The Darkness Heiress
12 Capitulo 11 – O fim das Addams.
Notas iniciais
NO CAPITULO ANTERIOR:
“Infelizmente o que nenhuma delas sabia, era que por toda Europa estavam sendo espalhados cartazes oferecendo uma grande recompensa para quem levasse Isabela Dumbledore de volta para casa... Um certo caçador de recompensas também havia sido contratado. Howl Jenkins o caçador de recompensas mais competente das redondezas agora segurava um desses cartazes com a foto de Isabela.”
AGORA:
Howl Jenkins estava determinado a achar aquela garota. Não sabia muito sobre ela, apenas que era mais uma das herdeiras sangue puro, mimadas e eloqüentes que se achavam incríveis e por mera birra fugiam de casa.
O caçador de recompensas desprezava esse tipo de pessoa e não tinha nenhum remorso de levar essas garotas mimadas e sem objetivos para casa. Elas não sabiam o que era a vida de verdade, elas eram vazias e ocas.
– Logo você estará em casa Srta. Dumbledore... Mais uma garota para a lista de garotas fúteis que voltaram para a família – falou Howl com um sorriso.
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A beleza de Howl era invejável por todos e sua lábia de galante o ajudava a conseguir informações úteis, mas não era isso que o transformava no melhor e mais jovem caçador de recompensas. Howl era muito observador e sempre sabia quando alguém estava mentindo ou omitindo informações...
Enquanto isso, no pais de Gales, Beatrice treinava dia e noite para dominar o seu estranho poder. Os poderes de Beatrice eram bem maiores do que ela um dia poderia chegar a imaginar, se não estivesse sendo treinada, em algum tempo poderia acabar matando as outras garotas.
Quem treinava Beatrice era uma amazona de longos cabelos loiros e belos olhos azuis, sua técnica de luta era invejável, mas a sua inteligência e o seu poder mental eram imbatíveis. O nome da amazona era Farah, a bela amazona fria como o gelo do ártico e uma das mais poderosas (e ultimas) era filha do lendário Shaka.
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– Seu escudo mental é fraco! – falou Farah irritada – deste jeito jamais irá proteger suas amigas! É uma vergonha ver tanto poder desperdiçado em uma garota que nem ao menos se esforça!
Na verdade Farah tinha muito carinho por Beatrice e sabia que a garota atingisse todo o seu potencial... Só que palavras doces e confortáveis não fariam isso, ainda mais com o curto tempo que teria para a treinar.
Beatrice se esforçava para criar um escudo mental forte o suficiente para ela e as suas amigas, mas aquilo era difícil e extremamente desgastante, já tentara varias vezes e nunca conseguia. Ivie, Isabela e Dominique assistiam apreensivas o treinamento da amiga.
– Talvez devêssemos começar a treinar usando outras pessoas, talvez se eu atacasse suas amigas você se empenhasse em criar um escudo mental que preste – a cabeça de Farah se virou na direção das três garotas.
A amazona não precisava ver para saber onde as garotas estavam, a falta da visão apenas deixou seus outros sentidos mais aguçados. Além disso a guerreira era perita em ver pela energia vital de tudo ao seu redor. Farah sentia a energia das pedras, da grama e das pessoas. Nada passava despercebido por ela.
– Não! — berrou Beatrice com medo.
Farah não a ouviu, teria que agir com força se quisesse terminar aquele treinamento no prazo. Não estava em seus planos atacar mentalmente uma das três garotas (principalmente a mais velha que dois anos antes fora sua aprendiz na arte da espada), mas se aquelas garotas quisessem sobreviver não poderia andar por ai com Beatrice tão poderosa e ao mesmo tempo sem controle de seus poderes.
Um sorriso frio se formou nos lábios da amazona ao notar que finalmente a aprendiz conseguirá não só conjurar um escudo mental bom em si mesma, como também nas amigas. Sentiu uma pontada de orgulho em seu intimo, mas jamais iria admitir isso em voz alta. Ainda tinha o seu orgulho a zelar.
