The Dark Empire

2 Nova missão & Desmaios


Notas iniciais
Espero que gostem!

A

U

S

T

I

N

—Falta quanto tempo? – perguntei à Julliet.

—Dois minutos. Continue assim e você vai correr mais rápido do que a velocidade do som.

Eu sou um velocista, é isso que você está pensando, tipo o The Flash ou algo do tipo. Não nasci assim, trabalho para a Força Rebelde e lá desenvolvi em laboratório uma forma de ter “super poderes” e escolhi a velocidade.

Nesse exato momento estou testando uma nova dose que o cientista Thomas, chefe da Força, criou para melhorar minha consistência e velocidade.

Julliet é uma amiga, a conheço há muito tempo dês de quando eu era, como posso dizer, uma pessoa “normal”.

— Acabou! Pode descansar.

Saio da câmara onde estava testando a dose e vou até a sala de computadores onde ela estava.

—Como fui? – pergunto, colocando minha camisa.

—Nada mal lourinho.

—Só isso?

— O que quer que eu fale? Você ainda não conseguiu atingir sua meta.

— Mas eu não sei o que eu faço, eu sinto que minha velocidade diminuiu.

—Vamos ver se com esse soro ela melhore.

—Tomara que sim.

Sai de lá e fui até o campo de treinamento onde se encontravam todos os membros da FR.

Impressionava-me sempre que olhava o número de membros, a cada dia nosso grupo crescia, ela era composta por revoltosos que queriam destruir o governo daquela bruxa. Desenvolvíamos soros, métodos em geral para aumentar nossos poderes. Julliet ao contrário de nós, não tinha poder algum, mas tinha uma inteligência fora do normal. Ela era a cabeça de todas as operações junto com Thomas.

Voltando a falar do governo tenebroso da Bruxa Anne, Ele havia sido decretado a 200 anos atras, eu claro, não havia nascido, mas ela foi a causa da morte de vários descendentes da minha família, num governo opressivo, extremista e maléfico. Eu me juntei então a FR, numa tentativa de acabar com tudo isso, de fazer toda essa desordem desaparecer do mundo e de alguma forma, fazer com que haja mais paz, fazer com que as pessoas vivam mais felizes e que sejam governados por pessoas mais justas.

A base do grupo é numa floresta protegida por uma barreira resistente e invisível.

—Austin, nós precisamos conversar.

Era James um dos líderes do exército. Se ele queria conversar comigo, não era nada bom.

— O que foi?

—Vamos para outro lugar. – o segui e logo entramos em uma espécie de porão subterrâneo onde eram guardados os mantimentos necessários para a nossa sobrevivência. – Aquela bruxa ordinária está promovendo um baile.

— E qual é o problema nisso? – perguntei, realmente não estava vendo problema nenhum.

—O problema – disse me encarando seriamente – o problema é que em todos esses “bailes” que ela da, sempre tem uma armação por trás.

—E o que você acha que ela pretende fazer?

— Não sei, mas tem alguma coisa haver com a filha dela.

—Aquela aprendiz de bruxa? – perguntei já impaciente.

—Sim. Há muito tempo ela vem armando a susceção de seu trono, e como o passar dos tempos aquela velha vai ficando cada vez mais fraca.

Houve uma pausa da parte de James.

E claro, tive que quebrar aquele silêncio.

—E?

—E... que eu quero que você vá à esse baile e descubra o que ela está tramando.

—Eu? Por que eu?

—Por que você é uma pessoa confiável, e quero ver como você se sai nessa – disse com um sorrisinho de canto.

—Tudo bem, não tenho escolha não é mesmo?

—Não, não tem. – James se virou para a porta – O Baile vai ser no castelo às oito da noite. Ah, e chame a Julliet pra ir com você...

E então ele se foi me deixando sozinho, afundado nos meu pensamentos.

Deixa-me ver se estou entendendo bem:

Eu vou ter que ir a um baile;

Vou ter que ir de smoking;

Vou ter que vigiar uma bruxa velha e feia;

Vou ter que vigiar a filha dessa bruxa velha e feia;

Eu nunca vi a filha dessa bruxa velha e feia;

Como eu vou saber quem é a filha dessa bruxa velha e feia?;

E por que James me mandou levar a Julliet?...

