Notas iniciais
E aí pessoal, como vão? Resolvi postar mais um capítulo (Mesmo tendo pouco apoio. Poxa gente, custa comentar? :/), espero que gostem! Boa leitura.

Todos estavam sentados em poltronas de tijolos do Nether com lã vermelha em uma sala de tijolos de pedra, com janelas de vidro que mostravam a horrível paisagem lá fora. Nem tão horrível, na verdade. A paisagem seria linda, mas a tempestade de neve não os deixava enxergar nada. Mesmo com o calor das tochas e lareiras, eles precisavam das pesadas roupas de frio para não congelarem.

O Jeff tinha um pesado casaco de pelo branco que chegava aos joelhos. A Jane vestia uma elegante capa grossa negra de lã. O Gancho vestia versões mais grossas de suas roupas. O BEN vestia um casaco de lã verde com capuz. O casaco em si já o cobria por completo, exceto pela cabeça.

Fazia algumas horas desde que o Herobrine mandara alguns guardas guiá-los até uma sala. Eles foram bem recepcionados, juntos com uma bandeja de ouro com biscoitos, sopa quente de cogumelo e peixes fritos. Todos – o Gancho em especial – eles estavam famintos.

A Mary os observava, com uma expressão meio intrigada com as circunstâncias. Afinal, Mary era inimiga deles. Mas agora, comia e bebia com eles como velhos amigos. A coisa não era estranha para ela, mas o problema era que eles não tentavam exatamente evitá-la. Claro, eles não queriam ficar perto da Mary, mas estava longe de ser um ódio mortal por ela.

Não que ela se importasse com eles, mas a presença deles era mais agradável do que um número de babacas covardes.

Então eles escutaram um rugido. A Jane, o Jeff e o BEN se levantaram sobressaltados. O Gancho permaneceu imóvel, completamente indiferente, mas Mary revirou os olhos.

– O lobinho é muito estressado, não acham? – grunhiu Mary, mais entediada do que assustada.

– Concordo. – disse o Gancho, com a voz rouca.

Então escutaram passos pesados e gritos, então Mary olhou para o grupo e disse:

– Aposto que o lobinho da TPM tá matando o povo... E ver gente morrendo é simplesmente uma coisa que não quero perder. – Os olhos dela cintilaram.

Eles sacaram as armas e se puseram á sair da sala. Mary empurrou a porta de mogno bruto á frente dela, em seguida, eles atravessaram o corredor que levava para diversas portas. Mary escolheu a porta de onde o som parecia vir e a abriu. O corredor fervilhava com os guardas. Zumbis que rangiam os dentes, empunhando espadas e pás, esqueletos com arcos e flechas, humanos portando os mais diversos tipos de armas, variando desde cajados até metralhadoras HAMR. Homens altos, negros, de olhos roxos que andavam com passos lentos e decididos, criaturas verdes de formato “curioso” andavam por aí, sem fazer um só barulho. Aranhas gigantes subiam pelas paredes.

Mary entrou facilmente, e viu-se em uma sala de espera ao estilo do Herobrine: Carpetes vermelhos numa sala de tijolos azulados, com tochas que jogavam uma luz vermelha ao cômodo. Do lado de uma porta de madeira, tinha um balcão de tijolos cor de vinho, com uma cômoda poltrona branca atrás dela. Do lado do balcão, tinha uma série de armários cheios de poções e outros itens interessantes. Mas, vindo de dentro da porta, eles escutavam rugidos animalescos e gritos.

Então um buraco foi aberto na parede de tijolos quando o cadáver de zumbi (Essa frase foi tão estranha para todos no instante em que pensaram, que eles chegaram ficar confusos) atravessou a parede e caiu, estirado no solo, com a antes magnífica armadura de diamante, agora surrada e rachada. Eles imaginaram quem teria tanta força, mas então viram a imensa sombra do Lobisomem transformado. Apesar de ser humanoide, tinha a cabeça lupina, olhos completamente vermelhos com pupilas negras, garras e presas pontiagudas. E ele media dois metros de altura, além de ter quilos e mais quilos só de bíceps, quanto mais do reto dos músculos. Ele também tinha vários pelos cinzentos que lhe recobriam o corpo só vestido por um jeans.

