The Darkness Heiress
22 Capitulo 20 – Fim de namoro.
Notas iniciais
NO CAPITULO ANTERIOR:
“- Mas isso seria muita sorte – digo me lamentando”
AGORA:
Dominique narrando
Beatrice estava falando com Apolo em algum lugar, na verdade agora eu suspeito que ela esteja mais do que simplesmente falando. Afinal ela é apaixonada por ele e ele está de quatro por ela.
Isabela simplesmente sumiu de vista e eu não posso a acusar de estar com o Nico porque sei que ele não está por perto. Estou tentando a encontrar mais isso está difícil. Bem difícil, porque este lugar é enorme.
Fui parar em um lugar enorme cheio de estatuas com o rosto dos deuses mais importantes. Vi Zeus, Hades, Hera, Poseidon e de repente vi o de Ares. Meu coração deu uma batida em falso e eu me recriminei por isso.
- Essa estatua tem mais de três séculos, mas acho que não mudei nada – falou uma voz rouca atrás de mim.
Levei um susto e me recriminei por ter me distraído e não notado ele se aproximado. Estamos em época de Guerra agora que Caos tem o seu próprio corpo e qualquer distração pode significar na minha morte, ou na de uma pessoa importante para mim.
Ele estava lindo, tão lindo quanto sempre. Não usava suas costumeiras roupas de deus, aquelas togas gregas com o emblema do deus, ele estava vestido como um motoqueiro. Não que eu ligue para essas coisas de roupas, não sou como a Isa que primeiro repara na roupa e depois no caráter da pessoa. Isso é o jeito da Isabela, eu não a discrimino, eu só não sou assim.
- Você sabe que seria impossível que você tivesse mudado – digo o olhando nos olhos.
Sinto um calafrio percorrer o meu corpo, imagens da noite que tivemos juntos invadiram a minha mente com força total. O calor dele na minha pele, o seu cheiro e o seu gosto. Eu sinto sua falta, mas eu escolhi o deixar. Eu escolhi o perder!
Ele tocou o meu ombro, aquilo era doloroso demais. Estar tão perto dele, agora não havia mais o perigo das minhas irmãs morrerem ou de eu me afastar da minha missão, eu usei isso por tanto tempo como desculpa para me afastar dele. Mas agora, não me sobrou mais nada.
- Porque você foi embora – ele me perguntou.
Mesmo eu sabendo que essa pergunta acabaria surgindo eu tinha a esperança que ela fosse ignorada. Na verdade eu travava uma batalha mental porque uma parte de mim queria muuuuito que este deus metido a bad boy viesse falar comigo, mas uma outra parte do mesmo tamanho morria de medo que isso acontecesse.
- Você sabe o motivo, você sempre soube que nada me faria recuar nos meus planos – falei com sinceridade.
Finalmente tomei coragem e o encarei, seus olhos mostravam uma variedade tão grande de sentimentos que me deixavam confusa. O único entre todos eles que eu conseguia distinguir era o de determinação.
- Sim eu sempre soube, a sua determinação e lealdade são algo encantador – ele falou sorrindo — só me diga porque tem fugido de mim.
- Eu não estou fugindo de você! – falei meio inconformada.
Tecnicamente eu não estou realmente fugindo dele, eu só estou evitando um confronto direto enquanto eu não sei o que fazer e o que falar. Não que agora eu saiba, porque eu realmente não sei se um dia vou estar pronta para falar com ele!
Não devia tê-lo abandonado naquela caverna, mas eu sei que essa foi a atitude mais certa que eu poderia ter tido. De qualquer modo acho que está na hora de ser corajosa! Afinal se tive coragem de enfrentar Caos acho que eu consigo enfrentá-lo.
- Eu não estou fugindo de você – falei.
Minha voz saiu um pouco falha e não tinha metade da determinação que eu planejava empenhar. Engoli em seco e arregalei os olhos quando ele se aproximou rapidamente e me puxou pela cintura colando os nossos corpos.
- Então porque não me procurou? Porque não veio falar comigo? – ele falou com a voz rouca no meu ouvido.