Sai do porão absorto com a situação. Procurei Julliet para saber o que ela achava de tudo isso, mas não a achei, talvez estava vidrada em alguma pesquisa científica ou algo do tipo.

Fui dar uma volta na floresta.

Observei aquele cenário, crianças, jovens, adultos e até idosos treinando para lutar contra aquele governo maldito.

Resolvi me preparar.

—Ei Caleb, vem cá!

Chamei Caleb pra me ajudar.

Ele é meu melhor amigo.

Seu “super poder”? Estratégia com arco e flecha.

—Que foi cara? – me pergunta se aproximando.

— Será que você pode me ajudar a treinar? Amanhã eu vou sair pra uma missão e sabe, eu não quero fazer como a última vez...

Mês passado foi um desastre!

Uns ogros enviados pelo governo tentaram atravessar a barreira que protege nossa base, todos tentaram lutar contra eles para nos defender. Eu também. E foi ai que coloquei meu “plano” em prática: sai da barreira e correr até que um furacão fosse formado. Resumindo a história, eu quase morri, se não fosse por Caleb eu talvez nem estaria aqui para contar essa história.

—Vem, vamos ver do que você é capaz! – Caleb ameaçou.

Eu então fui pra cima dele.

Lancei-lhe um soco, que foi desviado, lancei outro, e outro, e outro. Todos defendidos. Ah então é assim né? Corri em seu redor formando um redemoinho, corria, corria, quanto mais eu corria, maior e mais furioso ele ficava. Só via poeira e galhos de árvores flutuando. Parei bruscamente e o redemoinho se desfez entregando um ser caído de brusos cheio de galhos e folhas emaranhados no cabelo.

Ele parecia morto. Meu Deus, eu matei meu melhor amigo?

— Caleb! – chamei. Nada.

—Caleb! – novamente, nem sinal de vida.

—Caleb! Não faz isso comigo, acorda logo!

Silêncio. A não ser pela minha respiração ofegante demonstrando desespero.

Coloquei as mãos nos cabelos, procurando de alguma forma me acalmar – como se fosse resolver alguma coisa.

Eu estava virado de costas para Caleb pra ver se achava alguma ajuda, até que olhei pra trás e ele não estava mais ali.

Eu matei meu amigo e Deus o levou?

Nesse momento, senti um baque na cabeça e apaguei.

***

Abri os olhos com dificuldade. Uma dor imensa na cabeça transpassava no corpo todo.

Uma luz. Morri.

—Austin. – uma voz angelical me chamou. Devem ser os anjos...

—Austin! – Espera, acho que anjo não tem uma voz grossa e rouca, parece mais o... Thomas.

Abri totalmente os olhos. Eu estava em uma sala e envolto a fios. Comecei a raciocinar. Algo tinha me acertado e eu desmaiei. Mas o que?

— O que aconteceu? – perguntei quase que em um sussurro.

—O Caleb te deu um soco, ele achou que você ia reagir, mas você estava despreparado e acabou desmaiando. – então aquela “voz angelical” era da Julliet e não de um anjo.

Caleb.

Levantei e me sentei na maca em que eu estava, com pressa.

—Cadê esse Caleb! Eu pensei que eu tinha o matado, mas é agora mesmo que eu vou matá-lo! – olhei em volta, nem sinal dele.

Argh, quando eu colocar minhas mãos naquele fingido ele vai ver!

—Calma Austin – dessa vez foi o médico que se pronunciou. – Você tem que ficar de repouso o dia todo se quiser sair em missão amanhã.

—Tudo bem – resmunguei.

E então eles saíram e me deixaram sozinho.

E com aquele silêncio, tentei bolar algum plano pra amanhã. Tentativas fracassadas. Não conseguia pensar em nada, o tempo foi passando e passando e tudo aquilo começou a se mostrar confuso e novo pra mim.

Senti meus músculos se contraírem e logo em seguida relaxarem, uma dor intensa na minha cabeça havia voltado. Parei de sentir minhas pernas e logo em seguida meus braços. O que estava acontecendo comigo? Não sei, pois logo em seguida desmaiei novamente.

Notas finais
Gostaram? Então já sabem né... bjs, até o próximo capítulo!