The Dark Order
4 CAPÍTULO IV : De Batalha em Batalha
Notas iniciais
— Em breve eles entrarão em campo, então preparem-se! Formem uma fila para entrar na plateia, e reúnam-se em grupos de cinco.
O mestre de cerimônias tentava organizar toda aquela criançada. Os aprendizes estavam indo para uma demonstração de ataque dos Especialistas. Como isto também fazia parte de seus treinamentos, aqueles meninos e meninas deveriam prestar bastante atenção, pois fariam aquilo no futuro.
— O Shiba-kun não apareceu hoje também, né... O que será que aconteceu com ele, Keikorou-kun?— Pergunta Kyouko ao seu mais novo amigo, preocupada com o pequeno brigão.
— Bem... Vai saber..
E realmente, vai saber. Desde o incidente nos chuveiros, ninguém viu mais Yoho Shiba. Desapareceu como fumaça, após ser carregado para uma possível "punição", pelo seu feito. Alguns alunos contaram ao novato que as punições são extremamente severas. Um aluno punido se arrepende até de ter nascido, o que dirá de seu ato de descumprimento das regras. Yuusaki, apesar de se sentir como um inimigo aos olhos daquele garoto, ainda sim se preocupou, já que achava que a culpa era sua. "Não deveria ter corrido..". Este pensamento não saía da cabeça daquele menino. Sentir-se culpado é normal, ainda mais quando se tratava do orgulho de outra pessoa.
— Atenção todos os Aprendizes! Primeiramente, iremos apresentar a vocês os Suporters. Alguém sabe me dizer o que é um Suporter? — Perguntou um professor, ao lado do mestre de cerimônias.
— Eu! Eu! — Vários alunos gritam ao mesmo tempo.
— Hmm... Vai ser difícil mesmo... Ei, você, ruivinha. Você parece saber, então pode nos dizer?
Então, Kyouko levanta-se para responder. Todos olham para aquela garota, que apesar de nova, não deixa de esbanjar beleza. As outras crianças ficaram admirando-a enquanto seus grandes e alaranjados cabelos balançavam, seguindo o levantar de seu corpo. Ao ficar totalmente em pé, ela responde:
— Sim, professor. Um Suporter é um dos nossos, que se dedica, único e inteiramente para o bem de seu senhor Especialista. Um Suporter seria mais como empregado particular dos Especialistas. Se um Aprendiz não conseguir passar nos exames para Especialista, ele se tornará um Suporter, e viverá servindo um Especialista ao qual foi designado seu serviço.
Yuusaki olha admirado para ela. Apesar de não parecer, Kyouko é bastante inteligente, e guarda as matérias que aprende com grande facilidade. Não obstante, nunca deixou a desejar nos quesitos velocidade e força. Ela é basicamente uma aluna-modelo, na qual todos devem seguir. Ao se assentar, ele diz:
— Mandou bem, Kyouko-chan! Eu queria aprender fácil como você...
— Hmm... Mas só tem dois dias que você está aqui, Keikorou-kun..
— Por favor, Kyouko-chan, não fique me chamando pelo sobrenome.. Afinal, não somos amigos?
— Bem.. Então.. Yuusa-kun?
— Hum! Assim está bem melhor!
Mas então, ele entra em choque. Acabou se lembrando de sua irmã, que por algum motivo, o chamava de algo parecido, e se lembrou de suas palavras. "Yuu-kun...". Ele se entristeceu no mesmo instante. Kyouko ficou confusa, até que se lembra do fato de que os pais dele estavam mortos. Para confortá-lo, ela segurou sua mão, e disse baixinho à ele:
— Não se preocupe, não vai mais acontecer nada de ruim. Eu tenho certeza disso.
— Obrigado, Kyouko-chan.. — Disse, encarando sua nova amiga para toda a vida.