A voz dele me inebriava e dificultava a minha capacidade de raciocínio. Tenho que ser lógica, ou o mais lógica possível. Respirei fundo, talvez eu estrague tudo... Mas não da mais para ficar o evitando feito uma boba.
- Não sabia se você iria querer falar comigo – falei com sinceridade – e eu tinha medo... medo de ser só mais uma
- Jamais, eu te amo Domi e achei que tivesse deixado isso bem claro – ele disse fazendo carinho na minha bochecha.
Era estranho pensar que este mesmo homem fofo com que meu passara uma noite de puxa luxuria, amor e desejo antes de entregar a morte indo até Caos é o famoso deus da guerra Ares que de fofo não tem nada.
Senti ele capturar meus lábios em um beijo exigente e um tanto bruto, mas que era delicioso. Talvez eu não queria um beijo carinhoso, isso me lembraria demais do Bryan ou Ryan como a Ivie o chama. Aquele beijo era algo completamente novo para mim, mas mesmo assim delicioso.
Nos separamos arfantes, aquilo era estranho, porém era delicioso também. Ainda estávamos perto o suficiente para eu sentir a sua respiração contra a minha testa, afinal ele era mais alto do que eu.
Não posso ficar muito tempo aqui, eu tenho que voltar, tenho que voltar logo. Eu devia estar procurando pela Isabela. Já imagino até os comentários que vão vir pelas meninas, tenho certeza de que eles não serão nada legais. Não que elas sejam cruéis, mas elas vão me encher de perguntas. A Isabela principalmente.
- Eu tenho que ir – falei me afastando um pouco – não posso preocupar as garotas e ainda tenho contas a resolver no acampamento.
- Você vai passar o resto do ano lá? Como meio-sangue você têm essa opção – ele disse ainda relutante em me soltar.
- Você sabe que não, você sabe que o meu lugar é com as minhas irmãs – falei e lhe dei um selinho – tempos difíceis virão e separadas nós somos fracas, mas juntas sei que podemos enfrentar tudo.
- Caos é mais perigoso do que pensa – ele falou serio, mas eu seus olhos eu via uma verdadeira preocupação.
Aquele deus era um mistério para a maioria das pessoas, poucos poderiam dizer que realmente o entendiam. Felizmente eu acho que posso entender o que se passa em sua mente. Por mais sério e fechado que esteja a sua face, em seus olhos a um brilho tímido pedindo para mostrar a cara. Naquele momento existia preocupação comigo e isto era muito fofo.
- mas você nunca nos viu agindo juntas – falei tentando acalmá-lo – nós Addams somos terrivelmente persistentes.
Ivie narrando
Andei até o mar representativo no Olimpo, foi aqui que eu fiz as pazes oficialmente com o Poseidon no final da minha ultima missão. Naquele momento eu estava absurdamente feliz por ter voltado com ele. Sabia que tinha muitos problemas pela frente, mas jamais imagineis que as coisas chegaria a este ponto.
Toquei o coração do Oceano com as mãos, a verdade é que não sou digna de usá-lo. Foi um presente muito especial e significativo que este deus tão lindo me deu e eu não fui justa com ele. Sei que agi errado, mas mesmo agora não sei qual seria o modo certo de agir.
- O que está fazendo aqui? Este local é a representação dos meus domínios aqui no Olimpo – falou a voz grave de Poseidon.
Me virei e encarei aqueles olhos verde mar, tão lindos e límpidos. Seu olhar não era cheio de amor, ternura ou até mesmo desejo. Seu olhar mostrava magoa e raiva e de certo eu realmente merecia isso. Quando nos conhecemos eu o julguei mal, ou talvez o tenha julgado certo para o momento. Por muito tempo eu achei que ele não era digno de confiança e que iria me trair, mas no final eu o trai com o Harry de uma forma muito mais cruel do que foi a traição dele ao ficar com aquela vadia loira da A-ya.
- Precisava acertar algumas contas com você e te devolver isso – falei lhe entregando o coração do oceano – no momento não sou digna de ter a posse deste colar.
- E você acha que em algum momento poderá voltar a ser? – ele falou com desprezo.
