7 Meses depois....

Narração do Nicholas

–Doutor Nicholas Vivaldi ah um paciente a sua espera-anunciou a se secretaria e eu me levantei.

–Relatório, por favor-disse ajeitando os óculos e lendo a ficha.

–A criança tem asma e está tendo dificuldade com a respiração-disse ela

–Cadê o doutor Felipe?-perguntei

–Estou aqui com o seu café-disse ele aparecendo com dois copos de café e ajeitando o jaleco

–Desculpe mais esse não é o cargo da secretaria?-perguntei olhando para a Luzia que era uma senhora de meia idade muito doce.

–Garoto não me culpe, esse dai agora uma escapada-disse e eu ri

–Dessa vez passa mais da próxima você fica ouviu Felipe?-perguntei

–Você é chato sabia-disse o Felipe

–Sabia sim e tem paciente para atender caso você saiba-disse para ele

–A mãe dela é gostosa?-perguntou e eu e a Luzia rimos

–Garoto você não toma tento né?-perguntou a Luzia saindo e eu ri

–Ah ela não é gostosa né?-perguntou para mim

–Não sei vou atender a paciente agora, e, por favor, para de dar em cima das mães das crianças, um dia você ainda vai apanhar do Marido delas –disse e ele sorriu

–Um bom amante nunca é pego no flagra meu querido-disse ele

–Me diz por que eu escolhi você para ser meu ajudante?-perguntei

–Oi-disse uma voz atrás de mim e eu suspirei.

–Olá Mariane-disse o Felipe todo sorridente

–Oi Felipe-disse ela- Oi nick-disse ela sorrindo

–Olá-disse para ela

–E ai rola social hoje?-perguntou ela sorrindo, desde que eu vim para o hospital ela descobriu e resolveu fazer enfermagem e não larga mais o meu pé, as vezes inrrita e nas outras vezes eu ignoro tenho que admitir ela é muito persistente.

–Não Mariane, hoje não rola-disse suspirando e ela ssetniu.

–Tenho que ir depois a gente se vê então-disse me beijou na bochecha e saiu rebolando

–Por que ela não tá bola para mim?-perguntou o Felipe

–Por que você tem cara de viado-disse rindo

–Você me ama, e não vive sem mim-disse e eu revirei os olhos rindo.

–Senhora Peter?-perguntei em inglês e uma moça se levantou com um criança no colo

–Sou eu- disse ela- por favor ajude ele, ele está com muita dificuldade para respirar-disse ela e eu a acalmei.

–Senhora aguarde aqui eu levarei o seu filho e logo ele estará bem-disse sorrindo e ela me entregou o filho dela, eu e o Felipe demos conta do serviço, a bombinha estava muito gasta e não fazia mais o mesmo efeito, demos a mediação certa para ela e logo atendemos mais pela tarde, logo depois voltamos para a casa, a gente não fazia plantão 24 horas por que não mexíamos com cirurgião, só com atendimento de socorro e logo depois entrava dois outros médicos para fazer o turno da noite.

–Eu estou detonado-disse o Felipe se jogando No sofá.

–Nem me fale-disse tirando o sapato e o jaleco

–E ai, sexta feira, bora sair? Catar umas americanas louconas-disse e eu ri

–Fica para a próxima –disse para ele- eu não tenho dormido muito bem, vou recuperar meu sono essa noite-disse e ele sorriu.

–Ok loiro tentação em casa, o Felipe faz a farra-disse e ele e eu ri muito, assim que ele saiu eu comi um pedaço de pizza e tomei meu banho, me joguei na cama e apaguei.

Nicholas! Nicholas! — gritou uma voz e de sobressalto eu me sentei, mais não era mais a minha cama, eu estava sentado em um gramado verde

–Ah de novo não-disse me levantando e procurando a voz.

