The Dark Order
1 CAPÍTULO I : O Sofrimento Começa
Notas iniciais
15 de Abril de 1985, um ano histórico. Foi a primeira vez que a humanidade presenciou o nascimento de dois seres humanos geneticamente modificados, o que mudaria de vez o rumo da ciência moderna. As duas crianças tiveram seu DNA totalmente modificado, fazendo assim com que elas pudessem ter uma regeneração extremamente rápida, tornando-as praticamente imortais. Mikhail Hugh Kulakovsky e Branka Avani Kulakovsky foram os nomes escolhidos para os gêmeos que fizeram história antes mesmo de seu nascimento.
O sucesso foi tão grande, que as maiores companhias militares já estavam de olho nos produtos que a GhrandBell Technologies poderia oferecer, para melhorar o físico de seus subordinados, transformando-os em super-soldados. Foi um grande salto da ciência, porém eles não esperavam que logo este sucesso fosse cancelado.
Mikhail e Branka apresentaram um defeito fatal, pois sua regeneração extremamente rápida não os permitia se desenvolver, ou seja, seus corpos continuaram embriões por um grande período, até aproximadamente agosto de 1987. Foi quando dois cientistas, Hana e Ren Keikorou mostraram como poderiam desenvolver estas pequenas criaturas. Um soro, batizado de CZ-805 GH permitia que retardasse a regeneração celular, o que permitiu às crianças o desenvolvimento.
Como toda criança precisa de um pai, os CEOs concordaram em deixar que Hana e Ren, o famoso casal que permitiu a continuação do sucesso da companhia, adotasse-as.
Alguns anos se passaram, Mikhail e Branka já desenvolvidos, e agora com novos nomes: Yuusaki e Mannah. Seus pais nunca estiveram tão felizes, já que Hana era estéril. Mas isso não impediu que ela os criasse como se fossem seus.
24 de dezembro de 1994, véspera de natal em Tóquio, Japão. A companhia russa GhrandBell Technologies permitiu que, em segredo, a família Keikorou criasse os dois pequenos milagres da ciência moderna no seu país de origem. A família inteira estava empolgada, se preparando para o seu sétimo natal juntos. Mannah, com toda a sua timidez, perguntou ao seu irmão:
— Yuu-chan...
— O que foi, nee-chan?
— S-Sabe.. Err..
— Hã? — Yuusaki fica confuso — O que foi?
— B-bom.. É que.. —Mannah reúne todo o fôlego que tinha em seu corpo e diz em alto em bom som — Com quem você quer se casar?!?!?!
Yuusaki fica boquiaberto, sem saber o que responder, ele diz:
— Eu... N-Não decidi i-isso ainda... — Fala todo atrapalhado.
— Vamos, meus filhos! Temos que chegar a tempo, antes que as lojas fechem!! — Grita sua mãe, com muita pressa.
— Calma, meu amor, ainda são 14:23, temos a tarde toda ainda.. — Diz Ren, com seu rosto em desaprovação ao ato de sua esposa.
Todos entram no carro, e seguem viagem, de Sumita para Akihabara, em Taito. Uma viagem tranquila, porém Mannah continuou insistindo em perguntar com quem Yuusaki se casaria, e ele é claro, sem respostas.
Ao chegarem em Akihabara, todos fizeram as compras, as crianças ganharam roupas e brinquedos novos, todos felizes. E, no final da tarde, eles pretendiam voltar para casa, apenas pretendiam. Pois, assim que chegaram perto do carro, oito sujeitos armados os abordaram.
— São vocês a família Keikorou? — Disse um deles.
— E-Eu não sei do que você está falando. — Diz Ren, colocando sua esposa e as duas crianças atrás dele.
— Não é? Então deixe eu melhorar minha pergunta: São essas Crianças Mikhail e Branka?! —Respondeu o sujeito em tom de grito, apontando sua arma na cabeça dele.
— NÃO! NÃO SÃO! ELES SÃO MEUS FILHOS!!! — Gritou Hana, em desespero para salvar as crianças
Os sujeitos armados, já sem paciência, forçaram os quatro a ficarem de joelhos, os amarraram, e apontaram novamente suas armas para Ren e sua família.
— Eu já estou puto! Eu sei quem é você, sei quem são todos vocês, então é melhor pararem de gracinha porra! — Gritou o sujeito — Agora é o seguinte: Vocês vão nos entregar as crianças e o soro, e deixaremos vocês irem.