– Esse escudo foi aceitável, deve o manter sempre durante o dia – falou Farah – vou tentar atacar você e as suas amigas e ele deve esta aceitável...
Os dias que se seguiram foram cansativos, houveram momentos em que Beatrice queria desistir de tudo e ir embora. Farah não treinava garotas fracas e principalmente, não suportava fracassos. Ela levava seus aprendizes ao limite, mas os resultados eram incríveis.
Duas semanas se passaram desde o inicio do treinamento e logo o mesmo chegou ao fim. Farah tinha orgulho de falar que treinará uma das garotas que tinha tanto talento, poder e potencial quanto Beatrice... Dominique era forte, mas ainda teria muitos obstáculos em seu caminho. Aquele quarteto ainda enfrentaria muita coisa para ter paz.
– Acho que é assim que termina o nosso treinamento – falou Farah com um sorriso, Beatrice a olhava atentamente – esse é o nosso adeus, talvez passem-se anos sem que nossos caminhos se cruzem... Mas se alguém algum dia falar de mim para você, se algum dia tiver dificuldade e pensar em mim, saiba Beatrice McKinnon que eu tive muito orgulho de a treinar...
Lagrimas escorreram pelos olhos verdes de Beatrice, ela estava emocionada com aquilo. Farah podia ser fria e rígida no treinamento, mas era uma boa pessoa, uma pessoa que Beatrice jurou jamais esquecer.
– Obrigada – falou Beatrice entre lagrimas.
– Agora saiam logo daqui – falou Farah com a voz seria – estão atrás de você vidente, é melhor irem para longe...
As quatro engoliram em seco, sabiam que era parte do seu destino seguir em viajem. Colocaram suas mochilas nas costas e seguiram o seu caminho, planejavam ficar um pouco escondidas em uma decadente como Crow City por uns três dias antes de tomarem rumo.
As quatro entraram na cidade usando a desculpa que estavam ali para descobrir sobre a cidade e fazer um trabalho para o colégio. Afinal não era normal jovens tão novas andarem por ai sozinhas. Só que nem todos acreditaram nessa história e logo Howl ficou sabendo.
Isabela estava determinada a comprar roupas para Dominique, na verdade ela queria comprar para todas as amigas. Mas Ivie parecia gostar de se vestir igual a um menino de rua (e contrair a Ivie não era uma boa idéia), já havia comprado roupas para Beatrice e se comprasse mais a ruiva ficaria irritada e Dominique era o alvo perfeito.
Estava comprando algumas roupas lindas estilo esportista para Dominique quando sente alguém segurando seu pulso. O homem não devia passar dos 18 anos e por mais lindo que fosse.
– Me solte – falou Isabela irritada.
– Acho que não Srta. Dumbledore – falou o homem fazendo Isabela arregalar os olhos – já está na hora de voltar para casa.
Isabela tentou se soltar, mas Howl era mais forte que ela, o pior era que ninguém daquela loja a ajudaria. Bastou Howl jogar algumas notas de dinheiro no chão para que todos se calassem. Um bando de imundos.
A jovem herdeira foi arrastada pelas ruas até entrar em um beco, sabia que as amigas iriam atrás dela e isso podia ser assustador. Ivie e Beatrice haviam fugido de um orfanato e Dominique era perseguida... Se elas caíssem nas mãos de Howl.
– Espere – falou Isabela desesperada – eu vou com você sem reclamar, mas você tem que prometer que vai deixar as garotas em paz... Elas são garotas boas e não podem voltar para casa, se as levar de volta... pelo menos uma dela pode acabar morta...
Lagrimas escorriam pelo rosto de Isabela, ela já considerava aquelas garotas suas irmãs... Voltar para casa seria o seu pesadelo, seria o seu fim, mas ao menos estaria salvado aquelas garotas disso. Ao menos estaria fazendo o melhor para elas.
