The Dark Lady

17 A feminista e o Judeu


Alguns meses que Kyle está abrindo mão de ter muitas oportunidades de ficar com diversas garotas para conquistar Wendy. Tem que admitir que Cartman estava certo: fingir que está de coração partido e não usar conversas de paquera ajudou muito na sua interação com a feminista. Agora precisa um momento certo para quando agir. E esse que está sendo problema: Kyle não está com ideias como agir.

É irônico quando começou sua vida de pegador não está sabendo como avançar na única garota que fez seu coração palpitar mais forte. Muita gente esperava que ele fosse tímido no presente, mas sobressaiu as expectativas de todos. Agora precisa conquistar a diva de South Park, segundo Kyle.

Wendy sempre foi uma garota que o judeu admirou. Primeiro mostrou muito compreensiva namorando o Stan ajudando superar o problema de vomito. Ela foi a única garota que sentiu ciúmes abertamente para professora substituta na terceira série e se desculpou com todos e para professora mostrando uma maturidade precoce, uma pena que revelou uma terrorista no fim das contas, pelo menos até aonde o judeu sabe.

Foi a única garota que questionou a lista de garotos mais bonitos e descobriu a fraude que levou Clyde ao primeiro lugar. Sempre lutou para as causas sociais como câncer da mana, direitos da mulher, meio-ambiente e variações sexuais.

Mas principalmente sua maior admiração foi sempre superar Cartman com facilidade. Não esquece da surra que seu antigo rival recebeu da menina, algo que queria fazer, mas nunca teve coragem. Também conseguiu sobressair quando o mesmo queria a paga de representante de sala. Conseguiu acabar com as mordomias quando Cartman se passou com “Erica” de forma fácil.

Pensando bem Wendy era a única que conseguia impedir qualquer plano do seu antigo rival. O que fica com dúvida e se Cartman quisesse realmente acabar com Wendy? Agora que está mais maduro reparou que o racista tinha uma grande tolerância para a garota e com ele. Diferente de Scott e outros desconhecidos que pagaram caro por mexer no gordo e alguns até mesmo perdeu a própria sanidade.

Lembrando que Casey Miller foi de inventar de mexer com Cartman e por fim até hoje o mesmo encontra um sanatório comendo as próprias fezes. Será que a Wendy ainda conseguia a invencibilidade se Cartman concentrasse em acabar com ela?

Por sorte ele nunca fez nada. Se foi por ter uma paixão platônica ou por consideração é incerto afirma qual foram os motivos do Cartman nunca ter pego pesado com a feminista.

– Kyle – o judeu tem sua reflexão quebrada pela mulher que é dona do seu coração.

Wendy e ele estão na casa da mesma estudando para uma prova que vai ter em breve.

– O que foi? – olha para a morena.

– Parece que estava distraído. Aconteceu algo?

– Só me deixei levar para minhas lembranças nada demais.

– Ainda triste com sua decepção amorosa?

– Um pouco – mente – acho que nunca amarei mais – diz com um pouco de verdade, afinal até hoje nunca conseguiu nada com a feminista.

– Nunca fica assim, Kyle. Você vai conseguir um novo amor. Até o Cartman conseguiu sabe se lá como.

– É estranho para mim vê-lo com a gótica depois de tantas brigas que eles tiveram.

– Aliás, aquela gótica também não é alguém que preste.

– Por que diz isso?

– É uma garota que nunca procurou se enturmar com alguém que não seja gótico. Só ficava fumando quando era criança e nem sei como seus exames na quarta série piores que o Cartman.

– Também os médicos da cidade não são lá competentes. Então nem sei se a maioria era saudável mesmo.

– Enfim aqueles góticos nunca respeitaram nada. Eu não sei como a diretora fazia vista grossa para aquele grupo.

– Nunca tentou conversar com Henrietta?

– Até que tentei, mas sempre ela via com esse papo de conformista e cortava assunto. Ela agia como se fosse dona da verdade, aquela gorda orgulhosa.

– Parece que as baleias finalmente estão se acasalando.

O casal riem juntos vaiando do novo casal de South Park ou pelo menos que eles conhecem.

– E você, Wendy, como anda sua vida amorosa?

– Já tem muito tempo que não tenho nenhum relacionamento.

– Por que?

– Digamos que não encontrei namorados dispostos a cederem.

– Como assim cederem?

– Normalmente aqueles que namorei já fiz muita coisa para meus namorados, mas quando eram para fazer alguns caprichos meus recuaram para trás.

– Foi assim porque seu namoro com Stan não deu certo?

– Stan foi um amor de pessoa e o namorado que mais ralei para o bem estar dele, mas quando era para fazer as coisas para mim fazia com desanimo.

– Que tipo de coisas?

– Na infância ele não mostrava muito animo quando eu me desabafava ou era para ir para minha casa. Tanto que sempre queria que estudasse junto comigo, mas ele sempre falava que não. Estou perdendo as esperanças de encontrar um homem compreensivo.

