The Dark Side Of My Life
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Me surpreendi quando eu vi que tinha 6 reviews no cap 5
POV MELODY (*---*)
Olhei aquela cena sem acreditar no que eu via, lá, deitado naquela cama, com os olhos abertos e sem alegria estava ele: Gerard Arthur Way, meu melhor amigo desde os 4 anos, não acredito que ele está morrendo.
-Melody! Relaxa!- Dizia Frank me segurando pelos braços.
-GERARD! NÃO!!- Gritava cada vez mais e mais alto.
-Ele só perdeu muito sangue! Ainda está vivo, mas não por muito tempo, o sangue mal está circulando! Ele precisa de uma transfusão! Rápido!- Dizia o medico.
Ele olhou para a mãe do Gerard.
-Desculpa, mas o sangue dele é igual o da avó. ABpositivo.
-Como? ABpositivo? Pega- Estendi meu braço para o médico- Pode tirar tudo se precisar.
Meu sangue é ABpositivo.
-Como? Você precisa de toda uma preparação psicológica e....
-CALA A BOCA E TIRA LOGO A PORRA DO SANGUE DAS MINHAS VEIAS!!- Gritei com força, isso mexeu até com o Gerard- OLHA PARA ELE! ELE ESTA QUASE MORTO! TIRA LOGO!
Ele desesperado colocou aquela agulha na minha veia e depois outra na do Gerard, e o sangue começou a sair.
Fiquei olhando para Gerard, que dormia com dificuldades naquela cama de hospital.
A cirurgia havia sido muito complicada, ele teve três paradas cardíacas durante, e aquele pedaço em baixo das costelas era maior do que qualquer um imaginava, foi o mais difícil de retirar, e o que estava causando mais dor em Gerard.
Seu peito estava completamente coberto por uma tala que começava a ficar vermelha de sangue.
Seus cabelos escuros estavam cobrindo parcialmente seu rosto, sua maquiagem branca (acho que nunca deveria ter mostrado aquele truque dia-noite pra ele) estava borrada por causa do suor, sua boca estava roxa e o monitor dos batimentos batia ritmado “Tii, tii, tii, tii”, e o médico disse que nessa velocidade ele estava dormindo, um pouco mais rápido ele estava acordado e se começasse a ficar muito rápido deveria chamar a enfermeira.
“Ti ti, ti ti”
-Melody...- Gemeu ele se virando.
-Gee! Que bom que está bem!
-Sabe a última coisa que eu lembro? Você, gritando, e eu pensei: já é o fim? O que aconteceu?
-Tiveram que fazer uma cirurgia para retirar os cacos de vidro, você teve três paradas e os médicos estavam desacreditando que você pudesse viver.
-As pessoas são tão negativas, tão como nós- Disse ele fazendo uma piadinha, rindo e tentando esconder a dor.
-Gee, acho que amanhã você não vai para a escola não é?
-Acho que não, tenho que receber liberdade condicional antes né?
-Acho que é. Gee, fico tão feliz de ver seus olhos brilharem de novo. Sabe que você é o único que me entende não é?
-Sei sim, e você também.
-Melody, o Gee já..... EBA! Já acordou! Como ele está?
-Ei! Eu posso falar sabia?- Pergunta Gerard emburrado da cama.
Eu e Frank rimos, mas podíamos ver o quanto ele estava sofrendo, apenas por respirar, e dava dó de ver, doía em mim, no Frank, em qualquer um.
-Meninos, eu vou comer alguma coisa. Frank, fique aqui okay? Não sai de perto do Gerard nem por um minuto.
-Sim senhora!
Saí do quarto e deixei os dois rindo de alguma idiotice de garotos.
Na cantina fiquei pensando em quanta dor ele não estria sentindo. Dava para ver, que quando ele respirava, ele sentia dor, por mais que ele tentasse esconder.
Gee sempre foi forte e seguro. Quando estávamos em situações muito ruins ele sempre nos guiava para fora dela, ele sempre foi um “super-man”. Mas nem o próprio super-man é de ferro. Uma das provas disso é a criptonita, e a criptonita do Gee são os seus sentimentos, suas emoções, sua dor.
-Senhorita, vai querer alguma coisa para beber?- Perguntou uma mulher com uma saia e a camiseta da cantina do hospital.
-Um café.
-E para comer?- Perguntou enquanto anotava meu pedido.
-Três mini-muffins.
-Volto já com o seu pedido senhorita.
Ela se retirou sorrindo. Acho que é assim que tem que ser o atendimento de um hospital, passar segurança para as pessoas, alegria.
-Ei! Eu te conheço! Você é aquela menina lá da escola! Mendy, Sandy, Menoly.....
-Melody.