–Aqui atrás muralha da china-disse e eu virei pulando

–Você me deu um susto-disse para ela

–Ele tá chegando-disse a menina loiro pulando e sorrindo

–Quem?-perguntei olhando para os lados

–Nossa ele é grande-disse ela rindo- acho que ela deu comida demais para ele-disse rindo

–Acho que nos meus sonhos as pessoas fumam um beque e ficam falando coisas nada ver-disse a olhando

–Anw meu deus como ele é lindo-disse ela sorrindo

–Eu sei, não é todo sai que se vê um homem assim-disse sorrindo

–Anw meu deus ele é loiro-disse ela sorrindo

–É se eu não soubesse que eu sou loiro eu seria um completo tapado-disse para ela

–Anw ele tem covinhas na bochecha, ele é tão perfeito-disse ela sorrindo

–Eu não tenho covinhas na bochecha quem tem é minha mãe, da para falar o que tá acontecendo?-perguntei

–Se prepare Nicholas, ele vai ser mais atentado do que você-disse ela rindo

–De quem diabos você tá falando?-perguntei

–Aiw meu deus que perfeito- disse ela- e por favor se controle ela só fez isso por que ama muito você, não brigue com ela ok?-disse ela saindo

–Ela quem? Com quem eu vou brigar? Por que? Quem é?-gritei e ela sorriu e se virou.

–Adeus Nicholas-disse ela sorrindo e tudo ficou preto

–Ah-gritei me sentando na cama suando- merda de sonho estranho-disse me levantando e indo para o banheiro , liguei a torneira e comecei a lavar meu rosto com a agua fria, vi meu reflexo no espelho, eu não estava nada maus, só aparentava ser um pouco mais velho, fiz 19 a umas semanas atrás, tinha uma barba rala, e cortei o cabelo curto para cima, deixei a agua escorrer pelo meu rosto e seguei, fui de novo para a cama e sentei , olhei para o criado mudo e lá estava a foto da Camila sorrindo com o cabelo espalhado na cama, e com a cor dos olhos quase transparentes , e o que me fez sorrir- Será que ainda se lembra de mim? Faz quase um ano que a gente não se vê-disse e acaricie seu rosto pela foto- te amo tanto ainda-disse sorrindo e coloquei a foto de volta ao criado mudo e me deitei uma sensação de felicidade de alojava dentro de mim, era estranha quase de um estado de Êxtase, sorri e voltei a dormir.

Narração da Camila

Acordei com varias pontadas na barriga e me sentei na cama.

–Ei calma garoto-disse respirando fundo, minha barriga estava enorme, eu já estava com 9 meses a qualquer momento ele podia nascer , confesso que tinha um pouco de medo, mais ver o rosto do meu filho não era nada a comparado a isso- tá com fome amor?-perguntei acariciando a minha barriga, e ele chutou mais forte dessa vez, era como sentir uma fisgada uma cólica pior- ai-gemi baixo, e meu corpo começou a tremer, senti um liquido escorrer pelas minhas pernas e eu tirei o lençol, minha bolsa tinha estourado, não entrei em pânico apenas respirei fundo e peguei meu celular, disquei para a primeira pessoa que estava em minhas chamadas de emergência, Guilherme.

–Alo-disse ele sonolento.

–Gui não entra em pânico ok? Minha bolsa estourou e eu...-disse e como eu previa ele entrou em pânico.

–Você entrou em trabalho de parto?-perguntou- ai meu deus espera que eu já to indo não fica nervosa ok? Isso é natural eu vou pegar as coisas e vou correr ai, fica calma respira fundo-disse ele todo apressado e eu ri

–Eu to calma gui é só que...-disse e ele me cortou de novo.

–Não fala muito, você não pode fazer esforço lembra? Calma respira eu já to no seu corredor-disse eu ouvi o telefone ser desligado. A porta se abriu com tudo e eu vi ele com o cabelo todo bagunçado as roupas colocadas a pressa com a chave do carro na mão- Você tá bem? Ai meu deus eu não sei o que fazer –disse ele

–Respira fundo-disse segurando a mão dele e ele respirou- agora vai no armário pega a bolsa do Gabriel-disse e ele se levantou e correu até o armário e tirou a bolsa que eu já tinha preparado para o Hospital, no meu quarto tinha um berço que eu tinha comprado a alguns meses atrás, estava todo preparado para a chegada do Gabriel.

–Alo? Cadu, acorda todo mundo a camila estourou a bolsa dela-disse ele no telefone- sim eu levo ela para o hospital e vocês vão depois-disse ele e desligou- ok eu peguei tudo? Bolsa?ok! Chaves? ok-disse ele repassando tudo e as contrações aumentaram

–Camila no hospital? Não ok-disse o olhando e ele veio até a mim e me carregou no colo.