– Só acho que você não encontrou direito. Existem muitos homens compreensivo.

– Quem por exemplo?

– Eu – Kyle diz meio timidamente.

– Sério mesmo?

– Sim.

– Podemos sair para ver se rola uma química.

– Sério?

– Sim. Não vejo problema. Contanto que esteja superado pela sua perda amorosa.

– To sim – Kyle não pensou duas vezes.

– Então hoje de noite, cinema.

– Com certeza.

Kyle estava comemorando por dentro. Seu sacrifício valeu a pena. Só não entende como já tinha xavecado muitas vezes a feminista e nunca teve sucesso. Talvez ela não seja fã dessas seduções.

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– O que está fazendo? – Henrietta pergunta para o Cartman, enquanto ele está mexendo no celular.

Os dois estão na lanchonete que os góticos frequentam constantemente em mais um encontro.

– Pesquisando sobre bolsa de ações para investir em algo – responde o outro.

– Isso é tão conformista.

– E por que é conformista?

– Esse lance de ficar em uma rotina diária só para ganhar um sustento de cada dia sem aproveitar a vida.

– É meio irônico uma gótica falando em aproveitar a vida sendo que vocês mais valorizam a morte.

– Não fode. Só acho deprimente essa vida comum.

– E quem disse que quero uma vida comum?

– Suas ações mesmo. Parece que mal ver a hora de começar trabalhar e viver sua vidinha.

– Henrietta. Tudo que eu não quero ter uma vida é ter uma vidinha limitada.

– E por que esse interessante de já entrar no sistema conformista?

– Porque nesse “sistema conformista” eu quero as melhores fatias do bolo.

– Como assim?

– Eu não quero trabalhar para ter uma vida simples. Isso seria um desrespeito para minha ambição.

– Ambição?

– Sempre somos ensinados que para se dá bem na vida a gente precisa estudar e seguir as regras. O que torna irônico que a maioria das materiais escolares são ensinado sobre seriados, comportamentos de celebridades e outras coisas banais que não servem para nada. E quando você quer forçar seu sucesso já é reprimido – Cartman fecha os olhos e respira fundo – muita gente já falou que sou mimado e em partes estavam certos já que desde pequeno eu quero tudo. O que minha mãe não conseguia dar eu já batalhava para ter. Isso me fez criar uma ambição de vida. Se o povo dessa cidade espera que vou me dá mal na vida só porque não seguir uma porcaria de uma regra estão enganados. Posso ter ossos grandes que estão longe dos padrões da sociedade, posso ser filho de uma prostituta drogada, posso ter ideais que os ‘perfeitinhos’ acham absurdo, posso não ser um bom exemplo de ser humano, mas eu não aceitarei ter do bom e do melhor.

Henrietta fica de cara com o discurso do seu namorado.

– Então, Henrietta? Eu sou conformista? – Cartman pergunta com um sorriso.

– Seu bobo – Henrietta sorrir também – mas um bobo esperto. Já que se abriu comigo é a minha vez. Eu nunca tive ambições. Eu queria mandar todo mundo se foder por serem tão falsos. Me desligar desse mundo. Eu não aguento a hipócrita da minha família. Meu pai que trai minha mãe e diz que ama minha mãe que finge que não sabe nada e busca carência mimando a mim e o meu irmão. Os grupos sociais que lutam por causas nobres, mas são os primeiros a tacarem pedra nas pessoas diferentes. Dos professores que fingem se importar com o bem estar dos alunos, mas só importam com o dinheiro que recebem no fim do mês. Só queria fugir disso tudo.

– Que porra foi essa de resposta? Só bastava falar sim ou não.

– Não fode – Henrietta começa tossir tendo um ataque de tossi momentâneo.

– Engasgou com algo?

– Acho que sim. Não deve ser nada. Aliás eu quero te pedir uma coisa.

– O que?

– Me ensine ser ambiciosa.

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Kyle e Wendy compraram o ingresso de um filme que a feminista escolheu e estão em uma sorveteria para passar o tempo.

– Uma coisa que sempre queria saber, por que você ficou em tanto relacionamentos rápidos? Você parecia alguém tão sério quando era pequeno.

– Minhas experiências amorosas não foram boas no passado. Primeiro Stan me convenceu a fazer aquele clube contigo, ele e Bebe para jogar aquele jogo verdade e desafio. Eu não gostei nenhum um pouco do meu primeiro beijo.

– Eu não sabia. Pensava que você era maior afim da Bebe.

– Nada contra, mas achava ela muito estranha.

– Sinto muito por isso.

– Minha primeira tentativa foi com aquela garota que não frequentava a escola e ganhou o competição de soletrando, lembra dela?

– Um pouco. Só não lembro do nome dela.

– Ela se chamava Rebecca.

– O mesmo nome da Red.