Uma figura andava casualmente para trás, olhando para o Lobisomem, analisador. O Herobrine o encarava com os olhos brancos brilhantes. O Herobrine era a única coisa que se interpunha no caminho do Lobisomem para o grupo.

A Mary sorriu de um jeito psicopata e disse:

– Quero ver como isso vai acabar.

O Lobisomem rugiu em desafio, mas o Herobrine ficou parado, o olhando de um modo analisador. Ele sequer mexera qualquer outro músculo.

O Lobisomem urrou, fazendo todo o castelo chacoalhar. Ele cerrou o imenso punho direito e avançou na direção do Herobrine, indo socá-lo na cabeça, porém, aconteceu uma coisa inacreditável.

O Herobrine segurou o punho do Lobisomem com uma mão.

O Lobisomem arqueou as sobrancelhas de surpresa. O Jeff, Jane e o BEN ficaram boquiabertos, o Gancho arregalou os olhos. Mary sorriu.

– Quero ver no que isso vai dar. – disse ela, olhando-os com divertimento.

O Lobisomem ergueu o braço direito e cravou as garras afiadíssimas rapidamente no ombro direito do Herobrine, fazendo sangue jorrar e escorrer da imensa ferida, enquanto a mão do Lobisomem lhe atravessava o ombro.

O Herobrine grunhiu e ele empurrou a mão do Lobisomem que ele segurava. Então o Herobrine aplicou-lhe uma cotovelada fortíssima no antebraço.

O Lobisomem rugiu de raiva e dor e retirou a mão do ombro do Herobrine, e este levou a mão ás costas e seus dedos se fecharam sobre um cabo de madeira. Ao puxá-lo, revelou a lâmina dupla de uma picareta, com o topo sendo um hexágono cristalino perfeito, do qual uma lâmina azul e cristalina se estendia do lado direito, e outra do lado esquerdo, como se fossem duas foices.

Porém, antes que a luta começasse de fato, uma imensa mão fechou-se na lateral do corpo do Lobisomem. O Lobisomem grunhiu, surpreso, e então foi atirado até uma parede.

– Wendigo! – disse Mary, radiante.

– Sim, estou bem melhor. – disse Wendigo, com um meio sorriso. Ele estava em sua forma verdadeira, com os longos braços se agitando de um lado para o outro. – Mas esse senhor mal se recuperou e já quer lutar... Ele tem alguma espécie de doença, não?

– Claro que tem. – Mary ronronou. – Tem psicose. Sei como é, pois eu tenho isso também.

– Vai se ferrar, Mary. – grunhiu o Lobisomem.

– Ah, ele me conhece... Que comovente, não? Seria uma pena se enfiasse uma adaga de prata em seu rabo... – ela debochou.

– Duvido que vai estar tão otimista assim quando eu arrancar suas tripas... – grunhiu o Lobisomem, se aproximando dela ameaçadoramente.

Porém, o Herobrine se interpôs entre eles.

– Já chega. – disse calmamente, os olhando com os olhos faiscando.

O Wendigo e o Lobisomem se entreolharam, furiosos. Suas expressões não exibiam nada mais além do puro ódio. Então o Lobisomem rosnou:

– Então mande esse filho da puta parar de me atacar.

– Na verdade, é você que está fazendo isso. – disse secamente o senhor dos mortos, o olhando de modo duro.

O Lobisomem lançou-lhe um olhar de fúria, mas não fez mais nada. Ele ergueu a mão cheia de garras, como se fosse golpear o Herobrine, mas reconsiderou. Então baixou a mão relutantemente e fechou os olhos, se concentrando. Aos poucos, sua estatura diminuía e ele entrava em sua forma humana novamente, mas desta vez, vestido com uma camiseta branca, calças jeans azuis e botas pretas.

