The Dark Empire
1 Apresentações & Simulações
Notas iniciais
ENJOY!!
A
L
L
Y
Era uma vez, em um reino muito, muito distante...
Okay, de contos de fadas essa história não tem nada, alguns até dizem que tudo não passa de uma mentira, mas eu posso garantir a você, eles estão totalmente enganados, ou quem sabe, nem aqui estão mais, dei um jeito neles, e posso garantir: não viveram felizes para sempre...
Eu sou Ally Dawson, uma bruxa, na verdade uma das mais poderosas do mundo, só perco, claro, para a minha mãe, que sempre me faz chamá-la de Majestade Suprema, mas seu nome verdadeiro é Anne, contraditório não é mesmo?!
Nós moramos em um reino sim, mas não como aqueles descritos em livrinhos de contos de fadas e coisa e tal. Nós moramos e governamos o DarkEmpire e pode se dizer que ele não é habitado por camponeses felizes e donzelas em perigo... Todos os moradores se converteram a magia maligna, os que recusaram, bom, morreram, uma morte nem um pouco legal.
Alistamos todos esses meros mortais para o nosso exército, que a cada dia se torna mais invencível.
Eu comando esse exército, junto, claro, com meu namorado, Noah. Ele bem, também é um bruxo, super poderoso aliás, faz parte de uma das famílias mais bem sucedidas do empério, além de ser super gato!
Está se perguntando se tudo é esse mar de rosas espinhentas?. Não, não é. Uns babacas intitulados Força Rebelde, são contra o nosso governo e contra a nossa dominação, e sempre dão um jeito de acabar com a nossa felicidade e destruir algo do império. E assim querem acabar conosco e fazer a paz reinar no mundo...
Esperem. Uma pausa para eu rir... Eles não são uns idiotas? Paz? A única paz que eles vão ter é quando morreram...
—Ally!
—Já estou indo! – grito, mais uma vez, era Noah me chamando para treinarmos.
Sai do meu quarto. Noah me olha de cima a baixo.
—Caramba, ta cada vez mais gata em.- e me beija.
—E você? – sorrio. – nem vou mencionar.- nos beijamos novamente.
—Vocês dois – dessa vez é minha mãe- eu sei que estão apaixonados e blá, blá, blá, mas vocês têm que treinar se quiserem que seus poderes aumentem! Vão agora! – ela fala autoritária, o que simplesmente me encanta, não sei como ela consegue ser assim sempre, mas um dia serei eu que governarei o DarkEmpire então tenho que aprender a ser assim.
Fomos então até o campo de treinamento, na verdade é um campo/simulação, é como um jogo de vídeo game a cada fase ganha, a cada luta vitoriosa, passamos para uma ainda mais difícil até completarmos o treinamento, porém é como se fosse um videogame perpétuo, há 15 anos estou treinando, isso mesmo, há 15 anos, comecei a treinar com 3 anos de idade, e isso está bem longe de terminar...
Coloco meu uniforme e pego minha espada, sim, dessa vez não poderia lutar usando meus poderes. Uma coisa que não entendo. Como querem que meus poderes aumentem se não posso nem usá-los para treinar?
Ligaram a simulação. A princípio não havia nada, apenas uma floresta escura e silenciosa. Noah estava ao meu lado, com a espada em punho. Entreolhamo-nos. Passaram-se alguns minutos e nada.
—O computador deve ter quebrado. — fala Noah impaciente.
—Lembra do que aconteceu da última vez? – perguntei, foi meio retórico, mas de alguma forma eu esperava uma resposta.
—Sim, e não foi nada bom, acho que ainda consigo ouvir uns zumbidos no meu ouvido.
Ri disso.
Noah além de lindo era uma figura.
Tudo bem confesso que nosso namoro só aconteceu por interesse de nossas famílias, mas nesses dois anos aprendi a amá-lo. Não aquele amor chato e grudento que esses mortais sentem. Não, isso nunca. Mas um afeto e uma atração inexplicáveis. E acho que ele sente o mesmo por mim.
Silêncio. A não ser pelo som da nossa respiração. Aquilo já estava me irritando. Sinceramente.
—O treinador deve estar de brincadeira com a nossa cara! – Noah disse se sentando em um pedaço de to de árvore, mas acabou passando através do mesmo caindo de bunda no chão. Ri, ri bastante.
—Noah – chamei – tudo isso é computadorizado, são hologramas, lembra?
Ele me olhou sério, o que me fez rir ainda mais.
—15 anos, 15 anos e ainda me esqueço disso!
Ajudo-o a levantar e começamos a rir que nem dois babacas.
Mas então, ouvimos um barulho, pareciam passos.
—Noah!Cuidado! – gritei e o empurrei o fazendo cair no chão. Eu tinha acabado de salvá-lo de uma flecha.
Você deve estar se perguntando, e se algo nos acertar? Não, não morremos, só é descontado pontos do nosso placar de treinamento. E que fique claro, isso é pior do que morrer. E olha que sou uma bruxa e só uma coisa pode me matar.
Peguei minha espada que se encontrava caída no chão e desviei três flechas que vinham na minha direção. Olhei de soslaio para Noah e ele fazia o mesmo.
Ficamos naquilo por um bom tempo, o que já estava me cansando. Minhas lutas geralmente eram mais rápidas. Eu lançava um feitiço e “puff” a pessoa ou coisa desaparecia. Mas como não podia usar esses benditos poderes eu me tornava meio que vulnerável, mas sabia me defender.