-Essa mesmo! Você bateu um recorde de idas para a diretoria! O que está fazendo aqui?
-Um amigo meu se machucou feio. Ele teve que fazer uma cirurgia e está internado.
-Ah... me desculpa- Disse ela sem graça- Acho que não foi a melhor hora para isso, mas o que aconteceu?
-Ele teve uma crise de emoções, destruiu o quarto e entraram um monte de cacos de vidro do peito dele, ele perdeu muito sangue e talz, mas agora ele já está melhor.
-Ah!
-E você, o que faz aqui?- Perguntei enquanto a mulher trazia o meu pedido.
-Minha avó, ela está... digamos..... ela teve uma parada cardíaca depois de um derrame, e todos estamos muito preocupados com ela sabe, ela é a pessoa mais velha da família, na minha cultura quanto mais velho, mais sábio.
Sim, a menina era chinesa(ou é no Japão que eles idolatram os mais velhos?Não sei, nunca fui boa em ciências).
-Meus pêsames.
-Brigada.
-Nihao Kailan!(N/A:Meu irmão tava vendo um desenho com esse nome)Venha! Vamos para casa!
-Tchau Melody.
-Tchau Nihao.
Fiquei comendo os bolinhos e bebendo o café.
-Melody?
-Mickey?
-Oi, te achei, minha mãe disse que o assistente disse que a enfermeira disse que o médico disse que o Gee sai amanhã de manhã.
-Quanta gente viu esse recado?- Disse fazendo piadinha do jogo “Telefone sem fio”.
-Muita gente. Minha mãe vai ficar com o Gee, e você?
-Ir para casa e ficar preocupada ou ficar no hospital e poder ficar mais calma de estar perto dele...... acho que eu vou ficar aqui Disney.
-Haha, tudo bem então. Lembra aquelas 300 pratas que você me emprestou quando eu fui ter o meu primeiro encontro e na verdade a menina só queria que eu pagasse as coisas para ela?
-Lembro sim.
-Eu finalmente consegui juntar a grana. Pega- Disse ele me estendendo um bolinho de dinheiro.
-Não Disney, fica, já fazem três anos.
-Mas mesmo assim, 100 pratas por ano. Pega, o dinheiro é seu.
-Mickey...
-Tudo bem, já que não quer eu deixo no seu quarto para quando quiser okay?
-Okay Mr.Disney.
-Boa noite Melody.
-Boa noite Mickey.
Sorri, nos abraçamos e eu terminei o meu bolinho.
-Melody?- Gemeu Gee da cama do hospital.
-Oi?
-Você ficou? Que legal. Que horas são?
-Fiquei. São duas horas da manhã.
-Não consigo dormir, a dor me acorda.
-O remédio deve estar perdendo o efeito, vou chamar uma enfermeira...
-Não, fica. Deixa a dor doer. Quem mais ficou?
-Só eu e sua mãe. Seu pai tem que ir trabalhar e seus irmãos tem escola. O Frank foi forçado a ir, já que os pais dele queriam ele em casa.
-Ah. Porque está tanto tempo do meu lado? Desde que eu abri a porta do meu quarto, desde que eu entrei na ambulância, desde que eu fiz a cirurgia, em todos os momentos ruins você estava por perto.
-Você sempre fez o mesmo por mim. Lembra na minha primeira aula de Box? Quando eu quebrei o meu braço? Lembra quando eu me cortei enquanto fazia o sanduiche? Lembra quando eu quase caí do penhasco? Você sempre esteve do meu lado, sempre me ajudou a levantar, e ainda apanhou daquele menino que queria me bater quando eu era pequena.
-Nossa, você tem muito mais histórico hospitalar em uma vida, que eu em 300 anos.
-Haha, engraçadinho.
Ele riu e estremeceu em seguida.
-Eu vou chamar uma enfermeira.
Dessa vez ele não questionou, apenas acentiu para mim e eu fui para o corredor, a enfermeira veio, deu o remédio para ele e ele disse que a dor havia parado.
-Melody, onde está a minha mãe?
-Na cantina, ela estava quase dormindo, deve ter ido pegar um café para ficar acordada ou algo assim.
-Ah. Você é muito legal sabia?
-Obrigada.
-Chega mais perto.
Cheguei, ele me puxou para mais perto e sussurrou para mim:
-Eu tem amo, Melody.
-Eu também te amo Gerard.
Nos abraçamos como sempre fazíamos, sorrimos e ficamos conversando sobre coisas banais de adolescentes.
Não senti nem um pingo de sono, embora minhas olheiras fossem bem fundas. Só queria ficar ali, com ele.