O Herobrine passou á olhar o grupo do Jeff, Jane, Mary, BEN e Gancho. Ele dispensou uma mulher zumbi que parecia preocupada, que se aproximava dele com passos vagarosos e ataduras nas mãos. No geral, os zumbis pareciam quase totalmente humanos, exceto pelas órbitas negras no lugar dos olhos, pela carne verde e pelo cheiro de decomposição (E alguns disfarçavam esse cheiro de alguma forma. O Jeff pensou se esses zumbis sabiam usar desodorante).

Ele colocou uma mão um pouco á frente do corpo. E em sua mão, ataduras materializaram-se. Ele apertou-as firmemente no ferimento, ignorando qualquer outra espécie de cuidado. Ele guardou a picareta nas costas e olhou para a parede danificada. Ele fechou os olhos e suspirou profundamente, concentrado. Os tijolos voaram e se ajeitaram novamente na parede destruída, reconstruindo-a por mágica.

O Lobisomem olhou-o com admiração relutante e irritação, a Mary olhou-o satisfeita, o Wendigo parecia perturbado, Jeff, BEN e Jane o olhavam com assombro, mas o Gancho simplesmente arqueou uma sobrancelha.

O Herobrine não parecia ser perigoso. Na verdade, parecia ser até mesmo inofensivo. Mas sua aura de poder não enganava á ninguém: Sendo perigoso ou não, era um ser poderoso. E além do mais, ele tinha uma variedade de poderes impressionantes. Especialmente se ele construíra aquele lugar. Telecinese, materialização de objetos, necromancia, superforça, super-resistência. Todos esses eram garantidos, além dos conhecimentos de poções e uma onisciência anormal.

O Herobrine fez um gesto, convidando-os á se sentar. Depois de todos estarem acomodados, o Herobrine quebrou o silêncio que imperava sobre eles:

– Sei que vocês vêm em busca de mim. Sei que estão querendo muito que eu faça algo. Mas a dúvida permanece... O que é?

A Jane se mexeu desconfortavelmente e disse:

– Ahn... Queríamos te pedir para que...

Mas o Gancho interrompeu-a, vendo o estado em que ela estava.

– Precisamos que você nos ajude caçar Red. – disse ele, direto. O Herobrine olhou-o, intrigado e descrente. – O Slender nos mandou. Red está fora de controle, está matando humanos, monstros e Primórdios em igual medida, além de adeptos da Mente Mestre, do Deus Supremo da Loucura e Proxies.

– E vocês acham. – começou o Herobrine, se levantando, com a irritação estampada no rosto. – Que vou simplesmente ajudá-los? Depois de tudo que o “genial” Slender Man fez para mim? Depois do que Zalgo e Cthulhu fizeram á mim?!

Sua voz dupla ecoava, furiosa. Porém, todo, exceto o Lobisomem que parecia confuso, embora temeroso, estavam em choque profundo e imersos no medo. O único jeito garantido de um Primórdio invocar a Mente Mestre era falando seu nome verdadeiro. E além do mais, falar o nome de Cthulhu era arriscado, mas muito menos do que a Mente Mestre. Somente o Lobisomem não tinha entendido, visto que ele vivera dentre humanos, e nunca entre outros Primórdios. Mas até o nome lhe provocara um calafrio na espinha.

Imediatamente, depois de proferir a frase, as sombras se alongaram e se retorceram, saindo das fendas dos tijolos do chão em forma de tentáculos negros e uma gosma enegrecida que envolvia tudo. Os guardas recuaram, atentos. Um esqueleto disparou uma flecha em chamas em um ponto da gosma. Esse ponto foi consumido pelas chamas e tudo ao redor foi jogado para longe temporariamente, mas um tentáculo de sombras engoliu a flecha.

Jeff, Jane, BEN, Gancho, Mary, Lobisomem e Wendigo se levantaram, prestando atenção ás sombras que se aproximavam em uma velocidade alarmante. Porém, o Herobrine parecia mais irritado ainda. Ele apontou uma mão á massa negra que tinha se formado em uma parede. Da ponta de seus dedos, uma torrente de chamas foi emitida. As chamas engoliram as sombras. Uma batalha foi travada entre a misteriosa sombra e as chamas ardentes. Porém, o Herobrine disparava ondas de fogo atrás de ondas de fogo, e as sombras simplesmente não cresciam rápido o suficiente para combater o mal súbito.