Não posso hesitar, não posso me mostrar fraca. Este tom dele é exatamente igual ao tom que ele usou comigo nas férias de natal quando descobriu que eu tinha sangue bruxo. Naquela época eu fiquei arrasa, mas mesmo assim consegui ser forte. Não será agora que agirei feito uma fraca, se agir assim eu deixarei de ser eu mesma.
- Quem sabe? A guerra está para explodir e geralmente em momentos de grande tensão é que as coisas pegam fogo e ou tudo da certo ou tudo vai a merda – falei e fiquei arrepiada quando seus dedos tocaram de leve a minha mão assim que ele retirou o colar da minha mão- como no momento eu pisei em uma merda de hipogrifo enorme e ferrei tudo, pior não tem como ficar!
- Você não tinha o direito de ter brincado comigo desse jeito! – ele berrou irritado.
- BRINCADO COM VOCÊ? VOCÊ ACHA QUE EU SERIA CAPAZ DISSO? – devolvi tão irritada quanto ele – eu jamais seria capaz de uma coisa assim! Não sou como uma cobra nojenta da Sonserina! Eu não queria ter magoado ninguém, não queria ter feito nada de errado! Que culpa eu tenho que eu me apaixonei por vocês dois?
- Você não tinha esse direito! – ele berrou me segurando pelo pulso.
Não ligo que ele seja um dos caras que eu mais amo, não ligo para o fato dele ser um deus poderoso o suficiente para me machucar e não liga para o fato que com isso só irei piorar ainda mais as coisas entre nós dois. No momento o meu orgulho fala bem mais alto!
- Você foi capaz disso! – ele falou em tom presunçoso.
Lhe dei um tapa na cara mais do que merecido! Mas a verdade é que ele merecia ser morto e torturado das piores formas possíveis! Eu deveria arrancar o brinquedinho dele e dar para as fúrias do mundo inferior comerem!
- Tudo isso começou porque você me traiu! Você traiu a minha confiança e me deixou frágil e então eu deixei o Harry entrar na minha vida mais do que como meu melhor amigo – as palavras fugiam da minha boca sem controle algum, não que isso seja algo fora do comum quando o assunto sou eu – quando eu vi já estava apaixonada por ele na mesma intensidade que estava por você! Eu jamais iria querer magoar qualquer um dos dois, mas você é idiota demais para perceber isso!
Não estou com saco ou paciência para aturar as brincadeiras idiotas do Poseidon, com tantos milênios de vida ele consegue ser mais idiota e retardado do que um adolescente! Ele deve ter o cérebro do mesmo tamanho que o da ridícula da Pansy Parkinson! Aquela cobra vadia que só sabe dar para qualquer par de calças que vê pela frente!
Em pensar que as férias acabaram e que eu terei que voltar para uma hogwarts cheia de cobras, filhotes de comensais e com o meu melhor amigo me odiando no meu ultimo ano. È a minha realmente NÃO PODIA ser fácil! Se fosse fácil não teria a menor graça!
- Quer saber pegue a opinião de merda que você tem sobre mim no momento e queime junto com todo o amor que você dizia sentir por mim! – falei me afastando raivosa – pense assim as chances de eu morrer na guerra são grandes, assim você se livra do fardo de saber que a idiota aqui está viva.
Sai correndo dali irritada sentia meus olhos arderem e tudo o que eu mais queria era chorar. Só que eu ainda tenho orgulho o suficiente para não fazer isso. Tenho minah parcela de culpa, afinal fui eu que coloquei essa enorme merda fedida na frente do ventilador, mas foi o Poseidon quem o ligou e ferrou tudo.
- Ivie tudo bem? – perguntou o meu pai.
- Não é nada – falei com a voz controlada – viu, agora eu tenho olhos iguais aos seus.
Meu pai me puxou para um abraço e acho que este foi o gesto mais carinhoso e fraternal que já tivemos. Sei que ele se importa comigo, mas agora me pergunto se ele começou a gostar mais de mim agora que meus olhos são como os de todos os filhos de Hades.