Então, o evento começa. Haviam dois times: um time estava usando um uniforme avermelhado, e o outro, um uniforme azulado. Na demonstração de ataque, os dois times deveriam usar armas não-letais para derrubar seus oponentes, e chegar ao outro lado da arena antes da equipe adversária. A equipe que conseguisse chegar no campo inimigo e apertar o botão, vencia. As equipes estavam divididas em 45 membros cada uma, e a divisão interna das equipes se dava por 10 especialistas em força, ou Tankers, 10 especialistas em velocidade, ou Invaders, 5 em inteligência, ou Estrategists, e 20 mistos, ou Flankers (Flankers são especialistas em velocidade, força e inteligência, ou seja, aprendizes que se destacaram nos três quesitos durante seus treinamentos). A estratégia deveria ser feita pelos Estrategists, ao mesmo tempo que os Tankers devem protegê-los. Os especialistas mistos, ou Flankers, devem fazer as incursões, que são invasões segundo as estratégias de seus colegas, enquanto os Invaders devem alcançar o campo inimigo.
— Hajime! (Nota: Hajime significa "Começem", e é usado frequentemente em lutas no Japão)
O mestre de cerimônias grita para as duas equipes em campo, e se afasta; estava na hora da demonstração começar. Para alguns, era considerado um "Mahjong real", já que as regras são parecidas. É irrefutável o fato de haver apenas membros extremamente habilidosos nesta demonstração, já que os Especialistas são os "melhores dos melhores". Ao começarem, os Estrategists da equipe azul rapidamente se posicionaram atrás da sua barreira humana, e começaram suas estratégias. A equipe vermelha optou por fazer um pré-ataque, enquanto seus Invaders ficaram atrás do flanco.
A equipe azul seguiu a estratégia elaborada à risca; separaram-se em quatro grupos de cinco, e foram derrotando alguns membros do ataque inimigo. Então rapidamente seus Invaders correram através do flanco inimigo, atravessando o campo inimigo em poucos segundos, mas foram barrados pelos Tankers da equipe vermelha, que protegia os Estrategists.
— Peguem-nos! Sem misericórdia! — Disse o capitão dos Tankers vermelho, segurando um dos Invaders azuis.
— Sim, senhor! — Disseram os outros.
Um atrás do outro, os Invaders azuis foram derrotados. Apenas um deles conseguiu voltar para seu campo, exausto, e quase abatido.
— Suas estratégias não funcionaram... E agora? — Perguntou o único a voltar aos estrategistas.
A equipe azul percebeu que sua estratégia não funcionara contra a força bruta da equipe inimiga. Então bolaram uma coisa diferente; reposicionaram seus Flankers, e iniciaram um ataque frontal, para acabar com o restante da linha de fogo inimiga. Atacaram o flanco esquerdo da incursão, que estava desequilibrado, e partiram para cima. Um dos Estrategists liberou um de seus dois Tankers para ajudar na linha de frente. Um ataque brutal iniciou, já que, apesar de não serem muito velozes, especialistas em força são extremamente fortes, e ficar de frente a um deles é o pior pesadelo de qualquer Invader, ou até mesmo Flanker.
A força brutal desse Tanker era sem igual; Furou a barreira crucial, que era importantíssima, e invadiu a incursão que a equipe vermelha formara para invadir através do buraco na formação que a equipe azul deixara.
— Não deu certo, recuem! Ou aquele cara vai acabar conosco!
— Sim, senhor!
Mas não adiantou. Ele pegou todos da incursão, um atrás do outro, sem misericórdia. Apesar de todos estarem usando armas não-letais, a força bruta de um Especialista em força em si já pode matar. Estar de frente a um desses, é quase impossível sair sem um ou dois ossos quebrados.