Em questão de segundos, as sombras foram liquidadas.

O silêncio reinou profundamente, e o Herobrine voltou á olhar o grupo, com os olhos brancos faiscando. Os guardas observavam-nos, querendo descobrir o desfecho daquilo.

– Que cara de pau é a do Slender, afinal?! – perguntou o Herobrine, irritado. – Essa merda albina sempre quis me matar, e não nego que a coisa é mútua. E a merda da Mente Mestre? Mente Mestre do quê? Ele não pensa nem em quem fode a bunda dele. E o Deus Supremo da Loucura? Deve ser insano, mesmo, para pedir ajuda para MIM! PARA MIM! – ele agora berrava de fúria, com seus olhos mudando do branco para o vermelho. Todos se encolheram. – PARA MIM! O CARA QUE ELES RECUSARAM NA COMUNIDADE DOS DOIS SIMPLESMENTE POR CAUSA DO QUE EU FIZ! O QUE EU FIZ PARA PERMANECER VIVO! E QUE MANDARAM GENTE PARA ME MATAR! E AGORA ELES TÊM A CARA DE PAU DE MANDAR GENTE PARA ME PEDIR AJUDA PARA MATAR UM CARA QUE ESTÁ, NA VERDADE, FAZENDO COISAS QUE EU MESMO GOSTARIA DE FAZER?! VÃO SE DANAR!

Ele parou, inspirando pesadamente, com os olhos vermelhos cintilando. A cena já teria sido assustadora se fosse qualquer Primórdio comum, até mesmo um humano fazendo isso seria algo estranho. Mas aquele cara exalava mais ódio do que rico exala cheiro de perfume, além de exibir os piores temores de todos naquele lugar. Mary via o ódio que o seu próprio povo tinha a ela. Jeff via-se matando o próprio irmão, Liu Woods, se lembrando de quando perdera a sanidade. A Jane via o Jeff matando seus pais e torturando-a novamente. O Gancho enxergava-se na sua época de criança: Solitário, ignorado, esquecido. BEN via Lúcifer, assim como o Zalgo, Cthulhu e outras pessoas, todos rindo dele com escárnio, enquanto lutava contra o Observer. O Lobisomem via-se amarrado, sem chance de fuga, enquanto Red apontava em sua cabeça um revólver carregado de balas de prata.

E ainda, aquele cara tinha um desrespeito imenso pelo Zalgo e pelo Cthulhu. Isso não era uma coisa comum. Na verdade, talvez fosse o único Primórdio que tivesse tal desdém com os Primordiais. Talvez Red tivesse desprezo por Cthulhu e não gostasse do Zalgo, mas nem ele ousava se opor á eles. Pelo menos, não ativamente.

– Por favor... – a voz da Jane fraquejava, ainda com a visão fresca de seus pais sendo torturados. Era estranho para ela, era até vergonhoso, ser a pessoa fraca, a pessoa chorosa. Ela odiava demonstrar fraqueza, odiava demonstrar delicadeza com quem não merecia. Porém, a visão de seus pais sendo degolados, junto com a sensação de ser engolida pelas chamas feitas pelo Jeff. – Por favor, Herobrine... Por favor, só queremos voltar para casa. Só queremos sua ajuda.

Ante se sentir tocado pela fraqueza da Jane naquele momento, o rosto do Herobrine mostrou ainda mais fúria pelo o que ela falara.

– ENTÃO QUE MERDA VOCÊS AINDA FAZEM AQUI?! SABEM MUITO DE QUE NÃO VOU MAIS AJUDÁ-LOS! VÃO EMBORA, E AGRADEÇAM Á DEUS POR EU TER OS DEIXADO VIVOS! – ele berrou, olhando diretamente para a Jane, com os olhos vermelhos faiscando. A Jane mordeu o lábio inferior para não deixar as lágrimas escaparem-lhe os olhos.