Howl levou um cigarro a boca surpresa com o que a garota falará, estava acostumado a ver essas garotas mimadas e frias lhe oferecerem dinheiro... Algumas mais ousadas chegaram a oferecer uma noite de prazer pela liberdade. Só que pedir pelas amigas era algo novo, talvez aquilo fosse interessante.
– Amigas? Mais um grupo de garotas mimadas que ficaram irritadas por terem que se contentar com um iate e não dois – falou Howl com o cigarro na boca.
Isabela se irritou e deu um tapa com a mão livre na cara daquele insolente, quem ele pensava que era para falar assim dela e das suas amigas? Ninguém ofenderia assim Isabela Dumbledore e sairia em pune. O brilho nos olhos castanhos de Isabela era intenso.
– Não fale do que não conhece! Acha que fugi por querer um iate? Quem dera, seria mais orgulhoso dizer isso! Você por acaso sabe o que é ver sua mãe definhar até a morte? Ver sua irmã mais velha sendo abusada pelo seu próprio pai? – Isabela berrava entre as lagrimas sem ligar para quem a ouvisse – sabe o que é ver seu pai tentar te fazer de marionete para virar uma copia da própria mãe? Para virar em alguns anos amante dele? Tenho certeza que você não sabe! Não me trate como uma garota mimada e sem cérebro! Posso ter nascido em berço de ouro e adorar fazer compras, mas não sou idiota.
Howl se surpreendeu, a garota não fazia parte do papel! Ela estava determinada a proteger as amigas e tinha realmente um motivo para querer fugir de casa. O dinheiro de tê-la achado era ótimo, mas não iria entregar um cordeiro para os leões.
– Você voltaria para esse lugar pelas suas amigas? – perguntou Howl erguendo uma sobrancelha e dando um trago no cigarro.
– Se isso as deixar seguras, sim – falou Isabela confiante e sem hesitar.
Howl a soltou no mesmo instante, não era tão canalha a ponto de forçar uma garota de 10 anos a ir para um lugar em que seria mal tratada. Não voltaria a ir atrás dela e se pudesse a recompensar por esse pequeno episodio que a fizera passar ao relembrar do lugar nojento onde morava...
– Pode ir embora, mas se quer uma dica, usem nomes falsos e não os repitam. Cidades grandes são preferíveis a cidades pequenas, nas grandes a menos gente fofoqueira e desesperada por dinheiro e por fim, sempre saia armada – falou Howl lhe entregando uma arma – se suas amigas estiverem sendo procuradas como você, muitos iram atrás da recompensa.
Isabela piscou os olhos chocada, no fim ela ainda era uma garotinha e não esperava aquela reação do caçador de recompensas. Não havia encontrado muitos homens adultos decentes em sua vida e na visão de uma garota de 10 anos qualquer cara com barba ou cabelos brancos já era um adulto.
– Obrigada... – falou Isabela sorrindo.
– Howl Jenkins ao seu dispor – falou o mais velho lhe passando um cartão antes de lhe virar as costas.
Depois daquele episodio, Howl Jenkins nunca mais encontrou a garota, mas jamais se esqueceria da primeira herdeira que não era uma completa cabeça oca. Não que estivesse apaixonado por ela, apenas admirava aquela garotinha.
As quatro amigas se mudaram muitas vezes, nunca ficando muito tempo no mesmo lugar. Dessa vez as quatro estavam em Berlim, na Alemanha. As quatro dividiam um quarto no hotel. Dominique havia saído para comprar comida, enquanto a mais velha não voltada as outras três conversavam sobre algo que já haviam discutido antes.
Quando a porta foi aberta por uma Dominique carregada de hambúrgueres, refrigerantes, donuts e tantas outras coisas. Assim que a mais velha entrou, as outras três se calaram instantaneamente e começaram a se cutucar para ver quem seria a primeira a falar.
– Certo o que vocês estão escondendo? – perguntou Dominique depois de pousar toda a comida sobre uma das camas.