–Tá sentindo muita dor?-perguntou

–Sim-disse com força- nossa isso doi muito-disse respirando fundo

–Calma eu vou te levar o mais rápido possível-disse ele e me desceu, não tinha ninguém por ali, ele se virou em 4 para abrir o carro comigo no colo e me colocou no banco e colocou o cinto em mim, ele dirigia como um desesperado.

–Eu quero chegar viva no hospital-disse respirando fundo

–Desculpa eu to nervoso-disse ele e eu ri

–Sou eu que vou ter bebê-disse e ele riu nervoso, logo chegamos no hospital e ele gritou.

–Alguém ajuda aqui, uma mulher entrou em trabalho de parto-disse ele e dois enfermeiros chegaram com um cadeira de rodas e o outro aplicando o soro.

–A senhora tem medico ou medica?-perguntou o enfermeiro

–A doutora Marcia-disse respirando fundo.

–Ok vamos levar você para o quarto e lá a doutora vai ver como vai ser seu parto-disse ele e eu assenti.

–Eu posso ir com ela?-perguntou o Guilherme

–O senhor é o pai?-perguntou ele

–Sou-disse ele me olhando

–Vai querer assistir o parto?-perguntou ele

–Vou-disse ele

–Gui você vai desmaiar-disse para ele

–Não vou, já vi coisa pior vai por mim-disse ele beijando minha testa e logo me colocaram no quarto, deu dois minutos e a doutora apareceu.

–Chegou a hora de ver a carinha do nosso pequeno-disse ela sorrindo e eu sorri

–Graças a deus-disse sorrindo

–Bem vamos ver-disse ela fazendo o checape e me olhou.

–Você está dilatando bastante, é sinal que você pode fazer normal mais se quiser cesariana pode também fica ao seu critério-disse ela

–Eu quero normal-disse a olhando

–Boa escolha-disse ela- levem ela para sala de parto-disse e os dois enfermeiros me levaram e o Guilherme todo tempo ao meu lado- bem vamos ver-disse ela olhando para mim- ainda não entramos em trabalho de parto, assim que as contrações começarem a ser constante você me avisa-disse e eu assenti apertando os lábios.

–Você tem certeza que vai ficar?-perguntei para o Guilherme

–Eu disse que nunca mais te deixaria sozinha, e agora é hora perfeita para não te deixar sozinha mesmo-disse ele e eu sorri e gemi- Tá vindo muito?-perguntou ele

–Ai tá-gemi de dor e apertei os lábios- doutora acho que tá vindo...Ai-gritei de novo , isso era uma dor insuportável.

–Ok coloque a roupa-disse a Doutora para o Guilherme e ele foi se trocar na hora que eu cheguei eles já tinham me trocado e tudo, ele voltou com toca e mascara e segurou minha mão.

–Vamos lá mãe a partir de agora você vai dar empurrões com força para o Bebê vim-disse e eu assenti- 1 2 3 empurra-disse ela e eu botei força e nada, suspirei fundo varias vezes e apertava a mão do Guilherme a dor era enorme.

–Dá próxima vez me lembre da Camisinha-disse ofegante para o Guilherme e ele riu.

–Mais uma vez mãe 1 2 3-disse e eu empurrei fazendo mais força e já podia sentir ele saindo- Boa mãe mais um pouco e você pode ver ele-disse e eu sorri- mais uma vez 1 2 3-disse e eu empurrei com muita força, mais do que as ultimas vezes e eu alivio enorme saiu de dentro de mim, ouvi um choro de bebê e eu sorri.

–Gui vai ver ele-disse ofegante e ele saiu e foi para minha frente junto a medica e eu o vi sorrir, não deu para ver de primeira por que tinha um pano na minha frente.

–Pera ai que eles vão lavar ele-disse ele e eu assenti, demorou um pouco e vi o Guilherme vindo em minha direção sorrindo- Olha quem veio ver a mamãe-disse ele se abaixando até a mim e meu coração pulou mil vezes mais, ele era lindo o cabelo loiro , estava ainda de olhos fechados , era todo branquinho e eu sorri.

–Ele é lindo-disse o pegando no colo e esfregando meu nariz no dele, e o Guilherme sorriu e alisou minha cabeça.

–O Nicholas vai amar ele, é a copia idêntica-disse eu sorri.

–É, ele vai amar-disse sorrindo e olhando o Gabriel se aninhar sobre meu peito.