Falamos das coisas que costumávamos fazer, escrever histórias e tlaz, e como quando minha família lia e dizia que queria publicar, e eu não gostava disso, minhas histórias são particulares, é como se publicassem seu diário para o mundo inteiro, ruim, mal e sem graça.
Isso me lembra o motivo de eu começar a esconder meus poemas dentro da “Enciclopédia Suprema do Conhecimento”, um livro TÃO grande que são precisas 3 pessoas para carregar, ele é dicionário, enciclopédia, livros, etc...
-Crianças? O médico veio dar uma olhadinha no Gerard- Disse a mãe do Gee da porta.
O médico veio, olhou o monitor cardíaco, de um remédio para o Gee, retirou a tala, fez uma cara de QUASE alegria, ajudou-o a levantar e disse:
-Ele já pode ir para casa, seus batimentos estão fora de risco, ele em si, está fora de risco.
Gerard ficava em pé com dificuldades, eu via.
-Melody, sabe o meu all star preto de meio cano?
-Sei Gee, aquele seu que usou no...... dia.
-Esse mesmo, você lembra se eu vim com ele para o hospital?
-Lembro, você veio, por quê?
-Pega ele pra mim?
-Claro!
Saí e fui para o armário onde as coisas do Gee estavam.
POV MÃE DO GEE
-Gerard Arthur Way, poderia vir aqui por favor?- Disse a enfermeira da porta.
Gerard foi, devagar. Saiu do quarto e o médico disse:
-Não posso esconder da senhora, e nem me conter de perguntar, o que levou seu filho a ter todos aqueles cacos de vidro no corpo?
-Bom, ele tinha chegado em casa tarde, escoltado pela polícia, deu uma bronca nele, ele subiu para o quarto, bateu a porta, quebrou todas as coisas de lá, e de acordo com a Melody, ele já estava com aquilo. Eu acho que ele se deitou no vidro, e a raiva só deixou ele perceber isso quando passou.
-Ele passou por um trauma muito forte ultimamente? Mortes, divórcios, problemas na escola, bulling...
-Bom, o melhor amigo dele morreu, eu e meu marido estamos nos divorciando, Gerard sempre teve problemas na escola, bulling...o que exatamente é isso?
-Os adolescentes conhecer por.... zuera, algo assim.
-Ah! Bom, eu acho que só o irmão dele que faz isso, sabe, o chamando de Gay.
O médico me olhou perplexo por um minuto, não sei por quê.
POV MÉDICO
Esse menino tem uma vida complicada! Essa mãe dele é muito cega MESMO! Bulling por parte do IRMÃO! Morte do melhor amigo........ me admiro que ele não tenha tentado suicídio ainda! Se bem que a relação dele com aquela garota é de um alto nível de amizade, quase como se eles fossem irmãos, acho que ela deve ter algo a ver com o alto controle dele, bem que dizem que as amizades são importantes, se não fosse a amizade, esse menino provavelmente não estaria entre nós!
POV MELODY
-Gee voltei com... Onde é que está o Gee?- Perguntei notando que só estavam o médico e a mãe dele.
-Ele saiu com uma enfermeira.
-Que enfermeira?- Perguntei preocupada.
-Sabe que eu não me lembro de te-la visto antes?- Disse o médico- Acho que ela é nova.
-VOCÊS NÃO PRESTARAM ATENÇÃO NA TV!? ESTÁ A SOLTA A MULHER MAIS PERIGOSA DO PAÍS! ELA ESCAPOU! É CONHECIDA COMO A ENFERMEIRA FANTASMA! ELA RAPTA DOENTES, DESAPARECE COM ELES, E ELES SÓ SÃO ACHADOS DOIS OU TRÊS MESES DEPOIS! NA MAIORIA DOS CASOS MORTOS OU A BEIRA DA MORTE! E VOCÊS AINDA DEIXAM ELE COM UM ENFERMEIRA QUE NUNCA VIRAM!?-Gritei brava com eles, saí correndo perguntando pelo Gee, não foi difícil descreve-lo, só tive que dizer: “Viu um garoto de cabelos pretos e maquiagem borrada passar por aqui?”.
Na porta do hospital havia um carro, uma mulher dentro e um garoto no banco de trás, ele parecia estar amordaçado, algo assim, me aproximei mais e vi o rosto da mulher, igual o que foi mostrado na TV.
-EI! Pare ai!- Gritei, tudo bem, eu sou muito burra mesmo, quem é que confronta um bandido sem nem saber se está armado!?
-O que você disse garotinha?- Ela desligou o carro e saiu, e lá dentro consegui ver Gee, os olhos aflitos, como se tentasse me dar um aviso- Sabe que ele já é meu não é?- Disse ela tirando uma arma do cinto.
FUDEU TUDO!
Notas finais
Curiosos? Eu também!
bjks
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