Beatrice e Isabela se olharam por breves segundos e empurraram Ivie para frente, a loira se virou irritada para as demais. Não queria que fosse ela a falar, não sabia direito o que dizer.
– Suas traidoras! – falou Ivie irritada e depois se virou para Dominique – devia ser a Isabela a falar! Sou péssima nessas coisas, mande essa compradora compulsiva te explicar tudo!
Isabela olhou para o outro lado como se não estivesse ouvindo nada e Beatrice olhou para baixo e começou a mexer nos cabelos. Ivie bufou e Dominique começou a ficar com medo do que as garotas queriam falar.
– Olha só, vou usar a minha política do curta e grossa que da mais certo – falou Ivie sem saber o que falar – nós já somos praticamente uma família, nos tratamos como irmãs e blá blá blá... Achamos que devíamos virar irmãs e ter o mesmo sobrenome... Como eu e a Bea somos orfãs e a Isa odeia a família... Queremos nos tornar as irmãs Addams, o que acha? Concorda, que bom... pronto, chegamos a um acordo e vamos comer.
Isabela e Beatrice não podiam acreditar no modo como Ivie simplesmente jogara a informação sobre Dominique. A ultima nem ao menos se mexia, parecia completamente paralisada enquanto Ivie devorava um hambúrguer.
– O meu sobrenome? Irmãs... – falou Dominique ainda chocadas – vocês são mesmo impossíveis.
Depois disso um pequeno sorriso se formou nos lábios de Dominique. A partir daquele dia elas viraram as irmãs Addams, mais unidas do que nunca. Havia alguma coisa nelas que as deixara ainda mais unidas.
Mas isso não o suficiente, elas precisavam de mais. Foi por isso que fizeram aquela marca no pulso aquele brasão. Ele era especial, fora planejado e desenhado nos mínimos detalhes por Dominique e aprovado pelas demais.
As quatro fazes da lua as representavam, sem uma fase o ciclo deixaria de existir, pois elas não sabiam como poderiam viver se qualquer uma das Addams morrece. As vassouras significavam a magia que segundo Dominique as três mais novas tinham. O pomo de ouro representava que a amizade delas era a coisa mais importante em suas vidas (Dominique disse que em um jogo muito antigo aquela pequena bolinha era a mais valiosa do jogo) o A grande do desenho eram pela família afinal elas eram as Addams. O Sol e a Lua representavam o equilíbrio e a harmonia entre o bem e o mal. A Frase fora criada por Beatrice e significava: As coisas Simples são as mais extraordinárias.
Se passaram quase três meses até que outra pessoa realmente marcante entrasse na vida das Addams! As quatro estavam viajando até a Rússia (terra natal da Isabela), mas ficariam o mais longe possível de Moscou.. Tudo ia bem até encontrar um garoto ferido na floresta.
Ele tinha vários machucados fortes e o sangue escorria pelo chão de terra batido, as quatro irmãs se olharam hesitantes. O garoto parecia ter mais ou menos a mesma idade de Dominique e também parecia obvio que se nenhuma delas fizesse algo o garoto morreria ali.
– Não podemos o deixar aqui – falou Dominique – vamos cuidar dos seus machucados e o levar conosco, quando ele melhorar o suficiente para seguir viajem sozinho, ele irá embora.
As outras três apenas concordaram, não iriam discutir com uma decisão de Dominique, a mais velha sempre soube ler muito bem as pessoas. Mas, havia algo naquele garoto que não inspirava confiança em Ivie, havia algo suspeito demais.
Ele foi carregado pelas garotas por três dias até finalmente acordar, ele ainda estava muito fraco quando abriu os olhos. A primeira pessoa que ele viu foi Dominique, e os olhos caramelo do garoto conquistaram a garota.
O nome do garoto era Bryan e ele era um perfeito cavalheiro. Educado, gentil, descontraído, forte, prestativo e que pouco a pouco ia conquistando um espaço no coração de Dominique.