– Sim. Eu me apaixonei dela porque ela era uma garota pura e tímida. Queria tê-la como namorada.

– Não conseguiu?

– Eu conseguir até tive meu primeiro beijo para uma garota que gostei. Só que ela gostou demais e virou uma puta. Foi na festa e beijou todos os meninos que encontrava pela frente. Ainda apanhei do irmão dela sendo acusado que eu influenciei ela ficar assim.

– Existiu outra?

– Teve a Nichole.

– On essa não sabia.

– Tive um interesse dela quando ela falou comigo. Pensava que ela queria ser minha amiga ou algo mais intimo. Não imaginava que ela pensava que eu era gay.

– Me lembro quando a gente tava conversando pela primeira vez Nichole disse que gostava de você.

– Cartman, filho da puta.

– O que o Cartman teve com isso?

– Acredita que ele que foi responsável para fazer Token e Nichole namorarem? Aquele gordo. Quando ela deu um tempo dele até convidei para ir para um jogo de basquete comigo, mas o Cartman ‘se declarou’ para mim impedindo todas as minhas chances com Nichole. Acredita nisso.

– Eu conheço a figura, mas tenho que admitir chamar uma garota para um jogo de basquete não foi algo inteligente.

– Por que não? Ela gostava de basquete.

– Ela pode até gostar, mas se sua intenção ela conquista-la estava fazendo no local errado, exceto se você estava esperando a sorte de mostrarem vocês juntos no telão para forçar um beijo.

– Para ser sincero essa era minha tática – disse Kyle sem jeito.

– Você até poderia conseguir um beijo dela, mas seria por causa da pressão do momento. A possibilidade dela não ter gostado disso era alta.

– Nunca pensei nisso.

– Teve mais decepções?

– Nada comigo. Só via o relacionamento dos meus amigos não irem bons também que me fez criar uma resistência a namorar. Quando você terminou com Stan, ele me convidou para ir para uma festa e fiquei com algumas meninas e gostei. Daí peguei o gosto de só ficar.

– Stan nunca foi maduro com o fim dos relacionamentos. Parte tenho culpa nisso, porque quando era criança pedir para Bebe para dá o recardo de terminar o namoro.

– Sempre queria saber por que terminou o namoro com Stan na primeira vez.

– Antes de falar os motivos fica bem claro que tanto Stan como eu éramos muito imaturos na época para ter um relacionamento, então o que vou falar não vai ser para falar mal dele – Wendy respira fundo – eu achava fofo todas as tentativas que ele fazia para chamar minha atenção, mas só foi iniciar o namoro que deixou de lado. Tipo não conversava com tanto animo como antes e pareceu que não se importava mais comigo. Mesmo quando eu beijei o Cartman na frente de todos, algo que me arrependo até hoje, ele nunca mostrou nenhuma reação. Então terminei com ele.

– Me lembro que Stan ficou em choque quando viu isso.

– A gente voltou de novo que durou muito, mas não deu certo.

Os dois ficam em silêncio. E o único barulho é a calada do fim de noite da cidade do interior. Os lugares mais movimentados são os bares ou as partes mais sombrias que rolam prostituição. O casal se olham e pouco a pouco aproximam para um beijo frio e suave como se fosse um sinal de selamento de um acordo.

Kyle e Wendy, um casal que não teve uma união épica ou romantizada como casais convencionais. Também não foi algo realizado pelo momento pelo menos não por completo. Foi algo planejado que foi decidido pouco a pouco. Quando Wendy permitiu a chance do ruivo e quando Kyle abriu mão de múltiplos relacionamentos.

Notas finais
Fazia tempo que não atualizava Dark Lady. Isso porque não sabia como fazer Kyle e Wendy ficarem juntos. Também estava muito empolgado com Homestuck que me fez investir em Zaron e outras duas fics exclusivas de Homestuck. Curioso que to mais empolgado escrever sobre Stan x Wendy e quem acompanha minha outra fic pode esperar coisas interessantes desse casal. Eu não me lembro se já comentei os pontos negativos de Cartietta, mas vem aqui uma os argumentos que impediria a vida do casal. Primeiro que eles tem personalidades parecidas, isso pode ser um ponto que tanto afastam como aproximam. Segundo que Henrietta é muito fechado para os não góticos e que faz dela ela ter repulsa todos aqueles que não seja do estilo dela. Terceiro Henrietta não se mostrou manipuladora e nem resistente a manipulação. Quarto e principalmente eles nunca tiveram interação direta. Quinto é enquanto Cartman tem muitas ambições de conquista, Henrietta muito se limita para o presente e não mostrou que pensa no futuro (também é um pouco injusto já que a gótica na serie ainda é uma criança). Esta história ta perto do fim e to pensando seriamente depois de finalizar essa fic fazer uma nova fic (talvez a ultima fic que escrevo de South Park). Posso adiantar que é no universo Cyberpunk. Até a próxima.