The Dafne Diaries

1 Capítulo 4 - A melhor surpresa de todas.


Qual seria a surpresa? Vinda de Apolo, não importava qual fosse.

A ultima coisa que vi antes de ser tele transportada, foi o sorriso dele. Depois só senti uma leveza no corpo todo, e quando percebi já estava lá. Aonde era lá? Simplesmente o jardim mais lindo que já vi. Havia um lago cristalino e arvores com folhagens coloridas envolta. Grama verde e macia e o céu azul e límpido sobre nós. Aquele lugar com certeza não era no mundo mortal.

Meus olhos brilhavam enquanto percorriam o lugar, estava boquiaberta com tudo aquilo, e tinha mais. Em um lugar mais afastado, debaixo de uma enorme arvore, havia uma toalha de piquenique estendida com algumas guloseimas.

-Mas como você...

-Tenho meus contatos. Sua mãe me indicou esse lugar.

-Afrodite? Afrodite sabe que me trouxe aqui?

-Claro! Somos grandes amigos, e ela sabe quais são minhas intenções com você...

Eu iria perguntar quais seriam, mas não estava nem ai. Aquele lugar era o mais lindo que já vi e estava feliz por estar ali com ele.

Sorri de canto e fui até a toalha aonde nosso piquenique estava, me sentei com as pernas cruzadas e esperei ele fazer o mesmo.

Havia de tudo um pouco ali. Morangos com chocolate, suco de framboesa (que por sinal é meu predileto), torta de limão, pizza, etc...

Não que eu fosse comer tudo aquilo, mas gostei de saber que ele se preocupava com meu apetite.

Ele sentou bem do meu lado e envolveu meus ombros. Ele tinha um cheiro aconchegante de alvorada. Sei que é muito estranho, mas é como se eu estivesse despertando depois de uma noite bem dormida. Me senti mais disposta e cheia de energia.

Eu o fitei sorrindo e apoiei minha cabeça em seu ombro. Ele era quentinho.

-Moça bonita, não vai comer nada do que preparei pra você? –Ele acariciava meus cabelos e beijava meu rosto. –Não gostou?

-Não é isso, eu gostei muito! –Me inclinei pra frente e peguei a tigela de morangos com chocolate. Levei um até meus lábios e mordi. Aqueles eram os melhores morangos com chocolate do mundo.

[...]

Nós conversamos, rimos, comemos e ele me convidou pra dar uma volta. Caminhamos na beira do lago enquanto conversávamos sobre minha casa em LA. Não era bem uma casa, na verdade eu vivo em uma mansão. Meu pai é empresário e... enfim.

-Gosta de tocar algum instrumento? Você tem as mãos delicadas.

-Eu toco violino. É minha paixão. Quando tiver meus filhos, quero ensina-los.

-Pretende ter filhos? –Ele olhou pra mim com uma certa curiosidade.

-Pretendo sim. Sabe, logo vou sair do acampamento. Já fiz 18 anos e é hora de tentar ter uma vida normal. Faculdade, emprego, família.

-Entendo. –Ele parou na minha frente e segurou meu rosto com suas mãos. –Mas não esqueça que o sangue olimpiano corre em suas veias...

-Não vou esquecer. –Aquele olhar me hipnotizava. Ele sorria do mesmo jeito aconchegante de quando nos beijamos pela primeira vez. Nos encaramos por mais alguns longos segundos até eu sentir os lábios dele nos meus.

Como sempre, o beijo dele era quente e gostoso. Era como... como quando estamos com frio e colocamos uma roupa quentinha que vai nos aquecendo aos poucos.

Antes que eu pudesse pensar em me mover, ele me pegou nos braços, aqueles fortes braços, e, sem parar o beijo, me levou até o lugar que, até poucos minutos, estava a toalha de piquenique.

No lugar havia uma tenda coberta com seda branca e alguns tecidos transparentes. Sob a tenda havia um colchão coberto com algumas pétalas de gardênia, minha flor favorita.

Ele foi me deitando devagar e deitando por cima de mim. Naquele momento eu esqueci de tudo. De onde eu vim, da onde estávamos, do acampamento, da minha família, de tudo! Só conseguia assimilar que estava com ele, só com ele.

O beijo sessou, mas eu permaneci com meus olhos fechados. Ele, pelo contrário, ficou me fitando. Quando finalmente abri meus olhos ele sorriu pra mim e tive vontade de chorar. Não de medo, ou algo parecido. Mas por não acreditar que aquilo estava acontecendo comigo. Eu tinha um homem lindo sorrindo pra mim, sorrindo como se eu fosse especial pra ele. Mas me segurei, seria ridículo chorar ali e justo naquele momento.

-Está tudo bem? –Apolo tem uma voz gostosa. Suave mas imponente.

-Estou incrivelmente bem. Não poderia estar melhor. –Eu brincava com os cabelos dele, enrolava algumas mexas em meus dedos e desenrolava.

-Huumm... tem certeza que não pode melhorar? –Senti um leve beijo em meu queixo e logo depois descer para meu pescoço. Eu entendi o que ele queria, e eu queria também.

-Olha... ai depende, sabe!? Digamos que eu goste de aprender coisas novas. –Eu ri, mas tive receio da reação dele.

-Uhum... Vou te ensinar com toda paciência do mundo, minha bela.

Aquelas palavras foram suficientes pra me fazer sentir nas nuvens. Eu o queria mais que tudo, queria ser dele pelo menos naquele momento.

Meus olhos se fecharam para apreciar e desfrutar do som daquelas palavras, eu sorri e senti as caricias dele. Apolo roçava delicadamente seus lábios em meu rosto, dava leves beijos nos cantos meus lábios e finalmente me beijou. Um beijo doce, calmo e instigante.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!