A incursão da equipe vermelha estava completamente desequilibrada, então foi a chance perfeita para a equipe azul invadir. Os Flankers azuis derrotaram todos os Flankers vermelhos, então restou apenas os Invaders, e os Tankers. Quanto aos Invaders, bom, foram derrotados rapidamente. Já os Tankers, deram bastante trabalho. Porém os Estrategists da equipe azul liberaram todos os seus Tankers, então ficou uma luta justa, 10 contra 10. Não é necessário dizer que a equipe azul saiu vitoriosa dessa batalha, mas ainda não havia acabado; Após 10 minutos de batalha, aqueles que fossem derrotados, poderiam voltar para o campo, e continuar a batalhar. Talvez o pesadelo da equipe azul, já que seus Estrategists estavam desprotegidos. Dito e feito, os Invaders vermelhos, que acabaram de voltar ao campo, partiram para cima do campo azul.
Durante esta pequena guerra, alguns dos Aprendizes que estavam assistindo estavam impressionados com aquelas cenas; muita destruição, muitas lutas, uma guerra não-letal. Porém, havia um que não estava gostando nada daquilo, principalmente em relação à aquele Tanker azul, que massacrara metade da equipe vermelha. Yuusaki ficou inquieto, lembrando-se do que havia acontecido consigo. Ele podia se ver naquele massacre, como se estivesse lá, acabando com cada um daquele campo.
— Parem... — Disse, colocando suas mãos em sua cabeça, e com um rosto completamente assustado.
Ninguém notou a alteração de humor dele, porém, seu estado mental estava completamente alterado, e continuou:
— Parem... Por favor, parem...
Seus olhos estavam revelando um desespero profundo, uma angústia inigualável. O garoto estava em estado de choque novamente; era como se aquelas memórias, de seus pais, daqueles que matou, estivessem voltando, vivas e ascendentes, só para torturá-lo.
— Ahn... Yuusa-kun... O que foi? — Pergunta Kyouko, ao ver que seu amigo estava perturbado.
— Parem... Por favor, parem! — Solta um grito de desespero.
— Professor, tem algo errado com o Keikorou-kun! — Disse um Aprendiz, também preocupado.
Os professores prontamente atenderam ao pedido. Ao verem, o garoto estava completamente petrificado, mostrando claramente que estava com medo de algo. Suas lágrimas escorriam como gotas derivadas de uma chuva forte numa janela. Seus olhos demonstravam um desespero que não estavam acostumados. Sua expressão facial era um tanto assustadora.
— Ei, ei, garoto. O que houve? — Perguntou um dos professores.
— Faz.. Faz parar... Faz parar! — Disse, ainda desesperado por algo.
Eles se olharam, sem entender por que aquele Aprendiz estava chocado daquela forma, e decidiram retirá-lo do local. Porém foi uma tentativa falha; o garoto não deixava que o tocassem. Um professor então chegou por trás dele, e com um golpe em seu pescoço, o fez desmaiar.
Eles o levaram até um local que aparentava ser a enfermaria do complexo, e o deitaram em uma cama. O garoto aparentava estar bem, então o deixaram descansando.
Após algum tempo, ele acorda. Não reconhece o local onde está. Com os olhos meio fechados, Yuusaki olha para os lados: uma cortina que em envolve a área em volta da cama na qual está deitado; um pequeno suporte para soros e remédios; um criado mudo, que não tinha nada em cima; uma garota loira com uma empregada ao seu lado. A garota estava segurando sua mão, e com um rosto triste. Ao ver que tinha acordado, ela mudou rapidamente sua expressão facial, de preocupação para alívio. Apertou fortemente sua mão, e soltou um sorriso simpático.
— Yumi... Chan...
Ela gesticulou, e soltou outro sorriso.
— Ainda bem que você está bem garoto, ela estava muito preocupada contigo... — Disse a empregada, que também aparentava estar preocupada.
— O.. O que... Aconteceu...
— Oras, você ficou assustado na demonstração..
— Eh? Me assustei? — Perguntou, confuso.
— Sim. Parece que você tinha visto um fantasma...
Enquanto ela dizia isso à ele, Kyouko, que já havia terminado de assistir à demonstração de ataque dos Especialistas, foi para a enfermaria, após saber que ele estava lá. Quando chegou, se surpreendeu, pois a princesa estava lá, segurando a mão dele.