Todos os planos e promessas de se afastarem do jovem quando ele melhorasse pareciam ter ruído. Ele já era uma presente constante e de forma leve e sutil mostrava o seu interesse por Dominique.
O coração da mais velha estava tão confuso, por isso mesmo ela decidiu pedir conselhos as amigas. Só que Isabela diria para ela se jogar na paixão porque era uma coisa linda e digna de uma novela e Beatrice diria que aceitaria o que Dominique escolhesse. A única pessoa cara de pau de dizer a verdade seria Ivie.
– De verdade o que você quer que eu diga? – perguntou a Ivie olhando para a Dominique – se eu falar que sim você vai achar que é porque eu quero a sua felicidade, se eu falar que não é porque eu não entendo realmente das coisas e você sempre vai ficar se perguntando e se...
Ivie não tinha medo de falar a verdade, ou falar o que considerava verdade, para aquela criança de apenas 10 anos os outros não eram tão importantes assim. Claro que Ivie adorava as “irmãs”, mas para Ivie, as pessoas tinham que gostar dela pelo que ela era... sem mentiras ou essas coisas idiotas de mentirinhas para agradar.
– Faça o que bem entender, se não der certo... Quem se importa? Tudo bem que eu e as meninas, principalmente eu, vamos ficar te irritante e enchendo o saco... Mas você foi feliz – falou Ivie dando de ombros – você gosta dele e ele de você, deixe todo o resto pra lá... pra tudo se da um jeito. Somos as Addams, lembra?
E Bryan não desapontou, com a presença dele Dominique era apenas sorrisos e alegria. As garotas acabavam ficando mais tempo do que o normal em cada cidade e isso incomodava Ivie, mas não havia nada a ser feito. Talvez a loira só estivesse se irritando a toa.
Foi para fazer a vontade de Bryan que as quatro irmãs foram até os Estados Unidos, mais precisamente para Seatle, para que Dominique conhecesse a família do atual namorado.
Nenhuma delas jamais havia ido até lá, jamais haviam ido para aquela parte mais fria dos Estados Unidos e não sabiam exatamente para onde ir. Até Beatrice tinha que admitir que era um pouco desconcertante ser guiada por Bryan para um lugar que não conheciam.
Logo elas se viam dentro de uma clareira e não havia nenhum sinal de uma casa onde a suposta mãe de Bryan poderia estar. Ivie e Beatrice trocaram olhares, aquilo estava lhes cheirando muito mal.
– Bry... a onde estamos? – perguntou Dominique hesitante.
Mas, antes que Bryan pudesse falar qualquer coisa, um grupo de 13 pessoas apareceu... Todos usavam capuzes roxos e seguravam armas poderosas. As quatro irmãs se assustaram e deram um passo para trás, aquilo era assustador demais.
– Pelo visto cumpriu o que combinamos... Byran – falou uma das vozes.
As quatro irmãs se viraram revoltadas para Bryan, ele havia as levado a morte, ele havia as traído! Depois de tudo o que ele fez por elas, ele havia feito a armadilha perfeita, antes que elas pudessem falar qualquer coisa foram presos em uma corrente mágica, uma corrente mágica e extremamente poderosa que prendia as três.
– Foi muito útil a minha estadia com vocês, já sei seus poderes e suas fraquezas – falou Bryan e isso fez com que Ivie se sentisse tentada a queimar as correntes para as libertar – nem pense em queimar as correntes sua loirinha atrevida, você pode suportar o fogo, mas e as suas irmãs!
O sorriso sádico na face de Bryan fez com que Ivie tivesse vontade de lhe dar um soco tão bem dado que lhe quebraria todos os dentes. Beatrice ainda tinha um plano, iria atacar a mente daquele idiota, iria deixar todos presos em uma ilusão e assim poderiam se libertar. Foi então que para a sua surpresa ela viu que todos tinham escudos mentais... como assim.
– Ora minha sabe-tudo irritante – falou Bryan sorrindo ainda mais – acha que não sei dos seus poderes mentais? O único problema é que eu sou um bruxo e sei muito bem como proteger os que estão do meu lado e causar dor... muita dor...