- Iv – ele falou quando nos afastamos – eu nunca liguei para a cor dos seus olhos, se eu pudesse eu evitaria que você tivesse os olhos vermelhos que eu tenho. São a marca de um assassino, mas estamos em tempos de guerra... Mais cedo ou mais tarde você acabaria encontrando um dividido que você teria que matá-lo...
Aquilo não estava acontecendo, esse definitivamente é o pior dia da minha vida. Devo ter segurado a varinha do lado errado pela manhã. Eu sempre quis os olhos vermelhos para ser mais próxima do meu pai, só que eu não precisava disso. Nunca precisei ter olhos vermelhos.
Harry narrando
Encarei Ivie chegando junto com as garotas, ela estava com as roupas um pouco surradas e havia um brilho um tanto quanto que melancólico em seu olhar. Ao olhá-la notei de longe que algo a incomodava, mas que ela não iria se abaixar e admitir isso em voz alta.
A conheço desde os meus 11 anos e a Ivie sempre foi uma das garotas mais corajosas e loucas que eu já vi. Quando todos pensavam que eu era o Herdeiro da Sonserina no meu segundo ano, ela estuporou e bateu em quase todos os alunos. Depois ainda riu da minha cara e falou que era impossível que eu fosse o herdeiro da Sonserina, que isso era mais a cara dela. De certo modo a Ivie sempre teve um jeito mais bruto do que eu, e a Beatrice sempre a repreendeu. Minha amizade com a Beatrice sempre foi muito forte, mas eu e a Ivie sempre tivemos algo mais.
Eu sabia que esse algo mais existia no meu quarto ano e na verdade foi por isso que eu a chamei para ir comigo no baile de inverno. O meu quinto ano foi tão difícil e em nenhum momento ela saiu do meu lado, mas eu me sentia tão bobo. Eu era o menino que sobreviveu, mas mesmo assim eu sabia que ela não ligaria para nada disso.
Fui para a enfermaria e ainda consegui ouvir para da briga da Ivie com a Annabeth aquela garota que viva querendo mandar em tudo e em todos. Me pergunto o motivo da briga se é que tem um motivo de fato.
- Qual o seu problema Chatabeth? Agora decidiu ficar amiguinha dos inimigos? – disse uma Ivie irritada.
Notei que elas discutiam e o assunto era uma garota de cabelos castanhos levemente ondulados e que cacheava nas pontas. Os olhos eram claros e ela tinha uma aparência um tanto quanto que doentia de quem acabara de sair de uma batalha, o que não deixava de ser verdade.
- Você deveria ter mais consideração por uma irmã dividida – falou a garota de madeixas loiras.
As duas garotas loiras se encaravam com fúria. Enquanto a filha de Atena que era mais alta estava com as bochechas rosadas e parecia tentar se controlar, a dividida filha de Hades que eu tanto conhecia não escondia o seu ódio ou a vontade de separar a cabeça dos ombros de Annabeth.
- Pelo que eu sei na batalha contra Cronos você teve que matar vários dos seus irmãos meio-sangue! – disse a Ivie espumando de ódio – olhe nos meus olhos, são olhos vermelhos de uma assassina!
- É para isso que você usa a foice de cronos? Para ser uma assassina! Essa garota não é culpada de nada! – berrou Annabeth.
- Se quer tanto tentar substituir aquela irritante da Willow boa sorte – disse a Ivie irritada – considere a divida que eu tenho com você do jogo de caça a bandeira como feita!
Ela saiu dali irritada e passou por mim, é a minha chance. Tenho que falar com ela, sei que vou me machucar, sei que não tem como eu evitar. Ignorei a dividida de nome Vivien que era abraçada por Annabeth. Essa garota não me importava.
Ivie saiu correndo e eu fui atrás dele, a cada passo eu me aproximava mais dela e o meu coração doía ainda mais. Doía porque eu sabia que ela não era mais a minha garota, doía porque eu não sabia mais quem ela era.
- Temos que conversar – falei serio.
- Acho que sim, esse dia já deu todo errado... melhor terminar ele com chave de ouro – ela disse frustrada e se sentou no chão – ótimo vamos conversar e acabar logo com isso.
