The Dark End is Coming
1 O Começo do Fim
Notas iniciais
Com Drama, Suspense e uma pitada de Ação!
13 de Julho de 1977...
Ao sair das trevas, ele viu o que mais temia, sua tão amada cidade estava aos cacos, como se o Katrina tivesse passado e mastigado tudo pelo caminho. Prédios estavam para cair, outros já possuíam suas partes no chão. A selva de concreto que um dia aquele lugar foi, estava quase que totalmente podada e em chamas. Ao lado do local onde tinha caído, havia uma placa que dizia “Welcome to New York” (Bem vindos a Nova Iorque). Os olhos que antes estavam em chamas por causa da festa de luzes que se chocavam contra o seu rosto, agora já capitavam mais e mais detalhes, estavam à procura de algo. Na verdade, a procura de alguém.
Foi quando se levantou que viu o estado em que se encontrava, coberto de fuligem e sangue seco em algumas partes do corpo, com feridas fechando aos poucos, a roupa que usava, já não podia ser considerada como roupa, a camisa que antes cobria o seu peitoral, já não estava no mesmo lugar, deveria ter sido queimada ou rasgada em algum momento atrás, sua calça estava rasgada como se um urso pardo tivesse brincado de afiar as unhas com as calças que usava.
Enquanto os olhos buscavam por Robert no meio do caos, de relance ele percebeu que a espada que havia sido dada à ele séculos atrás, não estava por perto, os olhos agora procuravam com mais cuidado, até o momento em que ele viu a luz da sua espada. Aquela espada não foi feita por mãos humanas e nem materiais conhecidos pelos homens. Ela possuía seu próprio espirito, uma vontade que só quem é digno pode empunha-la, caso contrário ela não passa de mais um pedaço de sucata.
Sua expressão já não era mais de dor ou desconforto, agora estava em alerta procurando a todo momento um movimento em qualquer lugar, o corpo que antes foi judiado por cortes, queimaduras agora parcialmente sarado, estava esperando mais um ataque, porém nada acontecia, após a noite anterior, o nascer do sol mais parecia com uma noite de neve.
No caminho de volta à cidade, não pode deixar de sentir um alivio ao perceber que a evacuação tivera sucesso, e o mínimo de mortes foi evitado. No local em que a sua espada emanava um brilho celestial antes era conhecido como 5th Avenue (5º Avenida). Agora, não passava de mais um monte de concreto quebrado e manchado por uma luta que aquele lugar não podia um dia ter esperado.
Em alguns destroços mais a frente, ele encontrou seu velho sobretudo, um pouco rasgado nas pontas, porém ainda lhe servia bem, cumprindo o seu papel perfeitamente. Seus corpo já não tinha nem uma marca, parecendo que ele nunca tivesse batalhado ferozmente contra, ironicamente, o seu melhor amigo.
Alô? – disse ao telefone – Olá senhor Alucard – respondeu uma voz já marcada pelo tempo, era Havier, seu velho mordomo e amigo. – Havier, onde está Stela? – prontamente Havier lhe retrucou – Em seus aposentos fora da cidade, na sua casa em Los Angeles – mais uma vez uma onda de alivio lhe percorreu o corpo. Foi quando seu pensamento ficou pesado ao lembrar que do sofrimento que havia causado aquela cidade, e como deveria recompensar aos moradores que nada tinham a ver com o ocorrido, foi quando Havier o chamou pela segunda vez que ele se lembrou que ainda estava na linha com o seu velho mordomo – Senhor? – disse mais uma vez – Havier... – tentou falar Alucard, foi quando Havier o intercepitou – Educadamente antecipando a sua pergunta meu lorde, o número de vítimas causado foi de 200 mortos e, 300 feridos, que felizmente conseguiram escapar com vida, os demais foram evacuados da cidade e passam bem.
O número de mortos deixou Alucard assustado e irritado, até aquele momento ele imaginava que no máximo aquela briga tinha lhe custado apenas cinco ou dez mortos, mas, duzentos mortos, foi um grande choque, e por um momento ele sentiu seus ombros pesarem, como se o ódio e a tristeza que as famílias sentiam ou sentiriam dele, por terem tido parentes, filhos e ou pais roubados sem nem mesmo terem podido se defender ou terem culpa do acontecido, estivessem se apoiando em seus ombros.
...
Trinta e sete anos tinham passado desde o último encontro entre Alucard e Robert, a cidade havia mudado muito, Nova Iorque crescera novamente, a população que enfrentou o caos uma vez, sorria novamente, onde existia um rio de concreto agora havia prédios mais altos e bonitos, a cidade tornou-se mais bela do que antes, o movimento crescera, a população aumentou, mas o ocorrido de julho de 1977 muitas vezes ainda estava vivo na memória dos mais antigos moradores e na imaginação dos novos nascidos.
Alucard não havia envelhecido nem um pouco, continuou com o seu corpo musculoso, tendo a pele morena como avelã, com cabelo curto detentor do preto mais belo, porem sempre um pouco bagunçados, esse mesmo jovem de 583 anos possuía um presença marcante e uma aura de amedrontar qualquer exército que o enfrentasse – E acredite, já houveram muitos, porém poucos foram os que restaram para dar relatos, como sempre foi, agora mais do que tempos atrás, possuía mais influência e poder, era amigo do prefeito de Nova Iorque e do presidente dos Estados Unidos da América, além disso, era o professor e pesquisador de História mais respeitado dentro e fora de todas as universidades. Em especial a universidade de nova Iorque que um dia ajudou a fundar.
Tudo estava bem, o dia era calmo como uma brisa no fim da tarde, nesse dia Alucard foi ao trabalho como de costume, no caminho comprou o mesmo café expresso de sempre na Starbucks, que fica a poucos minutos da universidade, até então, nada de incomum. Ao chegar em seu destino, havia vários alunos correndo de um lado para o outro tentando não se atrasar para as aulas, outros nem tanto. Já dentro de sala, após ter se passado trinta minutos de aula, Alucard foi interrompido em meio da história e das curiosidades a respeito da Segunda Guerra Mundial. Seu novo mordomo Henrry, abriu a porta com velocidade, mas tentando ser o mais cauteloso que pudera, Henry havia substituído Havier há cinco anos quando o mesmo falecera por causa da idade – afinal, o tempo é paciente e cruel. A notícia que trazia em sua memória era tão perturbadora e conflitante que ao contou para Alucard, apenas quatro palavras saíram da sua boca.
Ele... Voltou Lorde Alucard! – disse o jovem mordomo.
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