As flechas cessaram. O silêncio havia voltado. Eu e Noah recostamos nossas costas. Estávamos ofegantes.
Nada. Ninguém apareceu. Pensamos que a simulação havia acabado. Mas como sempre estávamos enganados. Robôs saíram de trás das árvores. E eram inúmeros. Cerca de uns 100 ou mais. Não esperamos nem mais nenhum segundo, fomos para cima deles. Acertei um com minha espada que se partiu ao meio, fiz o mesmo com o próximo, e o próximo...Noah estava fazendo o mesmo que eu. Mas então os robôs começaram a reagir e de suas mãos saíram espadas como as nossas. Continuamos a lutar. Olhei para trás. Não, isso não é possível! Os robôs que eu havia destruído anteriormente estavam se recompondo.
—Merda, merda, merda! Ally isso não é bom!
—Não mesmo! –gritei enquanto acertava a cara de uns dos robôs.
Nada estava adiantando, cada vez que “matávamos” um robô ele voltava a funcionar.
Nossa única alternativa foi correr.
Corremos o mais rápido que podíamos. Continuamos até chegar num morro perto de um riacho.
—Acho que enganamos aqueles robôs. – Noah olha para trás ofegante. Nenhum sinal de vida.
—Por pouco tempo. – falo tentando me recompor.
—O que vamos fazer? Partir eles ao meio não ta dando muito certo... – Noah observa. Impressiona-me ele ser tão inteligente. (sente a ironia). – Ai Noah pensa, pensa – ele estava com as mãos nos cabelos – Eles são robôs, feitos de metal e fios e baterias e...
—Água – sussurrei — é isso, água! – dessa vez falei num tom vitorioso.
—Oi?
—Noah, água!! O riacho, claro como não pensei nisso antes? – perguntei incrédula, mas ainda pensativa.
— Eu ainda não entendi. – Noah diz confuso. Ri disso, não sei se estava fingindo, mas acho que ele ainda não havia sacado o plano.
— Noah, água! Nós temos que atrair os robôs até o riacho, eles são máquinas, vão sofrer um curto circuito! – falei com ar um pouco animado de mais.
— Mas Ally, admiro sua inteligência em ter pensado nisso, mas isso é uma simulação, vai acontecer com eles o mesmo que aconteceu comigo no toco de árvore.
— Nossa valeu por ter estragado meu plano. – falei desfazendo o sorriso formado em meu rosto. – Você pensou em alguma coisa melhor? – pergunto me recompondo.
—Não – responde desanimado. — Não custa tentar não é mesmo, e se não der certo nos rendemos.
—Não Noah, Você sabe o que acontece quando nos rendemos? – pergunto.
—Não o que?
—Eu também não sei... Mas o ponto é que não deve ser nada legal.
—Essa foi a pior simulação que já tive que passar.
—E é daqui pra pior caro Noah. – digo o encarando.
Olhei para baixo e avistei os robôs tentando subir o morro. E o pior: estavam conseguindo!
— Vamos lá, é agora ou nunca! – falei determinada, indo pra cima daqueles robôs. Noah reagiu da mesma forma.
Lutamos com eles e conseguimos atraí-los para o riacho, olha aqueles robozinhos estavam caindo em nosso truque.
Pisamos na água, e como já era de se esperar, não nos molhamos, era só uma cena de computador.
—Isso não vai dar certo. – falei para Noah.
—Agora já é tarde de mais. – disse correndo e me puxando para a outra margem do riacho fazendo os robôs irem atrás da gente.
Os primeiros pisaram na água. Nada. Já ia gritar em modo de rendição , quando ouvi um ruído que foi aumentando, voltei a olhar para o rio, os robôs estavam boiando na água e faíscas saindo de seus corpos de metal. Um por um foi sumindo. Até não sobrar uma mosca se quer.
Tudo se desfez e voltamos para o campo novamente.
—Conseguimos!-Gritamos em uníssono e demos um “High -five” e nos abraçamos. Recostamos nossas testas.
— Você é a melhor sabia? – Noah sussurrou pra mim.
Estávamos suados, mas isso não importava.
—Eu sei. – respondi convencida, rimos.
E então nos beijamos
E beijamos
E beijamos...
—Rum Rummm.- era o treinador nos interrompendo.
Desfizemos o beijo e nos afastamos.
—Tudo bem... Podem comemorar depois.
—Okay. – falamos, os dois sem graça.
— Hoje tenho apenas duas coisas a dizer a vocês.
—Fala. – Noah disse confiante, o treinado o levou um olhar sombrio, vi Noah se encolher.
Ri em minha mente.
— Tudo bem – o treinador voltou a falar. – Primeiro: Treinem mais, segundo: vocês foram ótimos, podem descansar.
Relaxamos.
—Ah, treinador. – chamei.
Ele se virou.
—Fale Senhorita Dawson. – fiquei incomodada com o “senhorita”, mas enfim.
—Er... Por que quando passamos pelo riacho atravessamos sem nenhum problema como um holograma, e os Robôs sentiram a água e tiveram um curto circuito?
—Por que robôs fazem parte da simulção, são máquinas, vocês pelo contrário são mais do que simples programações, vocês são poderosos, espero que saibam usar todo esse poder dentro de vocês.
Ele então se virou e sumiu numa fumaça negra.
Continua...
Notas finais
Bjs, até a próxima!!
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