meter na minha frente. Estou com um mal humor do cão e foda-se o idiota que se meter no meu caminho.
Coloquei uma blusa vermelha enorme, uma calça jeans e all star. Meus cabelos estavam soltos e repicados, minha cabeça estava uma droga, mas pelo menos já sou maior de idade, isso vai fazer aquela irritante da Annabeth entender que não pode mais se meter comigo!
- Quem é vivo sempre aparece – falou o Ron sorrindo.
O pessoal do acampamento, ou de Hogwarts, sei lá, arrumou uma mesa para os bruxos. Acho que foi o pessoal de Hogwarts, ela se parecesse muito com as do Salão Principal. Sorri e olhei para o Ron.
- Não tinha como você ser mais clichê? E que merda alguém tem uma poção contra ressaca minha cabeça vai explodir – falei irritada me sentando entre o Harry e a Dominique.
Eu estava certa! Eu estava certa! Sim a Beatrice tinha uma poção contra a ressaca! Tomei aquela coisa de gosto horrível fiz uma careta, arrancando risadas das garotas, mostrei o dedo do meio para elas.
- Isso riam da desgraça alheia...Eu me lembro de quando você ficou bêbada da ultima vez e pelo que eu me lembre você não foi nenhuma santa – falei para a Beatrice e ela jogou um pão na minha cara!
Sim ela jogou um pão! Sim foi exatamente isso, um pão! Que pessoa completamente perturbada joga um pão na minha cara? E eu nem falei nada demais, quer dizer foi um comentário completamente inocente! Eu não queria causar confusão, não muita pelo menos!
Dei um sorriso torto para a Beatrice e lhe joguei duas torradas bem cheias de geléia, na verdade foi só uma, porque a outra eu estava mirando no tufo de cabelo loiro... Quer dizer, no cabelo da Annabeth!
- Qual o seu problema Vance? – falou aquela irritante.
- É Addams, só pra sua informação Chatabeth – falei lançando um olhar irritado pra ela – e o meu problema são pessoas irritantes que acham que são as rainhas do cocô do hipogrifo.
Ela me lançou um olhar irritado, então eu apenas lhe dei um sorriso torto. Aquilo era divertido, irritar aquela metida a sabe tudo. O pior é que essa tonta achou que conseguiria acertar um pedaço de bolo de chocolate em mim. Idiota.
Usei um feitiço e o joguei para longe, ele caiu em um garoto da casa de Hermes que me olhou irritado. Ops, foi sem querer querendo. Foi quando eu tive uma das minhas idéias mais brilhantes, e eu tivesse essa idéia justo quando eu olhei para a cara de idiota do meu irmão. Peguei um bolo inteiro de abobora e com um sorriso diabólico gritei.
- GUERRA DE COMIDA! – berrei e joguei o bolo no Nico!
Aquilo foi tão legal! Comidas voavam por todo o lado e não dava para usar magia para se proteger porque estavam usando magia para atacar também! Usava a maior parte da minha mira para jogar no retardado do meu irmão e na Annabeth! O pestinha infelizmente tinha uma boa mira, então eu estava completamente suja de comida, com todo o lugar.
- SILENCIO! SEUS IMPRESTAVEIS! – berrou o Sr. D.
Ele não devia ter dito isso, dei um sorriso sapeca e joguei comida nele, aquilo era tão divertido! Quer dizer fazer a maior bagunça e eu SEMPRE quis fazer uma guerra de comida, mas se eu fizesse em Hogwarts o seboso do Snape me faria limpar o castelo inteiro com uma escova de dentes e no orfanato não tínhamos muita comida, então não seria uma guerra agitada.
Só que é claro que as coisas não poderiam dar assim tão certo pra mim! A fogueira do centro do refeitório (Sim aqui o pessoal é louco e tem uma fogueira, não me venham com o papo de que é para fazer as ofertas para os deuses, a verdade é que eles morrem de frio e como não tem dinheiro para um aquecedor eles meteram a louca e colocaram uma fogueira aqui) ficou enorme! E adivinha a cara de quem apareceu ali, sim o sem nariz do Voldy possuído pelo Caos!
Seus olhos se encontraram com os meus e depois foram de encontro aos de Dominique, travei a mandíbula, esses idiotas já fizeram muito mal para ela. Todos ficaram quietos, todos estávamos sujos de comida e olhávamos o rosto sem nariz que surgia nas chamas.
- A quanto tempo minha querida Dominique, vejo que está aproveitando poder estar outra vez entre os vivos – falou ele com a voz arrastada – mas agora está na hora de voltar para mim, criança...
- Nunca! – falou a Dominique irritada.
A risada daquele deus louco que conseguiu possuir o ÚNICO corpo sem nariz possível, é irritante, muito irritante. Deviam dar um premio bruxo de pior risada de todas, parece aquelas risadas de desenhos animados irritantes, velhos e de péssima qualidade. Blerg!
Os olhos daquela coisa brilharam e depois ele jogou algo na Dominique, era algo escuro e ela soltou um grito e caiu no chão. Beatrice de aproximou dela para a ajudar, mas ela recusou a ajuda se levantando sozinha, ai tinha alguma coisa, simplesmente tinha.
- Você se unirá a mim por bem ou por mal Dominique, e com a sua ajuda terei de volta o que é meu por direito – falou ele rindo e depois tudo voltou ao normal.