Me sentei na sua frente e a encarei. Ela sempre fora um enigma que eu saiba ao menos em que direção seguir para solucionar. Quando se sente acuada ela afasta as pessoas de si sendo dura e grossa, mas esse é só um modo dela se proteger. A verdade éque por dentro ela é extremamente frágil, mas a vida a fez ter que ser dura. O modo como nada parece a impedir e a vitalidade com que ela resolve seus problemas sempre me inspirou profundamente. Mas no momento ao olhar para ela eu não sei o que pensar ou sentir.
- Agora que só estamos nós dois aqui, me diga porque você fez isso – disse de forma calma.
A verdade é que o que eu mais quero é gritar com ela, ser grosso e jogar na cara dela o quanto eu estou sofrendo. Não importa o que eu passei ou como a vida já foi horrível comigo, eu sempre pude contar com a Ivie. Ela sempre foi o meu porto seguro e quando ela virou a minha namorada, quando ela virou a minha garota eu me senti feliz.
Só que agora eu sei que ela não foi apenas a minha garota, pelo menos não o tempo todo. Não sei quando ela perdoou aquele deus do mar nojento, mas sei que ela o perdoou e isso machuca e muito. Porque eu a amo demais.
- você não vai gritar? Me chamar de nojenta? De traidora? – ela perguntou evasiva.
Ela queria que eu gritasse, que eu lhe agisse de forma agressiva e bruta pois se eu agisse assim ela poderia revidar do mesmo modo. A Ivie sabe se virar bem em brigas, discussões e conflitos onde há sentimentos fortes. Não vou reagir assim, não vou gritar e ser um crápula, acho que não conseguiria isso. Eu sei que não conseguiria olhar em seus olhos e gritar.
- Você por acaso é alguma dessas coisas? – devolvi com outra pergunta.
Ela estava confusa, se sentia presa e sem saber o que fazer. A calma em minha voz não era normal, no momento estamos iguais. Não tenho a menor ideia de como ela vai reagir, mas ela também não sabe como irei reagir. Não saber o passo seguinte de uma garota tão complexa quanto ela é perigoso.
- Sei que não sou, mas sou uma das poucas que pensa assim... Acho que eu agi exatamente assim – ela falou evitando me encarar – eu só não sabia quem escolher.
- Foi uma atitude extremamente covarde e não grifinoria da sua parte – falei serio.
Não queria falar aquilo para ela, não queria a machucar quando sei que essa pode ser uma das nossas ultimas conversas. Mas eu também sei que se eu fingir que está tudo bem estarei sendo como uma cobra falsa. Eu estou magoado com ela, com o que ela me fez. Antes de tudo ela sempre foi a minha melhor amiga e isso só torna a traição dela ainda mais dolorosa.
- O que você queria que eu fizesse! Agora todo mundo fala o que eu deveria ter feito, mas na hora em que as coisas acontecem não tem como refletir do modo sensato! – ela disse com uma mistura de raiva e magoa – que droga! A coisa certa era eu ter terminado com os dois ou escolhido apenas um! Acha que eu não queria fazer isso? Que eu não estava tentando! Só que eu também queria pensar em mim mesma uma vez na vida!
Ela se levantou de mim em um pulo e parecia estar louca para sair correndo dali, mas algo a predia. A sua dignidade a prendia ali e a impedia de seguir a diante, ela sabia que me devia isso. Que por tudo que me causou ela devia ficar aqui até o final.
- Só que antes do seu namorado eu também era o seu melhor amigo! E a nossa amizade? Ela não significou nada para você?- perguntei a encarando.
Nossos olhos se encontraram, eu precisava ouvir isso. Eu precisava saber a resposta dela, logo estaria entrando no trem para Hogwarts e indo para o meu ultimo ano no lugar onde eu aprendi a chamar de lar, resta-me agora saber se terei minha melhor amiga por perto ou não.
- EU pensei em você, mas o problema é que eu te amo demais para querer desistir de você – ela disse – e a nossa amizade?
- Não sei... eu realmente não sei — falei com sinceridade.
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