– Acontece, Herobrine, que o Slender nos mandou para cá para ganhar seu apoio. – disse o Gancho calmamente, depois de ter se recuperado do choque. – E nós vamos ganhar seu apoio, através de bons modos ou maus modos.

Os olhos vermelhos do Herobrine voltaram-se na direção do Gancho. Se estivesse normal, com os olhos brancos, e tivesse de enfrentar o Jeff, Jane, BEN e o Gancho, o Herobrine provavelmente perderia. Porém, estava enfurecido, abastecido pelo ódio. Seu poder já imenso fora quadriplicado. Ele estava insanamente forte.

– Acontece, que não vou cooperar. – disse o Herobrine.

– Você poderia ter deixado às coisas mais fáceis. – disse o Gancho tristemente, então ele acenou para o Jeff e para o BEN.

O Jeff se levantou e sacou a faca, olhando cuidadosamente ao redor antes de fazê-lo. O BEN sorriu de um modo demente, enquanto suas mãos mudavam. Elas pareciam serem um borrão, como algo que é avistado de um vidro muito embaçado. O Lobisomem não se levantou, pois estava cansado e ferido. Ele, Wendigo e Mary cochichavam entre si, apostando no desfecho da luta.

Os guardas prepararam-se para atacar, mas o Herobrine os parou com um gesto e disse secamente:

– Eles são meus.

No momento seguinte, o Gancho avançou com o gancho erguido. Onde estava antes o Herobrine, agora só tinha um vazio. O gancho de ferro cortou o ar, e o Gancho olhou ao redor, procurando pelo Herobrine.

O Herobrine reaparecera do lado esquerdo dele, com a palma da mão direita aberta e com os dedos colados um ao outro. Ele levou a mão ao encontro da parte de trás do pescoço do Gancho, atingindo-o brutalmente e fazendo-o cair no chão, engasgando.

Das mãos que mais se assemelhavam á borrões, o BEN disparou um projétil de energia cinzenta. Ele voou rapidamente na direção do Herobrine, que saltou no último segundo, e o projétil destruiu a parede atrás do Herobrine em uma explosão de fumaça e chamas.

O Herobrine viu tudo em câmera lenta, desde os pedaços de pedra que voavam á sua frente, lançados pela explosão, á reação do BEN, que era de surpresa. Sua visão estava ligeiramente avermelhada, mas ele distinguiu muito bem a figura pequena do BEN. O Herobrine grunhiu e avançou nele, correndo rapidamente. O BEN fez um gesto como se segurasse um arco e flecha, e chamas envolveram seus punhos e se arquearam no meio do ar. As chamas se torceram e se transformaram em um borrão, em seguida, o borrão virou chumbo negro, que lentamente se desfez em pó, deixando no lugar do metal enegrecido, uma madeira bonita. Tentar entender os poderes do BEN, que se baseavam em caos, era dor de cabeça na certa.

Ele retesou a corda, e uma flecha de bronze formou-se. O BEN liberou a corda. O Herobrine se esquivou facilmente, e a flecha roçou-lhe os cabelos. O Herobrine se levantou de súbito e mergulhou no BEN, atingindo a cabeça no tórax do BEN e derrubando-o, e então o Herobrine segurou-lhe o ombro direito com a mão esquerda e ergueu a mão direita, cerrando o punho.

O Herobrine socou-lhe a face, e o BEN evitou qualquer grunhido de dor, mas um filete de sangue começou á escorrer do nariz dele. O Herobrine socou de novo, fazendo um filete de sangue escorrer da boca do BEN. Quando ergueu a mão uma terceira vez, alguém a segurou. Quando virou a cabeça, ele sentiu o golpe do cabo da faca na lateral de sua cabeça.

O Herobrine se levantou rapidamente e observou o Jeff, que olhava para o Herobrine com prazer selvagem, enquanto a lâmina rodopiava. A Jane estava aflita. Não sabia para quem torcer. Se o Jeff ganhasse, ela sofreria um duro golpe no orgulho, mas ela teria a oportunidade de matá-lo mais tarde e eles escapariam vivos. Mas se o Herobrine ganhasse, o Jeff morria, mas a Jane não teria o prazer de ter enfiado a faca no pescoço do Jeff, e ainda assim, ela morreria. Então, muito relutante, decidiu que viver era sua prioridade agora.