Ninguém falou nada, não havia mais alegria na ar, aquele idiota havia conseguido destruir absolutamente tudo. Não havia clima para alegria e estávamos imundos, ou quase todos, porque a Isabela é claro que já estava prevenida e enquanto todos olhavam o rosto sem nariz no fogo,aquela louca se arrumava.
Dominique respirou fundo e saiu dali, sem olhar para trás, sem fazer nada, ela apenas se dirigiu até a Casa Grande. Engoli em seco, eu queria ir até onde ela estava, mas quando meus olhos foram em direção ao oceano e eu vi a pessoa que estava ali, no mar, meu coração deu uma batida em falso.
- Harry, Bea... Eu... tenho que falar com o meu pai... é complicado... depois eu explico – falei e sorri correndo dali.
Traduzindo o que eu disse do idioma da Ivie para o idioma de pessoas normais: Tenho que sair para pegar o meu segundo namorado, mas como não posso falar isso em voz alta vou falar que tenho assuntos com o meu pai o todo poderoso deus ausente que tem cheiro de cadáver... Quando eu pensar em uma mentira que cole eu falo pra vocês!
Andei até o mar sem tirar os olhos de Poseidon rezando unicamente para não ser pega, mas antes que eu pudesse chegar até a praia eu senti algo me puxando com força, muita força. Mas quem é o louco que está me seqüestrando!
SEU VIADO, MERDINHA DE UM FILHO DE UM HIPOGRIFO CAOLHO COM A VACA DA HERA! COMO ASSIM ME SEQUESTRAR QUANDO EU ESTAVA INDO MATAR A SAUDADE COM O POSEIDON E TÁ NÓS IAMOS FAZER MAIS DO QUE DAR UNS BEIJINHOS, ACHO... QUER DIZER O POSEIDON É MEIO TARADO, QUER DIZER ELE CONSEGUE SER MAIS TARADO DO QUE A BEATRICE QUANDO ESTAVA COM O PERÇY.... e porque eu ainda estava gritando? Gritar dentro da própria cabeça dói!
Dominique narrando
Droga! Eu sabia que isso ia acabar acontecendo, eles não iam me deixar voltar a vida como um presente! Caos era calculista demais, ele e o filho idiota dele! Me sinto uma completa idiota, iludida, toda vez que olho para a cara do Ryan! O pior é que ele continua bonito!
Acho que eu sempre soube que em algum momento eles viriam atrás de mim, sou a filha proibida do Olimpo. A Marca do fim da inocência, eu estar viva, eu ter nascido, sou a cara de uma nova fase do Olimpo e é nisso que aquele deus primordial está se segurando.
Arrumava as minhas malas com força e lagrimas nos olhos, não queria ter que ir embora, não queria ter que fazer isso. Não com elas, as únicas pessoas que fizeram com que algo tivesse sentido na minha vida. Eu desde muito jovem havia criado uma proteção ao meu redor, me recusando a ter companheiras, mas elas fizeram eu mudar de idéia.
Tirei aquela foto da moldura e comecei a chorar ainda mais, ainda lembrava delas, tão pequenas, prestes a fazer 11 anos e ainda assim tão corajosas. A Ivie era tão divertida, falava tudo na lata e era completamente autentica, a Isabela que era tão patricinha e fresca e a Beatrice sempre tão inteligente e fofa! Elas foram a primeira família que eu tive e a melhor de todas.
- Sei que vocês nunca vão conseguir entender – murmurei com lagrimas nos olhos – mas eu tenho que ir, tenho que ir até Caos...
Terminei de arrumar minhas coisas, tinha que sair sorrateiramente dali, mas para mim isso não seria difícil. O problema não seria passar sem ser notada, mas sim ir embora e ignorar a dor que eu sentia no meu coração.
Ficar sozinha era estranho, mesmo quando eu estive morta, eu estava por perto das garotas e quando elas descobriram ser divididas eu comecei a entrar em seus sonhos e mostrar parte da história, parte do seu passado. Mas, agora, eu estava completamente sozinha.
- Não achei que logo você fosse trair o Olimpo – falou uma voz grossa e sexy – fazer coisas loucas e contra as regras parece o tipo de coisa que a filha de Hades faria.
Dei uma risada fraca, sim aquilo parecia ser o tipo de coisa que a Ivie faria, ir contra tudo e todos porque acha que está certa. Em 6 anos ela não mudou nada e acho que é por isso que eu admiro tanto a Ivie, ela é clara e complicada ao mesmo tempo. Não tem como não gostar dela.
- Se você andar comigo, vão te considerar um traidor também – falei finalmente olhando para ele.
Alguma coisa naquele deus me era estranhamente familiar, senti minha garganta secar enquanto o olhava, não era para isso estar acontecendo. Eu tinha pouco tempo, muito pouco tempo... Mas talvez fosse melhor assim, doeria menos quando eu tivesse que ajudar aquele idiota a ter seu próprio corpo.
- Eles sabem que eu sempre estou perto de encrenca e de você – aquele deus falou sorrindo para mim.
- Perto de mim? – perguntei estranhando.
Ele não tinha um caso com aquela deusa que a Ivie até agora não deu um apelido irritante e nem odeia. Na verdade a Ivie odeia quase todas as deusas, mas a Ivie se da bem com a atual namorada desse deus musculoso.
- Você vai descobrir logo – ele falou com um sorriso enigmático.
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