— Eu não sei de nenhum soro, e nem sei do que estão falando! Apenas deixe-nos ir em paz!! — Disse Ren, desesperado.
Um dos sujeitos armados recebeu uma chamada em seu rádio. A pessoa por trás da linha disse "Não temos tempo. Acabem com eles e peguem as crianças". Hana começou a chorar em desespero, e disse:
— Por favor, por favor! Deixe-nos ir! Não fizemos nada de errado!!
— Fizeram sim, discordaram das nossas ordens. — Disse outro dos sujeitos. E ele engatilha sua arma — Comece a rezar a seu deus sua vadia!
O sujeito puxa o gatilho. A bala atravessa a cabeça de Hana. Mannah e Keikorou começam a chorar, ao ver que sua mãe caiu sem reação. Ren entrou em desespero e disse:
— NÃÃO!!!! HANAAAAA!!! — Ren deu o grito mais desesperado da sua vida
— Ma-Mamãe..? — Diz Yuusaki, já que era muito apegado à sua mãe, tanto quanto era à sua irmã.
Outro sujeito engatilha sua arma, e atira na cabeça de Ren. Mannah, que ainda não havia entendido o que estava acontecendo, fechou seus olhos e ficou repetindo "É só um pesadelo, é só um pesadelo, é só um pesadelo...". Yuusaki, mais esperto, percebeu o que estava acontecendo, percebeu que seus pais não iriam levantar.
—Mãe..? Pai..? Mamãe? Papai? MÃMÃE! PAPAI! — Começa a chorar angustiadamente, um choro que jamais esqueceria
— Ei, nós só precisamos de um deles, né? — Disse um dos sujeitos.
— A ordem era de trazer de volta o soro e uma amostra do DNA.. — Respondeu outro deles.
— Bem, então, vamos matá-los! — Disse um deles.
— He he he, a garota primeiro!
Um deles prepara sua arma, e coloca o cano na cabeça de Mannah. Ele puxa o gatilho. Mannah cai sem reação para trás, enquanto sua cabeça jorrava sangue.
— Agora é a vez do garoto. HA HA HA!
Yuusaki chora mais ainda, ao ver que era o único ainda vivo, e grita
— MÃE! PAI! ONEE-CHAN!!! — Grita com a maior angústia no peito — Por que vocês estão fazendo isso? Por quê?! POR QUE A GENTE NÃO PODE VIVER EM PAZ?!?!?!?!
Um sujeito responde:
— Quem não é humano não merece viver. — Disse já engatilhando e mirando na cabeça de Yuusaki — Agora é a sua vez, junte-se à sua família no inferno, MONSTRO!!
Yuusaki nunca havia sentido tamanha angústia, e sua angústia estava começando a transformar-se em ódio. Um ódio profundo, algo maligno que começou a remoer dentro dele. Então acontece um evento, uma quase maldição, que nem os criadores dele haviam notado. Uma habilidade tão obscura quanto a sua mente.
O garoto se levanta, com seus olhos em um tom de vermelho profundo, rompendo as cordas nas quais estava amarrado. Uma força sobre-humana toma conta de seu corpo. Os sujeitos começaram a atirar nele, porém aquela força impedia que as balas penetrassem em seu corpo. Yuusaki olha chorando para eles, e diz:
— Jamais perdoarei vocês, JAMAIS!
Ele pula em um dos sujeitos. A força que tomara conta de seu corpo era tamanha, que o garoto arrancou a cabeça do sujeito, como se estivesse arrancando uma flor de seu talo. Os outros sujeitos ficaram assustados, mas já era tarde; Yuusaki foi matando, um por um, arrancando membros de seus corpos com uma imensa facilidade. Após todos estarem mortos, ele sentou-se no chão, colocou seus braços sobre seus joelhos, e voltou a chorar, agora de volta ao normal.
Uma chuva, bem leve e melancólica caiu sobre o chão, lavando o sangue que fora derramado. Uma chuva, que apesar de limpar a sua roupa, não foi capaz de limpar seu coração. Yuusaki tornara-se outra pessoa, uma pessoa fria, uma pessoa sem sentimento de culpa. A única coisa que ele se culpava, era de não ter respondido às perguntas de sua irmã. Ah, se ele soubesse que sua véspera de natal seria tão sangrenta...
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