O Jeff disse, sorrindo:

– Que tal fazermos uma estátua? Vou esculpir uma bastante bela em sua cara, usando essa faca.

– Ou podemos brincar de vôlei, e vou usar sua cabeça como bola. – sugeriu o Herobrine, com um sorriso psicopata se formando em seus lábios.

O Jeff sorriu insanamente, com a faca sendo trocada de mãos rapidamente. O Herobrine levou a mão ás costas e tocou o cabo da picareta, mas nesse instante, o Jeff escolheu avançar.

Ele segurava a faca com a mão esquerda nesse instante e o Herobrine mal conseguiu se desviar, e a faca lhe rasgou a camisa azul. No meio do ar, o Herobrine sacou a picareta e olhou para o Jeff com firmeza. O Jeff se aproximou lentamente, sorrindo bobamente. Ele avançou de uma vez e cortou a lateral do corpo do Herobrine. O Herobrine sentiu o fluido quente que escorreu da ferida, mas nem se importou, e golpeou com o lado plano da picareta, atingindo com força as costas do Jeff e jogando-o ao solo.

O Gancho avançou no Herobrine, mas este apontou no Gancho. Sua mão direita crepitou com energia elétrica. O Herobrine largou a picareta, mas esse átimo de segundo foi crucial. O Gancho conseguiu precaver-se e jogar-se para o lado, quando o raio crepitou e estalou no lugar onde estava antes, e o Gancho lançou-se sobre o Herobrine, mas foi recebido com uma joelhada na testa, jogando-o ao solo.

O Herobrine voltou á olhar o BEN, esperando ver algo. Ele estava de pé e apontava as mãos para o Herobrine, antes que este pudesse fazer qualquer coisa, o Herobrine foi lançado para trás com muita força. Suas costas bateram com força na parede de pedra, mas se levantou sem demonstrar sinal de qualquer coisa, apesar da intensa dor nas costas.

Ele ergueu as mãos á altura dos rins, e então ele proferiu um antigo encantamento. O BEN não pareceu entender, mas o chão abaixo dele abriu-se em uma pequena fenda. Antes que pudesse entender o que estava acontecendo, uma onda de lava se ergueu á partir da fenda e engoliu BEN. Ele gritou, enquanto a dor atroz consumia cada milímetro de seu ser. O cheiro de carne queimada preenchia o ar.

O Herobrine viu que o Jeff estava se levantando lentamente, provavelmente, ainda confuso e com a visão turva. O Herobrine rosnou e correu até ele e saltou, impactando ambos os joelhos nas costas do Jeff e fazendo-o gemer de dor.

O Herobrine olhou para os que estavam lá. A Mary sorria sadicamente e olhava a cena com interesse, como se estivesse em uma parte particularmente interessante de um filme. Wendigo tinha as sobrancelhas arqueadas e o olhar duro, como Júlio César, enquanto ele observava a cena em que um gladiador ia matar ou não sua vítima. A Jane estava indecisa entre a satisfação de ver o Jeff sendo punido ou o desespero pela iminente morte.

O Herobrine voltou á olhar o Jeff, com os olhos ainda completamente vermelho-sangue. Ele passou os braços pelas axilas do Jeff e os dedos de suas mãos se entrelaçaram no pescoço do Jeff. E o Herobrine começou á puxar o pescoço do Jeff, enquanto os joelhos dele pressionavam as costas do Jeff.

O Jeff grunhiu de dor, que logo foi se tornando em um berro de dor, enquanto as costas do Jeff eram feridas. Então a espinha dorsal do Jeff se partiu com um sonoro crack, e o Jeff revirou os olhos e ficou inerte, com um filete de sangue escorrendo da boca.