Dominique arregalou os olhos! A culpa estava a inundando, se não tivesse se apaixonado, se não tivesse sido tão idiota. Elas não estariam naquela encruzilhada, agora não era apenas ela que morreria, mas as suas amigas também.
Grossas lagrimas rolaram pelos olhos da morena mais velha, as outras três queriam poder consolar a amiga. Jamais culpariam Dominique por qualquer coisa que fosse, a culpa era toda e unicamente do Bryan.
– Não chore assim meu amor – falou Bryan em tom sarcástico – a culpa não é sua, sou muito bom em enganar garotinhas tolas quanto você. Vocês deveriam saber que as Addams não nasceram para amar, se quisessem sobreviver não poderiam se dar ao luxo desse sentimento.
Aquele cafajeste ria, se divertindo muito com a situação. Dominique não podia colocar as amigas em risco, não podia deixar que algo como isso acontecesse com elas, Dominique era a mais velha e iria as proteger. Nem que para isso tivesse que se sacrificar.
– Sou eu que vocês querem, deixem elas irem embora que eu me rendo – falou Dominique com lagrimas nos olhos – elas não te fizeram nada Bryan, sou eu que vocês querem..
Os encapuzados se olharam como se avaliassem se aquilo valeria a pena, como se aquela idéia poderia fazer algum sentido e valesse alguma coisa. Nunca nenhuma das Addams soube o porque deles tomarem aquela decisão, do porque daquilo ter sido decidido.
– Como poderia saber que assim que as libertássemos elas não iriam querer lutar? – falou Bryan – conhece a Ivie, ela é cabeça dura e muito mal educada... Uma criança irritante e que só faz o que quer.
Dominique olhou para as amigas, não podia deixar que elas morressem. Iria até o inferno para proteger as amigas e faria isso com prazer apenas pela alegria das mesmas. As três mais novas engoliram em seco.
– Me prometam que vão embora sem olhar para trás – falou Dominique – se morrermos aqui, de nada vai adiantar tudo o que fizemos até agora... Vamos voltar a nos ver, mas vocês tem que ir embora.
Lagrimas escorriam pelos olhos das três mais novas, elas jamais iriam conseguir falar não para a mais velha, mas pensar em abandonar a mesma também estava fora dos planos. Ivie sabia que teria que ser forte pelas amigas, que teria que fazer a coisa certa, por mais que odiasse isso. Ainda conseguia ouvir o barulho do guizo, do guizo que Dominique as dera.
– Eu promete, mas essa será a ultima vez que deixarei que você tome as dores por nós.. Eu vou ficar forte e da próxima vez, eu irei te salvar – falou Ivie.
As outras duas, ainda chocadas e sem saber o que fazer apenas fizeram o mesmo que a Ivie. Dominique e Ivie eram as mais fortes e as únicas com real senso de liderança daquele grupo. Se as duas haviam combinado aquilo, não haveria mais nada para ser feito.
Com força as três foram soltas das correntes e jogadas no chão, elas correram, correram com toda a velocidade para fora dali. Elas não souberam que Dominique foi morta naquele instante, que eles mataram Dominique para que ela não pudesse entrar em contato com as outras três. Ivie e Beatrice eram muito importantes e deveriam seguir os próximos anos sem a interferência de Isabela ou Dominique. Mas, aquela informação só foi descoberta muitos anos depois.
Isabela foi separa do grupo, um dos mascarados a puxou. Ivie e Beatrice a procuraram, gritaram por seu nome mas não a encontraram. Logo depois a memória de Ivie e Beatrice foi roubada e elas foram levadas de volta para o orfanato, onde uma carta de Hogwarts as esperava.
Notas finais
E sim eu sou totalmente fã de CAVALEIROS DO ZODIACO, e achei que seria incrivel se a Beatrice tivesse aprendido a controlar os seus poderes com uma amazona rsrs
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