— Eh? Hime-sama? (Nota: Hime-sama é uma forma educada de se referir à uma princesa, ou de alguém de alta patente na sociedade)
Quando percebe que alguém havia chegado, a garota, junta de sua empregada, se retiraram imediatamente. Ela não conseguia acreditar que a princesa estava tão próxima a alguém, ainda mais um novato, mas deixou esta questão de lado, e foi ver seu amigo, que estava estranho.
— Ei, Yuusa-kun.. Tá tudo bem contigo?
— Bem... Sim... — Disse, com um olhar triste.
— O que foi aquilo? Aff, você me deixou preocupada..
— Hmm.. Como posso te dizer... — Disse, ficando um pouco confuso.
— Ele teve um repentino ataque de ansiedade misturado com medo, garota. — Disse um homem, que entrara de repente no local onde os dois estavam, usando um jaleco, óculos, e uma prancheta em sua mão.
— Ora, Doutor! Achei que ainda estava de férias!
— Não, não estava. Apenas menti para ver se você parava de me encher o saco, Minamiya-san. — Disse, olhando para sua prancheta, e quase que ignorando-a. — Agora vejamos... Yuusaki Keikorou-kun, né?
— S-sim..
— Ei, Doutor! Não me ignora!
— Silêncio, Minamiya-san, estou cuidando de meu paciente.
— Aff... — Disse, olhando para o lado, com o rosto levemente corado.
— Bem, continuando. O que exatamente aconteceu, Keikorou-kun?
— B-Bom.. Eu.. — Fica relutante, mas decide responder. — Eu me... Me lembrei...
— Ora, fiquei sabendo. Minhas mais sinceras condolências. Hum.. — Começa a olhar para alguns potes em seu armário. Ele pega um pote, que tem uma tarja preta, e entrega ao garoto. — Aqui, antidepressivos.
— E-Ei, você não pode dar antidepressivos para uma criança! — Disse uma mulher, entrando na enfermaria.
— Ora, ora. Quem me proíbe, senhorita Lisa?
— Que tal o senso comum, Haki? — Disse, olhando com uma cara furiosa para seu velho amigo.
Haki Furoki e Lisa Higurashi. Dois amigos de longa data, apesar de terem seguido caminhos diferentes. Ambos foram Aprendizes, e fizeram o teste final antes de tornarem-se Especialistas. Lisa passou com louvor, já Haki... Ele foi nomeado como Suporter dela, mas ela não o aceitou, pela amizade dos dois. Sendo assim, o Mestre deu um curto período para Haki se formar em medicina, e tornar-se o chefe de enfermaria, já que o antigo já estava aposentando-se. Esta segunda chance dada pelo Mestre reafirmou os laços da amizade dos dois, já que ninguém virou subordinado de ninguém.
Lisa é uma mulher bonita, mas muito perigosa; Seus olhos verdes, seus cabelos castanhos, e seu corpo definido à perfeição serve apenas para enganar seus inimigos. Já Haki é um homem estrategista, frio, calculista. Apesar de não ter uma ligação direta com o Mestre ou seus subordinados, um Aprendiz treinado é um Aprendiz treinado, então ele não pode evitar seus instintos de luta quando é necessário. Apesar de ser alto, isto não o impede de ser extremamente ágil.
— Ei, ei... Ele tá ficando confuso.. — Diz Lisa, segurando a cabeça de Yuusaki, e encostando-a em seus seios. Ele mostrava uma certa exaustão, e demonstrava estar confuso.
— Já vi que não posso fazer nada quanto a isso... Bem, volte ao seu quarto garoto. Se algo acontecer, me chame. — Disse o Doutor, retirando ele dos seios da sua amiga tarada. — Agora vá.
— T-Tá.. — Diz, com o rosto completamente corado.
Kyouko e Yuusaki seguiram para os dormitórios. Mas antes de chegar, viram alguém, que aparentava estar estranhamente normal: Yoho estava caminhando para seu quarto, assim como eles. Não podendo aguentar a curiosidade, grita.