Todos estavam em silêncio, olhando para o Herobrine com uma mistura de admiração, horror e medo. Os olhos do Herobrine voltaram á ficar brancos, enquanto inspirava pesadamente. O Jeff provavelmente não tinha morrido, afinal, um Primórdio não morria tão fácil assim. Mas ele provavelmente morreria se ficasse assim por mais tempo.

Então escutaram BEN gritar, com dor e fúria:

– VOCÊ É UM MONSTRO!

– Sou um monstro, sim. Mas vocês poderiam ter corrigido isso, antes. – disse friamente o Herobrine, olhando para o BEN cheio de bolhas. E então chutou o BEN, provocando mais uma onda de dor e espasmos nele.

– Vai se foder! – gritou BEN.

O Herobrine riu friamente e disse:

– Já lhes falei que não ia cooperar. Já lhes disse que era melhor sair daqui enquanto tiveram a chance, mas vocês jogaram essa chance no lixo. Então, acho que vão morrer...

Então a Jane se levantou e olhou para o Herobrine, sem estar mais com medo. O medo passara, e agora ela tinha indignação e raiva. Ela perguntou irritada:

– Espera aí, antes de ficar aí só remoendo o passado, fala, por que você tem tanto ódio assim? Quer dizer, que merda o Slender e o Mente Mestre fizeram para você para te transformarem... Nisso?!

– Acontece, minha cara, que sou “isto” faz muito tempo. 22 anos, para ser exato. – O Herobrine disse olhando-a e esperando uma reação da parte da Jane. Ela pensou. As únicas coisas que ela sabia sobre 22 anos atrás fora que o The Rake entrara aos cuidados do Zalgo, que o Slender lutara contra Gold, e que...

– Não, não é possível. – disse a Jane, espantada. 22 anos atrás, um Primórdio quisera entrar aos cuidados do Zalgo, mas foi recusado pois esse Primórdio era mais perigoso do que o normal, pois derrotara a própria morte e tinha poderes além da capacidade de muitos outros Primórdios. Esse Primórdio não desistiu e foi até o Cthulhu, mas foi recusado, pois Cthulhu também achava o Primórdio perigoso demais. Mas o achava, acima de tudo, imprevisível demais até para os padrões dele. O Primórdio não desistiu mesmo assim. Ele continuou trabalhando para ambos os lados, do Cthulhu e do Zalgo, mas no final, ele sempre foi recusado pelas mais tolas razões. Por fim, ele desistiu e passou á viver recluso, solitário e com ódio. Esse Primórdio enfrentara Red, Bloody Mary, Wendigo, Jersey Devil, Anhanguera, Nina the Killer e vários outros enquanto trabalhava, mas mesmo assim, por mais que fizesse, nunca era o suficiente. Mas somente dez pessoas viram como ele ficara depois de ser recusado tantas vezes. E esse Primórdio estava ali, na frente dela.

– Meu Deus... – ela murmurou, olhando o Herobrine, espantada.

– Sim, essa famosa lenda do Primórdio de 22 anos atrás fala de mim.

Mas então, sentiram uma perturbação no ar. Sentiram algo de errado, e uma voz suave perguntou atrás do Herobrine:

– O que está acontecendo aqui?

Todos se viraram naquela direção. Lá se encontrava um adolescente de uns 16 anos, com cabelos dourados, olhos de íris azuis, pele meio pálida e certa inocência no rosto. Ele era de estatura mediana, mas era magro. Vestia um casaco branco com capuz branco puxado para cima, calças de lã branca e botas brancas.

O Herobrine lhe perguntou, cauteloso:

– Quem é você? – Ele sabia que o ser deveria ser alguém imensamente forte para simplesmente se teletransportar até seu castelo, e que aquela devia ser a forma humana da criatura, seja qual for.

O adolescente riu e disse:

– Se fossem humanos, eu pediria para me chamarem de Aaron Whyte. Mas já que não são... – Os olhos do adolescente faiscaram. – Me chamem do meu nome verdadeiro, pois tem toda a permissão minha para falá-lo: Zalgo.

Notas finais
E aí, gostaram? Nos veremos no próximo capítulo!