Notas iniciais
Vocês devem estar achando o título da história super nada a ver até agora.
Não que esse capítulo mude alguma coisa.
Esse capítulo ficou horrível, aliás.
(:

Valerie ficou completamente apavorada.

Ela gritava e corria pelo quarto sem saber o que fazer. Olhou as letras vermelhas mais uma vez, o que só piorou o seu pânico. Pareciam ter sido escritas com sangue.

Começou a ficar sem ar, como se o quarto estivesse sufocando-a. Correu até a porta e girou a maçaneta.

Depois de andar alguns passos, se jogou no chão, chorando desesperadamente.

Não se lembra de quanto tempo ela ficou parada no chão, abraçando as próprias pernas e soluçando freneticamente. As imagens ainda estavam presas em sua cabeça.

A última coisa de que se lembra é de alguém lhe puxando para longe. Para longe do quarto e do corpo desfigurado de Helena.

Quando finalmente abriu os olhos, estava nos braços do Luke Bizarro, o que a assustou um pouco. Ele estava com a mesma expressão indiferente de sempre, mas alguma coisa nele era reconfortante.

— Não chore mais. – Ele disse.

Mas ela ainda chorava.

— Foi culpa minha. Foi tudo culpa minha. – Foi tudo que ela conseguiu dizer.

— Não foi culpa sua. – ele falou baixinho – Nada disso é culpa sua. Não chore mais.

Ela ainda levou alguns minutos para secar completamente suas lágrimas e parar de soluçar.

— O que fizeram com ela? Com a Helena?

— Valerie, escute...

— Eles estão investigando? Tem algumas coisas escritas na parede, temos que avisá-los.

— Eu tenho certeza de que eles vão ver. Valerie, preste atenção. Nós temos que voltar.

— Eu não vou voltar para aquele quarto! – Ela quase recomeçou a chorar.

— Não, para o quarto não. Para o colégio. Temos mesmo que voltar.

— Não! – Valerie o empurrou e ficou de pé – Precisamos descobrir quem foi! Porque eles querem voltar agora? Não podemos voltar agora. Esses professores são malucos?

— Não. Valerie, não é isso. – ele continuou falando baixo e calmamente – Eles não vão voltar agora, nós é que vamos.

Ela continuou olhando fixamente para ele.

— Você e eu. – ele falou novamente como se isso esclarecesse a coisa toda.

A expressão dele não se alterava. Ele estava sério.

Ela não sabia o que ele estava querendo dizer. Teriam que voltar? Por quê?

E se lembrou de repente de que nem sabia de verdade o nome dele.

— Quem é você? – ela perguntou de repente.

Ele apenas levantou-se e a puxou pelo braço.

— Vamos, temos que ir agora.

— Mas, como...?

— Vai ficar tudo bem.

Ela não queria realmente ir. Mas ele era forte (muito mais do que ela), e ela não conseguiu soltar seu braço. Chamava por Bethany, mas ninguém estava ali. Acabou desistindo e deixou o Luke Bizarro a levar.

Quando saíram do quarto, ela percebeu que ainda estava escuro. Devia ser madrugada.

Ele entrou em um dos carros que estava estacionado do lado de fora do hotel. E arrastou ela pra dentro também, é claro.

O estranho é que ela não via ninguém da escola por perto. Parecia que todas as pessoas tinham sumido bem na hora em que um aluno com óbvios problemas mentais tentava sequestra-la.

Ótimo.

— Dá pra você me explicar agora?

Ele olhou para Valerie meio surpreso, como se tivesse se esquecido de que ela estava ali.

— Ah, é Lucas.

— O quê?

— Meu nome. Você tinha perguntado naquele dia. Lá naquela sala.

Ela lembrava. Mas quando perguntou seu nome, o garoto já havia sumido. Lembrava-se disso também.

— Perguntei, mas você não estava mais...

— E você é Valerie, certo?

Ela suspirou. Como manter uma conversa normal com aquele garoto?

— Nome legal.

Ele falava como se não estivessem em uma situação pós-assassinato com destaque para desaparecimento de professores e um sequestro extra.

E o primeiro aluno que Valerie viu quando foram se aproximando do internato era exatamente a pessoa que ela não queria ver.

Leo.

Notas finais
LEO.
O-garoto-que-não-existe.
muahaha.
mistérios e mais mistérios.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.