— Ei! Shiba-kun! — Grita Kyouko, com esperanças de chamar a atenção dele.
Ele vira-se, e percebe que o novato estava junto dela. Então caminhou na direção dos dois, especificamente na direção de Yuusaki.
— Err.. Yuusaki.. Tem algo que quero falar contigo. — Diz, desviando o olhar para não mostrar sua vergonha.
— Bem.. Pode falar.
— Desculpa! — Curva-se, em sinal de respeito, e continua. — Me desculpa! Por favor!
Ele ficou chocado, ao ver que aquele que uma vez mostrara grande orgulho, estava curvado na sua frente, pedindo desculpas.
— Q-Que isso, Yoho.. Não é como se tivesse sido sua culpa.. — Disse, segurando o arrependido garoto pelos ombros, e o levantando gentilmente, com um sorriso — A culpa foi toda minha, que não me segurei quando fui correr... Foi por isso que você ficou com raiva de mim.. Eu que devo pedir desculpas.
Yoho não consegue entender. Afinal, ele que tinha começado a confusão por inveja. Mas ao ver o empático sorriso, junto de um rosto que demonstrava completa exaustão, ficou travado, sem conseguir dizer nem uma palavra. Então, ele o solta. E continua dizendo:
— Sabe, por que não se junta à mim e à Kyouko? Eu sei que vocês dois já eram amigos antes de mim, mas também quero ser seu amigo. Então, o que acha?
Ele não dá resposta. Fica impressionado com a gentileza dele. Mas, após analisar bem, diz:
— C-Claro! Mas só se você me desculpar..
— Tá bem, eu te desculpo, claro!
Então as três crianças seguiram para os dormitórios juntas. Quando deu o horário dos chuveiros, Yuusaki e Yoho chegaram conversando, um ao lado do outro, e todos estranharam como ambos haviam se tornado ótimos amigos. Conversando durante o banho, trocando ideias, criando brincadeiras... Alguns achavam que Yoho havia sido substituído, mas não foi esse o caso. Após alguns perguntarem o que havia acontecido, ele explicou que, durante sua punição, aprendeu uma importante lição, "Jamais sinta inveja. Apenas supere seu oponente". Possivelmente esta é a maior lição que um ser humano pode aprender.
Após isto, os dois garotos vestiram-se, e seguiram para o refeitório. Ao chegarem, uma surpresa: A princesa os aguardava, talvez para brincar novamente com Yuusaki. Ele despediu-se de seu mais novo amigo, já que não permitiam ninguém além dele falar com ela. Os dois seguiram para o mesmo destino da noite passada, mas, enquanto se distanciavam, ele olhou para trás, acenando para Yoho, um sinal de "Nos veremos amanhã".
Durante seu caminho, a garota gesticulou várias vezes, perguntando coisas como "De que vamos brincar hoje?" e "Quem era ele? Amigo seu?". Talvez estava demonstrando um pouco de ciúmes, já que ele era a única criança na qual ela podia brincar. Então, enquanto a empregada fazia a tradução de mais uma das gesticuladas da princesa, Yuusaki ouve algo vindo do jardim no qual estava acostumado brincar. Ouve uma voz, doce, porém angustiada. Um canto belo, porém melancólico. Quando viu, uma garota, de grandes cabelos rosados, soltos ao vento, pele branca como a neve, com pequenas partes rosadas, e um rosto no qual jamais esqueceria, apoiada no corrimão da pequena ponte que se estendia por cima do lago, perto da grande Árvore. Seu canto era tão belo, que até esqueceu-se de responder à princesa, que estava do seu lado, cutucando-o.
Numa destas cutucadas, ele decide olhar para o lado e respondê-la. Mas quando tenta ouvir, e ver a garota novamente, não ouve nada, nem vê nada. Ela havia sumido, desaparecido. Era como se fosse um sonho. Assustado, e curioso, começou a perguntar à si mesmo: "Quem era ela?"
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